Amarga
DOR
Poeta Brithowisckys
Essa dor persistente e amarga
Que teima em ficar comigo
É diferente das outras dores
Essa sim... oferece perigo!
Não, eu não queria sofrer
Sinto-me só, é deveras comovente
Para outros, um indolente
Como alguém que pressente
O perigo iminente de acontecer...
Oh! Triste é a jornada perene
Que a vida imprudente me impõe
Essa tirania ruidosa e malvada
Que suga meu doce sossego
E me faz quase desvanecer.
Sou homem frágil, feito de emoções
Daquelas estruturadas, bem profundas,
Que ardem e queimam meu peito
Como chamas intermitentes azuis
A mais quente de todas,
Incendiando meu flexível coração
Estou na nau chamada vida,
Cruzando o bravio mar austral
Sem velas...a esmo na imensidão,
perdido ao léu, em vento contrário
Tendo as estrelas no firmamento
Testemunhas do meu sofrimento
Sozinho, enfrentando as vis tormentas
Sou pouco e fraco tido por mim
Sem perspicácia do início ao fim
Sou feito de ossos pele e carne
Passível de erros diminutos, sim
Como pele de frágeis vidros
E sangue petrificado de marfim.
Não se iludam vermes míopes
Por qualquer pretexto eufórico
Regurgitam cicuta mortal
E ainda zombam de mim!
A dor não é eterna...
Um dia ela irá divagar e passar
Como passam as tempestades
E as águas por debaixo da ponte.
Tudo acaba e desaba num suspiro
Em determinado momento
Como a chama que apaga
E o pesadelo chega ao fim.
Pobre de mim, se insistisse
Perpetuar a dor em meu peito...
Vai guerreiro! Decepa de vez
A dor que queima teu leito.
Minha Amarga e Solitária Solidão
No silêncio profundo, onde ecoa a dor,
Caminho por sombras, perdido em meu clamor.
Minha amarga solidão, um manto que me abraça,
Em cada passo dado, a tristeza se entrelaça.
As horas se arrastam, como nuvens de aço,
E o peso da ausência é um fardo que não canso.
Busco por vozes que não vão me encontrar,
E a vida, tão cheia, parece se esvaziar.
Nos sonhos, tu vens, com o brilho do passado,
Mas ao acordar, sinto o frio do lado.
Corações que se afastam, promessas que se vão,
E em meio ao vazio, ressoa a solidão.
As lembranças dançam, como folhas no vento,
Revivo os momentos com um triste sentimento.
Nos risos que ecoaram, nas juras de amor,
A saudade é uma faca, cortando a dor.
Oh, solidão amarga, que me ensina a esperar,
Tu és a companheira que não posso deixar.
Mas em meio ao sofrimento, procuro a luz,
Um fio de esperança que ainda me seduz.
E mesmo que as noites sejam longas e frias,
Busco nas estrelas as minhas fantasias.
Quem sabe um dia, em um novo amanhecer,
A solidão se transforme em algo para viver.
Assim, sigo adiante, com o peso do coração,
Aprendendo a dançar com minha solidão.
Pois mesmo em sua amargura, há lições a se dar,
E em cada lágrima, um caminho a trilhar.
Amor, fogo que sucumbe e aquece,
Paixão é arte que no peito ilumina,
É dor tão amarga, mas não se esquece,
Entrega asas à alma que alucina.
Doar-se, fluir como o ar que nos cerca,
Sem freios, sem medo, ao vento se lançar,
Amor é ser livre, é não ter reserva,
É dor e prazer, é o céu e o mar.
Nas camadas do amor, o silêncio é vero,
Vive-se o êxtase, a alma a vibrar,
O amor é poema não lido, pois há mistério,
Paixão é caminho que não dá pra andar.
Livre amor prisioneiro
Vivia uma amarga liberdade
à procura de uma doce prisão.
Vivia sofrendo a maldade
do pisoteio de outro coração.
Então o destino me trouxe, de verdade,
um fechamento para o meu coração.
Foi aí que através de uma imensa facilidade,
deixei-me levar pela emoção.
Joguei-me nos braços vastos da paixão,
já não dava mais razão para a razão,
pois sabia que encontrara o amor verdadeiro.
Disso eu tinha plena convicção,
pois levou-me ligeiro, o meu coração,
a viver o tão esperado livre amor prisioneiro.
"Alma amarga"
Alimentar o pensamento
Nos trás equilíbrio e leveza,
Mas remeter o passado
Nos faz sentir fraqueza.
