Agradecimento ao Líder
Os Líderes Religiosos poderiam pautar demandas sociais sem politizar as igrejas, mas isso não os levaria ao Poder e ao Dinheiro.
Talvez uma das principais tragédias da fé contemporânea seja perceber que muitos púlpitos deixaram de ser lugares de consciência para se tornarem palanques emocionais.
A espiritualidade, que deveria servir para confrontar ego, vaidade e ambição, passou, em muitos casos, a ser usada justamente como combustível para essas mesmas coisas.
Existe uma diferença muito profunda entre uma liderança religiosa que orienta a sociedade moralmente e uma liderança que transforma fiéis em massa de manobra política.
A primeira desperta senso crítico, responsabilidade, compaixão e humanidade.
A segunda exige alinhamento, cria inimigos convenientes e transforma divergência em pecado imperdoável.
Igrejas poderiam — e talvez devessem — participar das grandes questões sociais.
Poderiam falar sobre pobreza, violência, abandono, vícios, solidão, corrupção, dignidade humana e justiça sem se tornarem extensões de projetos partidários.
Poderiam cobrar ética sem vender ideologia.
Poderiam ensinar valores sem sequestrar consciências.
Mas isso exige renunciar a algo que seduz quase todo poder institucional: influência irrestrita.
Porque, quando a fé deixa de buscar transformação espiritual e passa a disputar espaço político como objetivo central, o fiel deixa de ser alma e vira capital.
Capital eleitoral, financeiro e capital de influência.
E talvez o mais perverso disso tudo seja a embalagem moral.
Quase tudo pode parecer legítimo quando é feito “em nome de Deus”.
O abuso ganha verniz sagrado.
A manipulação ganha aparência de missão.
O medo vira ferramenta de fidelização.
Enquanto isso, questões reais seguem sem solução.
A miséria continua.
A violência continua.
O abandono continua.
Mas a sensação de pertencimento político dá às pessoas a impressão de que estão lutando por algo muito grandioso, quando muitas vezes estão apenas retroalimentando estruturas que dependem da própria tensão social para sobreviver.
A fé deveria libertar o indivíduo do medo e da idolatria.
Inclusive da idolatria política.
Porque, quando uma igreja se torna incapaz de existir sem um inimigo político constante, talvez ela já tenha trocado o evangelho pela estratégia.
E, quando líderes percebem que indignação mobiliza muito mais do que consciência, o caminho para o poder se torna tentador demais para ser ignorado.
No fim, a pergunta mais desconfortável talvez seja:
quando a religião entra na política para “salvar valores”, quem salva a própria religião da corrupção, da sede por dinheiro e poder?
O comportamento diplomático anômalo de líderes países diante do que é protocolar não deve ser normalizado.
Que Deus nos dê líderes apaixonados para guiar os famintos nesta geração. Que digam "Eis-me aqui Senhor"!
Tenho vários líderes, pessoas que sigo exemplos, pessoas que acredito e pessoas que compartilham comigo de um mesmo ideal. Líderes positivos são os meus maiores presentes no mundo. São pessoas experientes, com carisma e sabedoria. Não se empenham a adquirir fiéis, seguidores, nem ser cacique de alguma tribo, alguma denominação. Não querem controlar seu passos, sua pessoa ou seu mundo. Não querem ou pretendem que você se enquadre nas suas idéias e filosofias. São seres de bastidores, são seres que agem com o coração. E a vontade de copiar modelos, seguir e ser uma pessoa melhor, vem de você. A vontade de atravessar uma parede por aquela pessoa vem de você. Quando você está em sintonia com o amor, você sabe o que deve fazer. Um líder não te faz sentir culpado. Um líder não pressiona você para atender às suas expectativas, um líder não é relação de causa e efeito. Não existe a exploração da culpa. Em certos aspectos quando você conhece um líder, a impressão que se tem é que faz bem mais tempo que os conhecem. Eles são seres de uma profundidade.
O silêncio - não a discordância - é a única resposta que os verdadeiros líderes deveriam se recursar a aceitar!
Diversos tipos de líderes podem surgir dentro e fora das igrejas, mas pastores verdadeiros somente se chamados e vocacionados pelo próprio Deus.
Verdadeiros líderes sempre sacrificam em algum momento seu conforto para o bem de uma causa maior a que servem.
Você pode não concordar com todos os líderes, mas você não pode deixar de incentiva-los a estarem fazendo ações que demonstre o amor ao próximo sem que isso seja sua obrigação para com o cidadão em seus juramentos.
Os novos líderes do século XXI e parecem ser resultado dessa turbina tecnológica para a mais ancestral tragédia da política: “uma minoria mal intencionada reúne mais recursos para influenciar uma maioria de influenciáveis”. Porque afinal, além das propagandas lícitas, essa minoria se utiliza das “outras formas”. Esse fator, sozinho, já explicaria o absurdo de tantos líderes nacionais medonhos.
De todas as artes dos líderes em todas as atividades, a mais desprezada é a preparação de sucessores. Pena. Não somos insubstituíveis e nem imortais.
LÍDERES RELIGIOSOS INVENTAM ALGO NOVO TODOS OS DIAS, PARA ATRAIR RELIGIOSOS. MAS O VERDADEIRO EVANGELHO CONTINUA SIMPLES.
O nosso problema é que pessoas por todo o mundo têm obedecido às ordens de líderes e milhões têm morrido por causa dessa obediência.
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