33 anos
O Brasil que não conhece o Brasil mas durante muitos anos, nos lugares mais pobres, sem a mínima estrutura de sobrevivência e com grande dificuldade de oportunidades para as crianças e os adolescentes, a única maneira de galgar uma posição no mercado de consumo, na esfera social e mesmo existência fora da finita realidade original, era pela transmutação de gênero e comercialização do corpo. Em alguns pontos principalmente na região norte, está pratica é negociada diretamente com a família, sem pudor. Pois é bem melhor ver um filho se perder no mundo que ele, ficar em casa, e o ver morrer de fome.
Para a menina de 9 anos que ainda mora em mim,
Oi, pequena.
Sei que você olha para o mundo com olhos curiosos e um coração enorme. Você acredita que tudo vai dar certo, e eu queria poder abraçar você agora e dizer que a vida será exatamente como imaginou. Não será.
Nós vamos passar por frustrações. Algumas pessoas vão nos decepcionar. Faremos escolhas erradas, e em alguns momentos você vai se perguntar se foi suficiente, se fez o bastante ou se a culpa era sua.
Mas escute bem: a culpa não precisa morar no nosso coração. Estou lutando todos os dias para libertar nós duas desse peso.
Quero que saiba que muitos dos nossos sonhos se realizaram. Nós nos tornamos enfermeiras. Também cuidamos de pessoas, e descobrimos que cuidar é uma das formas mais bonitas de amar. Cada paciente nos ensinou um pouco sobre coragem, fragilidade e esperança.
A vida seguiu um caminho diferente do que você imaginava. Nós não tivemos filhos. Mas Deus encheu nossa vida de sobrinhos, e nós os amamos com uma intensidade que talvez você ainda nem consiga compreender. O amor encontra muitos jeitos de existir.
Também preciso contar que alguns amores não deram certo. Houve despedidas, lágrimas e dias em que parecia impossível acreditar novamente. Mas, um dia, encontramos o grande amor da nossa vida. E então entendemos que o amor verdadeiro não chega para nos completar, e sim para caminhar ao nosso lado.
Quero que você saiba que somos felizes.
Não uma felicidade perfeita, porque ela não existe. Temos feridas emocionais que ainda estamos aprendendo a curar. Há dias difíceis, dias de silêncio, dias em que a alma pesa. Mas nunca deixamos de acreditar que tudo vai ficar bem.
Você vai descobrir que é muito mais forte do que imagina.
Aprendemos a gostar da nossa própria companhia. A solidão deixou de ser um castigo e se tornou um lugar de encontro com nós mesmas. Hoje sabemos apreciar o silêncio tanto quanto a agitação. Gostamos do movimento da vida, das conversas, das risadas, mas também amamos os momentos em que só existe o som do vento.
Somos apaixonadas pela natureza. Amamos trilhas, o cheiro da terra molhada, o verde das árvores e o céu aberto. Descobrimos que Deus também fala através das montanhas, das flores e dos caminhos.
Continuamos sendo exatamente como você é: curiosas. A cada fase da vida descobrimos um novo hobby, uma nova paixão, um novo aprendizado. Somos do tipo que muda, reinventa, experimenta e nunca deixa de aprender. Hoje gostamos de coisas que um dia juramos que nunca gostaríamos.
Escrevemos.
Escrevemos poemas, pensamentos e estamos escrevendo um livro. As palavras se tornaram nossa forma de transformar dor em beleza e saudade em esperança.
Lemos muito. Observamos as pessoas. Gostamos de conhecer o mundo, de aprender histórias e de enxergar beleza nos pequenos detalhes.
Você continuará sendo intensa.
Vai amar profundamente. Vai chorar profundamente. Vai rir até perder o fôlego. Vai cair, levantar e recomeçar tantas vezes que um dia perceberá que essa é a verdadeira coragem.
Não tenha medo de mudar. Não tenha medo de sentir. Não tenha medo de ser diferente.
Continue sonhando.
Mesmo quando a vida parecer dura, nunca deixe morrer essa menina de nove anos que acredita no impossível.
Ela é a parte mais bonita de nós.
Com amor, orgulho e esperança,
Você, aos 32 anos
O Menino Jesus vive há 2025 anos, e você ousa pensar que tudo acabou só porque passa por tribulações? Levanta-te, criatura de Deus, desengaveta a tua fé e celebra o Natal.
Benê Morais
Sampa faz 472 anos, gigante cheia de decoro.
A outra é Dona Elba, se eu falar a idade eu morro.
São Paulo é história viva, orgulho que sempre floresce,
Elba é minha cúmplice, beleza que não envelhece.