Almas gêmeas existem?
Ainda não temos certeza
Talvez sim, talvez não...
Só precisamos enxergar com clareza.
Jardim sem flores;
Doce sem docura;
Amor sem amores;
Vida de amargura;
Conexão sem Wi-Fi;
Carregador sem cabo;
Vendas para olhos
Que um dia já enxergaram...
Sonhos que não vividos;
Amores que foram esquecidos;
Finais felizes que talvez
Tenham ou não existido.
Nesse mundo gigante
A alma amarga
É vestida de sigilo,
Sendo um como um precipício
Numa vida sem estilo.
E LHE CANTEI ENTÃO ESTE ACALANTO:
Dorme, Minotauro, Mouro
da mais amarga Veneza,
mudo amor na correnteza
do balbucio, homem-touro
tossindo no labirinto
da névoa e da solidão,
cala o instinto e o indistinto
e dorme, descansa, irmão!
Não existes, não existo,
nada existe neste mundo
aquém ou além do fundo
da linguagem. É tudo um misto
de silêncio e de ruído
no coração de quem sofre
preso num malentendido
como um inseto num cofre.
Perdoa-te… Nada ganhas
com dar e redar teus nós
na teia da velha aranha
retendo e perdendo a voz
no pescoço que partiste:
a garganta bipartida
entre a elegia do triste
e o último sopro da vida
não te vai dizer mais nada.
Tudo o que pôde foi dito.
No silêncio, na calada
da noite, escuta o infinito
para além da grade, tua
e dos outros prisioneiros
entre a linguagem e a luta.
Os últimos e os primeiros
tampouco entenderam Aquele
que ia morrer e lhes disse
que este universo era Dele
e o resto tudo crendice.
Nem tudo é só desperdício.
Tudo e nada nesta vida
se confundem, fim e início,
chegada como partida
trocam-se em pura ruína
mas o verme engole a aranha,
believe it or not! A sina
que escolhestes não se ganha
sem um sacrifício imenso,
mas que vale mais que a cena
em que por causa de um lenço
Otelo mata Desdêmona
ou o velho rei Lear,
louco e só, só pelo e osso,
vê e não vê balançar
Cordélia pelo pescoço.
Se o amor não aprende a língua
do ser amado, esse amor
é um louco morrendo à míngua
do que seja, ou do que for…
Deixa-te embalar, amigo,
como eu me deixo cantar
este acalanto e te digo,
te juro que o verbo amar
só Deus conjuga contigo.
Amargo é o gosto que se sente
Quando quando a gente
Não sabe amar.
Amarga é a pessoa
Que um dia veio a me amargurar.
Profunda tristeza amarga o ventre,
frutos que destrói, destino eminente.
Amores não comprados traz felicidade,
Vergonha da vida mentir é mortalidade.
Brilho intenso tem o dia da vitória,
Florescem todos os campos da memória.
O ouro brilha à porta larga,
Mas seu fim é cinza e brasa amarga.
Já o estreito é trilha esquecida,
Mas guarda em si a eterna vida.
A quem se curva ao próprio anseio,
Resta o vazio, o frio, o medo.
Mas quem se rende à voz do Eterno,
Bebe da graça, livra-se do inferno.
"Na vitória ou na derrota, sempre haverá uma
lição, seja ela doce como
o sucesso ou amarga
como o fracasso, ambas
nos ensinam a crescer."
A vida é como café, o dia que estiver amarga, acrescenta um pouco mais de doçura, que não tem erro.
Eu não entendo, por que, eu me pergunto, por quê? minhas dores vêm como uma grande onda amarga diga-me, como vai você, para aquelas vozes trêmulas dentro de mim? me diga que eu vou morrer, eu preciso saber Eu quero encontrar meu excedrin, e se for você? minha alma deixa os atestados de óbito, e dentro dos meus olhos um par de corvos negros.
a segunda-feira ainda é amarga
salga minhas declarações de loucura
recitadas durante o fim de semana.
Fragmento.
Doce dor, que me acompanha a onde eu vá
Amarga felicidade que nunca está.
Doce amor, que sempre ao meu lado está, porém, sempre me faz chorar.
Doce tristreza, que nunca vai me abandonar, bela vida que um dia penso em tirar.
A verdade é amarga , difícil de engolir .. mas uma coisa te digo ..é feito remédio... indispensável, necessário....
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