Alturas
O sol é o pai da vida.
É ele que ilumina e aquece
enquanto brilha nas alturas
como uma lâmpada suspensa
na luminária inatingível do céu.
O sol se sustenta sobre colunas inquebráveis
feitas de argamassa de luz.
Doce inferno de fulgor
onde se encanta cada olhar
a que ele faz jus.
Sol-estrela que nos guia
pela areia que emoldura a praia.
O amanhecer principia na escuridão,
mas o dia só nasce
depois que o grande astro raia.
Explosão no horizonte da manhã;
aurora do meu mundo de sonhos;
Luminescência que se alterna
entre dias e noites dando aos opostos
a chance de não serem tão estranhos.
Sol que reina soberano
no latifúndio azul do céu.
Majestoso orbe luminoso
desenhado na planície do papel.
Chama eterna crepitando
Na lareira da imensidão;
Fogo-fátuo da galáxia,
mar de raios que se revela
em redemoinhos de clarão.
O sol não é apenas uma bola de fogo
incendiando o firmamento...
Ele é uma esfera radiante
que faz a vida recomeçar
a todo instante
e a cada momento.
Luz que provê alimento,
fotossíntese e energia sideral.
Lume acendendo as manhãs
de todos os dias
e fazendo acordar mundo inteiro
com seu facho celestial.
O sol é o pai da vida,
e dele advém a bravura
que nos permite suplantar
o medo da escuridão.
Talvez o sol não seja
o centro do universo,
mas ele é a rima mais perfeita
para os meus versos,
e a minha mais luminosa inspiração.
TEMPO TEMPO
O tempo continua sua contagem e ninguém sabe,
A que alturas já está, em seu dedilhar acertado,
Se o que me resta ainda sonhar, me cabe
O querer mudar em mim a sorte, que delicado.
Eu ignoro desde quando fazes tuas contas
Mas consciente de que a cada dia aponta,
Essas mudanças que me fazem afrontas,
Pois recontar nos dedos, sabe-se dele pronto.
Ah tempo das discórdias resolvidas, mas
Ah tempo das feridas inda hoje abertas,
Ah tempo destemperado, frágil fugaz,
Considera meus ais, nas tuas contas certas.
Tempo em que posição estais agora, finda,
Em mim o tormento de querer saber de ti,
Mostra-me o teu rosto e verei ainda,
No crepúsculo um vulto a se espargir.
Conta-me de ti, que tudo de nós já sabes,
Acertas tuas contas, o que levastes a mais,
Ou o que deixastes menos, do que a ti cabes
Deixa-me quieto, passa, são só meus ais.
Evite fugir da realidade, mantenha os pés nos chão o tempo todo, pois uma queda das alturas causa dores, cicatrizes.. Cicatrizes nunca serão esquecidas, e dores sempre lembradas.
Como um pássaro que alça voo
e atinge as alturas...
Assim também Você!
Alce os mais belos voos
e lá do alto, aprecie a paisagem...
Então, decida pousar
nos mais belos jardins
de Alegria e Paz.
Cika Parolin
Formosa, perfeita, deusa iluminada
resplandeces belíssima nas alturas
alimentas sonhos e fantasias
desencadeias paixões arrebatadoras
desperta desejos insaciáveis.
No entanto, pairas distante
e, quiçá, inatingível,
como a lua,
aos simples mortais.
Pois quase uma oitava.
Entre os tons graves e os agudos,
as melhores alturas.
E vão subindo nossas notas
na direção do silêncio.
Ou dalguma pausa.
Palmas.
E gerânios
e margaridas multicoloridas
pelo seu aniversário.
Se a sorte lhe sorrir: saúde,
alegrias...
Senão o meu beijo
e o meigo abraço
do acaso.
Eu?sou o que sou,não temo minha realidade, vivo ela da melhor maneira aproveitando as alturas e aprendendo com a queda!
Não peço a Deus uma estrada sem obstáculos, peço coragem para escalar alturas, força para superar as intempéries da viagem, ânimo nos momentos de exaustão e cerveja gelada quando me der sede
Nessa vida de tristeza andei sem rumo,
viajei num barco sem remo,
fui as alturas sem asas,
saltei sem para-quedas,
e alucida em imaginação me perdi,
desorientado me confundi,
uma luz no fim do túnel encontrei,
após lutar me repousei,
quando me acordei me assustei,
uma voz suave me ressoou,
- O destino, tudo pra mim traçou,
A batalha apenas se iniciou.
porém, insuperável eu sou
Não será uma pequena turbulência ao seu lado que me levará a não querer mais ir às alturas com você.
Tire meus pés do chão.
Faça-me alçar voos infinitos.
Deixe minha cabeça nas nuvens menina e não permita-me nunca mais aterrissar...
(III)
viajando nas asas do vento Norte
visitarei o país das alturas e o das profundezas
procurando o que não existe
o impossível e o imaterial
jamais voltarei
nenhuma pegada na areia assinalará os meus passos
e não esperem na volta do correio um postal
pois vou desaprender a arte de escrever
e só falarei línguas estranhas
Vois que habitais lá nas alturas, na companhia de nuvens puras
De tempos em tempos a fera a voar pelos céus atrás do escolhido a buscar
O mestre do vale ela serve sem sentir, por uma recompensa assistir
Treinados para expandi no vale e apenas as ordens do mestre cumprir
Desde de pequeno praticar a arte dos pulos por esse fantástico lugar
O garoto da tatuagem cercado por borboletas fluorescente, o que foi estabelecido
Vai ajudar por rochas, montês e sítios antigos iremos superar para na torre mais alta chegar
Runas na composição de grifos espelhados na torre desguarnecidas
Para cima contra os olhos nessa estrutura vamos ao combate
Mistério e compaixão em seu olhar me encantaram, um amor familiar
Sinto saudades do tempo que voei pelas rochas
Me chocar sua simplicidade a me ajudar grande fera alada
Alcançamos o último guardião, chegamos por aqui nossa jornada se absteve
Chegamos ao cume aonde deveria, para o vale liberar
Decifrando sua arquitetura e mazelas, vai velho amigo um dia quero tiver de volta
Retorne a sua família pois um dia chegarei a lhe reencontrar
Deixe o vale os trovões vão começar a relampejar
Por aqui pelo céu entrarás e pelos céus sairás.
Abra suas asas. Explore as maiores alturas. Viva sem medo e segure cada oportunidade como se fosse única. Não tenhas medo de sonhar grande e de lutar para conquistar todos os seus desejos. Viva intensamente cada dia que lhe é dado. Viva como sua consciência lhe aconselhar, independente do que a sociedade considera como adequado.
