Algodão
Sobre as capitais
Um louco vem, com seus olhos de cristal
Com seu pijama e suas meias de algodão
Trás sua lira e seu sorriso de mulher
E uma tragédia num recorte de jornal e diz:
“O céu já não é mais, dos anjos e dos pardais,
azul incinerado, e um trovoar pesado sobre as capitais”
Na praia no ar mora um velho pescador
Que tem escamas de mil peixes em suas mãos
Diz que conhece os mistérios das águas
Das mais profundas, às mais sagradas, olha o céu e me diz:
“São sereias e cartas navais, incensos, naves, carnavais,
e o sol se põe mais cedo filho e a noite já não é segredo sobre as capitais”
Vem o eclipse, um negro cego e trovador
Me diz que sabe tudo sobre essa noite, a morte e o amor
Diz que sonhou ser Sal Mineo em Hollywood
Que roubou beijos de Natalie Wood, o amigo de James Dean me diz:
“São filmes que não assisti, sorrisos que nunca sorri
Já me perdi de vista, seguindo a longa pista que me trouxe aqui”
"Estenda as mãos,
Pegue uma nuvem
Como se fosse um algodão.
Veja com os olhos da fé ,
Não deixe que a dúvida entre em seu coração.
Hoje um novo milagre aconteceu, você levantou, está vivo e a graça de Deus você recebeu.
Seja grato, a graça te basta."
Andrea Tavares
No azul que pinta o céu, na nuvem branca algodão
Na clorofila que faz o verde, no voo do pássaro, no clarão.
Vejo o quadro mais perfeito do autor da criação.
O velhinho
Que saudade daquele cabelo branquinho
Tão macio que parecia um algodão
Saudade daquele riso que ecoava num raio de 50 metros
Que as vezes fazia a gente rir
Mesmo sem entender a situação
Que nostalgia daquele "tindandô" da infância
Aquele que cresci ouvindo ser cantado para os netos mais novos
Um atrás do outro sem diminuir o amor por nenhum
Que falta faz aquele abraço do velhinho cheiroso
Aquela bronca de quem detestava brigar
É mais um 27 de outrubro
Que só posso apreciar você olhando para este imenso céu
Não sei em que parte é que você anda
Só sei que quando levanto os olhos para olhar esse azul sem fim
Eu me lembro que minhas memórias da sua existência
Estão vivinhas aqui dentro de mim
Ah, meu velhinho aventureiro
Quantas lições você deixou
Aprendi fazer café só porque ele gostava
Mesmo quando ficava horrível
Ele incentiva e dizia que tava bom
Ah, meu velhinho mais lindo
Como no dia de hoje eu trocaria todos os meus desejos
Pela chance de poder outra vez te abraçar
Ah, como todos estaríamos mais felizes
Se mais um aniversário juntos pudéssemos comemorar.
FLORES DE ALGODÃO
Era uma tarde primaveril
De um lindo céu anil
O dia parecia perfeito
Para declarar meu amor.
A brisa suave do campo
Balançava suavemente
As delicadas flores de algodão
Polvilhando o ar de magia.
Aquele clima propício
Batizava o momento
A felicidade pulsava
Fazendo euforia no peito.
E ali sentado a margem
do manso riacho
como combinado,
te aguardava.
O tempo parecia voar
ansiava sua chegada...
O buquê de flores de algodão
Murcharam com horas.
Coração em desespero
Sentia a dor da ausência
Avisava meu infeliz destino
Olhos marejados já sentia.
Rasgando a alma
Diluindo um sonho
E o dia se fez noite
Você não apareceu.
Somente as lágrimas
E a noite enluarada
Me fizeram companhia
No fatídico momento.
E as flores de algodão
Uma a uma o riacho levou
Levando embora a felicidade
E meu sonho de amor
Um dia foi doce como algodão-doce
Me senti criança ao ver o circo
Depois ficou amargo como café
E meu coração perdeu o compasso
Agora é espinhoso como rosa
E já não sei mais o que fazer
Seu descaso comigo
Está me descascando
Tecer.....a vida.......juntas
Do mais cru algodão
À mais fina seda
Da mais rustica juta
À mais macia lã
Te Ser o todo, o mais que tudo,
o seguro porto
Gosto-te, carinho-te, acaricio-te,
quero-te
Com meus braços envolvo-te,
amparo-te
Ouço-te, mais do que falo-te, sem cansar.....
olho-te
Enxergo-te mais que tudo, sorriso-te,
choro-te junto
Amo-te e também te amo
Deixa eu tecer e te ser junto o tecido da vida...........
Nessa eternidade que jamais findará........
Ju Job - 2021
"Ser o refem de sua alma lhe aprisiona em Grades de algodão,liberte_se das correntes imaginárias e perceberas que a liberdade sempre existiu ,só bastava se soltar das grades da emoção".
Na colonização Portuguesa aprendi a cultivar algodão, na colonização da FRELIMO nada aprendo, a corrupção não é boa coisa.
Olhar para esse céu com suas nuvens que parecem algodão,
é como ler,ouvir e sentir toda a emoção do coração de um romântico Poeta.
NUVEM DE ALGODÃO
No suave fluir do tempo, me senti pairando,
O universo, em sua dança, me transformando.
Leve como pluma, encostei no céu distante,
Uma energia sutil me levou adiante.
Teu aroma, amadeirado, preencheu o ar,
Como nuvem de algodão, eu pude flutuar.
No compasso do teu coração, batendo suave,
Parecia um sonho, mas tão real se fez, eis a chave.