Benê Morais
Cícero Romão Batista, há 182 anos, permanece como chama viva; fundou uma cidade que, há 115 anos, vem semeando trabalho e esperança ao povo do Nordeste. Apenas a minha Igreja Católica parece não enxergar o milagre que se ergue diante de nós.
Benê Morais
Hoje, faz 80 anos da bomba de Hiroshima. Foi só o começo; o homem já aperfeiçoou o fim do mundo.
Benê Morais
O hipócrita se diz um grande defensor da família, mas passa anos sem visitar a própria mãe.
Benê Morais
Hoje a Dona Elba completa 44 anos de casada...parabéns pra essa guerreira que conseguiu segurar por tanto tempo um marido tão lindo feito eu!
Benê Morais
Moisés precisou de oitenta anos para descobrir que o propósito de Deus não nasce da força, mas do coração rendido. O palácio ensinou poder e liderança; o deserto ensinou humildade e dependência. Nunca é tarde para quem caminha no tempo da graça.
Fico perplexo ao ver calvinistas tentando provar que Calvino, mil e quatrocentos anos depois, entendia mais da doutrina bíblica do que a Igreja Primitiva e os seus líderes — os pais apostólicos —, muitos dos quais caminharam e foram discipulados diretamente pelos Apóstolos.
"A vida não se mede pelos anos que atravessamos, mas pelas verdades que descobrimos enquanto caminhamos."
FREDERICO FIGNER.
Deixou sua casa aos 13 anos em busca de seus ideais e percorreu diversos países até estabelecer-se no Rio de Janeiro, em 1892. Ali fundou a célebre Casa Edison e contribuiu decisivamente para a difusão da máquina de escrever no Brasil. Após seu desencarne, recebeu numerosas homenagens, sendo lembrado pelo jornal “A Noite Ilustrada” como “o mais brasileiro de todos os estrangeiros”, além de filantropo dedicado e protetor dos necessitados.
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“Passei anos acreditando que o amor bastava para esconder o cansaço de um pai que aprendia sozinho a não desmoronar diante dos próprios filhos.”
A CASA DO CAMINHO E O NASCIMENTO DA PRIMEIRA IGREJA EM JERUSALÉM.
Entre os anos 34 e 35 da era cristã, logo após a ascensão de Jesus Cristo aos planos superiores, delineia-se um dos momentos mais decisivos da história espiritual da humanidade. Não se trata apenas de um episódio histórico, mas de uma transição ontológica profunda, na qual o ensino direto do Mestre cede lugar à responsabilidade viva dos discípulos. Nesse intervalo singular, emerge a chamada Casa do Caminho, núcleo inaugural da primeira igreja em Jerusalém, constituindo-se como expressão concreta e operante da Boa Nova.
Os quarenta dias posteriores à crucificação possuem densidade espiritual ímpar. Nesse período, o Cristo ressurgido não apenas consola os corações aflitos, mas realiza uma obra de reorganização psíquica e moral em seus seguidores. Suas manifestações assumem caráter pedagógico, fortalecendo a fé, dissipando o temor e preparando os discípulos para a autonomia espiritual. Sem essa intervenção metódica, o movimento nascente sucumbiria à dispersão, diante das pressões religiosas e políticas do contexto. Há, portanto, um cuidado estratégico e providencial na forma como o Cristo conduz a transição de sua presença física para a atuação invisível.
Após a despedida no Monte das Oliveiras, conforme descrito em Atos 1:11, os discípulos retornam a Jerusalém e se reúnem no cenáculo, tradicionalmente associado à última ceia. Ali se encontram Simão Pedro, João, Tiago, além de Maria e outros membros do círculo íntimo do Mestre. Esse agrupamento constitui o embrião de uma comunidade espiritual organizada, sustentada por vínculos de fé e compromisso moral.
É nesse ambiente que se configura a primeira manifestação da Casa do Caminho. Sob a coordenação inicial de Pedro, o grupo estabelece encontros regulares marcados por oração, cânticos, leitura das Escrituras e rememoração sistemática dos ensinamentos do Cristo. Surge, então, a fraternidade conhecida como “os do caminho”, expressão anterior à designação “cristãos”, adotada posteriormente em Antioquia.
A Casa do Caminho não se restringia a um espaço físico. Era uma instituição dinâmica, integral e profundamente funcional. Operava como escola espiritual, posto de socorro, abrigo, oficina e núcleo de culto. Ali se exercia a caridade concreta, com partilha de alimentos, vestimentas e cuidados aos enfermos, além da manifestação de dons espirituais. Essas ações, porém, não eram fins isolados, mas instrumentos pedagógicos para a transformação moral. O auxílio material tornava-se via de acesso ao despertar da consciência.
