Amizades Antigas
Papilos escritas mais antigas que o tempo
Os vultos desceram
As asas quebradas escadas luz em velocidade
Abismo-desespero cinzas e uma melodia melancólica na melancolia das dezoito
Escorrega o sol o horizonte vermelho purpura e o escaneio os consome lentamente sentença decretada
O ódio deles perturbadores dos nossos asseios invejosos seres rastejantes o pó se arrastam e seu ventre corre na areia mais antiga do tempo...
Pesamentos e desejos compelindo á você a querê outros sentir
Tento soprar-los para longe mais sua ansiedade os magnetiza
O tempo e o mundo da essência espiritual entre o céu e a terra é a filosofia não a compreende
Cativas e não tem selo! mata a canção como o bicudo do algodoeiro se alimentando das nuvens do amor
As sombras das nuvens mais densas se aproxima o sangue se mover la dentro sabendo seu destino
As lagrimas do futuro respinga no meu roso minhas cinzas voam em uma nuvem viaja no reveso temporal mas você não consegue ler as tabuas e de pedra ainda
Sonho no soneto pesadelo do destino ao pó retorna com medo da constância da repetição sem relógio para retornar
A noite sobre sua pele de dia óculos escuros filas de octano
Mas agora é tarde é o que vão dizer...
Por charlanes Oliveira Santos
Começar a questionar crenças antigas e estar aberto a novas ideias pode ser uma parte importante para o seu despertar da consciência.
Saudade tem cara de coisas velhas, coisas antigas, que não se foi.
Se renova aos impulsos e vive presente.
O Preço da Alma Forjada…
Na penumbra cinzenta de um mundo forjado em dores antigas, onde o chão respira o aroma de batalhas esquecidas e o céu chora cinzas de fardos incalculáveis, ajoelha-se a figura imponente do guerreiro. Sua armadura, um manto de aço polido, reluz melancolicamente sob a luz bruxuleante das chamas que lambem a terra. Não é uma rendição, mas um repouso momentâneo, um instante de silêncio antes da inevitável retomada da marcha. A espada, fincada ao seu lado, não é apenas um instrumento de combate, mas um testemunho mudo de mil desafios superados, um eco ressonante de gritos de guerra e sussurros de desespero.
Muitos olham para essa carcaça metálica, para a postura altiva mesmo na prostração, e imaginam glórias incontáveis, vitórias fáceis, um destino abençoado pela fortuna. Em seus olhos, há um brilho tênue de cobiça, um desejo inconfesso de ocupar tal lugar, de empunhar tal poder. Mas desconhecem a essência da existência que se desdobra sob o elmo cravejado. Não há atalhos para a grandeza que se presume, nem caminhos floridos para a fortaleza que se ostenta. Cada fibra de seu ser foi moldada na bigorna da adversidade, cada cicatriz em sua alma é um mapa para lições aprendidas a duras penas.
O fardo que carrega não é visível aos olhos superficiais. Não são correntes ou pesos de chumbo, mas sim a memória de cada sacrifício, o eco de cada escolha dolorosa, o peso de cada expectativa que se depositou em seus ombros. É a solitude de ser o pilar em meio à ruína, a resiliência de se reerguer após cada queda que parecia final. É a consciência de que, para ser quem se é, foi preciso desbravar paisagens desoladoras, enfrentar demônios internos e externos, e, por vezes, renunciar a pedaços de si mesmo que jamais retornarão.
A inveja, esse veneno sutil que corrói corações, não encontra terreno fértil na compreensão profunda. Pois se pudessem, por um único instante que fosse, experimentar a densidade de sua jornada, a amplitude de suas lutas silenciosas, o peso intransferível de suas responsabilidades, cada um recuaria apressadamente, preferindo a leveza de sua própria existência, por mais comum que ela pareça. A grandiosidade que se percebe é, na verdade, a soma de incontáveis pequenos atos de coragem, de inabalável perseverança, de uma teimosia quase divina em não ceder à desesperança.
