Agora foi o fim do nosso Amor
sem saber pra onde ir
continuo andando
continuo andando na esperança de acabar em seus braços, porem não sei pra onde seus passos estão indo..
só sei que a cada passo q dou me vejo mais distante de vc..
acho que no fim nossas historias terão um final diferente daquele que imaginei
eu até assistir aquela cena que disse ser o fim de tudo
mas não aceito aquele fim..
pois nossa historia não teve o roteiro que escrevi..
como pode um ponto num noite escura acabar com tudo que eu planejei..
aquela noite estava escura demais pra ser o fim..
aquela varanda estava fria demais pra ser o fim..
nossas mentes estavam confusas de mais pra decretar o fim...
O outro lado das coisas.
Eu sempre estive encantada com o fim das coisas. O capítulo final de uma série de televisão e o pôr do sol; Os últimos parágrafos de um livro e o encore de um concerto. Creio que essa é a maneira de recordar que perder algo que você ama não tem que ser sempre triste e doloroso, mas às vezes surpreendente e belo.
POEMA DA SEPARAÇÃO
De um núcleo da degenerescência
Escapou para a vida irresoluta
E alma bendita que outrora
Encontrara disposta a enfrentar
O vale das incertezas
E o tempo que passou foi pouco
Pelo que outorgou, mesmo assim
Alivia em si a compleição de bronze
Intercalada na pele
E formas meticulosas
Alí onde e antes encobria
O desejo venerado
Que escarpava o terreno
Do rubro músculo
Que não parava de pulsar
Ainda que a luz devorasse as sombras
E eles iam, sonhavam e deleitavam
Caiam, levantavam e andavam
Até que um dia
Caíram num núcleo e...
Degeneraram-se.
Quanto mais tento saber mais percebo que o pouco que sei é cada vez mais insuficiente e no fim de tudo não justifica nada
AMO-TE
- Amo-te
Tenho tantas palavras para te dizer
- E procura-as
Nos espaços fechados, abertos
- Onde guardo-te
Na solidão perfeita das palavras
- Amo-te
Nos versos alinhados da poesia.
Sobre o fim:
encontro de orgulho e arrependimento das coisas que se fez ou deixou de fazer, e, em todas as circunstâncias, a morte de algo grande e o nascimento de um ainda maior!
O PRINCÍPIO E O FIM.
Márcio Souza.
Da vida eu não peço nada.
A ti ó Deus, eu agradeço o que me concedeste na vida e só peço que me dê o privilégio de morrer em paz!
Toda vida chegará ao fim, mas não a imortalidade da alma.
Sempre haverá vida e morte, para que as espécies se renovem, se aperfeiçoem e se perpetuem!
Márcio Souza.
AS PORTAS DA TERRA.
(O fim do Mundo)
Márcio Souza
Na imensa natureza toda beleza se encerra,
Os cantos dos pássaros ao amanhecer o dia,
O cheiro das plantas, das flores e da terra,
Numa alegria perfeita de pura harmonia.
Para cada dia, nova fé, nova luta,
Novas perspectivas de vida e uma nova missão,
A realizar na incansável e árdua labuta,
Desejados sonhos da imaginação.
Passam-se as horas, dias, semanas e anos,
Contando com o tempo e é só o tempo quem diz,
Lutando na vida e as rotinas mudando,
Buscando no tempo nosso espaço feliz.
E de sonhos em sonhos, inteiros ou pedaços,
Dedicando-se de almas de guerreiros soldados,
Com sucessos plenos ou pequenos fracassos,
Dos planos de Deus, a nós confiados.
Ao fim da missão, ao longo da vida,
De uma estrada tão longa, com retas e curvas,
De tantos ventos, tempestades e chuvas,
A Natureza em lágrimas, destruída grita.
Dessa Natureza tão bela, da vida que se encerra,
Numa destruição sem fim, entre os gritos e ais,
Não sobrará nesse mundo, quaisquer vidas ou animais,
Nem plantas, nem nada, sobre a santa terra.
