Amigo sem Vc Nao sei o que seria de Mim
O ESCURO PASSA
Não se aflija, acredite no amanhã,
o dia amanhecerá, e quando amanhecer...
Brinde o dia... Veja o sol,
a noite passada nunca se repetirá.
Agora você tem o horizonte,
galgue os sonhos...
A vida não se repete
e o tempo sempre esta arrastando-nos
para frente.
Acredite em ti...
Não deixe a sua vida, ser enganada
por promessas falsas,
não volte a noite que foi tão escura!
Pois agora, o dia se faz sol
e os pássaros cantam o amanhecer.
O céu, voltará a te saldar com um arco-ires,
o futuro é feito por cada um de nós
repetir o passado para cair na burrice
é desespero...
O passado só se repete se,
permitir-nos repetir.
ANTONIO MONTES
FOLHAS SECAS (soneto)
As saudades das lembranças não feitas
Acorrentadas no passado e não dadas
Perdidas, sonhadas e até tão desejadas
Assim, para a indagação, são estreitas
E no como seria, são apenas fachadas
Tal como viscosas felicidades suspeitas
De possível outro rumo, e boas receitas
Na ilusão do tempo, por suas chegadas
O ser humano e suas incríveis emoções
No ter e querer um prumo de intenções
Quando o amor é espera em movimento
Encanta-me a ação da vida, as razões
As utópicas e inúteis e frágeis aflições
Todas, folhas secas, levadas ao vento...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
Não sofra por quem lhe faz sofrer.
Nem se culpe por não receber as gentilezas que jugas merecer. Não é que não as mereça de fato!
Tenha em mente que pessoas infelizes jamais serão capazes de responder às suas expectativas. E como todo infeliz não alcança alvo nenhum. Tenha consigo constantemente a felicidade
A vida é como um jogo, passamos por fazes de variados sentidos, e não faz sentido parar no meio do jogo
Reflexão diária 16/07
Sem determinação, luta, e a vontade de Deus, não alcança seu ingresso para uma nova qualidade de vida.
Pensamento do dia 16/07
Alguns termos da vida Deus lhe deixa a vontade, não se envolve, justo para que você não perca seu livre arbítrio.
Sonhei com uma feijoada.
Não qualquer uma mas com a do Bolinha de São Paulo.
Se você nunca comeu uma feijoada do Restaurante do Bolinha em São Paulo, por favor pare de ler agora. Não tenho tempo nem saco para explicar a tradição de mais de oitenta anos, como é montada e quem frequentou aquele ridículo templo pagão da gastronomia paulistana na Avenida Cidade Jardim no.53.
Não sei se a feijoada foi atriz, se o restaurante foi o palco, sei que o lugar lembrava muito a premiação do Oscar, já que além de nós simples mortais, centenas de celebridades iam se refestelar com restos de porco servidos em cumbucas de barro, substituídas tantas vezes quantas você pedisse.
Não sei como anda hoje mas o maior sucesso da feijoada era a fila que se formava na porta nos anos oitenta. Os mais ricos e famosos, as mais lindas e cobiçadas mulheres, os carros mais caros, as maiores motos paravam em fila dupla, tripla e no bolsão de estacionamento que se formava naquele entroncamento em frente ao finado Pandoro.
Nunca fui fã de feijoada e confesso, ia e pagava caro porque já estava bêbado de caipirinha e inebriado com o pandemônio festivo que era aquele circo.
Depois de começar a escrever fui dar uma olhada nas críticas atuais do restaurante e não recomendo nem o restaurante, nem que você leia as críticas, pois uma coisa sou eu falando e outra é você constatando que a fama de muitas pessoas e muitos lugares foram criados por falsas ideias do que representa a vida e o sucesso.
Chego à conclusão de que o sonho não foi com a feijoada do Bolinha mas com o que representou para mim e para tantos ideia de felicidade e sucesso naquela época.
Sem nenhuma cerimônia, nem tristeza, deixo de lado o sonho e a feijoada do Bolinha, lavo a cara na pia do banheiro, dou uma olhada furtiva no espelho e corro para o meu pão com manteiga, iogurte de frutas vermelhas e uma fatia de bolo com café expresso da dolce gusto, presente como todo mundo já sabe, da querida Amanda Palma.
Quando duas almas realmente se amam não importa o erro cometido, a dor sentida o orgulho latente, o importante é que não pode ser o fim.
Uma folha ao se soltar dos galhos de uma arvore frondosa ou não, torna-se uma obra de arte nas mãos de um artesão ou simplesmente adubo para alimentar com a sua decomposição a nova ou velha arvore que ainda persista em viver.
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