Amor entre Almas
Flores nascem entre os espinhos,
alegria e tristeza são seus vizinhos.
Entenda, busque as soluções com devoção, supere os desafios com fé e dedicação.
Livro: O respiro da inspiração
Entre o Silêncio e o Vento
No fio da tarde, o tempo se dobra,
carrega lembranças no sopro do ar.
O mundo respira, mas quase não fala,
tudo que importa começa a calar.
Os passos se perdem nas sombras do chão,
mas dentro de mim, há fogo e caminho.
Mesmo na dor, renasce a esperança,
feito uma flor brotando sozinha.
O olhar se levanta, encontra o infinito,
não pelo céu, mas pelo sentir.
Pois quem já caiu, aprende o segredo:
é no silêncio que a alma decide existir.
Se Deus está sempre entre nós, o que ele está fazendo na guerra da miséria? Usando inocentes para exemplificar os assassinos?
A vida corre ligeira,
é um breve intervalo entre nascer e partir. O que vale é o trabalho. Família, amigos, ética, e o bem que se faz. Ame, perdoe, seja feliz; a vida é curta demais.
Livro: O respiro da inspiração
Entre família e amigos, viva a plenitude, não esqueça os perdidos na solitude. Gratidão e simplicidade no viver, pois o amanhã é incerto
para quem não crê.
Livro: O respiro da inspiração
"Qual a diferença entre assassinato e tirar a própria vida? É o ato mais egoísta e sem consideração aos que ficam para trás."
**Entre instantes e eternidades**
Num sopro nasce o dia, num sopro ele se vai,
Como folhas ao vento que o tempo desfaz.
A vida é caminho não reta, mas curva,
Feita de silêncios, partidas e voltas turvas.
Há beleza em cada ruga do tempo,
Em cada erro que virou ensinamento.
O sorriso do agora, o choro do ontem,
Constroem o ser que somos e que seremos também.
Medimos a vida em horas, minutos,
Mas seu valor mora nos instantes absolutos:
Um olhar sincero, um abraço apertado,
Ou o suspiro que precede o inesperado.
A vida não pede promessas eternas,
Só presença nas breves cenas.
E quando tudo parecer sem razão,
Talvez viver seja só… sentir com o coração.
DIFERENÇA ENTRE CONHECIMENTO E SABEDORIA QUANTO À LOCALIZAÇÃO NO ORGANISMO HUMANO
O Conhecimento é inerente à Mente e intrínseco ao Cérebro do Corpo do Organismo do Sujeito-Homem!
A Sabedoria é inerente à Consciência e intrínseca ao próprio Sujeito-Homem!
O desafio de estar inteiro no presente, sem deixar a mente escapar -entre os ecos do passado e as promessas do futuro -requer exercício diário.
"A Pistis Sophia, (texto gnóstico que descreve diálogos entre Jesus e seus discípulos após a ressurreição, abordando temas espirituais e a natureza divina), apresenta uma visão profunda da natureza divina, revelando uma realidade espiritual complexa. Nela, encontramos a Mãe Divina, Pistis Sophia, (personificação da sabedoria divina e aspecto feminino da divindade), e o Pai Desconhecido, (o Absoluto, fonte divina incognoscível e transcendente, além da compreensão humana), distinto do Deus criador do Antigo Testamento, conforme interpretado na teologia gnóstica. Juntos, eles se manifestam através dos Aeons, (emanações divinas que nos conectam ao divino transcendente). A centelha divina dentro de nós é uma emanação dessa realidade divina, que foi aprisionada na matéria pelo Demiurgo, (ser inferior que criou o mundo material e é frequentemente identificado como Javé, o Deus do Antigo Testamento), sendo visto como obstáculo à iluminação espiritual, pois nos mantém presos às leis e regras do mundo material, impedindo-nos de reconhecer nossa verdadeira natureza divina. Nesse contexto, a busca pela gnose torna-se fundamental para a libertação da centelha divina, permitindo que ela retorne à sua fonte divina e experimente a unidade entre o interno e o externo, o humano e o divino.