Não haverá pássaros cantando, ao amanhecer o dia,
Não restarão mais nada, só misérias e fome, muito gelo ou calor,
Não haverá mais sonhos, muito menos alegria,
Tudo destruído pelo homem, herança maldita, que a Natureza criou.
Serão restos e cinzas, restará um mundo estranho,
Pela ganância à riqueza, que a humanidade consome,
A destruição profunda, sem medidas ou tamanho,
Provocada pelas mãos do pecado da ignorância do HOMEM.
Alegando progresso para o mundo moderno ou moderna nação,
Arrebentam-se com a terra, com a Natureza e os seus,
Disfarçando inocência e falsa pretensão,
E com desnuda mentira, se diz ser filho de Deus.
E tudo que de início foi tão lindo e tão foi belo,
Do ar puro que havia, da chuva caída e tudo existia, virou absurdo,
E o que foi Paraíso virou inferno de fogo e eterno flagelo,
Cerrando-se as portas da terra, por cobiça e ganância, acabou-se o Mundo.
Márcio Souza
VAGABUNDO
Vagabundo que viveu e vive nas sombras
Esquecido treme de frio nas noites sem fim
Com fome, sede sacia o cansaço na sua própria solidão
Imerso no seu silêncio, na escuridão senil
Alma solitária, vinda do escuro da luz
Queima o inferno na coincidência da vontade divina
Esquece tudo, até mesmo as suas próprias deficiências
Solidão compartilhada no seu silêncio desligado do mundo
Vagabundo nas ruas da vida, encontrou um lugar para brilhar
O seu próprio coração magoado, senil, triste e maltratado.
COMO CARNE CRUA
Andas ancorado à minha cintura
Como um barco que se apega ao mar
Eu velejo como que se o silêncio
Me dissesse tudo o que sei
Vivi entre as ansiedades mais profundas
Na sede intensa, de um suor quente
Da fome súbita, consumida por luas
Devasto os sentidos através dos dedos
Segurando a cruz do teu amado corpo
Velejo nas sombras da nudez do oceano
Como carne crua onde nos amarrámos
A nós mesmos, no convés do nosso navio
Entre a escravidão do nosso salgado beijo
Somos fome, somos desejo, cegos de nós
Com a verdade nos olhos de quem vê com fé.
TASCA MORTA
Escreve por descaramento
Onde afoga-se entre surdos
Roucos, porcos e sujos
Sem estatuto dum louco
Parvo de vício já sujo
Vazio de troncos podres
Mão do homem fracassado
Revoltado com o café da manhã
Pão seco sem cheiro que revela
Torna-se ópio da boca pobre
Abdica espontaneamente da alma
Chora tantas vezes em seco
Perdeu a conta às lágrimas
Que já derramou pela vida
Choro negro de tanto riso
Nos degraus de pedra dura
Altar para tapar a minha urna
Último abrigo num inferno
E afinal morto já ele estava.
Já conheci vários Deuses, mas aquele que desde pequeno sempre sonhei em conhecer segue uma incógnita...
Quando era pequeno meu sonho predileto era imaginar o fim do infinito... paredes, mundos estranhos e distantes criei, estrelas e brancos infindáveis imaginei e até sonhei com uma solidão que mais parecia a um cinema preto e branco sem expectador algum...
Com o tempo a gente vai se acostumando e tudo vai mudando, o que era plano vira engano e o que parecia ser engano vira plano, as vezes o vento vem levando tudo, ou limpando tudo como queira entender, o difícil é que se quando perceber tudo o que há de dizer é Adeus...
FIM DA VOLTA (soneto)
E pelo cerrado eu fui, prosseguia
No coração só saudades e medo
No olhar lembranças em segredo
O vento pálido em prece reluzia
Longínquo o horizonte, romaria
Espesso e truncado o arvoredo
Rasteiro, estava mudo e quedo
Nenhum pio ao derredor ouvia
Parca aragem, alma em degredo
Ferindo-me no silêncio aí eu ia
No peito a dor velava o enredo
Fim da volta, para ti eu partia
As mãos tomando-me um aedo
Tive que aprender nova alegria...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Fevereiro de 2017
Cerrado goiano
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