Amor de Alma
Hoje caminhei pelo jardim de minh'alma
Em um canto avistei uma triste flor
Me aproximei e perguntei seu nome
Ela então me respondeu:
- SAUDADE
IRMÃOS PAGÃOS
A noite do forte solstício
Equinócios pairam em minha alma
Isentos de reles e engessados artifícios
Como que uma epígrafe de uma branda calma
Grilos, gretas, pulhas, ampulhetas
Não jazem e vivem na arte do meu pensar
Metas e metas conduzem o resvalo da arte sobre a relva da reflexão inevitável
De que só um minuto de solidão em solstício
Equivale a centenas de sóis azuis de verão
Câncer e Capricórnio são irmãos não siameses
Há meses penso
Há meses sinto
Há meses quero
Solstício bem vindo, paz no coração .
Luciano Calazans. Praia do Forte, Bahia 22/12/2015
Mulher, você é tão plena!
Quando uma alma pequena não valorizar a tua grandeza, levante-se da mesa e com leveza, deixe a conta da saudade.
Sinto-me no vazio breu da noite
Minh'alma grita por socorro, mas ninguém pode me ouvir
As paredes se encolhem contra meu pequenino corpo que tenta escapar em vão.
Onde está a luz? No fim do túnel, talvez?!
Mas, onde está o fim deste infinito túnel?!
Minhas lágrimas frias viram estrelas neste obscuro caminho e me serve de guia para me mostrar por onde já andei.
O grito da garganta está preso, tem medo de sair, de se mostrar, de tornar tudo pior.
Sento ao chão, solitária, desprotegida e sem direção.
Fico aqui, aguardando a mão que virá arrancar toda escuridão, que na verdade, habita em mim.
VIVO ✍
Vivo sem viver
Caminho por caminhar
Alma minha despida
Despida sem saber
Da dor que me flagela
Que ceifa as flores do meu ser
Já a morte cobiça-me
Ridiculariza-me sem piedade
Dá-me uma silvestre flor
No meu corpo adormecido
Nesta primavera que tento
Com força esperar por ti
Neste dia que amanhece
Rasga-me como numa luta de morte
As sombras que me cobrem
Que se abrem ao silêncio, ao esquecimento
Ferida em agonia neste medo de viver
Ilusão numa cova coberta de flores ciprestes
Nas emoções que geram o sal da vida
INVENTO-TE💘
Invento-te num livro só meu
Escrevo-te desnudando-te a alma
Sem pudor os segredos que guardas
Para amar-te nas certezas da vida
Com a paixão que me consome
Onde dispo-me das incertezas
Que me atormentam tantas vezes
Fogo que me queima por dentro
Neste livro que vou escrevendo de ti
Saboreio cada palavra, cada letra
Que te invento para despir-me de mim
Amor procurei-te na madrugada
Para me alimentar de caricias tuas
Escritas por mim em ti só em ti
O nome dessa poesia é,
Ananda,
Por onde ela passa,
Em meus olhos o encanto,
Linda,
Sua Alma dança,
Seu sorriso paralisa,
Ressalta,
Ressalva,
Reluz,
Relampeja minha sensatez,
Nome com sabor de poesia,
Inebria,
A maneira como apoia a mão sob a cintura,
Delicadamente,
Perco-me em encantamento,
Teu rosto,
Como queria saber teu gosto,
Ananda,
Nome de poesia,
Deve ter sabor de céu,
Céu da sua boca,
No dia mais estrelado que será,
Ainda que em sol à pino,
E se fora da janela trovejar,
Faço-te em mim um refúgio,
Ainda que o inverno insista em bater,
Na minha cama faço e refaço-te em verão,
Tu vais ver.
Tu é o Labirinto onde desejo me perder,
Em curvas,
Toques,
Retoques,
Quero engarrafar cada memória,
Cada micropartícula,
Cada sinal de eufória,
Quero ser Teu maior prazer,
Me chame de Oxitocina,
Tua,
Oxitocina
Exclusiva,
Me queira,
Me queima,
Menina do cabelo de fogo,
Te envolvo.
Duas pessoas sabem que estão se amando,
Quando ambos se entregam de corpo e alma,
Um querendo a felicidade do outro.
"Chuva vem lava tudo, só não lava minha alma despedaçada ! A dor parece maior , na escuridão de um quarto onde só se encontra tristeza e solidão "
Seja sempre linda!
Linda por dentro,linda na alma,linda no sorriso sincero...
Não se importe se as outras falam de ti,se alguém te diminui ou se te julgam por estar gorda ou magra demais. Se vista de amor próprio e vá em busca do que te faz feliz.
Ô coisaaaa linda☺️
ACORDO (soneto)
Alegro... vejo a ventura em aclive e rama
Toda a sorte, que contenho na alma boa
Abarca-me em glória, e nada me atraiçoa
Pois, estou como os felizes: - sem drama!
Ama! Amo!... que seja pra qualquer pessoa
Sem o desdém que humilha, e que infama
Que põe a destruição como trágica chama
Tisnando a satisfação em ter fé. - Perdoa!
Perdoo... no bem, na piedade, amor e prece
Sem a irrisão que traz ao espírito penúria
Dor, e nenhum consolo... - então esquece!
Espinhos, que na maldade então escorre
Despreze, pois sem piedade se tem fúria
Nada leva. Na certeza da vida: - se morre!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
12 de janeiro de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
SONETANDO FELICIDADE
Feliz, em êxtase a alma, o coração sentia
Suspiros. A paz lhe sai da ideia, alucinada
E abarrota-lhe, a palpitar, a fé iluminada
Da fortuna. Em brado e glória de alegria
Ata a agonia fugaz: prende a dor bravia
Na solidão. E se põe na harmonia achada
Num querer ali permanecer, e mais nada
Repousando no agrado, doce companhia
Cheio de sua paz, e de sua oferta cheia
A concórdia traz um olhar tão profundo
Arrancando o amor do repouso secreto
Posso agora resignar, neste alegre soneto
Pois, ao poeta a poesia muda num segundo
E a vida, assim, continua tecendo a sua teia
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
15/02/2020, 05’10” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
Teus carinhos distantes, acalmam a minha alma.
De longe e de perto.
Há a dimensão do paraíso,chamado nosso planeta.
Que liga aos olhos negros escrito em formas de carinhos distantes.
É vagaroso mas devasta, se apodera de corpo e alma, faz estremecer, zera o fôlego, suga as forças e concomitantemente fortalece, a ponto de colidir os órgãos internamente por falta de espaço pela sua grandeza sensitiva. Amor não! Ansiedade por amar demais.
