A dor de perder alguém
A dor da perda, nunca será fácil, achar que tem alguém é um dos maiores erros que podemos cometer, a verdade é que promessas são apenas palavras, e palavras sem atitudes não são definitivamente nada.
Cometemos um erro ao achar que alguém é nosso, talvez seja inocência nossa por nos doar por inteiro, aí pensamos que o outro vai agir da mesma maneira , até quebramos a cara.
Não há palavras para descrever a dor da perda de um ente querido, apenas o silêncio ensurdecedor deixado por sua ausência e a tristeza insondável que se infiltra profundamente nas fendas do nosso espírito, revelando as fragilidades emocionais do nosso ser.
Às vezes, a dor da perda chega antes mesmo do adeus final. Eu lutei, tentei segurar, mas chegou a hora de soltar. Não foi por falta de amor, foi porque entendi que continuar seria me perder junto.
Dizem que, depois que alguém se vai, só lembramos das coisas boas. Talvez seja verdade, porque ninguém é só sombra, sempre há um pouco de luz em cada um de nós. Ele teve os seus momentos também, mesmo que não tenha enxergado o quanto o amávamos e desejávamos o seu bem.
Por amor, me afastei. Nem sempre estar perto é o melhor que podemos fazer. E eu sabia que, se ficasse, poderia causar mais dor do que cura. Foi difícil, mas necessário.
Eu orei para que Deus mostrasse o caminho, mas sei que cada um de nós escolhe a sua própria estrada. Ainda assim, acredito que, em algum lugar, em outra vida, vamos nos reencontrar, mais sábios, mais em paz. E quando isso acontecer, vamos olhar para trás e ver que, apesar de tudo, viver valeu a pena.
Nos caminhos sinuosos da vida, onde a dor da perda nos visita, descobrimos que a resiliência não é apenas a capacidade de suportar, mas sim a arte de renascer das cinzas da adversidade.
"Ausência do Bem"
Talvez seja simples enxergar o mal,
Na dor, na perda, no final fatal.
No amor quebrado, casamento arruinado,
Na sombra escura de um mundo desolado.
O que é o mal? Me pergunto em silêncio,
É mais que dor, é ausência de um alento.
Não é matéria, não tem forma ou cor,
É o eco vazio, o oposto do amor.
O mal é a ausência do bem,
Um vazio que nos prende também.
Escolhas livres, um risco que Deus deu,
A liberdade que o homem escolheu.
Agostinho sabia, Aquino também,
O mal é o caos quando falta o bem.
Não tem rosto, não tem mãos, nem chão,
É o fruto amargo da nossa decisão.
Deus sabia, mas nos deu a licença,
De errar, de cair, sem resistência.
Na liberdade, o bem se expõe,
Mas o mal também surge onde o amor não compõe.
O mal é a ausência do bem,
Um vazio que nos prende também.
Escolhas livres, um risco que Deus deu,
A liberdade que o homem escolheu.
É o desequilíbrio, a falta de luz,
A sombra que cresce quando o amor se reduz.
É a desordem, o afastar do Criador,
A porta aberta pra tudo que é dor.
O mal é a ausência do bem,
Um vazio que nos prende também.
Mas no amor há um caminho, uma razão,
Pra voltar ao que é santo, à nossa missão.
Escolhas livres, mas há redenção,
Na luz do Criador, a nova direção.
O mal não tem força onde o bem é total,
Voltemos à origem, ao amor essencial.
JMJ
Em setembro eu tive a dor da perda, do luto. Tive também a dor da doença, passei momentos difíceis com Covid, apesar dos cuidados, sigo me recuperando das sequelas. Tive muitos desafios, muitas aflições. Mas também tive bênçãos, vitórias, sou como sempre digo, toda gratidão e fé.
Eu não entendo os desígnios de Deus, mas aceito e creio em Seu amor e em Seus cuidados. Creio que Ele sabe o que é melhor para nós. Fico feliz pelas pessoas às quais o mês de setembro foi só de alívios e bênçãos. E me solidarizo com quem, como eu, enfrentou batalhas e dores. Mas a grande bênção que recebi de Deus é estar aqui falando com vocês. É ter a oportunidade de seguir com quem amo. É estar viva, com saúde e bem. Quanto à dor do meu luto e dos que também perderam alguém não só em setembro, mas neste ano de 2021, desejo força, fé, sabedoria para entender a vontade de Deus e a consolação que só Ele pode dar. Também ofereço meu abraço, mesmo virtual.
Vamos receber outubro com fé.
Deus está no controle.
Josy Maria
De todas as dores de um homem, a dor da perda é a mais terrível. No reino animal, nenhum outro ser chora por um ente falecido.
Não há palavras que aplaquem a dor da perda de um ente querido. A energia e a força recebidas, todavia, são reconfortantes.
A dor da perda da esperança pelo que ainda não se tem, é muito maior do que a perda do que já teve.
Superar a dor da perda de familiares e amigos é um processo desafiador, mas essencial para honrar suas memórias e encontrar força em suas lições. Cada despedida nos ensina a valorizar ainda mais os laços que nos unem e a ressignificar a vida com gratidão e amor.
Moabe Teles
Superar a dor da perda de familiares e amigos é desafiador, mas necessário para honrar suas memórias e aprender com suas lições. Cada despedida nos ensina a valorizar os laços que nos unem.
Moabe Teles
Não existe termômetro para medir a dor da perda, e nem palavras que conforte a ausência de quem se ama de verdade.
A dor da perda não é definitiva, ela se torna regressiva, com o tempo parece até ter acabado, mas o que fica de verdade é o vazio da presença e as lembranças dos momentos juntos!
Sobre o período de luto da dor
Toda perda dói, machuca, é frustrante, desgastante, estressante. Seja a perda de um trabalho, de uma amizade, de um namorado ou qualquer outra coisa. Existe uma quantidade de perdas enorme e, e eu ficaria horas aqui listando-as. Umas são menores, outras maiores, umas doem mais, outras menos, mas todas doem. Algumas rasgam a pele da alma, sangram o coração de forma que parece que vamos morrer com a hemorragia, ou vamos viver eternamente com aquela dor lancinante. Algumas pessoas são mais resistentes às perdas, à dor, suportam melhor as mudanças, outros não. Isso quer dizer que você seja fraco? Claro que não. Quer dizer apenas que você tem uma constituição emocional diferente. Quando perdemos algo que nos dói, não é necessário nos fazermos de durões, fingir que não dói, que aquilo não significou nada. Se dói, dói! Deixe doer. Se permita doer até que a dor se esgote. Se permita seguir a ordem dos fatos: se assustar com o acontecimento, chorar, sofrer, enterrar a dor, fazer sua missa de sétimo dia, respeitar o seu período de luto e depois seguir em frente. O tempo necessário para isso eu não sei, cada um tem o seu tempo e respeitar esse tempo também é saudável. Só não fique remoendo o que te doeu a vida inteira. A vida continua. É sábio entender que há pessoas, situações e acontecimentos que não merecem a nossa dor, que precisam serem tirados do centro da nossa atenção para liberar espaço para o novo da vida. Continuar nem sempre quer dizer esquecer. Quer dizer não permitir que o que nos fez sofrer continue a nos machucar a vida toda, que nos impeça de viver coisas coisas novas, de sermos felizes, de celebrar a vida com a leveza que ela merece. Há pessoas e acontecimentos que mesmo que quiséssemos jamais conseguiríamos esquecê-los e há outros que para o próprio bem da nossa saúde mental e emocional devem ser esquecidos. Inteligente é distinguir um do outro.