Amizade Amor Dor poesia pensamentos
O que mais me dói é o meu próprio rancor. Enfurece-me tanto que o transformo em tudo: o alívio em tensão, a cortesia em maus-tratos, a franqueza em falsidade, a dor em raiva.
Caiu, machucou, doeu, chorou? Levanta, a vida não é sobre
quem fica se lamentando.
É sobre quem segue em frente
mesmo sentido dor?
Na medida em que vou me autodiagnosticando, vou percebendo o quão burro sou por não procurar ajuda.
Lamentarei eternamente os meus erros, não haverá esperança e nem luz, eu estarei em absoluta trevas e vazio, serei condenado e não terá paz, sou um pecador e mereço a condenação de Deus, é justo o meu tormento e dor.
quarentena
eu, quando sofro
não sofre eu.
sofre o que pena
da pena que se tem
dá dó essa cena
da lágrima que vem...
fazendo da dor quarentena
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
18/09/2021, 15’27” – Araguari, MG
Um dia você vai olhar pra trás e ver que todo o deserto que passou, era pequeno demais diante daquilo que Deus tinha preparado para você.
Ao suportar o calor do fogo, a dura semente do milho se transforma num alimento belo e macio. Assim somos nós ao nos deixarmos lapidar pelo provisório sofrimento.
Seria Imaturo demais querer que o mundo acabe, querer que essa voz que existe na minha mente suma, querer parar de sentir minha alma gritar, querer que tudo isso acabe. E seja lá oque vier depois não deve ser tão perturbador como e agora.
Madrugada fria, cama vazia, o tempo não passa, ouço o som da chuva no telhado e o sussurrar do vento na janela, meio que agonizando pedindo para entrar ...
Solidão toma conta do peito, transborda pelos olhos. Chove lá fora e se faz tempestade dentro de mim.
PIOR
vento
de ventilador?
luz
de lamparina?
alivio
de aspirina?
melhor
sentir calor?
viver sem cor?
morrer de dor?
não, é pior...
bem pior!
Em 2020 o Natal para muitas famílias será distante daqueles que se amam. Seja por distânciamento social , seja por perda para o Covid. inexplicável esse Natal..
Às vezes não estamos nada bem, o sorriso é apenas um disfarce que aperfeiçoamos pra disfarçar a nossa dor.
A ansiedade tem me tomado como se eu fosse uma criança indefesa.
Tudo em mim pede socorro quando meus pensamentos dolorosos chegam.
Tudo desmorona como o barro na chuva.
A sensatez se silencia como a morte.
Reflexões sobre o ocaso III
O que dirão os futuros vermes
Que hão de comer minha matéria?
O que dirão a respeito do que lhes espera?
Ficarão satisfeitos com tanta podridão?
Eu estou longe de ser imaculado.
Reflexões sobre o ocaso V
A sensação de chegar ao topo
É desanimadora.
Cheguei até aqui para nada?
Qual é a minha recompensa?
Eu não sou o vencedor?
Nem sempre me afasto por não ter sentimentos.
Às vezes é por não ter condições de lidar
com as incertezas após a aproximação.
