Abismo

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O niilista ama o abismo; o ateu constrói pontes.

Quando olhar para o abismo tenta te paralisar, lembre-se: a ponte só existe porque alguém ousou construí-la.

Vivemos o auge da ironia evolutiva: o autismo, historicamente definido pelo abismo na comunicação, tornou-se o novo pré-requisito para o palanque digital. Nunca tantos 'incapazes de se comunicar' falaram tanto para tanta gente sobre como é difícil falar.

Niilismo é olhar para o abismo e se jogar dentro. Humanismo é olhar para o abismo, cuspir nele e construir uma ponte por cima.

Mente inquieta


Agilson Cerqueira


O prumo quebrado,
A régua que não mede o abismo.
Se a lógica farta é prisão,
O delírio é o único batismo.


Não se divide a alma em fatias,
Nem se doma o que é correnteza.
Quem busca a norma, vicia;
Quem busca o salto, tem a certeza:


Só o atrito acende a luz.


Alguns enxergam durante o dia,
Outros vislumbram estrelas.
Há os que só vivem de sentimentos,
E há quem viva de razão.


Intensidades do ser em todos momentos.
Entre o lirismo e o ceticismo existencial:
Alegria, riso, choro e decepção.
Mente inquieta - tensão essencial!


Agilson Cerqueira

A Chave e o Abismo
Na teia das palavras, um livro se ergue,
Sagrado texto onde a alma converge.
Mas quando a mente tateia, a visão se turva,
A interpretação falha, a intenção se curva.
Se o entendimento erra, por má-fé ou pressa,
Um grande risco à frágil fé atravessa.
Vidas de esperança, em terreno incerto,
Veem seu porto seguro virar deserto.
A verdade é um farol, não é uma chama breve,
E a leitura do texto, que a alma eleve,
Jamais poderá ser um capricho pessoal,
Para que o seu valor real resplandeça, afinal.
Que a Bíblia, fonte clara, em si se explique e mostre,
Onde o sentido é puro, e não onde o eu se prostre.
Pois na verdade una, a essência se revela,
Luz que a todos guia, fiel e singela.


⁠ass Roseli schionato Ribeiro

Entre o Marasmo e o Abismo
O instante em que percebemos que a vida vai além do piloto automático nos causa um estalo, um quase colapso. Ficamos divididos entre o marasmo da zona de conforto e o abismo do novo. Mudar assusta; a incerteza gera insegurança. Mas existir na nossa mais pura autenticidade exige o salto. E se o salto causar instabilidade? O remédio é tentar, falhar, aprender e evoluir. Esse é o propósito.
​Se para morrer basta estar vivo, para viver é preciso coragem para acreditar em si mesmo. O amor traz o risco do sofrimento, e amar exige a força de saber que ele permanece, mesmo nos dias mais cinzentos. Às vezes, porém, amar significa desapegar. Deixar ir para um lugar distante, um recomeço silencioso.
​A grande virada de chave é a autossuficiência. O amor-próprio não nos fecha para o mundo, mas nos acolhe. Ele nos lembra que somos dignos do afeto alheio, mas, acima de tudo, que fomos feitos para ser o grande amor da nossa própria vida.

Desafiei o abismo a olhar para mim sem piscar os olhos, ele perdeu.

