33 anos
O homem de 8 mil anos
A morte me esqueceu
Ou foi quando a matei?
Não sei, mas sei que estive lá
Quando eu e um amigo peludo
Descobrimos o fogo
Vou admitir que não fui sábio topei e mim queimei
Na época era cheio de árvores
Os anos se passará inventei alguns martelos, facas
Aí ocorreu algo e cair em uma água congelada.
Acordei anos depois quando encontrei um homem chamado Jesus
A vida daquele homem foi incrível
Isso foi à 1960 anos atrás.
Quando ele morreu aconteceu vários reboliços
Fui até um homem que conhecia, viver por lá
Não tinha me adaptado ainda,
Ocorreram guerras e disseram que eu era filho de uma deusa
Talvez Atena deusa da sabedoria
Ou Artêmis deusa da vida,
Já que achavam que não morria
Em minhas mãos derramaram muito sangue
Teve até umas coisas que mudaram
A coisa que mais me incomodava era o mundo quase sem vegetação ao meu ver
Passou muitos anos até conheci a infeliz
Peste bubônica lá em 1347 durou 6 anos
Matando 75 milhões de pessoas fiquei doente mas não morrir
Aí minha fama cresceu
Fui colocado em guerras como "o homem que não morri"
Não deixei claro um detalhe eu evoluir
Não cresci como os primatas
Pelo tempo fui aprendendo várias línguas
São exatamente 30 idiomas
No ano de 1600, me batizaram de Jason Christopher
Em 1700 conheci um amigo chinês chamado Li Ching Yuen na época ele tinha 23 anos
Hoje ele já faleceu com 253 anos
Por incrível que pareça eu tenho uma cara de um homem de 58 anos mas meu corpo está debilitado por conta das guerras
Servir a primeira e segunda guerra mundial, foi uma carnificina
E sem esquecer da guerra fria
Antes das guerras fui pra unidade 731
Que fui muito maltratado porém só com venenos letais que não deu resultado
Fugir para longe dali também já não queriam que eu estivesse por lá
Fui convocado a entrar na área 51 que teria que viver minha vida por lá
Tinha até um projeto aqui na área 51 pra fazer a área 52
Acho que não serei lembrado por ninguém
Ninguém quer alguém que viveu tanto assim
Teria muitos segredos desvendados
Antes das guerras do século XX
Conheci o físico teórico Albert Einstein
Que também me aconselhou do que viria, logo perdi meus melhores amigos
Einstein com 76 anos e Li Ching Yuen com 253 anos
Fui posto na área 51 e o capitão que não posso dizer seu nome
Disse que pelos meus exames só falto 3 semanas de vida
Einstein e Li Ching Yuen por coincidência
Mim aconselhou que eu deixasse meu legado e minha história
Por isso escrevi minha história
Mais claro é muita coisa então tentei resumir
E não falar sobre tudo
As matas sumiram foi triste
Já é 1960 o tempo passou
Hoje já tenho 8 mil e 80 anos
Vou entregar essa carta para um colega
George Roerich que pedi que escondesse
Talvez alguém possa ver
Espero que eu seja um marque na história
Tchau o soldado está chegando!
Sigmund Freud disse uma vez, "todo ser humano ateu, não é um ateu é um atoa". Anos mais tarde, Freud tornou-se um atoa também... Mas eu o entendo. Tem de ser forte para acreditar no inverossímil, ser atoa é a forma mais fácil, pacata e baixa de ver a vida sem imaginação. Sem imaginação não há criatividade, e sem criatividade não há progresso ou evolução.
A ARTE DE SER VELHO
É curioso como, com o avançar dos anos e o aproximar da morte, vão os homens fechando portas atrás de si, numa espécie de pudor de que o vejam enfrentar a velhice que se aproxima. Pelo menos entre nós, latinos da América, e sobretudo, do Brasil. E talvez seja melhor assim; pois se esse sentimento nos subtrai em vida, no sentido de seu aproveitamento no tempo, evita-nos incorrer em desfrutes de que não está isenta, por exemplo, a ancianidade entre alguns povos europeus e de alhures.
Não estou querendo dizer com isso que todos os nossos velhinhos sejam nenhuma flor que se cheire. Temo-los tão pilantras como não importa onde, e com a agravante de praticarem seus malfeitos com menos ingenuidade. Mas, como coletividade, não há dúvida que os velhinhos brasileiros têm mais compostura que a maioria da velhorra internacional (tirante, é claro, a China), embora entreguem mais depressa a rapadura.
