Amor e Renúncia
Dizer adeus a um grande amor é renunciar a uma parte maravilhosa da nossa vida. É uma decisão difícil que nos deixa marcas no coração, e quando a tomamos é porque não temos mesmo alternativa.
Ficam guardadas promessas e recordações que nunca mais sairá do nosso coração. É preciso determinação para abrir mão de algo que é tão o amor verdadeiro o mais importante. em nossas vidas
RENÚNCIA - é o Amor que se depura.
SIMPATIA - é o Amor que sorri.
ALTRUÍSMO - é o Amor que se engrandece.
Renunciamos, muitas vezes, ao amor que sentimos.
Mas não nos esqueçamos de pedir que nos devolvam
para que possamos caminhar inteiros.
A renúncia é a maior prova de amor, inclusive, quando entendemos ser ela a prova da sabedoria ao renunciarmos àquilo que nos faz sofrer.
25.04.12
Mãe: você é a única expressão de um amor verdadeiro e de permanente renúncia.
Que o nosso Criador possa fortalecer esta fonte de onde nasce tanta doação, disposição para a renúncia e, sobretudo, nos acolhe sempre em todos os momentos de nossas caminhadas.
A hipocrisia de renunciar a um amor verdadeiro se transforma em uma covardia a um coração.
Teu olhar trazia um imenso querer aos seus instintos, porem o medo converteu a fraternidade e a esperança em frustração.
Faço-me sereníssimo aos seus encantos que de tão singelos puxa-me pelas mãos com uma única certeza, te amo.
Para que o amor seja verdadeiro, deve ser cheio de renúncias
Para que seja intenso, perfeito e sem penúria;
Ah... Então peço a! Meu amor! Reconsidere meus sentimentos seja onde você for
Por que o meu coração se dooa ao semelhante
Nunca se perde, não machuca e não é arrogante;
No teu olhar
Meu amor à minha amada
A torna a única em minha vida...
Por ela a todas renuncio
Para dá-la o meu amor.
Quando nela eu me procuro
Vejo em mim presença sua,
Por ela vem o renovo
Desse amor a cada dia.
Se me amasse por um pouco
Muito em mim se alegraria,
Mas a ausência que me dói
Não apaga a chama viva...
Aonde vai meu coração
Pra fugir da solidão?
Se o amor me fez morada
Ao olhar nos olhos dela.
Edney Valentim Araújo
Se não era o fim, eu quero ouvir... O amor ao qual renunciei, o meu sonho inacabado... Um ao outro era tudo que tínhamos naquela época. Muito tempo se passou? Se posso desejar alguma coisa, além daquele futuro que nunca mais terei... Eu quero ouvir algo além de uma despedida... Porque, sem você, o meu coração não para de doer!
Tirania Infantil
Com medo de perder o amor dos filhos, pais renunciam ao seu pátrio poder, entregando-se ao jogo sutil e hostil da tirania infantil, tornando-se frágeis e subservientes.
Colocados no trono por pais sem firmeza, sem voz, reféns de uma culpa atroz, acreditam que não dedicaram tempo e atenção suficientes para esses rebentos algozes.
Infantes exigentes, pais obedientes, autoridade enfraquecida, valência perdida, tirania fortalecida na culpa assumida.
No lar, o caos reina, pais sem direção, remorso que nutre em vão, jovens onipotentes em ascensão determinam o refrão.
Transfigurados em pais dos pais, esses pequenos tiranos comandam cada vez mais, numa inversão de papéis onde os filhos mandam e os pais apenas obedecem.
"O amor não é sofrimento, renúncia ou sacrifício.
O amor está acima de tudo.
O amor é o fluido natural da vida!
- Transcende..."
☆Haredita Angel
Por vocês, eu vivi uma escalada de amor, e me fiz de armadura como espinhos no caule das roseiras, defendi os mais raros exemplares de flores do planeta. E cruzei de norte a sul, E desta forma, chegamos até aqui: Pai e Filhos numa missão de amor incondicional.
Eu abri mão de um amor. Não por falta de coragem pra lutar, mas pelas circunstâncias e as coisas. Por amor, renunciei um amor.
Thomas Barnardo: O Homem que Não Trancava o Amor.
Thomas John Barnardo (Dublin, 4 de julho de 1845 — Surbiton, 19 de setembro de 1905) foi um filantropo irlandês.
