A Flor e a Borboleta
A Rosa e a borboleta
Quem nunca viu uma rosa? Ela é uma flor muito bonita, cheirosa e delicada. Quando brota, a rosa dá um espetáculo.
Com certeza, você também já viu uma borboleta. Uma obra divina! Com sua fragilidade e beleza, a borboleta encanta com seu delicado vôo.
A rosa e a borboleta também encantam com um lindo ato de amor e cooperação. A rosa oferece à borboleta o seu nécta, para ela se alimentar. E a borboleta leva à rosa os polens necessários para ela se reproduzir. A borboleta faz um elo entre uma rosa e outra.
A rosa não julga a borboleta por ela ter sido uma lagarta e comido as folhas de sua roseira, e nem a borboleta julga a rosa por esta ter espinhos. Ao contrário, a rosa admira a borboleta por ela ter passado por uma transformação lenta e dolorosa. E a borboleta admira a rosa por esta, em tão pouco tempo de vida, dá o seu melhor sem olhar a quem.
Paremos de julgar as pessoas e achar que somos melhores que os outros. Assim como a rosa, temos espinhos, por isso devemos tomar o exemplo da borboleta e pararmos para refletir e passarmos por uma mutação espiritual.
Creio que a vida da borboleta é um modelo para nós. Antes do batismo somos uma lagarta, que para viver abocanha e arrasa a roseira. O batismo é o marco, o casulo. É no casulo que a lagarta se torna uma bela borboleta. É no batismo, que nos tornamos uma nova pessoa e temos a obrigação de sermos semeadores dos planos de Deus. Temos que deixar em cada pessoa que encontrarmos no caminho a certeza do amor de Deus.
Devemos também seguir o exemplo da rosa. Não sabemos quanto tempo de vida teremos na terra, por isso, devemos - todos os dias - darmos o que temos de melhor.
Senhor, que eu seja uma rosa, para oferecer o teu amor às borboletas que se aproximarem de mim. E que eu seja uma borboleta, para levar a certeza da vida eterna para as rosas que eu encontrar no meu caminho.
“O que encobre as suas Transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia.”
(Provérbios 28.13)
Era uma simples Flor
Toca numa flor com a finura de uma borboleta!
De leve, maciinho, sente-lhe a vulnerabilidade que apresenta às intempéries desta vida ridícula e mesquinha do mundo humano.
Frágil, sensível, só te pede que cuides dela.
Aprecia-a, repara no seu tom e no seu perfume. Ela só quer embelezar o teu espírito desse teu olhar distante que se extingue no horizonte para se perder na fantasia de sonhos que talvez não existam.
Roça os teus lábios na maciez das suas pétalas, sente-lhe a frescura e a alvura de um beijo tão puro e inocente, sem malícia, da fada que procuras em vão...
Repara!...
Ela olha para ti, até chora quando te sentes infeliz e tu nem dás conta...
É...por vezes colhe-la...só por a colheres. Coloca-a a um canto..., sim a um canto, lá no canto...só porque a colheste.
Perguntaste a esse canto se alguma vez ela se lamentou?
Perguntaste-lhe se alguma vez ela foi feliz?
Colheste-a porque assim era só TUA!..
E...colocaste-a a um canto...
Ela só quer a tua protecção, oferecendo-te em troca toda a magia da sua sedução.
Oh!... nem reparaste como ela grita à tua passagem!
Tão distante, nem dás pela sua presença.
Linda por dentro, atraente em suas cores, ela é uma FLOR, a flor que escuta as tuas mágoas, a flor que te oferecem de presente, a flor que junto ao teu caixão morre ao ver-te partir, a flor que na tua campa daria sua vida para que pudesses voltar a tratar dela.
Repara!...
Estende esse teu olhar traquina para a beleza que não consegues ver com os olhos do teu coração!
EU ESTOU AQUI! AQUI!...grita ela! Aqui, mesmo aqui, nestas palavras que te confundem.
Tu nem dás pela minha beleza, só reparas na sedução da minha cor que provoca os instintos das tuas entranhas.
Abre os olhos do teu coração. Eu EXISTO....eu RESPIRO...Eu sou um ser a quem foram dadas todas as funções vitais que tu concentras somente no TEU EU....
Eu existo!...
Eu não existo!... Eu já nem sei se existo!...
Tu vais deixar-me morrer, nem nunca te vais lembrar do meu perfume, da minha cor, da doçura do meu interior, só porque nunca paraste um segundo sequer para veres que eu existo.
O Sol dá-me calor, a chuva de beber e a terra de comer. A vida corre, as estrelas iluminam os meus sonhos, mas TU...TU... por quem eu nasci, deixas-me morrer, morrer...nem dás pela minha existência
OH COMO EU ADORAVA NÃO TER SIDO UMA FLOR
“E quem me dera ter o perfume de uma flor, o brilho das estrelas, as asas de uma borboleta. Quem me dera poder fascinar o seus olhos como o pôr do sol, passar por você como uma suave e momentânea brisa do vento, quem me dera ser aquela que você pensa a todo instante, a ultima a sair do seu pensamento quando você fecha os olhos, a primeira em que você pensa quando abri os olhos de manhã. Quem me dera estar com você eternamente, quem me dera ser a dona do seu coração"
O que sou? Borboleta pairando em um jardim sem flor, batendo asas sem rumo, ao encontro do desconhecido.
