Amigas Maternidade
Mãe, obrigada por ter sido tão presente ao ponto de estar aqui, mesmo sem estar. Não só na genética, que naturalmente se explica; mas também no subjetivo que inexplicavelmente supera razões e dimensões.
O milagre do verdadeiro amor é unir laços invisíveis de forma indivisível, ainda que a separação física seja de incontáveis anos-luz do espaço-tempo. Afinal, a distância é relativa quando o laço é de amor.
O vento semeia sementes
Os sorrisos provocam reações
A Fé conforta vazios corações
Arte transforma pobres mentes
Ao homem cabem realizações
O que esperar de um mundo
Onde tudo se faz tão a fundo
Senão alimentá-lo
Do seio às gerações...
Minha mãe já tinha me criado. E eu sabia que tudo tinha acabado bem. Mas quando eu tive você, percebi que nada era certo. Estávamos juntos, bem no início, e tudo podia acontecer.
Desviei o olhar, assustada, enjoada, dominada pelo amor, à beira de chorar e rir e finalmente, finalmente, finalmente comecei a conhecer minha mãe.
Esses são pensamentos que nunca deixo sair dos meus lábios. Esses são pensamentos que a maioria das mães não têm.
A diferença entre disciplinar e punir.
A maioria dos pais não sabe a diferença entre disciplinar ou punir seus filhos. Disciplinar é diferente de punir. Infelizmente por não saberem a diferença, acabam pecando ou pela falta de disciplina ou por aplicação constante de punição.
Conhecer essa diferença entre essas duas estruturas é fundamental para que filhos possam se tornar emocionalmente fortes.
Disciplina vem do Latim, disciplina, “instrução, conhecimento, matéria a ser ensinada”. E esta deriva de discipulus, “aluno, aquele que aprende”, do verbo discere, “aprender”. Mais tarde ela assumiu o significado de “manutenção da ordem, atendimento às regras”.
Punição vem do Latim, PUNIRE, “infligir pena em alguém”, de POENA, “pena, castigo”.
Punição é fazer as crianças sofrerem por terem cometido erros. Já a disciplina tem como objetivo, ensinar os filhos a fazerem melhor no futuro, e respeitar regras, isso sim educa para uma melhor ação.
"Nunca conheci alguém como você", como se eu fosse uma estranha de outra cidade ou uma convidada excêntrica acompanhando um amigo em comum para o jantar. Era um pensamento estranho de ouvir da boca da mulher que deu à luz e me criou, com quem dividi um lar por dezoito anos, alguém que era metade eu. Minha mãe lutava para me entender assim como eu lutava para entendê-la.
Todo mundo sempre fala sobre o quão bem as mães conhecem seus filhos. Ninguém parece notar o quão bem as crianças conhecem suas mães.
Minha mãe me ensinou
o jeito certo de viver,
me levou até o parque
quando eu era um bebê;
quando jovem, sem juízo,
padeceu no paraíso,
pra depois me ver vencer.
Eu tive A MELHOR mãe do mundo!
É claro que ela não era perfeita e tínhamos alguns momentos de desentendimento, que duravam muito pouco tempo, pois logo fazíamos as pazes. E tenho ciência de que eu também não fui uma filha perfeita, mas isso nunca foi motivo para que eu fosse menos amada ou menosprezada.
Ela teve uma infância e adolescência muito difícil, de muito sacrifício. Quando se casou e formou nossa família, as dificuldades permaneceram e a verdade é que nunca a vida foi fácil pra ela. Mas ela tinha sabedoria e um coração enorme, e nunca descontou nos filhos suas frustrações. Ao contrário, ela nos protegia e nos ensinava - muitas vezes até sem saber - que o amor a tudo suporta e tudo supera. E ela suportou e superou muita coisa!
Ela tinha uma fé forte e inspiradora, mas ao mesmo tempo sutil, leve; e expressada muito mais em suas ações do que na fala. Era a essência dela!
Para mim é muito difícil assistir o modo com que algumas mulheres agem como mães, com atitudes que beiram ou até adentram à covardia e crueldade; em um típico comportamento narcisístico onde há manipulação, abuso de autoridade, vitimismo e terceirização de responsabilidade. Atos geralmente praticados de maneira injusta e desproporcional, com filhos(as) que não fazem por merecer.
A maternidade é algo divino e fomos ensinados a acreditar - sem questionar - de que é algo intrínseco nas mulheres. Mas gerar e gestar não é o mesmo que ser, e parece quem nem todas têm em sua natureza o dom e a capacidade de maternar e fazer maternagem.
Se acreditas que deu à teu filho uma boa educação, valores e princípios, confie e de-lhe a oportunidade de colocar o aprendizado em prática.
Permita-o ter experiências que o farão sorrir, chorar, acertar, errar, socializar, e aprender que suas escolhas e ações sempre tem consequências, as vezes boas, as vezes dolorosas.
Caso contrário, como saberás se ele de fato aprendeu o que ensinaste?
Ao tentarmos poupa-los de frustraçõs, tiramos deles a oportunidade de desenvolvimento.
O puerpério é um tempo de autoconhecimento, onde você vai se descobrir mãe. São como ondas do mar, as vezes mais calmas, as vezes revoltas, mas mantém a sua beleza, seja nos dias mais ensolarados quanto nos dias mais tempestuosos.
Mãe tem três letras e um acento. Não seria grave, porque não combina com ternura; não seria agudo, porque fere. É um til, em forma das ondas suaves do mar, a reproduzir o gesto da mulher que embala o filho com amor.
A mãe está sobrecarregada geralmente porque ela precisa ser mãe dos filhos e também do marido. Muitas vezes o marido é o primeiro filho da mulher, como se a sogra, já exausta, compartilhasse a guarda ou mesmo deixasse na porta e saísse correndo. Ser mulher é ser mãe sem querer.
A gente meio que já nasce pronta para ser mãe... Mãe que gesta ou mãe que adota... Está no nosso DNA e no nosso coração! Porque mãe é SER, mesmo quando não nos preparamos 9 meses, mesmo quando não fomos nós que trouxemos ao mundo. Os filhos nos são dados e nós SOMOS!
Na igreja da cruz
Você acha que existe algo realmente difícil para Deus fazer?
Realmente difícil é o ser humano acreditar que Deus pode fazer qualquer coisa!
E ainda há aqueles que ironizam das possibilidades de Deus. Realmente, como o ser humano é fraco sem Deus!
Senhor, fortaleça a nossa fé e nos livre da incredulidade.
