Abismo

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Ninguém pode lapidar minhas emoções.
Nem olhar para meu abismo.
Apenas equivalência da consciência.

"O universo é um espelho daquilo que carregamos na alma. Diante do abismo, você escolhe ser luz ou tempestade? O mundo exterior não cria a sua realidade; ele apenas devolve o reflexo da sua frequência interna. No silêncio das grandes crises, a sua reação é a sua verdadeira assinatura."

O universo é um espelho daquilo que carregamos na alma. Diante do abismo, você escolhe ser luz ou tempestade?

Eu quero apenas equivalência do acreditar ate que o abismo dentro de mim responda.
Dentro de tantas possibilidades estão mastigadas para se tenha compreensão de uma fração da realidade.

“Em cima da ponte, olhando para baixo, o abismo parece estar sob os pés, mas também existe dentro de quem o contempla; então surge a pergunta: queremos abandonar a vida ou apenas a versão de nós mesmos que a dor construiu?”

A FARSA DA VAIDADE
O ABISMO DO INVALIDADOR



Quando o trabalho de um indivíduo nasce da tentativa de diminuir o de outro,
em sua origem o invalidador já é uma farsa.


Usurpador que tenta galgar atenção com a ilusão do esforço alheio,
mentiroso sem escrúpulos que sustenta um corpo oco,
voando na brisa da própria enganação.


De todas as vaidades,
quem flutua em ilusão é sempre o primeiro a colidir com o muro da realidade.


Atravessam o tempo apenas aqueles que cultivam o esforço e, sem intervalos,
falam a verdade no silêncio, sem necessidade de cúmplices ou testemunhas.

Diante do abismo, a verdade torna-se apenas um sussurro para aquele que escolheu a cegueira; pois nenhuma luz pode conduzir quem fez da própria escuridão uma escolha, e nenhum conhecimento desperta aquele que voluntariamente renunciou à consciência.

⁠⁠O abismo é um local escuro que nos faz refletir sobre a importância das pequenas coisas, quando não podemos alterar uma situação é porque ela está sendo utilizada para nos transformar.

A Balança e o Abismo: Uma Reflexão sobre a Carreira do Advogado Criminalista

A advocacia criminal é, talvez, a mais visceral e incompreendida de todas as áreas do Direito. Ela coloca o profissional em um front de batalha diário, não apenas contra a acusação, mas frequentemente contra a opinião pública, o preconceito e, por vezes, contra a própria consciência. É uma carreira que exige mais do que conhecimento técnico; demanda uma estrutura psicológica robusta, uma empatia seletiva e uma crença inabalável nos pilares do Estado de Direito.

No cerne da atuação do criminalista está um princípio que, embora basilar para a justiça, é frequentemente esquecido pelo senso comum: a garantia do direito de defesa. O advogado criminalista não é um cúmplice do crime, mas um garantidor de que o processo legal será seguido à risca. Ele é a voz que assegura que, mesmo diante da acusação mais hedionda, o indivíduo não será esmagado pela força punitiva do Estado. Sua função é ser o guardião da presunção de inocência, do contraditório e da ampla defesa, princípios que protegem não apenas o acusado, mas toda a sociedade contra o arbítrio e a injustiça.

A carreira é um constante exercício de alteridade. O criminalista precisa se despir de seus próprios julgamentos morais para adentrar a complexidade da condição humana. Ele lida com o erro, a falha, o desespero e, em muitos casos, com a face mais sombria da sociedade. Para construir uma defesa eficaz, é preciso compreender as circunstâncias que levaram ao ato, as motivações do acusado e as nuances que a lei oferece. Isso exige uma imersão profunda em histórias de vida que, na maioria das vezes, são marcadas por violência, exclusão e falta de oportunidades.

O peso emocional dessa profissão é imensurável. A responsabilidade de ter a liberdade de alguém em suas mãos gera uma tensão contínua. As vitórias, como um alvará de soltura ou uma absolvição, trazem um alívio e uma satisfação ímpares. No entanto, as derrotas, as condenações e a impotência diante de um sistema por vezes falho, deixam cicatrizes profundas. O advogado criminalista está em uma arena de alta pressão, onde cada petição, cada audiência e cada sustentação oral podem selar o destino de uma vida.

Além disso, o profissional enfrenta o estigma social. Defender alguém acusado de um crime é, para muitos, sinônimo de compactuar com o delito. A incompreensão sobre o papel essencial do advogado na manutenção da justiça leva a julgamentos apressados e a uma hostilidade que poucos estão dispostos a suportar. É uma carreira solitária nesse aspecto, que exige uma convicção interna inabalável sobre a importância do próprio trabalho.

Em última análise, ser advogado criminalista é uma vocação para os corajosos. É caminhar sobre o fio da navalha entre a lei e a moral, entre a acusação e a defesa, equilibrando a balança da justiça em um terreno onde o abismo do erro judiciário está sempre à espreita. É uma carreira de sacrifícios e de imensas recompensas, não financeiras, mas de propósito: a de ser o último bastião da liberdade individual contra a força avassaladora do poder estatal.

Entre as palavras e o mundo
que as recebe
há sempre um abismo...


