Agora
Alguns me julgam soberbo por dizer algo de forma agressiva e itinerante.
Agora me diz:
Contamine-se com algum vírus e não vai ao médico pra ele prescrever o antibiótico.
Entendeu?
Bondade não tem nada a ver com “engolir sapos”.
A verdade é que eu era uma pessoa antes da pandemia.
Agora, estou me tornando outra pessoa pós pandemia.
Essa diferença se dá pelos altos e baixos que temos passado de maneira repentina.
Pensando em você
Agora me fizestes viajar,
levando-me em teus braços.
Senti teu perfume em mim,
tenho o calor dessa boca
colada à minha.
Nossas mãos ora juntas,
ora separadas, ficam em
busca de uma parte quente
e macia dos nossos corpos.
Corpos agora colados e
pelo amor unidos.
Te quero minha flor linda.
Brotastes dentro de um
vaso de amor feito.
Com amor foste regada, e só
para o amor és voltada.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Antes poderíamos ir as praias,
agora não da mais
porque o coronaviros não para mais,
agora todos temos que viver com mais atenção.
A solidão não é mole não
Ela foi embora e me deixou na mão
Que covardia!
Agora todo dia
É cinco contra um
Pra não ficar no Jejum.
Os problemas já estavam todos aí.
Tudo isso que estamos vendo agora, escancarado, sendo jogado na nossa cara a força, doa a quem doer, SEMPRE ESTEVE AÍ.
A questão é que a gente sempre esteve ocupado demais pra se preocupar com o outro, com a coletividade.
Ficamos tão presos e preocupados com o próprio umbigo, com a disseminação da empatia como palavra sem praticá-la ao mínimo.
Nos acostumamos com pequenas falhas, fechamos os olhos pra pequenos comportamentos do nosso amigo, vizinho, primo e conhecidos.
Deixamos passar um “deslize besta”, um “vacilo”, uma “coisinha sem querer” e nos vimos numa emaranhado de erros infindáveis e gigantescos que não acabam nunca.
Do pequeno, nasce o grande.
Quando erros “mínimos” são desprezados, eles tendem a crescer.
A sujeira tava toda debaixo do tapete. A casa parecia limpa, um brinco. Só que puxaram o tapete e a poeira agora tá no ar.
Não da pra respirar, não da pra fechar os olhos, não da pra ignorar.
E o que era apenas um brilho, um lampejo em meu caminho, agora se faz luz, se faz bússola em minha vida.
Flávia Abib
Manhã Poética
Deu a hora agora
Sozinho em casa, depois de comprado o pão
E feito o café, água pura outrora
Senta, relaxa e pega o canecão
Gastou seus esforços em algo simples
Uma bebida quente, amarga & difícil de preparar
Depois de tentar deixá-lo mais frio
Apoiando-o no pires
Bebe um bocadinho com medo de se machucar
E se machucou
A bebida do cuidado não tomou
Queimou a língua & agora deixa-o de lado esfriando
Esqueçe-o por um momento, para esqueçer a dor
Pode ser doloroso para quem está começando
Ele pega uma arma, uma faca
Poderia ser usada para matar gente, quem diria
Nas mãos da pessoa errada
Mas está amanteigando o pão de cada dia
Se bem manuseada
No processo ele sujou a mão
Não só a mão, mas o pano, o prato e a mesa
Apenas para cortar & rechear o pão
O custo & o preço de deixar algo mais agradável
Então se lembra do canecão
Toma coragem para tentar mais uma vez
Dessa vez não sentiu dor, mas amargura
Amargura pela criação que fez
Mas ele gosta
Parece controverso, sei como se sente
Mas a bebida no canecão faz ele se sentir mais vivo
Mas ele tenta adoçar com leite
Para ser mais fácil de ingerí-lo
Amargura se toma de vez em quando
Mas quando tomado as montes
A pessoa fica viciada, viciada em uma ilusão
De culpa, tristeza & depressão
Mas ele gosta e bebe mais
Bebe demais
E no doce também não se exagera
Senão só paz, tranquilidade & alegria enxerga
E o mundo não é só paz, tranquilidade & alegria
É necessário um balanço, um equilíbrio precisaria
Então teve uma idéia
Um pouco de amargura aqui
Um pouco de doçura ali
Café com leite
Bebida da vida
Não vou mais voltar atrás
Hoje eu não jogo mais seu jogo
Agora eu já não ligo mais
Pode vir, tanto faz
Não vou cair de novo
(...) Os meus sonhos continuam vivos... Faça hoje, agora. Amanhã não haverá tempo, nem mesmo alguém que se compadeça das suas lamentações...
Passo a passo,
sem ter pressa,
dá teu passo.
Sem parar, vive o agora!
Tens o hoje,
o momento,
para cultivar os teus sonhos.
Adiante,
siga em frente,
para colher no amanhã teus frutos.
Eu estava feliz, acho, mas agora me pergunto se minha memória está me pregando uma peça. Se ela está me dando o presente de uma ilusão. Todos nós os colocamos sobre nossas lembranças: os filtros através dos quais queremos ver nossas vidas.
Não negues a maminha a teu bebé!
A ti que MÃE em nós agora já és;
Não queiras ver teu bebezinho ougado;
Por a maminha lhe teres tirado;
Mas procura tê-la, sempre a seus pés!
Porque: é muito triste ver chorar;
Alguém por nós cá trazido a este mundo;
Por lhe andarmos a dar leite oriundo;
Da china, ou de qualquer outro lugar.
Por nada haver melhor, que umas maminhas;
Pra quem em pequenino tiver fome;
Como a tão vista em este pequenino!...
Que seja em tal, que se torça o pepino;
Pois tão delas gostar, sem saber nome;
Bem tem um merecer, dessas gordinhas.
Com pena, por já não ser pequenino;
"O seu problema não é você, o seu desafio, o seu desafeto não é você! Você só está assim agora, mas você não é uma árvore com raiz e nem uma estátua de bronze que não pode ser mudada. Até as árvores crescem e mudam em cada estação. Você também!"
"Sua realidade de agora é apenas uma dentro das infinitas possibilidades que o universo disponibiliza a você!"
Para aprenderem a usar seus poderes, precisarão de concentração e precisão. Agora, eles estão sendo controlados por seus hormônios, estresse, pressão dos colegas, ansiedade, atração física, até pela música de uma banda superestimada.
Ela parou de tentar traduzir o passado. Agora o seu coração consegue ler o presente e bate em ritmo normal.
O fim
Até agora aos 56 anos e com tanta vivência, uma leitura incrível de mundo
Eu posso te responder :
Eu não sei quem sou,
Eu não sei nada sobre o meu minuto seguinte,
E também posso te contar: Sinceramente; Eu tenho medo do que virá!
Vivemos uma era de desumanização, posso até falar sobre os dias de escuridão
O homem quem nós somos regrediu aos tempos barbaridade.
Eu busco minha sanidade, para poder continuar respirando, e me fingindo que sou igual àqueles, dementes, antropófagos e destruidores de sonhos e de alma.
Estes estão empilhados nas igrejas, nos templos e nas sinagogas se dizendo Cristão, ou falando em nome de DEUS, enquanto Jesus Cristo se pergunta:
Por que os homens se entregaram e preferiram a escuridão e nao ao amor que ele nos deu?
Que mundo sinistro on onde até Cristo fazem chorar.