Seria um desdobramento, um laço do destino?
Ou simples ilusão em meu caminho?
Por um instante, vi-me através de teu olhar,
E o mundo, de repente, parecia desvendar.
Voltando à realidade, aos poucos, retornei,
Sem compreender o que experimentei.
Busquei-te, então, compreendendo o querer,
Descobri que vi, por um momento, teu jeito de viver.
Saudade de você
Dentro da van a sua falta senti:
De segurar suas mãos
Macias como algodão
Que meu coração faz rir.
Os dedos entrelaçarem em ti
Com afeto seu calor sentir.
Desejei voltasse do Piauí
Para comigo sorrir.
Olhei para o lado não te vi...
Nas conversas sua voz não ouvi..
Vazio TAmbém por TY
TAlvez eu possa me diverTYr.
A roupa mais certa para a passagem do ano é a de algodão, preferencialmente, branca.
Além de sua cor da paz, o algodão é um vegetal benfazejo e não só pelo fornecimento de fibras para os tecidos, que enfeitam, forram, protegem.
Ele estanca hemorragias e escuda ferimentos!
É usado pelos pássaros para fazer ninhos e pelos indivíduos para encher travesseiros, nos quais descansam suas consciências tranquilas.
Na alimentação, contribui com o óleo, ajudando a combater a fome das pessoas. E, com seus farelos, a dos animais.
Sua essência perfuma corpos e ambientes.
Para a beleza do mundo, oferece suas flores e suas lavouras em produção.
Também serve para fazer papel, base física de poemas, e papel-moeda, para satisfazer necessidades materiais.
Ele contém os atributos das mais diversas esperanças.
Seja 2024 um ano de algodão, para todos os brasileiros de boa vontade!
Sérgio Antunes de Freitas
Dezembro de 2023
No tempo do faz de conta, bem-vindo ao mundo dos sonhos...
Onde a nuvem é de algodão doce,
onde a lua é de mel,
onde o mar é de rosas.
Onde todo barulho é de canto de pássaros,
onde toda fumaça é uma fragrância,
onde todo o aperto é de um abraço,
onde toda fome é de amor.
Vou catando a felicidade em cada algodão que uso para limpar as feridas que ainda teimam em sangrar. Nas asas de uma libélula, vou tentando encontrar essa liberdade da pressa de encontrar um feitiço, um antídoto, que cure com mais pressa as feridas que os fantasmas fizeram se alastrar sobre a pele vistosa que tinha. Não, não preciso ter tanta pressa por esse dia. Afinal, em alguns casos, ele nunca chega. É preciso buscar e com coragem encontrar essa paz miserável em meio aos algodões manchados de vermelho.
ECLIPSE
Sobre as nuvens da manhã, me ponho a repousar, a leveza em algodão, transparência ao teu olhar; mas, quem ver lá do chão, não consegue escutar, o barulho da evasão, do sentir sem falar.
Os ventos passeiam aos quatro cantos, as aves voam com encanto, o sol se cansa de brilhar, a lua vem a lhe buscar; pois, quem ver o amor, não consegue explicar, tamanha imensidão, ecoante no olhar.
A presença de quem a gente ama, por vezes nos preenche tão gostosamente, que nuvens de algodão doce e unicórnios se tornam coisas banais...
As nuvens
Quando olho a janela e olho a imensidão
Vejo as nuvens em forma de algodão
Branco, cinza, não importa, sempre me alegra a visão,
Se fixo o olhar, vejo personagens de desenhos, se fecho os olhos, é só imaginação,
Mas gosto da sensação de observar as nuvens, parecem que tem pés, ora aqui, ora acolá,
No mesmo instante que vejo uma menina, um animalzinho,
Teimosa, a nuvem se dissolve e me deixa na mão.
Queria ter asinhas para pular sobre essas criaturinhas fofas,
La de cima gritar para as pessoas deixarem de serem tolas e más,
As nuvens ao longe parece que estão dentro dos prédios, eu não consigo parar de olhar,
Tem dias que passo horas a observar e imagino se Deus fez as nuvens para os anjos morar.
Deus quando criou o dia estava inspirado, pois fez uma cortina de nuvens para que cada dia fosse um espetáculo único, tem dias que tem sol,
Outros, chuva, para todos eles, tem uma nuvem encobrindo a paisagem lá do céu
Para a gente encantar.
Cida vitorio
A luz do sol desponta sobre os campos de algodão,
Onde um passado sombrio deixou sua marca, uma nação.
Na cenzala, os negros sofriam na dor da escravidão,
Mas suas almas, fortes e resilientes, buscavam redenção.
Na vastidão do cosmos, a ancestralidade se revela,
As estrelas testemunhas da luta pela liberdade tão bela.
Negros valentes, com suas raízes profundas,
Carregam consigo a herança que os conduz.
Era um tempo em que o sonho de liberdade ecoava,
E os tambores ressoavam, a resistência se mostrava.
De mãos calejadas e corações incansáveis,
Negros almejavam o fim da opressão inaceitável.
A alma negra, erguida em busca da igualdade,
Encontrava na solidariedade a sua maior verdade.
De um negro que quebrou as correntes da opressão,
A voz da memória e da luta,
Cronista da esperança que jamais se abjura.
Que essas palavras sejam lembrança viva,
Da história que não pode ser esquecida.
Que a força dos negros, ancestral e presente,
Inspire a busca por um mundo mais justo e consciente.
In, Machado Pesado levanta
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