Calce os meus sapatos: frases para pensar antes de julgar
HOJE, somos 7 bilhões na Terra. Desde o começo da humanidade, calcula-se que aqui viveram 107 bilhões de seres humanos. Não somos tantos, e a presença deles melhoram nossa vida e nossa convivência. Eles são nosso passado, a historia que nos produziu e nos somos o futuro deles, a razão de eles terem vividos!
"Hoje eu devo me recusar a pensar nos problemas, quem se dedica a calcular seus danos, vive preso a eles. Hoje devo me recusar a pensar no que fazer, quem pensa demais nada faz. Hoje devo me recusar a recuar, quem recua demais perde a guerra. Tudo que devo fazer é acreditar e lutar por mim até que vença e alcance tudo o que realmente valha a pena alcançar."
A amendoeira
Símbolo de resistência
Não se conforma em viver nas calçadas
Não foi feita para viver na cidade
Por mais que a tentem cobrir
Ela não ira parar de crescer
E crescendo destruindo seu concreto
Ela não concorda com essa condição
Ela não se encaixa no ambiente que vocês criaram
Por isso ela causa incômodo
Vão tentar removê-la
Mas não conseguirão com facilidade
E depois de todo o esforço de cortarem seu tronco
As raízes da amendoeira permanecerão
Servindo de exemplo
Mostrando que ali viveu alguém com coragem!
E se mesmo num ato desesperado
Arrancarem o que restou do seu caule e tamparem o buraco
A amendoeira continuará naquele vazio
Na memória de cada pessoa que a viu antes!
Todo o esforço de a removerem
No final resultará em maior atenção para ela
E mesmo em sua inexistência ela continuará resistindo
VISITA (soneto)
Nos paralelepípedos das calçadas
Leio os versos do viver de outrora
Meu, rimas sinuosas e poeiradas
Numa memória tão fugaz e sonora
Vou sozinho, outras as madrugadas
A trama diferente, e outra a hora
Outros destinos, e outras estradas
Desassossegado, o que sinto agora...
Choco na linha da vida, nas esquinas
Fico calado. Desfaço o laço de fita
Do fado. Tem cheiro de naftalinas
Corri ao encontro da velha escrita
Sorri, falamos, ofegantes narinas
Segui andando, na revinda visita...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
19/05/2020, Triângulo Mineiro
Apegar-se a cálculos, cautela, razão é coisa de gente fraca, de quem não sabe verdadeiramente viver. A nossa vida é feita de risco. Encarar o que está a nossa frente sem saber o que virá depois é coisa de quem sabe ser intenso; de quem sabe ser inteiramente feliz.
Como foi bom encontrar Aquiles e derrubá-lo do meu calcanhar.
Viver aquém de minha sombra, sem chamá-la de Própria.
É um prazer poder entrar na minha estranha órbita.
É bom ser o pequeno planeta que orbita em volta de ti...meu grande satélite.
..."✍️..."
Os poetas não precisariam usar sapatos, afinal vivem no ar,
bastariam ter asas,
seu meio de transporte é as reflexões,
viajam em nuvens, descrevendo paixões,
e quando descrevem o amor,
ganham vários corações,
por transformarem tudo em poesia!
***
O que você ganhou e perdeu?
Não faz sentido calcular agora!
Pois quando tinha tempo de viver você não fez!
As lágrimas em seus olhos cairão suavemente sobre a sua face...
Quando você perceber que aquilo que você tanto buscou não pode levar.
Porque suplicar pela vida agora?
Um grande beijo em seu coração.
R&F Perazza.'.
Muitos sonhos a realizar
mas ainda temos pouca idade
Com a terra que sujou a calça
vivemos sem vaidade..
Eu conto os segundos para viver o seu amor junto a você, e faço cálculo de um apaixonado adolescente traçando um sonho de ser feliz;
Te desejo, com ou sem dinheiro, pois minhas lutas são de uma positividade magnífica com imensas plenitude;
Vivemos numa constante busca, pelo "sapato" que caiba/aqueça os nossos pés. Eu? Literalmente vivo buscando-o, pois calço 33...
(...)e na floresta do pensamento sou calçada pelo sonho. Nele me amparo, sempre que os vendavais da vida me derrubam. Deixar de sonhar é ...morrer e eu quero apenas e só ... VIVER!
- MEDO DO MEDO
Todos os dias eu sigo um caminho.
Por trieiros novos e as vezes por calçadas velhas;
Enquanto ando percebo portas fechadas...
E janelas abertas... Sinto o cheiro do medo.
Vejo pessoas que me espiam...
Pessoas que olham para a rua
E parece que se escondem de tudo...
Outras vezes, parece que buscam inspiração para a vida.
Eu passo devagar, tento adivinhar o que sentem...
São prisioneiras de seus próprios medos?
Ou os seus medos são só do mundo?
Janelas que se abrem e fecham todos os dias;
Por trieiros novos e calçadas velhas.
Ando logo que o dia começa...
Também tenho meus medos;
Não é o medo do mundo.
Sinto o medo de me tornar prisioneiro dos meus medos.