Talvez nem seja compostura; talvez seja esse pudor de que falávamos acima, de se mostrarem em sua decadência, misturado ao muito freqüente sentimento de não terem aproveitado os verdes anos como deveriam. Seja como for, aqui no Brasil os velhos se retraem daqueles seus semelhantes que, como se poderia dizer, têm a faca e o queijo nas mãos. Em reuniões e lugares públicos não têm sido poucas as vezes em que já surpreendi olhares de velhos para moços que se poderiam traduzir mais ou menos assim: "Desgraçado! Aproveita enquanto é tempo porque não demora muito vais ficar assim como eu, um velho, e nenhuma dessas boas olhará mais sequer para o teu lado..."
Isso, aqui no Brasil, é fácil sentir nas boates, com exceção de São Paulo, onde alguns cocorocas ainda arriscam seu pezinho na pista, de cara cheia e sem ligar ao enfarte. No Rio é bem menos comum, e no geral, em mesa de velho não senta broto, pois, conforme reza a máxima popular, quem gosta de velho é reumatismo. O que me parece, de certo modo, cruel. Mas, o que se vai fazer?
Assim é a mocidade- ínscia, cruel e gulosa em seus apetites. Como aliás, muito bem diz também a sabedoria do povo: homem velho e mulher nova, ou chifre ou cova.
Na Europa, felizmente para a classe, a cantiga soa diferente. Aliás, nos Estados Unidos dá-se, de certo modo, o mesmo. É verdade que no caso dos Estados Unidos a felicidade dos velhos é conseguida um pouco à base da vigarista; mas na Europa não. Na Europa vêem-se meninas lindas nas boates dançando cheek to cheek com verdadeiros macróbios, e de olhinho fechado e tudo. Enquanto que nos Estados Unidos eu creio que seja mais... cheek to cheek. Lembro-me que em Paris, no Club St. Florentin, onde eu ia bastante, havia na pista um velhinho sempre com meninas diferentes. O "matusa" enfrentava qualquer parada, do rock ao chá-chá-chá e dançava o fino, com todos os extravagantes passinhos com que os gauleses enfeitam as danças do Caribe, sem falar no nosso samba. Um dia, um rapazinho folgado veio convidar a menina do velhinho para dançar e sabem o que ela disse? - isso mesmo que vocês estão pensando e mais toda essa coisa. E enquanto isso, o velhinho de pé, o peito inchado, pronto para sair na física.
Eu achei a cena uma graça só, mas não sei se teria sentido o mesmo aqui no Brasil, se ela se tivesse passado no Sacha's com algum parente meu. Porque, no fundo, nós queremos os nossos velhinhos em casa, em sua cadeira de balanço, lendo Michel Zevaco ou pensando na morte próxima, como fazia meu avô. Velhinho saliente é muito bom, muito bom, mas de avô dos outros. Nosso, não.
Melania Ludwig
22 de janeiro de 2013 ·
MEU PAI
HOJE
91 ANOS DE VALENTIA,
CORAGEM, TRABALHO
DETERMINAÇÃO, FÉ
E AMOR À VIDA...
PARABÉNS!
E QUE DEUS LHE ABENÇOE SEMPRE,
ASSIM COMO SABEMOS QUE O SR NOS ABENÇOA TODOS OS DIAS!!!
mel
Se a cada dia que passa os anos se vão,
o que sobra são somente memoriais,
lembranças de um coração
de um homem velho.
O que sobraria?
Somente as alegrias de quando jovem eras...
e da velha senhora! , o sorriso que antes nunca deras ...
embora a vida lhes permitisse o sonhar das grandezas,
e das frustrações as tristezas...
não sobrara tempo, paras as pequenas ...
lembranças não vividas
e torturadas por nunca te-las.
Dos meus 4 aos 23 anos eu me fiz essas perguntas: Mãe por onde você andava enquanto eu crescia? Eu chorava, sorria, sofria, brincava, eu te lembrava, te esquecia, sonhava, chamava, eu te queria. Tive todas essas respostas quando olhei em seus olhos. Ela trazia em seu olhar uma mistura de humildade, sofrimento e ingenuidade elase chamava Maria.
Esta é minha singela homenagem à todas as Marias e as que não atendem por Maria.
O preço sempre foi alto, o valor nunca foi visto...dê alguns anos pra cá a dívida parou de ser considerada. Graças à Deus! E parei esperar reconhecimento ...simples assim! A vida segue o seu curso normal sem expectativas.
Bom dia
Sempre soube que tinha voz própria, porém por anos deixei que falassem e agissem por mim, hoje tenho a segurança que quando falo ou escrevo encontrando ou não a palavra certa tenho a convicção que tanto meu coração quanto o coração de alguém vem compreendendo o que tento passar, não é a beleza das palavras ou o tom de voz que define isso, mais sim de onde elas saem do “Coração”.
