Alvorecer
De mim esse mundo tem pouco,
e terá menos a cada alvorecer,
aprendendo dose certa do egoismo,
pra não me barganhar por bananas,
digo adeus ao altruísmo, abandono minha mãe,
abandono meu velho e enrugado lar,
um druida barbado, digo adeus e viro as costas,
desejando consistentemente que o destino traga forças,
esse menino de rua precisa caminhar sozinho,
pego minha bolça, e pros amores digo adeus!
A vida…é recordar-se um despertar
triste num trem ao alvorecer: ter visto
fora a luz incerta: ter sentido
no corpo alquebrado a melancolia
virgem e áspera do ar pungente.
Pela noite estrelada, ouvindo o marulhar, pelo sol em seu alvorecer ao som do canto do passarinho, pelo suave aroma da flor, por poder sentir os diversos sabores dos alimentos presentes em minha mesa, por estar viva e poder cantar, nadar, correr, me locomover, pela alegria de bem viver,
- agradeço-lhe, Senhor!
Se soubesses o poder do amor que escondes em teu peito, começaria a lutar por ele do alvorecer ao por do sol sem cessar.
PENSAMENTO LIVRE
Meu pensamento procura o teu ao alvorecer, se intensifica ao pôr-do-sol e me atormenta ao anoitecer. Você está nas minhas roupas, no meu hidratante, no meu perfume, no meu chiclete, em tudo! Em tudo está você...
Lene Torres
Ano 16
"Quero que o tempo passe rápido
para que o despertar desse alvorecer
desperte toda aquela genialidade que
fará o mais belo sorriso aparecer..."
Neste novo alvorecer
um poema brotou na tela
em forma de flor amarela
era seu sorrido!
fazendo meu coração renascer.
Vem ser meu alvorecer,
meu sol da manhã,
minha história de amor.
Minha poesia preferida,
minha doce obsessão,
minha loucura de amor.
Faz do meu mundo o seu mundo
e toma conta de e mim.
"Sou como o alvorecer
Trago uma nova inspiração
A cada dia que vivestes...
Sou como o entardecer
Que renova a vontade
De sempre querer um novo viver
Sem espinhos no chão...
Sou como o anoitecer
Que regenera as forças
Perdidas no dia
Trazendo a paz no coração, acalmando a alma...
Eu sou a sua coragem de viver e doar-se ao seu eterno enamorado..."
menino feio
Alvorecer
Conceição,
que esta se transforme em bem maior!
exclamou o homem
a senhora do sol talhou uma fenda
a noite perdeu sua escuridade
ouve-se revoadas de pássaros
os pardais entoam cânticos
para o primeiro alvor do dia
Conceição sorri
o homem sorri junto
já se avista o esplendor do sol
fez-se dia
seus raios invadem violentamente
tremeluzindo
iluminando as coisas visíveis
desterrando as criaturas da noite
Nas trevas habitam almas em expiação
na luz os homens de razão e juízo!
Conceição,
pela sacratíssima paixão!
exclamou o homem
a senhora do sol entalhou um anjo
encarnou-se humano
uma criatura de extraordinária beleza
Nas trevas habitam demônios
na luz os Serafins!
Conceição sorri
o homem sorri junto
REFLEXÃO DO ALVORECER
Me desperto para mais um dia em minha caminhada terrena.O sol enche meu quarto de luz e o ar puro que respiro deixa o ambiente tão confortável nesta manhã calma e vagarosa. No silêncio que me reveste a alma ouço as batidas do meu coração e em agradecimento ergo meus olhos para o alto. Tenho tanto para agradecer! A morada que me acolhe, na harmonia e no entusiasmo do bem viver e do bem servir. O conforto que me é proporcionado, a despreocupação, a liberdade de ação, a companhia agradável daqueles que me querem bem. O tempo que me é concedido diariamente para voltar inteiramente à realização de meus sonhos e anseios mais remotos. A saúde física, mental e emocional ao longo dessa minha trajetória, na qual tanta semeadura me trouxe a merecida colheita, farta e saudável. Os caminhos que palmilhei, tanto os tortuosos e incertos quanto os retos e certeiros, pois foram eles que me trouxeram aqui. Olho para trás e experimento o doce sabor da saudade daqueles que contribuíram com uma parcela de ensinamento proporcionando-me experiências significativas as quais fortaleceram e firmaram os meus passos, mesmo em solo escorregadio. Assim como os cenários são efêmeros, as cenas são únicas, nessa travessia contínua, sempre em frente, sem retorno. Me emociono profundamente ao ver-me aqui, desfrutando de todas essas maravilhas sob o cuidado e a proteção que vem do alto e imersa em gratidão me levanto para continuar minha jornada na terra.
Do Alto do Iracema uma visão de mundo; alvorecer belo e exuberante explode de ternura em meio a raios solares que penetram nas fendas da janela anunciando um novo dia de encanto na imensidão cósmica.
Na noite pacata, cada luz, que timidamente se apaga, convida para o descanso, precedendo o alvorecer que se avizinha.
Menina e Moça
Está naquela idade inquieta e duvidosa,
Que não é dia claro e é já o alvorecer;
Entreaberto botão, entrefechada rosa,
Um pouco de menina e um pouco de mulher.
Às vezes recatada, outras estouvadinha,
Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor;
Tem coisas de criança e modos de mocinha,
Estuda o catecismo e lê versos de amor.
Outras vezes valsando, e* seio lhe palpita,
De cansaço talvez, talvez de comoção.
Quando a boca vermelha os lábios abre e agita,
Não sei se pede um beijo ou faz uma oração.
Outras vezes beijando a boneca enfeitada,
Olha furtivamente o primo que sorri;
E se corre parece, à brisa enamorada,
Abrir asas de um anjo e tranças de uma huri
Quando a sala atravessa, é raro que não lance
Os olhos para o espelho; e raro que ao deitar
Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance
Em que a dama conjugue o eterno verbo amar.
Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia,
A cama da boneca ao pé do toucador;
Quando sonha, repete, em santa companhia,
Os livros do colégio e o nome de um doutor.
Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra;
E quando entra num baile, é já dama do tom;
Compensa-lhe a modista os enfados da mestra;
Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon.
Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo
Para ela é o estudo, excetuando talvez
A lição de sintaxe em que combina o verbo
To love, mas sorrindo ao professor de inglês.
Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço,
Parece acompanhar uma etérea visão;
Quantas cruzando ao seio o delicado braço
Comprime as pulsações do inquieto coração!
Ah! se nesse momento alucinado, fores
Cair-lhes aos pés, confiar-lhe uma esperança vã,
Hás de vê-la zombar dos teus tristes amores,
Rir da tua aventura e contá-la à mamã.
É que esta criatura, adorável, divina,
Nem se pode explicar, nem se pode entender:
Procura-se a mulher e encontra-se a menina,
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!
Chuva de ternura
Aurora de rara beleza
Alvorecer de deusa
Risca os céus da Capital
Do Amor fraterno
Traz esperança e felicidades
Aos pássaros e nessa
Gente de bom coração
Pingos d’águas
Fazem ecoar o som
De impactos na terra
Imaginações férteis
Viajam nas tenras
Saudades de outrora
Aguçando o viés poético
Do Menino do Mucuri
