A Condição Humana
Ter medo é uma condição humana; ter fé inabalável é inerente ao espírito. A conexão com o espírito traz um novo paradigma de cura: conseguimos nos libertar do medo apenas com o poder e a conexão com o espírito.
Quando os feitos de alguém superam sua condição humana, a noção de tempo para sua vida deixa de existir e sua existência se torna perpétua.
O Deus maior que o universo se reduziu à miserável condição humana por amor a nós. Você está disposto(a) a reduzir-se à mais miserável condição por amor aos seus irmãos?
Acerca do sofrimento, nunca se enganaram
Os Velhos Mestres: quão bem entenderam
A condição humana; como está presente
Enquanto alguém se alimenta ou abre uma janela ou monotonamente segue a caminhar;
Como, enquanto os velhos esperam apaixonada e reverentemente
Pelo miraculoso nascimento, deve sempre haver
Crianças que não queriam especialmente que acontecesse, patinando
Num lago na orla da floresta:
Nunca esqueceram
Que até o mais terrível martírio deve seguir o seu curso,
Custe o que custar, a um canto, nalgum lugar descuidado
Onde os canídeos acorrem em suas vidas de cão, e o cavalo do torturador
Coça seu inocente traseiro por detrás de uma árvore.
No Ícaro de Brueghel, por exemplo: como tudo se afasta
Ociosamente do desastre; o lavrador poderá
Ter ouvido o splash, o grito desamparado,
Mas para ele não era um importante fracasso; o sol brilhou
Como soía sobre as pernas brancas que desapareceram na verde
Água; e o frágil e grandioso navio que deve ter avistado
Algo espantoso, um rapaz caindo do céu,
Tinha um destino para ir e afastou-se calmamente.
"Perdoar sempre" é uma filosofia que ressoa profundamente na condição humana. O perdão pode ser visto como uma forma de libertação pessoal, um passo para a paz interior e a harmonia nas relações interpessoais. Ele permite que as pessoas se libertem do peso do ressentimento e da amargura, abrindo caminho para a empatia e a compreensão. Embora possa ser desafiador, o ato de perdoar é frequentemente associado a benefícios emocionais e psicológicos significativos, promovendo o bem-estar e a resiliência.
"Errar é algo inerente à condição humana, e eu, como todos, cometo erros. No entanto, fazê-lo com a intenção de prejudicar alguém jamais deve ser aceitável. Os erros nos levam a refletir sobre nossas atitudes e a maneira como nos relacionamos com os outros."
A doutrina do pecado ensina que o pecado não é apenas um erro, mas uma condição humana que nos separa de Deus e corrompe toda a nossa natureza.
O livre-arbítrio é a condição humana de fazer o certo ou o errado. Porém, com responsabilidade da sua escolha.
"A condição humana é percebida com muito maior acuidade pelos traídos, pelos desprezados, pelos protagonistas de fracassos que machucaram e deixaram cicatrizes. Pobre de quem viveu durante longos períodos de tempo sem passar por humilhações, derrotas, tristezas genuínas; de quem chegou à velhice sem ter podido compreender a dimensão do amor, única realidade que escapa à decrepitude, à obsolescência, à fatuidade.
O ar triunfalista dos vitoriosos de araque denuncia a indignidade dos seus sucessos. Denuncia a sua incapacidade de compreender o caráter profilático das derrotas.
Denuncia-lhes, enfim, a soberba".
No início
Sempre sonhando em estar onde estamos agora
A condição humana
Nós seguimos linha que redefinimos
Caindo aos pedaços
E mesmo assim
Eu quero ser tudo que o mundo esqueceu
E eu sei
O mundo se torna um paraíso
Quando estamos perdidos
"Ou o prazer conduz à contemplação das verdades inerentes à condição humana, ou se transforma em veículo de cegueira e trevas.
O Fardo da Condição Humana
Não há um porto seguro, não há um abrigo que nos acalente por completo. Vivemos à deriva, arrastados pela correnteza do cotidiano, sem jamais realmente tocar terra firme. Como se a própria vida fosse uma maré que nunca pára, um ciclo imenso e vazio que nos envolve e, na maior parte do tempo, nos devora sem que percebamos.
O medo não é o que nos torna fracos, mas sim a crença de que podemos escapar dele. Todos tememos algo, mas poucos têm coragem de encarar o que se esconde sob a pele da nossa existência. E é esse medo que nos faz humanos, que nos prova a todo instante que não somos feitos de certezas, mas de erros, falhas e escuridão.
É fácil olhar para o outro e ver as suas fraquezas como se fossem distantes das nossas. Fácil julgar e criticar, mas mais difícil é olhar para dentro e aceitar que somos feitos da mesma substância de erros, de arrependimentos e de noites sem fim. As palavras que nos ferem, as promessas que nunca se cumprem, os silêncios que gritam mais alto que qualquer argumento – tudo isso é parte de um jogo que jogamos sem saber as regras.
O tempo não nos perdoa, ele nos esmaga lentamente, como se cada segundo fosse uma rocha rolando morro abaixo, levando-nos em sua descida sem retorno. E, quando olhamos para trás, não conseguimos ver as nossas escolhas, apenas os rastros deixados por elas, como se estivéssemos sempre na iminência de algo que nunca chega.
Aos outros, oferecemos uma imagem de quem gostaríamos de ser, mas a verdade é que todos escondemos algo. E a tragédia está naquilo que nos recusamos a ver em nós mesmos, naquilo que preferimos ignorar e enterrar, como se os erros e os pesadelos pudessem ser apagados com um simples aceno. Mas a realidade é outra, e ela nos espreita na forma de cada detalhe esquecido, de cada sorriso que disfarça a dor.
A vida, como o dia que termina e a noite que nos envolve, é um ciclo de contradições. Amamos, mas também odiamos. Buscamos a paz, mas somos afligidos pela guerra interna que não cessa. Tentamos compreender, mas, no fim, somos todos prisioneiros da nossa própria ignorância.
E o mais triste é que, ao final de tudo, o que realmente nos define não são as vitórias, mas a capacidade de sobreviver ao caos. Somos feitos de caos, somos feitos de erro, somos feitos daquilo que somos incapazes de aceitar. E, no entanto, seguimos. Porque, no fim, talvez o que nos sustente seja essa esperança – que, como todas as esperanças, também é uma ilusão.