Há alguns anos observando algumas pessoas as quais dizem que ficaram loucas, notei que, em algumas delas a Loucura é apenas uma Fuga do Insuportável, do sofrimento injusto. Porém notei, também, que a sua sanidade permanece intacta em algum canto dentro de si esperando sobreviver ao insuportável para voltar a tona. Muitas vezes o louco não é o que enlouquece, mas o ( ou os) que o enlouquece. Enquanto sua sanidade hiberna, a de quem, ou a dos que o enlouquece é desestruturada(as) para sempre. Como por exemplo, o sentimento sádico neste(s) existente, o qual existe, por erroneamente enganar(em) se ao crer(em) que, o que apresenta aparência de loucura é o verdadeiro louco.
Obs.: Quando digo que a loucura às vezes é uma fuga, não me refiro a um forjar loucura, e sim a um estado psíquico de autoproteção a não perda da sanidade definitivamente, em que o organismo humano utiliza.
O exterior forçando um comportamento e interior se protegendo ao ataque.
Pois a sociedade é uma engrenagem!
Há anos olho-me no espelho
e não consigo mais me reconhecer.
Porque me deixei ficar assim?
Eu era tão formosa e tão viva,
Com uma imensa luz própria,
Luz que irradiava por onde passava,
E tocava a todos que chegassem perto.
Porque me deixei ficar assim?
Sem vontade de viver, sem interesse
de amar e me amar.
Olho-me no espelho e sucessivamente
Pergunto-me, onde foi que me perdi?
Porque me deixei ficar assim?
Eu nasci há dez mil anos, entretanto até hoje o humano é a única espécie que mata o outro sem motivo.
Apesar de passarmos muitos anos ao lado de uma pessoa, isso não significa que vamos gostar e entender certos comportamentos demonstrados por ela. A gente convive a vida inteira com uma pessoa e quase não a conhece. Por isso eu digo que não são os anos juntos que nos fará gostar de uma pessoa, mas sim, a intensidade em forma carinho e amor demostrados em todos os momentos juntos, mesmo que sejam em um curto espaço de tempo.
Lenilson Xavier
Reclamamos daquilo que não deixamos acontecer...
Quando tinha 18 anos uma linda jovem me disse que éramos diferentes, falar comigo só com um dicionário, trinta e dois anos se passaram, hoje com 50 anos, as pessoas ainda querem nos diferenciar por idade, nível cultural, intelectual, moral, caramba, estamos no século XXI e mesmo em plena evolução humana ainda precisamos provar que é o diferente que nos define, que nos proporciona felicidade. Ainda vivemos remoendo o passado e desqualificando os erros antes dos próximos beijos acontecerem, parece que somos culpados pelo que passou... Por favor, nos deixe errar nosso erro, pedir desculpas pelos equívocos, mas nos deixe tentar. Às vezes reclamamos que não temos ninguém, mas no fundo exigimos um antídoto para o veneno do passado e isso o beijo de quem te quer no presente, não pode fazer.
incrível como o coração é enganoso passei anos suspirando de amores por uma pessoa, que não tinha interesse nem em ser meu amigo. hoje olhando para trás, consigo ver quanto tempo desperdiçado em querer agrada-lo.
"Eu levei quase 20 anos para enxergar quão bonita realmente sou, não poderia calcular o quanto perdi pelo caminho, só sei que quanto mais cedo isso acontecer na sua vida mais você ganha"
E Se...
Ela: E se eu fizer festa de quinze anos?
Ele: Eu serei seu príncipe...
Ela: E se eu for eu baile?
Ele: Eu serei seu par...
Ela: E se eu me machucar?
Ele: Eu cuidarei de você...
Ela: E se eu quiser namorar?
Ele: Eu pedirei as suas mães para namorar você...
Ela: E se eu for me casar?
Ele: Eu estarei no altar te esperando!
Todos os brasileiros são atletas olímpicos. Estamos nos preparando, especialmente, há 13 anos. Diariamente nadamos contra a maré dos impostos e juros, arremessamos o cansaço para conseguirmos encarar os transportes públicos para irmos ao trabalho, damos saltos ornamentais para desviarmos dos buracos nas ruas e calçadas, atiramos esperança na tentativa de atingir o alvo da dignidade como cidadãos que cumprem as suas obrigações fiscais, somos humilhados pelo desrespeito de um salário mínimo vergonhoso, mas não deixamos a peteca cair. Cada dia é um set point para a violência, nossa adversária em tempo integral, que alguns de nós conseguem, com sorte, reverter e, consequentemente, vamos fazendo uma ginástica, nada artística, para evitarmos que chegue a hora do Match Point em favor do adversário, para que o ponto que fecha um ciclo não culmine com o fim do jogo da vida, deixando sob lágrimas os nossos familiares e amigos. Corremos feito loucos da desigualdade social, mas essa pista é impiedosa demais para que a justa igualdade consiga cruzar a linha de chegada. Sofremos as consequências da consiciência que não pesa nos políticos que levantam a bandeira da honestidade, enquanto se corrompem até pescoço. Pedalamos sob o risco de sermos abraçados por uma forte onda e morrermos afogados, e para as canoas o que restou foi remar num mar de lamas. Lutas e lutas, de pé, com trabalho e honradez, durante toda uma vida para sermos nocauteados pela saúde pública que, por baixo, sequer nos premia, por mérito, com um leito decente e, pior, consegue, ainda, fazer com que nos sintamos agradecidos se tivermos um tatame para deitar no corredor de um hospital.