Nas ruas frias de Whitechapel, onde a neblina parecia esconder a própria compaixão dos homens, caminhava um jovem médico com os olhos marejados de fé e um coração inquieto. Thomas John Barnardo não buscava glória nem fama. Buscava um sentido.
Chegara a Londres com o sonho de ser missionário na China queria curar corpos e salvar almas. Mas bastou-lhe uma noite nas vielas de miséria para entender que Deus o chamava de outro modo, em outro idioma, mais silencioso e urgente: o idioma das lágrimas infantis.
Foi ali, sob o fulgor pálido dos lampiões a gás, que encontrou Jim Jarvis um menino descalço, sujo de frio, esquecido do mundo.
Jim não lhe pediu nada. Apenas existia como uma pergunta muda à consciência de quem passava.
Barnardo ajoelhou-se diante dele e, num gesto que selaria o destino de milhares, ofereceu-lhe o que as ruas jamais dariam: uma mão estendida e um olhar que não desviava.
Daquele encontro nasceu uma obra de ternura revolucionária.
Ele abriu uma casa simples, com janelas pequenas e um letreiro singelo, mas onde nenhuma porta se trancava. A inscrição à entrada tornava-se lei moral:
“Aqui, nenhuma criança será recusada.”
Na Londres industrial, onde a caridade era privilégio e a pobreza, crime, Barnardo ousou contradizer o mundo. Alimentava quem tinha fome, ensinava quem ninguém queria educar, e amava os que o destino parecia ter esquecido.
Nas suas escolas, o alfabeto vinha acompanhado do pão; e cada palavra aprendida era uma escada erguida para o alto, um degrau rumo à dignidade.
Houve dias em que o desânimo o cercou. A indiferença das autoridades, o preconceito dos ricos, o peso da fome que não cessava — tudo o empurrava para o abatimento.
Mas Barnardo não se deteve. Dizia que “não há fechadura para o amor de Deus”, e caminhava outra vez pelas mesmas ruas, buscando novos rostos para acolher.
E, assim, foi multiplicando lares, como quem semeia abrigo no deserto.
Quando a morte o chamou, em 1905, mais de sessenta mil crianças haviam atravessado as portas que ele nunca trancou. Sessenta mil destinos que deixaram de ser sombras e voltaram a ser infância.
E quando a cidade dormiu naquela noite, talvez tenha sido o próprio céu que acendeu suas luzes para recebê-lo não como um missionário que partia, mas como um pai que voltava.
Hoje, a sua obra ainda vive, e o nome Barnardo ressoa nas escolas e abrigos do Reino Unido como um eco de misericórdia.
Mas a verdadeira herança que ele deixou não se mede em prédios, nem em números, nem em instituições.
Está gravada no invisível: no instante em que uma criança sente que alguém acredita nela.
" Alguns homens constroem monumentos de pedra. Outros, como Thomas Barnardo, edificam catedrais de ternura dentro da alma humana. "
Há quem diga que alguns seres se comprazem em cultivar a estima da pobreza, como se nela repousasse um símbolo de virtude ou redenção. Tais observações, lançadas com a frieza das conveniências humanas, soam muitas vezes como sentenças ditas sem alma e, quando atingem o ouvido de quem sente, doem profundamente.
A dor que nasce desse julgamento não é apenas pessoal: é o reflexo da incompreensão coletiva diante das almas que sofrem em silêncio. Enquanto uns observam de longe, outros carregam, nos ombros invisíveis, o peso de mundos interiores dores que não se exibem, mas que educam.
É então que se faz clara a urgência de criarmos núcleos de esclarecimento, não sobre a miséria material, mas sobre o amor ignorado. Esse amor que ainda não aprendeu a ver o outro sem medir-lhe o valor; que não sabe servir sem exigir aplausos; que ainda confunde compaixão com piedade.
Cultuar o amor ignorado é erguer templos de consciência onde antes havia indiferença. É ensinar o coração a compreender antes de julgar, a servir antes de censurar. É abrir, no deserto moral da humanidade, o oásis do entendimento.
Porque o verdadeiro amor aquele que transcende a forma e a posse não necessita de palmas, nem de discursos. Ele apenas é, e em sendo, ilumina.
E talvez seja essa a maior riqueza que possamos distribuir: a de transformar o sofrimento em escola, a crítica em semente, e o silêncio em voz do bem.
Tornar-se independente significa correr o risco de se afirmar renunciando a aprovação daqueles que fingem nos amar.