“Entre partidas e retornos, o coração dança sua própria geografia de sentimentos. Neste poema, o amor se faz estrada, saudade e permanência — mesmo quando tudo parece se mover.”
[sem título]
manhãs sem plateia também contam.
há um intervalo entre acordar e obedecer
onde ainda não se é função,
nem imagem,
nem ideia mastigada de beleza.
apenas corpo e respiração.
o que vem depois disso
é o que sustenta.
não o que produziu, entregou, agradou.
mas o que silenciou
o impulso de se esconder
no que já deu certo.
há dias em que o silêncio fede.
há dias em que a sombra
pesa mais que o vestido.
há dias em que nada encaixa.
e ainda assim, não se grita.
não se implode.
não se performa dor.
apenas se insiste.
não por heroísmo.
mas por uma espécie de pacto secreto com o próprio eixo.
o mundo não aplaude
quem não cede ao papel.
mas existe um tipo de vitória
que não sobe em palco:
aquela que acontece
quando o salto aperta
e, em vez de sorrir pra foto,
opta-se por tirar o sapato.
ninguém repara,
mas é ali que mora a liberdade.
no não contar.
no não provar.
no gesto pequeno de sair do personagem
sem pedir desculpa à narrativa.
não é sobre força.
é sobre não fingir mais leveza
onde se carrega concreto.
é sobre sentar-se reta na cadeira
sem torcer o corpo pra parecer menor.
é sobre encarar o espelho
e não ver projeto, nem fracasso,
só estrutura.
quando isso acontece,
quando já não se quer ser preferida, escolhida, notada
quando já não se mede valor pelo reflexo
quando não se escreve mais
pra ser entendida
mas pra não adoecer..
então sim:
há paz.
não como prêmio.
como consequência.
Juliana Umbelino
"ENTRE TAPAS E BEIJOS, por incrível que pareça este é o regime de casamento que prevalece entre os casais: observei no RJ, o marido que esfaqueou a esposa (jovem), e a mesma foi parar no hospital e depois na polícia, que abriu o processo. O marido por ser condenado pela justica fez com que a policia voltasse a ton para prende-lo. Na procura do condenado, encontrou-o na casa da vítima (ex-esposa), agora, ENTRE BEIJOS, o que não teve perdão, foi cumprir a pena na PENITENCIARIA. Pode ser engraçado, mas acontece coisa PIOR neste regime de casamento".
Capoeira
“Ser mestre na capoeira é fazer do corpo uma ponte entre o passado e o presente. Dominar a arte é ouvir com os pés, falar com os braços e ensinar com o coração.”
Entre espirais e vinhos antigos
No traço do tempo que escorre na pele,
Uma mulher de tempestade nos olhos,
Cabelo colorido,
Tanto quanto a alma,
Dança com as nuvens,
como quem carrega o caos,
E o colo do universo ao mesmo tempo,
Na lente dos óculos,
Galáxias se refletem no espelho de mim,
Onde só almas velhas conseguem se encontrar,
A boca se fecha, mas grita,
Num silêncio de quem já viveu mil recomeços,
Vinho aguado estraga,
Mas, minhas veias tânicas,
Não oxidam de qualquer ar,
Uma taça sagrada repousa,
No centro peito,
Do universo que escorrem relógios,
O tempo que não prende,
Agora, antes, sempre,
Criada tua própria mitologia,
Tatuaste com deusas,
Numa fé que só os que ardem entendem,
Espero, mas vôo,
Fico, mas, transcendo,
Viver é arte.,
A arte é rito,
E nesse quadro pintado com óleo,
Horas em sorrisos, horas em dor,
Bebe-se o mundo em goles de luz,
A viajante entre dois mundos ou mais,
Que aprendeu a ser casa para si mesma.
Morreu-me
Morreu-me o visto como palavra,
luminosidade intercalada
pelo raio entre os azuis
com os trovões
Eis-me aqui por dentro: o que captei
fez com que eu perdesse um de meus centros
Um peso oco soa na cabeça
como um lamento