Mas somos bons de jogada, driblamos as tristezas com sorriso e bom humor, apesar da marcação cerrada da miséria, da falta de saneamento, da falta de segurança, falta de trabalho, falta de educação eficiente etc, porém conseguimos sobreviver, porque acima de tudo somos brasileiros capazes de fazer a rede da desesperança balançar com belos gols para a seleção da fé em melhores dias.
Quem sou eu ?
Já tenho meus 23 anos.
Vivi de mais.
Sou um homem!
Moreno, alto, 1,75m, olhos claros.
Cabelos lisos e pretos.
Não uso brincos, tenho tatuagens.
Corpo malhado.
Chamo a atenção.
Não fumo, não bebo.
Regularmente vou a igreja, pago meu dizimo.
Não peco.
Saio com várias mulheres!
Tenho dinheiro.
Tenho carros.
Conheço poucas pessoas.
Tenho poucas amizades.
12:12, 13:13, 14:14...
Quem está pensando em mim ?
Não sei se gostam de mim!
Não sabem se gosto delas.
Sabe se eu gosto de você?
Sou fechado.
Meus conselhos não valem.
Ninguém fica ao meu lado.
Uma péssima companhia, um alguém só para passar o tempo.
Não tenho planos.
Não tenho plantas.
Não tenho peixe.
Eu tenho paz.
Eu sou aquele que erro pouco, e quando erro não peço desculpas.
A frase que me rege é "ninguém é perfeito".
Não busco nada.
Sou desequilibrado e frustado.
Não tenho paciência.
Não tenho preferência.
Minha cor favorita é de uma aquarela.
Que gostoso o frio na barriga que sinto.
Quando entro em casa e espero encontrar um refúgio.
Um abraço de alguém de lá de dentro que sempre me espera.
Que bom.
Que saudade.
Que viajem!
A casa está vazia!
Viajo muito.
Nunca fico parado em um só lugar.
Sempre estou perdido, não me procure.
Ninguém me acha.
Nunca sabem aonde eu estou.
Eu procurarei você.
Sou incomunicável, sem telefone.
Endereço, cartas ou sinal de fumaça.
Não dou respostas.
Não dou apoio.
Não dou esperanças.
Não tenho esperança.
Sou apenas mais um na sociedade.
Apenas mas um.
Sou padrão, sou normal.
Não peço ajuda.
Não preciso de ninguém, me viro sozinho.
Mas choro muito.
Sou fraco.
Parece que não tenho nada de diferente.
Por onde passo, nem me notam.
Minha vida é simples e minhas idéias limitadas.
Não há mais nada que eu queira fazer.
Não tenho rotina.
Não tenho trabalho.
Não tenho problemas.
Não tenho opinião.
Vou pela maioria.
Sou anônimo.
Não conto os dias mas cumpro todas as promessas que faço.
Odeio a tecnologia.
Não mando mensagens.
Não sei o número do meu celular.
Não sei nem aonde ele está.
Me afasto.
Todos me temem.
Rebelde, egoísta, rancoroso, invejoso, incompreensível, pra mim são qualidades.
Limito tudo e todos.
Minha incontrolável vontade de controlar, me controla.
Minha pele é lisa, cuido da minha saúde
Não preciso de elogios.
Me olho no espelho.
Não tenho cicatrizes.
Não tenho marcas de expressão.
Não dou risada.
Não me divirto.
Letras de música me enjoam.
Não tem nada a ver comigo.
Não ligo o rádio.
Não tenho rádio!
Não preciso de ninguém, me viro sozinho.
Não me interesso por mais nada.
De tudo já sei.
Falo várias línguas.
Cozinho, limpo, lavo e passo.
Sou estudioso, inteligente, QI master.
Já li a bíblia 8 vezes.
Decorei o código penal.
Sei o significado de todas as palavras do dicionário.
Ver, viver e amar.
Sentir, mentir e chorar.
Omitir, calar e sorrir.
Ouvir, aprender, pensar.
Essas são as mais fáceis!
Quase não se tem relação uma com a outra, são dispersas.
Como meus olhos...
Longe.
Vazios.
Sem brilho.
Sem cor.
Sem sinceridade...
Perdidos...
Quem sou eu?
Prazer, eu sou um MENTIROSO!
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