Agradecimento ao Mestre
Para alcançar a
última graduação
exige tempo
e dedicação
Ininterruptos.
Tornar-se mestre
é demanda
pra vida inteira.
Chegar ao fim
das graduações
nunca foi, nem será
sinônimo
de mestria.
Se esvazie do mundo e se encha de Mestre
Continua reluta, vai pra cima na fébre.
Sai da toca, olha la fora o sol brilha
O jogo não acabou!
Só acaba quando o Juiz apita
Certo dia, um sábio mestre questionou seus alunos com a seguinte história:
O diamante mais raro e mais caro do mundo foi comprado por um colecionador que o expôs em um salão aberto a visitação.
Cada feixe de luz foi devidamente direcionado para mostrar o brilho magnífico daquela peça.
Um dia o diamante foi roubado e acidentalmente perdido durante a ação criminosa. A pedra caída na lama se sujou e se tornou quase irreconhecível até ser então encontrada.
A pergunta que o sábio fez aos seus alunos foi a seguinte: quanto valia o diamante quando estava na exposição? Quanto valia o diamante enquanto sujo? Os alunos tentaram diferentes respostas.
Ao que o sábio concluiu: omesmo valor.
Assim como o diamante, nosso valor não está na posição de destaque que ocupamos ou tampouco quando perdemos tudo ao nosso redor.
Nosso valor real está em quem somos: filhos e filhas amados de Deus.
E isso é imutável.
Para pensar longe, sou cão mestre – o senhor solte em minha frente uma ideia ligeira, e eu rastreio essa por fundo de todos os matos, amém!
Se for para ser acadêmico, mestre ou doutor para se distanciar da essência da Palavra transformadora eu prefiro ser chamado de analfabeto doutor do que doutor analfabeto.
Busca-se bibliotecário, arquivista, museólogo ou documentarista.
Doutor, mestre ou bacharel apenas, eis um profissional de alívios e memória.
Conservador e restaurador de paradigmas, preservador ou criativista...
Alguém que provoque as bruxas, os encantos, o direito à cidadania.
“O sábio aprende com o mestre. O idiota aprende com o desqualificado.
Viva com um deles e torne-se um deles.”
Carta ao meu mestre
É imensurável ouvir a tua voz, elas ressoam palavras de vida, que direcionam ao pleno conhecimento do caminho da verdade.
Como é doce sentir a tua presença, ela ocasiona arrepios na alma quando tu se achegas ao meu coração tão distante e robusto.
É indecifrável quando tu entendes a minha dor, e mesmo sem recitar uma palavra, já tens o remédio para curar toda a ferida.
Mesmo em meio aos conflitos internos, sabes reorganizar toda bagunça que encontra-se dentro de mim.
Mestre, quero seguir os teus passos....
Quero poder amar as pessoas sem olhar por aparência ou status sociais, quero olhar aquilo que os olhos naturais não enxergam.....Quero pronunciar palavras que enriquecem o ânimo daqueles que se encontram desobstruídos.
Quero viver de forma submetida aos teus ensinamentos, pois eles são os tesouros escondidos que poucos procuram, eles são as chaves que faz com que desfrutemos com abundância nossa vida.
Como quero te encontrar as madrugadas e usufruir daquela conexão com a tua voz em meu coração e conectarmos através daquelas lágrimas mais sinceras de alguém disposto a se arrepender pelo pouco que tenho feito em relação a tudo que fizeste por mim.
Eu quero que tu sejas em mim, mesmo sem dizer nada,
Pois tudo que eu quero é que tu cresças e eu diminua...
Seja Cristo em mim.
O mestre não diz:
- O mestre assopra.
O mestre não se confunde com o comum.
O mestre brilha por si só.
Ele anda do seu lado,
Pelas ruas e espallhado:
- Ele está em quase todo lugar.
Ele assopra o que você já sabe.
Mas ele endossa,
É seu gênio interior.
Algo mais belo que a intuição?
Eu, sinceramente, não sei...
(E digo que)
Só escapei da escravidão
Quando me libertei.
Por hoje: matrículas renovadas!
“Todos estamos matriculados na escola da vida, onde o mestre é o tempo”, assim disse Cora Coralina, e não ousaria em discordar. Por que? Ela viveu 95 anos! Mas não é só pela longevidade, ela soube dialogar com o tempo, aproveitar o tempo, se reinventar com o tempo, e por suas poesias vemos que até brigar com o tempo, e por que não? Ao menos ela não foi indiferente ao tempo como muitos de nós.
Se a vida é a escola e o mestre o tempo, temos mesmo é que ousar todas as formas de trocas possíveis, para ver se dá tempo de aprender alguma coisa, afinal, logo mais o sinal toca e a aula acaba. E você? Aprendeu o que? Gosto da analogia entre a dinâmica da escola e da vida, assim por algum momento abandonamos a rigidez do “já sei tudo” e regressamos à posição de ansiosos aprendizes à espera do 1º dia de aula. Como era bom aquele sentimento e cheirinho de novo (descoberta).
A sala de aula (vida) é um espaço de trocas diversas, em que há quem saiba mais sobre um assunto, quem saiba menos sobre outro, mas todo mundo sabe alguma coisa. Há a turma do fundão, os que precisam sentar na frente, os interessados, os cheios de dúvidas, os “sabe tudo”, os que precisam de reforço, os que colam, os que faltam, os que abandonam, os que se distraem com frequência, os que “vão pra diretoria”, os que se acham incapazes... tem de tudo. Ainda bem.
