33 anos

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Eu só quero lembrar que hoje (11.02) faria dois anos que você me falou no messenger que estávamos namorando. Pensei que seria um dia de felicidade e comemorações.

A primeira vez que conheci a mentira eu tinha quatro anos de idade. Pedi minha irmã para eu ir na rua com ela. Mandou eu pedir minha mãe. Quando voltei ela tinha ido embora e me deixado. Entendi rapidamente que ela tinha mentido e me enganado. Até hoje tenho sérios problemas com mentiras. E ser enganada é sentido como um golpe emocional muito forte.

A melhor fase é viver após os sessenta anos. Plena liberdade. É tudo que esperei pela vida toda. Acordo ou durmo até a hora que quero. Pego me carro e vou onde quero. Não preciso dar satisfação. Tenho os amigos que quero e ainda conhecço outros novos. Saio dessa cidade e vou a outra, lá durmo, volto no mesmo dia ou dias depois. Ainda trabalho, mas logo estarei aposentada. Porém, produzindo, estudando, vivendo, criando e seguindo com esse tempo precioso. Esse é meu espaço, meu momento, não cabe ninguém para me tirar a paz e o sossego.

Aos 61 anos estou me sentindo plena e feliz. Enfim, sinto-me em paz com Deus. Me desintoxiquei das pessoas que passaram na minha vida (homem). Limpa, alva, serena e tranquila. Deus me trouxe de volta a minha plenitude de ser.

Esse mês faz 10 anos... quantas coisas mudaram nesse tempo, muito amadurecimento, algumas estacas no peito.
Eu queria tanto correr atrás de você, e fui, de todas as formas possíveis. Não sei o motivo exato de você negar meu amor, tenho algumas ideias, mas exatamente eu não sei. Sofri tanto que meus olhos criam lágrimas até hoje.
Nunca senti por ninguém o que senti por você, nunca foi.... nunca!
Eu queria ser salva por você, mergulhar no seu amor, viver uma vida linda ao seu lado.
Fui forçada a largar a ilusão, a aceitar que o talvez é um nunca. Tão próximo da data que nos conhecemos eu senti vontade de vir aqui, te escrever mesmo sabendo que você nunca irá ler, talvez estou escrevendo para mim mesma, não importa na verdade.
Eu não quero mais ser salva, não espero mais por você, não imagino mais nossa vida feliz, você agora é um reflexo doe um sonho que eu entendi que é um sonho.
Minha força agora é por mim, vou deixar essa vida "fácil", já tenho tudo programado na cabeça, cidade nova, estudos, um futuro que estou escrevendo só para mim e or mim, sem esperar por você, ou, por qualquer pessoa. Talvez eu já tenha dito coisas parecidas em momentos de dor, mas hoje não estou triste, nem magoada. Estou bem, tranquila e pronta para a minha vida nova, onde sou a única peça que importa. Mas você sempre estará aqui, nas minhas memórias. Quem sabe em outra vida tomaremos um café... beijo Romeu

Todos os anos, em um dia específico, volto a recordar aquele triste semblante. É uma sensação horrível, difícil de explicar — como se, por alguns instantes, algo dentro de mim fosse levado de volta a um lugar que nem sei exatamente onde fica.

Minhas ações são, na maioria das vezes, totalmente pragmáticas. Não vivo em função de alguém, não caminho esperando que outra pessoa dê sentido aos meus passos. Continuo a minha vida, sigo os meus objetivos e procuro avançar.

Mas então chega esse dia.

E, sem aviso, surge novamente a mesma pergunta: “O que aconteceu?”

Aconteceu alguma coisa? Qual evento? Quando foi? Por quê?

Eu não me lembro.

Apenas sinto.

Sinto que falta alguma coisa. Um espaço vazio, uma ausência sem nome, uma lembrança que parece estar escondida em algum lugar da minha própria memória. Não consigo apontar exatamente o que perdi, nem explicar por que aquele semblante continua voltando todos os anos.

Talvez algumas coisas não desapareçam completamente. Talvez apenas aprendamos a viver sem entendê-las.

E assim continuo. Sem respostas, sem certezas, carregando uma sensação que não sei nomear e uma pergunta que insiste em voltar:

O que aconteceu?