Universo Jardim
Como é grande o universo
inserido no jardim.
Na flor a borboleta
o néctar sugando.
Uma gatinha, do chão
a borboleta observando.
E dois bichinhos, tão pequenos
em cúpula de amor
pouco se vê.
Aranha vermelha,
no ar, abelha
e pardais pulando.
A enxada o mato capina
enquanto parei observando
meu universo jardim.
Quando sentir o pouso de uma borboleta em sua mão ,acredite é uma flor que voou e veio te trazer amor , deixe sua sensibilidade aflorar e apenas sinta...
Incógnita
Então o amor secou,
a flor murchou,
o barco passou,
a borboleta não
entrou em metamorfose,
a menina não sorriu.
Passei em frente
a sua casa,
mas você não estava.
Lhe-enviei cartas,
todas voltaram ao remetente.
Você não viu,
não sorriu,
não regou a flor,
não pegou o barco e
ficou a espera
da metamorfose da borboleta.
A flor secou,
o amor murchou,
a borboleta passou,
e você deixou passar
o barco.
A paisagem era bela.
Agora só esperar
o próximo ano passar
assim como você passou,
E murchou a flor
do meu coração.
A flor, o amor a grama no quintal
A borboleta o passarinho cada um no seu caminho melhor saber que isso e natural..
Pefume...
Beija-me,
como a borboleta
que suavemente,
beija a flor
e levarei comigo,
a certeza de que os jardins
foram criados e perfumados
para alegrar o coração.
Mostra-me,
os caminhos coloridos
onde moram os poetas
que buscam a inspiração.
Leva-me,
até o concerto de violinos
onde viajam,
o sonho e a emoção.
by/erotildes vittoria/
Borboleta... É uma pétala de flor que, despretensiosa,
Aprendeu a voar.
http://karlamelopoemas.blogspot.com
Quando tudo esta sem graça,ta perdido,sentimos -nós sem força...eis que surge uma flor,uma borboleta,uma criança,um cachorro querendo nossa atenção e ai vemos que temos força e tentamos,seguimos em frente e tudo fluí mais fácil.
O fato de simplesmente olhar,sair de onde estávamos,de dar atenção ao momento que vivemos,ao agora, nós traz a solução,caminhos que não estávamos enxergando.
Vento Sul
E toda a grama
E flor de jardim
E pedra
Borboleta,
Cor do som
Zunido bom
E o ônibus
Nem veio
Será porque foi
vento que acelerou?
Sal que nada
Sol assim
E mar, olhada
Tom de sono
E o estômago
Embrulhou,
Tem, mas
Acabou.
Assim como a borboleta aprende a voar,
Mas precisa encontrar uma flor para pousar.
Você também pode aprender a voar;
Mas não se esqueça...
De garantir um cantinho de paz
para também repousar.
SORRISO DE FLOR
Passarinho pousou na janela
E cantou a mais bela canção de amor
A borboleta pousou no meu nariz
E me falou que a caminho estou
De encontrar um grande amor
Amor esse que me mostrou
A flor mais bela
E me encantou
Quando abriu seu sorriso
Logo floresceu
O mais lindo sonho...
De amor
Meio flor, meio borboleta...sou assim, viajando por rios, mares.
Sou vento que traduz o tempo, que fala a linguagem da alma,
Meio pássaro, meio mar...navego, e vou de sul a leste,
Passando pela imensidão...beijo o sol, abraço a lua
Sou assim um pouco do tudo e do nada,
Do nada me faço tudo...e vou, sem saber pra onde
Chegar é o que importa, o mais são mínimos detalhes
São apenas setas te mostrando o caminho a seguir.
Sigo, vou em frente sem deixar o passado,
Sem esquecer as lembranças, vivendo, revivendo
O que se viveu não pode ser apagado, foi escrito
Vivido, a cada dia que passou.
Minha história tem teu nome, não são rabiscos
Tem todas as letras em cores, cantadas.
Digito, já que não ficou tuas digitais em mim,
Mas ainda há tempo, depende de nós reescrever
Escrever nossos capítulos...
Amor como o meu e o teu,
Não há tempo,
Se vive...e só.
BORBOLETA (soneto)
À flor de lobeira do cerrado, azulada
Voa a borboleta erradia lentamente
De asas tal multicor do sol poente
Num dueto de um balé na estrada
É tão imponente e é tão refulgente
No horizonte rubro, em uma toada
Que hipnotiza o ver e mais nada
Doidejando o encanto da gente
Só a flor, o que importa, a ela atada
Somente! E ao seu redor indiferente
Onde ali, a vida se faz multiplicada
Neste valsar vaporoso e inocente
Do diverso do cerrado camarada
Borboleta em voo, é o belo ingente!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
