Âmago
Ansiedade
No âmago da minha alma,
Como a ferrugem destrói o ferro
Os meus sentimentos me corroem,
Corroído, o meu eu se vai
Em um pensamento que me trai
Com cenários ilusórios, de um futuro quase imoral
Pensando que somos porcos vivendo em meio de castelos
Construídos por príncipes que não possuem dores e frustrações
Eles se enganam e eu me deixo enganar
Sentimento asqueroso, sinto nojo só de lembrar
Paralisa o meu viver, mas assim não vai ficar
Mesmo que dentro da minha alma
Com essa ferrugem eu vou acabar
No âmago da alma de cada ser
Tem uma fonte onde alguns conseguem beber esaciar a sua sede. Enquanto multidões
Não percebem a própria luz
Insistem em permanecer
Em seus vales de sombras e mortes... Regozijam_se com a maldade e em fazer o mal. São loucos, porque só desertos
E amarguras terão nessa vida.
Felizes os que vêem no amor de Jesus, a fonte infinita dessa vida!... Beba dessa água e terás em sua jornada, a felicidade em seu coração.
O auto conhecimento pode conduzir-nos ao amago daquilo que é essencial à vida plena e integra; a felicidade
Âmago
Ele. Eu. Íntimo. Cada aresta tocada por suas mãos hoje são dores, o soar do seu nome me causa calafrios.
Qualquer semelhança faz me doer, lembranças de um homem que me abriu. Ele dizia a si mesmo que é bom, se convenceu que o certo em sua mente era superior a dor de suas ações.
Como pode um toque de amor se tornar uma faca, como é possível amar tanto e doer tão intensamente que em suplica se clama ao céus para tirar? Do peito, do mar, da minha alma.
(percepção)
conhecer o âmago
as profundezas
as incertezas
as impurezas
é um convite louco
à insana mente
conhecer a si mesma
Quando acumulamos em demasia seja lá oque for em nosso ãmago, de duas uma ou morre oque foi estocado, ou, morremos a nós.
Não há espaço pra duas coisas no mesmo receptáculo!
Lá no fundo
No âmago do meu eu inseguro
Ora quer brotar tudo de novo
Mereço? Aquilo que tanto anseio?
Quero tanto, o tanto que quero;
A segurança de um amor tranquilo...
Sem boleros ou afins
Leve como uma peninha a voar
E forte como um castelo centenário.
Sigo nessa saga, indomável, ora tão ingênua e sensível;
Capaz de sentir além...
A espera de alguém...
Mas quem?
Sentimentos eternos
No âmago do meu ser, um amor intenso,
Que me envolve em ondas de paixão ardente,
Sou um rio a correr no leito da emoção,
Sob o olhar de Fernando Pessoa, minha mente.
Neste oceano de sentimentos que me invade,
Revejo-me no espelho dos versos lusitanos,
Como um fado que se canta ao coração,
Embriagando a alma com sonhos insanos.
Ah, o amor, essa chama que me incendeia,
Que transcende os limites da realidade,
Sinto-me um heterônimo em seu enlevo,
Vivendo múltiplas vidas em sua intensidade.
E em cada verso escrito com alma ferida,
Desperto a saudade que me embriaga,
Como qualquer em seu desalento,
Procuro-te em cada esquina, oh doce amada.
És minha Mensagem, meu sonho transcendental,
Aquele que busco nas palavras de Pessoa,
A musa que desperta em mim versos eternos,
Nas linhas e entrelinhas da poesia que ressoa.
Tu és a flor nos meus versos de amor,
Sedutora e frágil como uma flor em desabrochar,
Envolvo-te em metáforas que cantam ao luar,
Exaltando a grandiosidade desse sentir a pulsar.
Ah, mas também carrego o vazio,
A contemplar a natureza e sua simplicidade,
Amo-te com a pureza de um olhar singelo,
Num encontro de almas que transcende a brevidade.
Em ti, o sereno e conformado,
Aceitando a fugacidade de cada momento vivido,
Mas, no íntimo, anseio pela eternidade do amor,
Como o poeta em mim, meu eu desmedido.
Escrevo um poema sobre o amor sem fim,
Fernando Pessoa, guia-me nesta jornada,
Com tua sabedoria e alma que não tem fim.
