Amamos o Desejo Nao o ser Desejado
Eu desejo de volta aquilo que você me desejar, de verdade, uma hora ou outra a sua hora vai chegar, seu amor vai aparecer, as portas vão se abrir, porque depois da chuva o sol tem que brilhar, aliás, é quando o brilho é mais bonito e os raios mais intensos, capazes de desmanchar qualquer coração de pedra.
Tem vezes que desejo abraçar as pessoas a quem amo, de tal forma, que possa tirar delas o sofrimento que carregam...
E o que eu desejo para o mundo agora? Olhares. Olhem por si, olhem por seus semelhantes e diferentes, e principalmente: se olhem.
Desperta-me o desejo em ter-te aqui deste lado junto a mim.
Para ti estarei sempre aqui. Abraçando a minha solidão.
Morrendo como as petálas quando se despedem das roseiras.
Para ti estarei sempre aqui, mesmo que perca todos os meus sentidos.
Mesmo que viva mais uma noite, mais um dia, todas as horas, minutos e segundos.
Estarei sempre aqui por ti, que me fazes pular de alegria...
Que me fazes chorar outras lágrimas. Sem dor, sem mágoa.
Que me fazes sentir-me quando me perco.
Que não me deixes ausente de mim.
Estarei sempre aqui mesmo que o meu poço de sentimentos não caia mais a magia das palavras verdadeiras e sentidas.
Estarei sempre aqui neste momento que sou teu e tu es minha nos sonhos da
minha vida.
"VOU ESTAR SEMPRE AQUI POR TI"
AMO-TEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE
A graça vai muito além de meu egoismo, ela me leva a um estado onde o unico desejo é amar, impulsionados pelo amor do Cristo.
Mas sim, sempre indo além, com nosso ímpeto desejo e carinho, buscando desesperadamente encontrar maneiras de finalmente dizimar esta vontade louca, pulsante em nossos corpos. Esperamos esse dia como nenhum outro, mas ele nunca chega. Tantas tentativas, para depois sucumbirmos fortemente e loucamente ao desejo que de tanto oprimido, expele-se de forma descontrolada, animal e fora de controle. Envergonhados, muitas vezes, tentamos fingir que não percebemos, tentamos racionalizar o acontecido, ou até culpar o outro por isso. Até quando?
INTERDEPENDÊNCIA
Que liberdade é essa
que tanto almejo,
antiga asa de desejo,
se sou este mundo
dentro de um,
dentro de alguém,
dentro de algum?
Se sou este ser carente,
dependente
do pai
da mãe
da mãe
de ti
que de mim
espera
um prato cheio de amor?
Que liberdade é essa
que tanto almejo,
antiga asa de desejo,
asa sem coração...
Liberdade então,
meu amor,
é solidão?
Arrisco extrair o encravado desejo, usando de uma faca sem fio, chamada tempo, como sem vontade, como sem desejar, ainda assim tentando..
O P R Ó B R I O
Uma coisa eu desejo muito. E de sua concretização, dependem muitas coisas afins, de mim.
Dotar-me da astúcia do audaz Zaqueu, uma figura malvista por muitos, um cobrador de impostos que vendo poder redimir-se de seus atos infratores, de sua mesquinhez, usou de tudo que aprendera ao longo de sua vida tacanha. E teve a idéia de subir num galho em posição estratégica, sabendo ser ali o corredor por onde passaria o Cristo, com a paciência que praticara, dando prazos e fazendo ameaças àqueles que não tinham, no momento de sua visita, a quantidade de dinheiro suficiente para recolher os impostos a que todos eram submetidos.
Fazendo assim, com que Cristo, que tudo sabia e previa, por seu poder divino, se deixasse enganar, dos mesmos métodos utilizados pelo infrator. Como costumava fazer com os triturados sonhos da população da época. Permaneceu sobre a árvore, quem sabe pensando o quê, talvez da ingenuidade do próprio Deus, a quem talvez julgasse mais uma pessoa, entre tantas. E ficou, até que Deus, sob ele, vitimado de sua astúcia, ao ouvi-lo gritar por seu nome, deu a ele seus ouvidos, e deu sua sentença, por aquele rosário de mentiras. Palavras que arrependimento, juras de que sempre estivera a agir por uma obediência a um outro deus terrestre, Cezar, a quem servia cegamente, diretamente.
E Cristo o ouviu como procedia com todos, aos que se mostravam arrependidos da história. Ali mesmo lhe perdoou e marcou para a sua casa um encontro, que nem todos entenderam.
Eu, carregado da mesma mesquinhez, da mesma ruindade, dos mesmos infortúnios por ser um representante de mim mesmo, nunca das massas sofredoras, perseguidas, retaliadas, escoriadas, pelos novos poderosos que represento, e satisfaço os interesses, não de Deus, mas de mim mesmo, ou de quem para quem trabalho diretamente.
Não presto. Me cubro das nuvens mais espessas que não conseguem tapar ou amenizar a evidência dos meus traços de um ser abominável e dispensável ao mundo.
Sou por natureza um péssimo exemplo aos humanos, e de forma mais marcante e mais doída aos que convivem comigo mais diretamente.