Um rio escuro, fundo, largo,
onde poucos ousam entrar,
e menos ainda conseguem nadar
sem se afogar nas próprias sombras...


Interpretar virou um esforço raro,
um músculo atrofiado
num tempo em que tudo
precisa ser rápido, raso e imediato...


Separar fato de opinião
tornou-se um labirinto estranho,
onde muitos tropeçam,
confundindo seus medos e traumas
com verdades
e suas certezas frágeis
com argumentos...


Há gatilhos emocionais pendurados
como armadilhas invisíveis
em cada palavra que se lê ou escuta...
Eles disparam antes do entendimento,
empurrando a razão para fora do caminho...


A polarização cavou trincheiras profundas,
pontos cegos viraram muralhas,
e qualquer nuance é assassinada
antes mesmo de nascer...


O TDAH coletivo,
fabricado pelo excesso de telas,
transformou mentes em páginas
que vivem sendo atualizadas
e nunca realmente lidas...


O viés narcisista ampliou seu império,
ou seja:
se não reflete o meu mundo,
se não confirma meu umbigo,
não serve, não presta, não existe...


A lógica perdeu espaço,
o pensamento analítico
virou peça de museu,
onde poucos o visitam...


E assim,
falar e escrever,
esse direito tão humano
e tão legítimo,
não garante mais compreensão...


Porque entre a boca e o ouvido,
entre a mão e os olhos,
há um rio imenso e profundo...
E nem todos sabem nadar.


Entre a fala e a escritura
há a audição e a leitura...
E nem todos sabem ouvir e ler.


✍©️ @MiriamDaCosta

Umbral Park


As pessoas temem o umbral
como se fosse um abismo distante,
um território sombrio reservado
aos que “caíram”.


Mas caminham, distraídas,
por corredores de um mundo
onde a luz é fachada
e a sombra é norma.


Vivem em um parque temático
de ilusões e crueldades sutis,
um Umbral Park
onde a dor é naturalizada,
a indiferença é entretenimento
e a consciência… opcional.


Aqui,
fantasmas vestem carne,
e muitos corpos
já não abrigam presença alguma.


Temem o pós-morte,
mas não percebem
a morte em vida
que respiram todos os dias.


E assim seguem,
comprando ingressos para o próprio esquecimento,
sorrindo nas filas do absurdo,
sem notar
que o verdadeiro umbral
não é para onde vão…


é onde já estão.
✍©️@MiriamDaCosta

Sempre e nunca
são palavras perdidas
dentro de si mesmas...


Carregam o peso
de um abismo sem bordas
promessas eternas
que o tempo desmente...


São ecos que se diluem
no silêncio das horas
labirintos verbais
onde a alma tropeça...


✍ @MiriamDaCosta

Estamos caminhando para um abismo sem volta, a empatia não existe mais, o amor está destruído, cada um pra si o outro que se exploda, a natureza sendo destruída, o Ser Humano se autodestruindo junto!

Mergulhei no teu abismo e descobri que não era queda era pertencimento. Encontrar-me no teu fundo foi, finalmente, deixar de ter pressa de votar a superfície.

A maldade é o abismo: quem não quer subir, só aceita ao seu lado quem o ajuda a descer.

Resgatei-te quando o abismo já pronunciava teu nome.
Emprestei-te o próprio fôlego para que a morte não te reclamasse.
Hoje, porém, vestes a mentira como armadura
e chamas de força aquilo que um dia foi misericórdia alheia.
Não há escuridão mais profunda
do que a daquele que sobrevive graças à mão de outro
e, ao nascer do sol,
apaga as pegadas de quem o trouxe de volta à vida.

É fácil julgar a queda, mas poucos se dispõem a entender a profundidade do abismo onde o outro se encontra.

— Douglas Santos - Os Viciados Estão Sozinhos! Pare de se fazer de vítima.

Há um abismo entre conhecimento, inteligência e sabedoria, assim como entre ter as ferramentas, saber usá-las e o que se construirá com elas.

O silêncio chega sem aviso, atravessa o corpo e nos obriga a olhar para o abismo do que somos. O “eu” é apenas um fio, tecido por memórias que se apagam e ecos que nunca nos abandonam, e o infinito não está lá longe: pulsa na respiração que falha, no coração que não cabe na caixa torácica, na mente que tenta nomear o indizível.

Entre o eu e o infinito, há apenas um instante de lucidez. Um sopro onde todas as certezas desmoronam, onde a consciência se abre como pétala que não se fecha, onde o universo, finalmente, se revela dentro de nós. E quando passa, o eu retorna diferente: mais leve, mais profundo, mais inteiro.

— Douglas Duarte de Almeida

Quem já atravessou o próprio abismo sabe: o equilíbrio não se alcança, se habita por instantes. É quando a alma pousa, o coração desacelera e a vida parece, por um segundo, caber nas mãos. Há quem confunda esse intervalo com vitória, mas quem vive intensamente entende: a calmaria é só o fôlego antes da próxima onda. É o espaço entre o desespero e o recomeço, o instante em que a alma recolhe o que sobrou para continuar.

(Douglas Duarte de Almeida)