Que meus versos ecoem na voz dos poetas,
Numa sinfonia de palavras que ecoam no ar,
E que o amor, essa força grandiosa e eterna,
Seja a musa inspiradora em cada respirar.
Mesmo sem esperanças a gente espera se curar daquilo que dói no amago do nosso ser, daquilo que desfaz nossos sonhos, reprime nossos sorrisos e nos aprisiona junto ao medo. No fundo, no fundo, ainda acreditamos que tudo um dia dará certo e que a felicidade repousará em nossos corações cansados.
No âmago do peito, um amor floresceu,
Por ela, meu coração se rendeu,
Sozinho investi, me entreguei sem medida,
Enquanto ela, em silêncio, permanecia retraída.
Mensagens e sorrisos, tentei expressar,
Na esperança de fazê-la perceber e se entregar,
Apesar de me sentir quebrado, continuei a lutar,
Aguardando o momento em que o amor iria despertar.
Ninguém vos pode revelar nada, a não ser o que jaz dentro do amago do vosso conhecimento.
O professor que caminha na sombra do tempo, junto a seus discípulos, não oferece os seus conhecimentos, mas sua fé e o seu amor.
Se ele for realmente sábio, não vos convidará a entrar na casa da sua sabedoria, todavia vos guia até o limite da vossa própria mente.
O astrônomo pode vos falar da sua compreensão do espaço, contudo, não pode vos dar a sua compreensão.
O músico pode cantar para vós o ritmo que há em todo espaço, não obstante não vos poderá dar o ouvido que compreende o ritmo nem a voz que o ecoa.
E aquele que é versado na ciência dos números poderá vos falar de cálculos e medidas, mas não pode vos conduzir por lá.
Pois a visão de um homem não empresta as suas asas a outro homem.
E assim como quando cada um de vós estiver só, perante o conhecimento de Deus, cada um de vós estará sozinho e em sua compreensão da terra.
No âmago do peito, um abismo se revela
Um vácuo sombrio, insondável e cruel
A sensação de falha, de insuficiência
Uma tormenta mental que me consome a existência.
Ao despertar e ao adormecer, a angústia persiste
Um labirinto de pensamentos que me assiste
Incomodo-me na presença dos demais
Sinto-me deslocada, alguém que não satisfaz.
Tenho uma alma desprovida de riquezas e visões.
Sei que a introspecção é uma jornada profunda
Porém, já não consigo mais resgatar minha essência e encontrar minha paz fecunda.
Não sucite em mim oque
de mais inerente elocumbra
nomeu ãmago.
Aquele algo escondido, mas que afrontado poderá se revelar.
É por ventura esse lobo adormecido que insisto em manter enjaulado.
ETERNO POETAR
A poesia, em seu eterno encanto
Deixou-me os versos a encantar
Por isto no âmago de seu canto
Fiz prosas para a sofrência aliviar
Quando a dor não pude suavizar
Fiz da palavra um cerne acalanto
E agora, num sentimental versejar
Me amimo em um poético recanto
Na agonia escondida, e suspirada
Sinto sensação do tudo e do nada
Vibrando no verso, dando emoção
Então, escorre o doce licor do criar
Nas linhas da estrofe, eterno poetar
Tendo a sina em poética transfusão
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16/03/2023, 19'28" – Araguari, MG
minha rosa centelha do amor
teu âmago é carcerário que me prende
nestes olhos impassíveis
eternamente aqui estou
em busca de teu ar lascivo
tua graça é bem recebida
quanto um ardil de valores
flutuando num mar de cores
capaz de tornar conquistadores
em pobres caçadores
dona de corações sonhadores
por fim
domadores
Mente e corpo;
corpo e mente.
Uma simbiose que se completa.
A mente, o âmago do nosso ser
O corpo, o reflexo desse um ser
A causa e a consequência
Um mundo criado
Sensações, emoções, transições...
O que é real?
Dois mundos, duas realidades.
Mente e corpo;
corpo e mente.
As lembranças que te atormentam;
o medo que te observa;
a respiração ofegante;
a culpa que alimenta a tua angústia.
O fardo que carregamos,
que levamos até o fim.
Ajudar ou ser ajudado?
Torturar um louco
é
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