33 anos
“Algumas escolhas parecem pequenas quando são feitas, mas passam anos crescendo silenciosamente dentro das consequências.”
O tempo não nos pertence.
É-nos apenas emprestado, instante a instante, sem promessa de devolução.
A existência não é posse, é usufruto: cabe-nos a tarefa, sempre inacabada, de converter o que nos é dado em sentido.”
A DIFERENÇA ENTRE SABER E SER
Um neurotípico pode estudar cinco anos de psicologia, buscando no título o que lhe falta em empatia.
Mas jamais verá o mundo com a lente de quem sente, de um neurodivergente, que pensa diferente.
O que pra uns é teoria e repetição,
pra nós é instinto, é pura sobrevivência em ação.
Enquanto uns decoram o que é ser humano, nós vivemos o peso e o mistério do engano.
Sentimos o outro até a exaustão, sem diploma, vaidade ou aprovação.
Porque não há curso que ensine o que dói,
nem ciência que alcance o que o silêncio constrói.
O tempo finge esquecer o amor sob o pó dos anos, mas a memória é uma herança teimosa: basta um sopro de verdade para provar que a eternidade nunca esteve morta, apenas guardava o seu próprio amanhecer.
Reno Fioraso
Desabafo de uma poetisa
Lembro de começar a gostar de fazer redação aos 10 anos, na 5ª série (foi no Colégio CESAM, não lembro o nome do professor), e as poesias começaram aos 12 anos, sob a orientação do saudoso Prof. Waldemir Vasconcelos, na Escola Pedro Álvares Cabral.
Impressionante como criar aqueles textos me fascinava, foi quando comecei o meu "Caderno de pensamentos", coisa de adolescente da minha geração.
Andava muito de ônibus e na janela pensava, pensava, e depois escrevia, escrevia...
Aos 14 produzi um pequeno romance (nunca publicado). Depois fui ampliando meus textos até lançar meu livro de poesias em 2008 e um livro de história infantil em 2012.
De lá pra cá não parei mais, estou sempre brincando com as palavras. Escrever poesia para mim é meditação e entretenimento.
Agora sim quero falar do motivo do meu desabafo...
Quando começo a escrever uma poesia, faço vários rascunhos, procuro sinônimos e antônimos, rimas, palavras poéticas, entre tantas outras coisas que são necessárias.
Depois que o texto fica pronto, faço uma busca na Internet para analisar o material e não correr o risco de plagiar alguém.
Eu jamais, absolutamente, jamais utilizei a inteligência artificial para criar meus textos ou fazer revisão. Recuso-me a fazer isso.
Então, um belo dia eu fiz dois testes:
Levei um de meus textos para o detector de plágio e confirmei 0%, mas quando coloquei no detector de IA constou 95%.
Como assim?
Quer dizer que a IA se apropriou do meu texto? É sério? Isso desacredita as minhas produções. Absurdo!!!
Por isso deixo aqui o meu recado para quem gosta de escrever: Atenção! Precisamos tomar cuidado com as nossas produções! Nunca devemos deixar que tomem posse delas!
Segunda idade
Se a terceira idade começa aos 60 anos, então podemos afirmar que a primeira idade vai de 0 a 29 e a segunda idade vai de 30 a 59.
É importante lembrar que é na segunda idade que o nosso corpo começa a sentir todas as dores do mundo (risos), mas a gente sempre dá um jeito de se divertir.
Amigos da segunda idade, ‘tamo’ junto!!!
O desafio de nascer mulher
Durante anos ela foi proibida de opinar
A sociedade decretou que ela não poderia escolher a quem amar
Por muito tempo ela foi ensinada que ao homem deve acatar
Ter sensibilidade a rotulou como alguém incapaz de comandar
Ela foi excluída do mercado de trabalho por engravidar
Todos os meses ela sente dores terríveis e vive a sangrar
Com medo de ser morta ela não consegue um relacionamento abusivo terminar
De forma obscura, com angústias e frustrações ela viu a sua vida passar
Mas descobriu que tem capacidade para seus sonhos cerceados alcançar
Perseverante, ela passou a questionar, resistir, gritar
E assim conquistou o seu espaço, mas ainda é julgada por não calar
Então ela decidiu apenas seguir em frente e a luta continuar
Santarém - PA, 07/03/26.