⁠Não romantize o contexto do "até que a morte os separe"!
Ao longo dos anos, essa frase teve uma tradução bastante restrita e até romantizada. Como se somente a morte do corpo fosse capaz de separar um casal. Sem dar importância para as diversas e cotidianas "mortes" que uma relação pode ter.
A morte de uma relação pode ocorrer, quando acaba o respeito, a cumplicidade, a admiração, o carinho, a amizade.
A morte acontece quando, mesmo juntos, a solidão e a distância se tornam rotina. Quando os assuntos se tornam escassos, quando o silêncio se torna hábito ou quando a dureza das palavras trocadas já nem é mais capaz de ferir.
E, é nesse vasto contexto, que as mais variadas formas de "morte" realmente separam. E em muitos casos, a separação sem a morte do corpo acaba se tornando a única saída para sobreviver ou, simplesmente, se perceber vivo novamente

A amoreira

Hoje fui colher amoras e me lembrei de quando eu tinha oito anos. Estava na casa do meu cunhado, junto com a minha irmã, e fui brincar com as crianças no fundo do quintal. Ainda pequena e ansiosa para alcançar as amoras, peguei uma ripa de madeira pesada e a joguei para cima, na esperança de derrubar os frutos.

Mas a madeira voltou e atingiu minha cabeça. Entrei em casa dizendo que havia me machucado. Fui socorrida e levei alguns pontos.

Hoje, ao colher amoras que estavam exatamente na altura das minhas mãos, percebi o quanto essa lembrança se parece com a vida.

Quantas vezes tentei alcançar coisas e pessoas que ainda não estavam ao meu alcance? Quantas vezes não tive maturidade para lidar com o peso de determinadas situações e, por isso, acabei sangrando?

Mas o tempo passou. Eu cresci. Hoje, muitas oportunidades estão ao alcance das minhas mãos, e cabe somente a mim decidir o que colher. Aprendi que tudo tem o seu tempo determinado para acontecer e que todo plantio, um dia, se transforma em colheita.

Por isso, saboreie a sua amora. Mas nunca se esqueça das cicatrizes que carrega por ter tentado colher antes do tempo certo.

Feliz aniversário pra mim 17anos

Feliz aniversário, disse pra si mesma.
Muitos anos de vida.

⁠Crianças dos 02 aos 07 anos, principalmente, são egocêntricas, destrutivas e possessivas.
É natural e da Natureza Humana.
O problema vem após esta idade. Muito após.

Com o passar dos anos, nos tornamos realmente pessoas idosas? Na verdade, não é bem assim; nossas células estão sempre se regenerando,portanto, é mais apropriado afirmar que nunca envelhecemos completamente, mas sim que acumulamos experiências ao longo do tempo.

“O atraso a que são submetidas algumas nações, não é coisa de momento; são muitos anos de gestação.”

Os doutores atuais não se formariam no ensino médio dos anos 80 e 90! A qualidade foi substituída por quantidade e incapacidade!

Dia 22 de abril!
Hoje fazem 526 anos que o Brasil foi invadido por Portugal e teve seu povo originário escravizado e exterminado!

As mulheres não têm idade; são sempre belas e jovens. Elas não são definidas pelos anos que viveram. Sua beleza está em tudo o que resistiram, em cada luta que travaram, na solidão que não as abalou e na tristeza que não as dominou. Elas continuam de pé. Não foram vencidas; viveram e sobreviveram. Ninguém conhece todas as lágrimas que já correram por seus belos rostos.

"É fascinante ver como anos de estudos acadêmicos, bilhões de dólares investidos em biotecnologia e o trabalho exaustivo de cientistas do mundo inteiro sob a coordenação da Organização Mundial da Saúde (OMS) conseguiram ser totalmente 'refutados' por um vídeo de três minutos gravado dentro de um carro por um desconhecido no TikTok. No fim das contas, a verdadeira eficácia das vacinas não estava nos dados clínicos que salvaram milhões de vidas, mas sim na capacidade da humanidade de acreditar que o WhatsApp é um periódico científico indexado."