Tal metodologia revela compreensão avançada da psicologia humana. O socorro imediato criava abertura para a assimilação dos valores espirituais. A caridade não era apenas virtude, mas método de elevação gradual do ser.
À medida que a reputação da Casa do Caminho se expandia, crescia o número de adeptos. O ambiente moralmente elevado atraía tanto necessitados quanto buscadores de sentido existencial. Consolida-se, assim, a primeira igreja de Jerusalém, não como instituição dogmática, mas como organismo vivo de fraternidade.
Essa realidade é descrita na obra Paulo e Estêvão, onde se observa o intenso movimento de assistência e a organização progressiva da comunidade cristã primitiva.
No que se refere à liderança, embora Pedro exercesse a coordenação prática, registros indicam Tiago, o Justo como dirigente formal da igreja em Jerusalém, conforme relatos preservados na História Eclesiástica. A liderança apresentava caráter colegiado, sendo Pedro, Tiago e João reconhecidos como “colunas” da comunidade, segundo Gálatas 2:9.
Outro marco decisivo é o Pentecostes, descrito em Atos 2, interpretado sob a ótica espiritual como manifestação mediúnica coletiva, evidenciando a continuidade da orientação do Cristo por vias invisíveis.
A Casa do Caminho, portanto, não foi apenas o primeiro templo cristão, mas o paradigma da vivência evangélica autêntica. Sua essência residia na integração entre fé, trabalho e caridade, sem formalismos excessivos, mas com profunda substância moral.
Ao revisitarmos esse período, compreendemos que o Cristianismo nasceu como experiência vivida de fraternidade. Antes de qualquer formulação teológica, havia a prática concreta do amor.
E é nesse retorno às origens que surge uma exigência silenciosa e inevitável. Não basta a identificação nominal com o Cristo. Torna-se necessário reconstruir, no íntimo e nas ações, a mesma Casa do Caminho, pois somente aquele que transforma a caridade em prática constante e o Evangelho em conduta efetiva torna-se legítimo continuador da obra iniciada em Jerusalém.
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Todo cristão deve ser dotado de dons espirituais ao longo dos anos para que o seu progresso seja manifestado e edifique a todos.
Parkinson
Deu-me o Parkinson, quando tinha 35 anos de idade. Mas na verdade me apareceu, quando eu era muito mais novo. Aos 20 anos, estava eu no secundário, quando já sentia dores nas costas, sem que eu soubesse o porquê! Também comecei a ter, muita dificuldade em escrever. Nos testes que fazia, os professores, não conseguiam ler o que eu escrevia! Por causa disso, eu era prejudicado nas classificações. Tudo isto em 1983! Em 1984, fui trabalhar no Hotel Dom João II em Alvor, como empregado de mesa, no restaurante do Hotel. Aí continuava a ter dificuldade em escrever os pedidos dos clientes. Mas sempre lutando, sem saber o que realmente tinha, eu continuava a trabalhar.
Fui ao psicólogo, que me disse que o que eu tinha era nervos. O médico de família, receitou-me para as dores compridos.Em 1989, fui tirar carta de condução. Mas também com alguma dificuldade. Em Setembro de 1990, deixei o Hotel, tendo ir tirar um curso de pastor evangélico, no ano lectivo de 1990/91. Os professores continuavam a não entender, o que eu escrevia nos testes. Em Agosto de 1991, casei.
Em Setembro de 1991, comecei com pastor em Monchique. Em Maio de 1993, fui pai. Estive em Monchique até Novembro de 1995. Altura em que fui pastorear, a igreja de Évora. Em 1998, comecei a tremer de uma das mãos. Fui ao Neurologista no Hospital de Évora. O Dr. Costa Guerra, disse-me que eu tinha A doença de Parkinson. Comecei logo a fazer medicação. Em 1999, fui pastorear a igreja em Monção, onde estive até 2003. Nesse mesmo ano, vim para Lamego, onde permaneci até 2005.
Por causa da doença, deixei o pastorado e vim um ano de Baixa para Alcobaça. Em 2006 fui aposentado por invalidez. Mesmo assim vinha às consultas a Braga, até 2013. Nesse período de tempo terminei o casamento. Em 2014, depois de piorar da doença, vim morar para o Algarve. Ainda assim em 2015 fui dois meses à Suiça. Por ir piorando em 2022, fui operado no hospital de santa Maria, onde me puseram implantes no cérebro. Foi aí, que fiquei um pouquinho melhor.
Actualmente continuo na Unidade de longa Duração e Manutenção de Albufeira. Tenho 63 anos de idade.
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