Ele se levanta lentamente, a armadura rangendo em um lamento metálico que só ele parece ouvir. O peso de sua existência não o dobra, mas o fortalece. E enquanto a fumaça se eleva do chão queimado, e as brasas tremeluzem como olhos observadores, ele avança, não em busca de aplausos, mas impulsionado por uma força intrínseca, uma promessa silenciosa a si mesmo de continuar, sempre, até que a última chama se apague ou a última batalha seja travada. O preço de ser forjado assim, é imenso, mas a alma que emerge dessa forja é indomável, um farol de resistência em um mundo que anseia por luz.
Quando recebes uma nova tarefa, espera-se que deixe a mala com as ferramentas antigas para trás, só o novo importa daqui para frente...
Tava lendo as nossas conversas antigas pra tentar entender a onde foi que a gente se perdeu que o nosso amor morreu.
- Das coisas que não voltam.
FILHO DO SILÊNCIO
filho do silencio, eu e escutei cantigas antigas
que a ternura doce e materna soprava na brisa;
tinha a beleza de tudo que a infância embeleza,
a beleza do que não é belo, mas embeleza o espírito,
a beleza porque tudo é novo quando se é criança...
e tudo é paixão quando se tem espaço no coração;
guardei sorrisos, olhares, palavras,
alguém que passava mas deixava o perfume,
alguém que falava ou balançava os quadris,
alguém que só existisse na minha imaginação;
que contemplasse o que tivesse movimento, aroma e luz,
armazenei colinas e silhuetas, o que cintilasse, o que gorjeiasse,
o que sorrisse, o que vibrasse, o que silenciasse;
porque às vezes silenciamos para as coisas que partem
ou para o que não temos explicação
e assim eu me tornei filho do silêncio
quando silenciei pro meu pai, pra minha mãe,
pra todas as despedidas, pra tudo o que partia,
pra tudo o que se partia
e me transformei em órfão dos sonhos, das promessas, dos ideais...
Viver
Reativar emoções antigas,
Reabastecer meus valores,
Turbinar meus sentimentos,
Levantar voo e viver...
Gosto de ouvir músicas antigas, já que não dá para eu voltar no tempo, eu faço aquele tempo voltar em mim. 📻📀
O ritmo das botijas
antigas é escutado
por quem passa pela rua,
Estás sob o meu perigo,
não fazes ideia do gingado.
Só quem é das antigas
paga promessas
estando só ou fazendo
parte de tropa
para o santo da imaginação,
São Campeiro é protetor
contra toda a tribulação,
Rogai por nós e nos protegei
contra qualquer maldição.
Entre poucos verdadeiros amigos e irmãos de antigas jornadas, os carinhos nunca cessam, nem as eternas conversas de alma silenciosas que mil palavras do dia a dia, sem a amizade, não dizem nada. Entre os verdadeiros amigos, o olhar de ternura é a melhor saudação de chegada e a certeza da união e do amor para sempre, por palavras mudas ditas pelo coração, na nova partida, um breve até logo para um novo encontro mais à frente.
Saudosas lembranças, do amigo e mestre Darcy Ribeiro, que ressaltou antigas bandeiras brasileiras e que ainda hoje não tremulam por liberdade, por razão alguma.
Bem longe dos pensamentos, pequenos momentos acontecem e ajustados por nós completam antigas historias e sonhos buscados em silencio em nosso tão sozinho, apaixonado coração. Distante do que os outros sabem, chega um dia que sou feliz.
Difícil viver livre e por inteiro se somos carcereiros, prisioneiros e reféns de nossas antigas mentiras e de nossos novos medos. A vida é eternamente possível no agora pois o ontem e o amanhã são imutáveis.
Irmãos amados ficam até nas fotos antigas e não ficarão eles em nosso coração por gratas lembranças?
Sincronizar tempo, mexer nas antigas ideias e misturar fatos com novidades, com um pouco de independência, risco
e vivacidade, é o mesmo que ser uma pessoa criativa.