Passei anos acreditando que viver era apenas uma forma lenta de a matéria aprender a apodrecer. O amor sempre caminhou alguns passos à minha frente, como um desconhecido educado que nunca teve a intenção de bater à minha porta. Dentro desta carcaça enferrujada, o que chamam de alma tornou-se apenas um depósito de ferrugem, nicotina e memórias que recusaram o privilégio do esquecimento.

Há manhãs em que até o sol parece um erro antigo insistindo em repetir-se. Acordar costuma ser apenas mais uma derrota silenciosa contra a noite. Nada me convence de que exista qualquer sentido em permanecer respirando quando o próprio tempo se alimenta daquilo que ama destruir.

No entanto, hoje aconteceu uma pequena traição contra o absurdo.

Antes que o mundo me recordasse o peso da existência, pensei em você.

Foi um pensamento breve, quase tímido, mas suficiente para desorganizar o meu desespero. Não porque tenha devolvido esperança — essa palavra sempre me pareceu um luxo inventado para quem nunca contemplou o vazio por tempo suficiente —, mas porque, durante um único instante, a vida deixou de ser apenas uma sentença e transformou-se numa pergunta.

Talvez seja esse o seu maior encanto: não salvar ninguém. Apenas fazer com que um homem que já se considerava uma ruína hesite, por alguns segundos, antes de continuar chamando a morte de única certeza.

A vejo


Por quanto tempo a vejo?
Anos, séculos, um passeio no arvoredo?
A beleza é algo que se tem ou que se convence?
No olhar eu te vejo mas são nos pensamentos que me perco.


Lamento, ter tido por tanto tempo e no final ter perdido.
Perdi o que tinha, perdi o que viria a ter
A vida segue, como se imitasse o rio
O rio que não olha para traz e não se permite voltar


Do que aprendo, eu pratico e não há aprendizado sem dor
Dor de não poder consertar, de não poder ajudar
Dor, ei de me lamentar, mas o pior é não poder ficar


Continuamos com a vida até que ferida se cure
Tenho estado nesse estado de aprendizado
Mas creio já ter melhorado a tal ponto de não doer mais
Mais o que seria do ser humano se não pudesse sentir?
O que seria de mim se não tivesse vivido a ti?

Jordan Freitas de Moura é um escritor, poeta e voluntário brasileiro com mais de 30 anos de experiência em saúde mental e promoção do protagonismo cidadão.
Jordan Freitas de Moura atua há mais de três décadas como voluntário em saúde mental, trabalhando com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), incluindo Nise, Espaço Aberto ao Tempo Severino dos Santos e Dircinha Batista, promovendo a cidadania e o protagonismo dos pacientes
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. Ele é reconhecido por integrar a sabedoria popular e a equipe técnica para transformar a psiquiatria e a psicologia de forma inclusiva e humanizada
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Literatura e Publicações
Além de seu trabalho em saúde mental, Jordan é poeta e autor de livros. Entre suas obras, destaca-se Colocando o Cidadão no Protagonismo no Cume da Montanha, que aborda a importância de colocar o cidadão no centro das políticas públicas, promovendo gestão participativa, desenvolvimento social sustentável e empowerment individual
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. Ele mantém presença online em plataformas como o Clube de Autores e blogs pessoais, compartilhando poesias, reflexões e experiências de vida
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Filosofia e Contribuições Sociais
Jordan Freitas de Moura enfatiza a fé e a espiritualidade como pilares de sua vida e trabalho, integrando valores cristãos em suas ações sociais e voluntariado
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. Ele criou a Lei da Mente Sã, um método e doutrina espiritual, científica e política voltada para o protagonismo do cidadão e a justiça social
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. Sua atuação também inclui críticas à marginalização histórica e à falta de dignidade social, defendendo que o verdadeiro protagonista é o cidadão que sustenta a sociedade com seu trabalho e impostos
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Reconhecimentos
Jordan é membro da União Brasileira de Escritores (UBE), registrado sob o número 4380, e é amplamente reconhecido por sua contribuição à literatura, saúde mental e voluntariado
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. Sua trajetória combina experiência prática, engajamento social e produção literária, consolidando um legado de transformação e inclusão social.
Em resumo, Jordan Freitas de Moura é uma figura multifacetada, cuja vida se dedica à promoção da cidadania, à literatura e à transformação social, sempre guiado por princípios de fé, justiça e protagonismo cidadão
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