70 anos de Maria Eunice Ferreira da Silva (em memória) ❤️
Hoje, 70 ela faria
Caminhando persistente
Seus projetos seguiria
Hoje, com seu amado estaria
Eternamente companheiros
Um amor de primazia
Hoje, seus filhos abraçaria
Em união pela vida
E a família guiaria
Hoje, sete netos ela teria
Diria: “Amores de vó”
De carinho os cobriria
Hoje, os dez irmãos reuniria
Para diálogos e conselhos
Como sempre assim fazia
Hoje é o dia de Maria
Da Eunice, mãe, esposa
Que só nos trouxe alegria
Parabéns, mãe, pelos seus 70 anos! 💕
Tatiane da Silva Santos – 04/06/26 🌻
Algumas pessoas são capazes de viver e sustentarem uma mentira por anos, apenas por uma pequena conveniência ou por uma grande fuga de si mesmas...
Que triste!
Ode ao Parque Estadual da Serra da Tiririca
Hoje, 29/11/2025 💚
são 34 anos de encantamento e resistência 🌳🌴🌵
Hoje, o Parque da Serra da Tiririca
completa 34 anos de verde, vento,
trilhas e guardiões invisíveis💚
Lugar onde a mata conversa com o mar,
onde a brisa penteia as pedras antigas,
onde o silêncio respira mais fundo
e a vida insiste, floresce e persiste.
Que seus anos se multipliquem
como sementes ao sol,
e que nenhuma mão desatenta
roube da minha terra
esse patrimônio de encantos 💚
São 34 anos de fúria verde
e beleza indomável!
Há 34 anos, a Serra da Tiririca
ergue sua coluna vertebral de pedra
contra o descaso, contra o apetite voraz da devastação.
Seu corpo é mata viva, suor da terra,
abismo e cume, raiz e bruma.
É território onde o mar devora a luz
e a luz renasce das encostas.
A Tiririca resiste.
Lateja.
Reivindica sua eternidade.
Que nenhum corte a mutile,
que nenhum interesse a silencie.
Que sua floresta continue sendo
esse grito ancestral
que nos lembra quem fomos,
e o que ainda podemos ser... 💚
São 34 anos de amor vegetal 🌳🌴🌵
Hoje, a Serra da Tiririca desperta
com 34 anos de maturidade serena,
o verde repousa na pele das encostas,
o mar abraça a montanha
como quem reencontra uma velha amiga.
Cada trilha é uma prece,
cada flor, um sussurro,
cada brisa, um gesto de ternura.
O parque celebra aniversário
e eu celebro o privilégio
de existir um lugar
onde a natureza ainda respira inteira,
generosa, descalça de pressa
e abundante de poesia.
Que seus próximos anos sejam vastos,
luminosos e intactos.
Gratidão infinita
por ser filha dessa terra bendita
que amo e declamo em prosa
e versos poéticos. 💚
✍©️@MiriamDaCosta
Nesses meus anos de vida
pude perceber que as pessoas
que mais encheram a boca para falar
de Jesus ou de Deus...
foram as que mais
(de um modo ou de outro)
tentaram infernizar o meu viver...
e as que mais demonstraram ser
as concorrentes do diabo
nesse meu trilhar a vida.
Visto e considerado esse dado de fato,
perdi a total confiança em qualquer pessoa
que em qualquer tipo de proferimento inclui o nome de Jesus ou de Deus.
Sobretudo aquelas que como fossem, de alguma forma, superiores aos demais,
estufam o peito , levantam o rosto e exclamam como fosse uma intimidação:
- Eu tenho Jesus!
- Eu vivo em Jesus!
- Jesus vive em mim!
E por aí vai...
E eu?!
Aprendi a observar,
escutar
e "sofrer" de afonia.