Massacro meus filhos como minhas dores inventadas, com as minhas estratégias erradas de parecer aos olhos deles um homem santo e digno das benesses de Deus, enquanto Este, por saber que falho, que sou reles, que não valho nada, e ninguém arrisca uma moeda no meu todo, não faz comigo como fez com Zaqueu, a quem deu perdão e guarida, e a salvação.
Sou o que se pode chamar apenas um nome. Uma identidade perdida entre tantas que destacam e qualificam outro a quem não me igualo em nada.
Sou a pedra despejada no meio do caminho de todos. O galho de espinho de uma árvore grossa caída sobre todo o vão do caminho, que impossibilita a passagem dos bem intencionados. Um estorvo na vida do mundo.
Sou o que Deus deixou de lado para cuidar dos mais interessantes, dos que tem mais a oferecer a Ele, além de lamúrias e pedidos sem pé nem cabeça.
Sou um desafeto da natureza, dos pássaros, das águas que nunca me permitiram chegar perto deles para, sequer admira-los no que esses têm de belo, a pura feitura do Pai.
Sou para quem o restante do mundo aponta a nuca, e vira o rosto, às vezes para onde nasce um vento fétido, que poucos agüentam, ou para a vertente do sol quando este está a pino, escaldante, a um desastre ecológico. Tudo isso preferem, a mirar o meu rosto cheio de malícia e truques já conhecidos de todos.
Sou o incapaz de criar minhas próprias caspas, de lavar o meu rosto cheio das marcas feitas por minhas mãos imundas.
Sou o contratempo do tempo, o revés da história, talvez o causador de todos os desencontros, o cultivador das bombas mais poderosas sob meu colchão. O que ganha dinheiro de forma ilícita e, da mesma forma se desfaz, em orgias, em supérfluos, sem dá sequer uma moeda a um pobre faminto que me estende a mão nas vias da cidade, que marco por minha feiúra, pelo destoar de minha presença com os canteiros floridos, com a felicidade dos outros, contados e amparados por Deus.
Mas por que Deus me fez assim, tão sem sentido, tão descompleto, tão desonesto, tão nefasto, tão infecto.
Porque perdeu seu tempo tão precioso criando algo inservível. Algo dispensável, que não ocupa lugar, que não senta, não dorme, não fala, não pensa, faz, que seja o mal?
Porque Deus na sua querência a todos foi abominar quem mais precisa dele, e não se esforça em distinguir o meu todo ruim de um todo bom e quem, sabe, o aproveitamento de mais uma alma não faça o esforço de também a mim recuperar, a mim aproveitar.
Qual a diferença que existe além das inúmeras que carrego comigo, como estigma, como breu grudado em ave arquejante, se Ele vê todos iguais. E com todos laçou o compromisso de resgatar em sua bondade. Por que o Deus, Pai, tão amoroso e compassivo, iria me largar, único, num vale sem vale, num oco sem fundo, sendo para Ele muito mais fácil dizer uma palavra e eu ser salvo com a minha alma.
Então se tiver que ir, eu desejo que vá logo, antes que eu venha abaixo, que eu desmorone, saia pela porta antes de poder ver eu definhando, antes que eu diga o pior: ‘’por favor, fique! .
Tudo o que posso afirmar é que sou apenas um fragmento simples das coisas que desejo dentro de mim. Observo atentamente tudo a minha volta e fico pasma que a maioria das pessoas tem OLHOS que não lhes servem para nada....
Uma garota simplória de alma e por este motivo se transforma em alguém tão complexo dentro de um único ser. Um ser...que se modifica , que muda os desejos e altera os focos toda vez que se depara com situações inesperadas e ilusórias corrompidas pela confiança , na ingenuidade de uma ação que se resume em ACREDITAR...
Mas acreditar em quê? Porquê?...
Hoje, minhas visões se resumem em ações calculadas fruto das experiências que tive com pessoas que tem prazo de validade de transformar inúmeras faces!
ser humano?... gente? ou não!!....
Eu gosto mesmo da minha intensidade, de viver sem compromissos premeditados com sentimentos não repetidos de uma rotina que não se elabora e fala, mas que se vive.
Não gosto de emoção, dos impulsos, mas uso-os para construir meus momentos, tijolinhos que montam uma MURALHA, paredes fortes que me transformam a cada dia em uma MULHER de FIBRA, nada confusa, nada medrosa, mas que sabe exatamente o que faz, para onde vai e o quer das pessoas e da Vida!!
Tenho objetivos lindos, audaciosos, competidores, e as minhas ações é o perfil do que quero ter nos meus caminhos...
Quero ter VERDADE, quero ter MOMENTOS, quero ter SINCERIDADE, quero ter situações INESPERADAS, quero ter e sentir INCONDICIONALIDADE, quero poder LUTAR por algo que vale apena, quero poder COMPETIR e dizer o que Sou!
Eu sou uma ALMA que é GENTE, mas que conviveu com “coisas”!
Um SER HUMANO feito por Coisas!...
Um resultado FADÁRIO...
Um MILAGRE!
Graziele Russi
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