Na sala tem a figura do mestre; o tempo. Devemos toma-lo como quem? Talvez como a sabedoria do vivido, que pode sim se personalizar na vivência das pessoas que já caminharam por mais tempo nesses corredores da vida (escola). De certo que conhecer os corredores não os impedirá de tropeçar, mas eles poderão contar aos recém-chegados sobre a história das lajotas, lustres, portas, quadros, mobílias e até mesmo sobre a paisagem vista da janela da qual testemunharam as transformações; memórias.
Sim, esse texto ainda é sobre a vida, e acima de tudo, sobre o valor de nos mantermos como cadernos abertos e cheios de folhas em branco a preencher. Alguns de nós estão cheios de tempo, outros aprendendo a lidar com o tempo, alguns indiferentes ao tempo, outros com o tempo findando... Mas é preciso dar espaço ao tempo para que façamos trocas, sejam afetivas, sociais, intelectuais, culturais.
Já reparou que o tempo acinzenta o cabelo de algumas pessoas enquanto mantem colorido o de outras? É, o tempo gosta de brincar, e vez em quando as põe juntas. O tempo gosta de ver o “vivido” e o “vívido” se encarar, no fundo ele anseia vê-los pintando tempos vindouros. Mestres e alunos, na dança das carteiras da escola (vida) com frequência invertem a posição de aprendizagem (troca entre gerações). Coisas que eu sei e você não, e o inverso. Coisas do meu tempo e do seu tempo. E se você se abrisse para meu mundo? E eu para o teu? E se juntos fossemos mestres, alunos e o tempo ao mesmo tempo?
Talvez precisemos (todo sem exceção) deixar um pouco do material excedente em casa, ir com a bolsa mais vazia, para ter espaço para empréstimos, trocas, presentes...
Eu acredito que esse tempo possa existir na escola da vida, o lado bom é que hoje já acordamos todos mais um dia com as matrículas renovadas! Boa aula.
Encanto
Mestre na arte de ensinar
Na arte de cuidar
E, sobretudo, na arte de amar
Assim é a Beija-Flor
Que Escola é essa,
Tão capaz de encantar?
Nela, todo dia é dia de sonhar
De arar, semear, cultivar...
Florescer e frutificar
A colheita, uma constante
Forjada no Esperançar
Muitos são os desafios
Como tanto realizar?
Com o apoio necessário e merecido
O céu é nosso limiar!
Muito é feito, a todo momento
Com alegria, dedicação, carinho
Respeitando o tempo das crianças
Para, em essência, saltarem do ninho
Muitos beija-flores há aqui
Com suas cores, força, presença
Na certeza de um mundo melhor
Não veem o atual como sentença
Seguem batendo suas asas
Espalhando o néctar da vida
Ao encorajar com sua coragem
Ao semear liberdade
Ao acolher diversidade
Ao viver em fraternidade
Jorrando amor e humanidade
E assim, com bela simplicidade
Mestres são em educar com consciência
Ao cultivar o viver de verdade
Ao ensinar como viver em essência
* Poesia escrita em 2022, inspirada na escola do meu filho mais novo. Uma bela referência no DF, a Escola Classe Beija-Flor pratica a Pedagogia Waldorf.
•|[UMA DICA]|•
— Todos nós temos um mentor na vida, aquele que se acha mestre de si mesmo, é o melhor aluno de um eterno idiota.
O tempo é o mestre que nos ensina a valorizar o presente. Não adie a felicidade para amanhã, pois hoje é a única certeza que temos. Aproveite cada momento como se fosse uma dádiva, e você descobrirá que a vida é feita de instantes preciosos que merecem ser celebrados.
Mestre! Por que, quando uma relação termina, ficamos com a sensação de que não fizemos o máximo necessário?
Porque nós realmente não o fizemos. O máximo que cada um consegue extrair de si é o máximo possível.
O máximo necessário é a somatória do máximo possível de cada um.
Mestre, por que a morte nos faz engrandecer as pessoas e amenizar os erros que cometeram?🤔
Porque elas não poderão repeti-los.
Um jovem perguntou a um sábio mestre: mestre eu gostaria muito de namorar. O sabio mestre o respondeu; meu jovem ante de namorar vc tem que trabalhar, ja trabalhando conheça alguém, ja namorando continue trabalhando para o noivado,ja noivado continue trabalhando para o casamento, já casado continue trabalhando para ter os filhos,ja com os filhos continue trabalhando para se aposentar,ja aposentado viverá para cuidar dos netos e as vezes se cuidado pelos netos no fim da vida.Assim sera sua vida.
Um dia, Mestre Chuang sonhou que era uma borboleta, voando alegremente. Quando acordou, não sabia se era Chuang que tinha sonhado que era uma borboleta ou se era uma borboleta que estava sonhando que era Chuang. Essa reflexão nos leva a um profundo questionamento: quem é o ser que está pensando ou sonhando? Uma indagação que nos leva a explorar algo ainda mais fundamental em nossa existência. Quem está refletindo agora sobre essa pequena história? Tenho certeza de que não é você, um conjunto de crenças ou ideias preconcebidas. É algo mais profundo, uma consciência que transcende a mera compreensão intelectual.
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