✍©️@MiriamDaCosta
Depois que minha filha nasceu já nos primeiros anos ela já demonstrou seu amor pelos animais, ela já com 5 aninhos arrumamos a Juli, uma cachorra mistura de pincher e chiuaua, coisinha mais boazinha, acompanhou toda sua infância e pré adolescência, morreu aos 13 anos.
Depois tivemos a Teka, uma Jack Russell, coisa mais linda, viveu 14 anos dando muitas alegrias para nós.
Logo depois compramos o Jack, outro Jack Russell, nunca vi cachorro tão bravo, territorial, levamos mordidas pra todo lado, mas mesmo assim nós o amamos até aos seus 16 anos, teve que fazer eutanasia, sofreu muito com câncer ósseo.
Esses foram nossos companheiros e amigos verdadeiros!!!
PS: Foram 43 anos com cachorros, nunca os levamos na rua para fazer suas necessidades, faziam no nosso quintal, temos nossa consciência tranquila sobre isso!!!
“A pior coisa que eu experimentei nos últimos anos, é não ter um porto seguro; não ter para onde voltar.”
O Intervalo dos Anos
Às vezes me pergunto como o tempo consegue ser tão ligeiro,
levando dias inteiros sem pedir licença,
e tão demorado quando sinto sua falta.
É curioso pensar que tantas coisas mudam com os anos,
mas algumas lembranças continuam delicadas,
como se ainda guardassem o calor daquele instante.
Você ficou em mim,
como uma página que a vida não conseguiu virar.
E talvez seja por isso que, mesmo depois de tanto tempo,
a vontade de reencontrar você ainda permaneça.
Se eu pudesse atravessar o que nos separa,
não hesitaria em ir ao seu encontro.
Só para saber se, depois de tantos anos,
meu coração ainda reconheceria o seu.
As Canções que o Tempo Não Levou
Nos anos 60 e 70, eu ainda era um miúdo, um menino, um puto, como queiram chamar. Vivia na pequenina Resende, às margens do rio Douro, em Portugal. Foi ali, entre as quintas dos meus pais, o cheiro da comida que minha mãe preparava e o pequeno rádio de pilhas que meu pai havia comprado, que nasceu uma das grandes paixões da minha vida: a música.
Eu sempre me oferecia para ajudar minha mãe a preparar o almoço dos lavradores. Mas havia uma segunda intenção: queria estar perto daquele rádio. Naquela época, eu gostava de ouvir o programa “Discos Pedidos”, em que as pessoas escreviam cartas para oferecer músicas a quem amavam. Não havia celulares, internet ou mensagens instantâneas. Havia apenas uma carta, uma música e a esperança de que, algum dia, aquela canção chegasse aos ouvidos de alguém especial.
Talvez tenha sido ali que aprendi que música não é apenas música. Ela carrega sentimentos. Uma canção pode guardar um amor, uma saudade, uma amizade ou um momento que o tempo jamais consegue apagar.
Vieram os discos, os cartuchos, as fitas cassete e, depois, tantas outras tecnologias. Sempre que sobrava algum dinheirinho, eu comprava uma fita. Eu também tentava escrever as letras das músicas enquanto elas tocavam no rádio. Muitas vezes errava, porque não existia a possibilidade de voltar a canção. Mas eu tentava novamente. Eu queria guardar as músicas não apenas nos ouvidos, mas também no coração.
Foi através das músicas e dos bailes que me apaixonei pela primeira vez. Mas essa é outra história, que um dia talvez eu conte.
No final dos anos 70, vim para o Brasil. Meu primeiro dinheiro do trabalho me deu o prazer de comprar um radinho de pilhas. Ele se tornou meu companheiro inseparável. Estava comigo pela manhã, durante o banho, e à noite, antes de dormir. Anos depois, já casado, comprei o famoso aparelho “três em um”: vitrola, rádio e fita cassete. Para mim, aquilo era quase um tesouro.
Hoje, tantos anos depois, continuo apaixonado por música. Enquanto escrevo estas palavras, escuto baixinho uma música romântica pelo YouTube. E percebo como a vida é curiosa: aquele menino que um dia esperava ansiosamente uma canção tocar no rádio agora pode escolher qualquer música em poucos segundos. Mas o sentimento continua exatamente o mesmo.