Eis que eu me questionava o que é a vida então? A vida é uma ponte suspensa sobre o abismo do desconhecido. O seu escultor é o tempo inerente das passagens, de quem parte sem bagagem no último trem da existência. A memória é um jardim de folhas douradas, do verde que já é passado. A esperança é uma estrela distante. O amor é uma constelação errante que brilha a cada instante. A consciência é um farol na neblina, só se pode ver a pouca luz que ilumina. O destino é um rio subterrâneo, que nos leva e nos trás, nos dá e nos tira. A saudade é um oceano sem margens, que transborda em nossas almas. A existência é uma chama exposta ao vento, que trás alegria ou sofrimento. Mas sejamos amenos. O tempo recolhia as flores do verão e a madrugada abriu lentamente suas pálpebras. Na terra, uma montanha carregava segredos milenares, enquanto a chuva escrevia cartas sobre os telhados. O tempo carregava confidências antigas sussurradas em silêncios. A memória chamava meu nome, e eu seguia esquecida de mim. O crepúsculo despia seus mantos dourados na eternidade silente. O perfume da existência se vestia da voz aveludada do vento, que tinha o sabor cristalino da esperança. O silêncio azul da madrugada ouvia a melodia prateada da chuva. Ao amanhecer, a claridade macia da paz se fez nos jardins floridos, e se sentia o aroma luminoso dos lírios. A doce tristeza da saudade era o brilho perfumado das lembranças. E eu construia minha morada entre a luz e a sombra. E entre o ruído e o silêncio eu encontrei sentido, pois o princípio e o fim habita a existência. A luminosa escuridão da alma divagava no silêncio que gritava na paz inquieta dos sábios.

​A CERTEZA DA FÉ


​"Ter fé não é ver a ponte antes de atravessar o abismo; é sentir o chão firme de Deus sustentando cada passo seu, mesmo quando tudo ao redor parece incerto."


​Lucia Reflexões &Vida

Existe um abismo entre o desejo de viver e a capacidade de atravessar a soleira da porta.
Não é medo da rua, é pavor de ter que carregar esse peso diante de quem não entende de gravidade emocional.


SerLucia Reflexoes

Ó Absoluto, escuta o brado do espírito ao abismo lançado,
rompe a Cama infernal, trono do Pecado profundo;
arranca-me do sono onde meu nome é sepultado,
antes que a sombra me consuma e me apague do mundo.

29-05-17
Não quero..

Desatinado, à beira de um abismo, quase no fundo do túnel, falei com Deus!
Não quero Sr. minha mente para projetar coisas ruins! E sim fazer o bem!
Não quero Sr. os meus braços para violência, agredir e machucar! E sim fazer o bem!
Não quero Sr. minhas pernas para correr, fugir da polícia! E sim fazer o bem.
Sou perfeito físico/mental, e só o que eu quero Sr. é saúde para reencontrar minha auto-estima e poder correr atrás dos meus objetivos sem ter que prejudicar ninguém.

⁠“Trago em mim a chama da redenção e a cicatriz do erro, numa eterna dança entre o céu e o abismo.”

A voz do pobre não ecoa no abismo que o separa do rico.

Entre as coisas mais semelhantes é onde é mais bela a ilusão: porque é sobre o abismo pequeno que se torna difícil lançar uma ponte.

A Invocação do Abismo
Será... que terei a sorte de tê-la em minha vida envolta em amarguras?
Eis a lua. Eis o fôlego da minha essência.
Eis a partitura do meu corpo, que ecoa e clama por amor.
Eis o esplendor, oculto neste mundo de horror.


Onde já não há amor.
Apenas dor.


Caminho e pisoteio os meus próprios cacos.
Oh... abismo, olhe para mim!
Pois agora vive em mim
A dor que eu jamais ousei sentir.

A Súplica ao Abismo
Diga à terra, diga ao sol,
Diga ao mar para gritarem aos quatro cantos,
Até que a lua pare para escutar:
E o abismo, no qual me reflito, por fim volte a me encarar.


Puxe-me... Rasgue-me!
Quero arrancar de mim este egoísmo humano.
Derramo o meu sangue sob o céu que agora escurece.


A morte, da qual tanto fujo... fugir dela de nada importará.
A morte virá, e toda a existência despencará.
Perecerei. Apodrecerei. E à terra eu voltarei.


Então, ao mar eu clamarei:
Afunde-me! Guarde-me e traga-me o amor!
Pois, neste peito em ruínas, eu suplico por esse vazio esplendor.

Gaza Livre

Entre eu e o abismo,
Pasmem o que descobri.
Existe uma vontade
Que não posso alimentar.
Entre eu e a vida,
Pasmem o que descobri.
Existe uma vontade
Faminta que me devora.
Essa vontade se chama
Sonho.

Feliz daquele que faz do próprio abismo o cenário perfeito para aprender a voar.