Amo a Natureza
O Êxtase de um Novo Tempo
Viver… Ah, viver o melhor momento da existência!
Seja no pomar, sob a sombra generosa das árvores frutíferas,
Ao som melodioso do chilrear dos pássaros,
Que, em coro, anunciam a beleza do dia que nasce.
É o bucolismo romântico que se derrama em cada canto,
Onde a natureza veste-se de festa para celebrar a vida,
E o êxtase profundo floresce como perfume invisível no ar,
Sussurrando aos corações atentos:
“Este é o jardim da vida… um altar de recomeços… um novo tempo que desponta.”
Aqui, cada instante é uma poesia viva,
Cada sopro de vento é uma oração,
E cada raio de sol é um convite irrecusável
Para sentir, agradecer e simplesmente… viver!
A Tarde no Morro
Nos segurávamos
em cima do morro.
O sol se disfarçava na chuva,
a chuva, se dispersava no vento,
o vento, desordenava seus cabelos,
e o seu abraço
me fez amar aquele momento.
A tarde em que eu brilhei no morro.
Admirando as coisas que nem todos prestam atenção; o céu, as árvores, os pássaros, os sons da natureza, e até mesmo os bichinhos que rastejam pelo chão.
Em uma casinha de taipa, uma garota corre feliz,
E, rajado de som, o silêncio é interrompido em uma pausa feroz.
O céu celeste, em rosa, se transforma, e o som vem, cheio de sentido e coração.
A menina, que corre, é uma senhora em um campo no outono,
Sem uma casa, mas com uma lagoa entre pássaros.
O céu rosa é celeste, e o som, mais feroz, vem à tona.
Embora o correr da menina senhora sinta falta,
O bem te vi voa, voa, em um quintal entre risos
Até mesmo o caos precisa de seus momentos de calmaria,meu momento de paz, momento de transcender, de elevar meu processo criativo.
Pássaro Prisioneiro..
Olha aquela gaiola moço
Pendurada na parede,
Nela tem um canarinho
Que tornou-se um prisioneiro
E seu canto é um desabafo
Ao ouvir um outro pássaro,
Na arvore livre a cantar.
Ele foi aprisionado sem
Nenhum crime cometer,
E confinado na gaiola
Em seu canto ele chora
Sem entender o porque.
E quando chega a alvorada
Ali próximo a passarada
Anuncia um novo dia,
E o pássaro prisioneiro
Pulando naquela gaiola
E seu canto é um lamento,
Outrora naquele lugar.,
Abra esta gaiola moço,
E deixe o pássaro voar,
A natureza te implora
Então deixe-o embora
Para a alvorada alegrar.
AS PÁGINAS DA VIDA
Autora: Lourdes Duarte
As páginas da vida são cheias de surpresas
Momentos alegres, felizes ou tristes e especiais.
Capítulos por capítulos, escritos no arrebol da vida
desbravando sonhos! Mágoas, dores e paixões.
Mantive-me em pé, mesmo ferida, destroçada,
Varri a alma, aliviando as angústias, abatida
Desbravei mistérios e fantasias, fui feliz.
suportei sofrimentos e decepções, mas não cai.
Mantenho a chamada da esperança acesa,
Escrevendo a minha história, ora alegre, ora sofrida
Convivendo com vitórias e fracassos, do meu jeito,
Não aprendi a conviver com falsos e na solidão.
Nos capítulos da vida escrevo maravilhas
Convivo com pessoas que amo e me fazem felizes
As flores nos campos, o ar que respiro, a natureza
O sorriso das crianças e Deus que me estende a mão.
Tento reflorescer a minha vida, amando-a
Felicidade eterna sei que não existe
Mas no livro terrestre da minha história
Os autores principais, Deus e eu.
Anoiteci muito cansado
Então chovi bastante para o rio alagar
Quando ventei pude as árvores balançar
E relampejando risquei o céu de energia
Trovejei tanto que ensurdeci
E assim amanheci raiando
A criação está em toda existência. A essência da vida, universo e galáxia é o poder da criação. A natureza manifesta em harmonia com cada ser. A beleza do céu, da terra, das águas, do sol, da lua, estrelas, vento, flores, animais, tudo. Tudo é Deus! Não há condição para se elevar ao Pai que está no céu, Deus está em tudo. Deus não é inalcançável. Deus está dentro de nós. Ame tudo e estará amando a Deus, amando a ti mesmo.
"A evolução do cérebro humano faz parte do processo da seleção natural. Entre todos os animais, o homem é o mais fraco deles, o cérebro desenvolvido ao longo do tempo, fez o homem se adaptar e sobreviver, perpetuando assim a nossa espécie. Não sobreviveríamos na água, não temos asas, não pulamos de alturas que ultrapassem a nossa própria, não temos caldas para nos proteger e nem para nos equilibrar, não corremos em velocidade que supera a de um coelho, até um macaco de um ano de idade tem mais força de que um homem adulto. O cérebro humano é o que nos diferencia das outras espécies, mas isso não é uma questão de privilégio, é uma questão de sobrevivência natural, é um processo evolutivo."
O vento sacode, nas poeiras da vida, um amontoado de vaidades, desfigurando as incompreensões e realimentando o alento desmedido da natureza