Nas minhas caminhadas, a música ganhou um significado ainda maior. Ela me acompanha pelas estradas, pelas montanhas e pelas trilhas. Algumas canções me fazem lembrar do passado; outras me ajudam a compreender o presente; e algumas parecem falar exatamente aquilo que eu precisava ouvir naquele momento.
Às vezes, tenho a impressão de que não sou eu quem escolhe a música. É ela que me encontra.
Quando caminho ouvindo uma canção, sinto que ela conversa comigo. Faz surgir lembranças, desperta sonhos, acalma minhas preocupações e, muitas vezes, enxuga lágrimas que ninguém vê. É como se cada melodia carregasse uma pequena mensagem especialmente preparada para aquele instante.
Depois de tantos quilômetros percorridos, descobri que a música e a caminhada têm algo em comum: ambas nos fazem seguir em frente. A caminhada movimenta os meus pés; a música movimenta a minha alma.
Hoje, quando coloco meus fones e começo a caminhar, sinto que não estou sozinho. Levo comigo as lembranças da infância, meus amores, minha família, meus sonhos e todas as pessoas que fizeram parte da minha história.
E talvez seja por isso que continuo gostando tanto de música.
Porque algumas músicas simplesmente tocam os nossos ouvidos.
Outras tocam a nossa história.
E existem aquelas que, de tão bonitas e especiais, parecem caminhar conosco para sempre.
Peregrino Nino Carneiro
Durante 15 anos, ele entregou sua força, seu tempo e sua juventude a uma empresa, acreditando que o esforço seria recompensado. Mas, aos poucos, transformou-se em um homem preso à própria rotina, carregando responsabilidades como um burro de carga enquanto deixava sua própria vida para trás. Trabalhou para construir os sonhos dos outros, mas não teve a mesma disciplina para construir os seus.
Anos se passaram, e o que restou foi um homem cansado, vivendo na periferia, cercado pelas consequências das próprias escolhas. O salário baixo, a falta de planejamento e a acomodação diante da vida fizeram com que seus anos de trabalho se transformassem em uma história de frustração. Enquanto carregava pesos que não eram seus, permitiu que o próprio futuro fosse abandonado.
No fim da jornada, percebeu que não bastava apenas trabalhar duro; era preciso buscar crescimento, mudar de caminho e lutar por algo maior. Ficou marcado não apenas pelo que perdeu, mas pelo que deixou de conquistar. Uma vida inteira dedicada ao esforço, mas sem direção, terminou como um retrato triste de alguém que se entregou ao fracasso e viu o tempo passar sem construir o próprio destino.
Estou ficando velha...
Por que é tão complicado para a mulher dobrar a curva dos anos? É impressão minha que para os homens é diferente? Cabelo branco é charme... estar com mulheres mais jovens é demonstrar poder de rejuvenescimento...
Para nós mulheres... cabelo branco é sinal de desleixo... estar com homens mais jovens? É enfrentar olhares estranhos... é se arriscar a ouvir que se está sustentando um garotão...
O que ouço muuuuito agora que estou ficando velha:
durma muito bem...
cuide de sua alimentação...
exercite seu cérebro...
pratique atividades físicas, mas não precisa ser de forma intensa ou exaustiva...
quando acordar seja criativa: leia, faça palavras-cruzadas, socialize... - não fique parada esperando a morte chegar...
tenha um propósito...
e eu só ouço e penso: mas a maioria desses conselhos não servem pra quem não está ficando velho também?
Pertencer nunca significou diluir-se na multidão dos anos 80, mas encontrar o próprio reflexo no labirinto rítmico do Talking Heads. Em uma década que exigia respostas prontas e refrãos lineares, a minha banda preferida me ensinou uma filosofia mais profunda: a de que o verdadeiro pertencimento nasce do estranhamento compartilhado. Sob o terno desproporcional de David Byrne, descobri que não estávamos perdidos na paranoia urbana, mas finalmente sintonizados na mesma frequência excêntrica, onde a busca por um lar — por aquele "lugar" — só faz sentido quando paramos de tentar fazer sentido.
Reno Fioraso
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