25 anos
"Quantos anos eu tenho?
- Às vezes tenho 20, 30, 50.
- Às vezes tenho 2, 3 5.
Que me importa os números,
se eu vivo momentos?
- Viver não é tão somente uma contagem linear!"
Haredita Angel
29.04.25
Eu tô pensando que, ontem mesmo eu tinha quinze anos e hoje to fazendo. +-=,;:
Quer saber? - Deixa prá lá...
Doce vida!!!!!
Obrigada à todos!
☆Haredita Angel
"O GRANDE MAQUIAVEL DISSE A 500 ANOS (1.523), E CERTAMENTE LIVROU MILHARES DE PESSOAS DA MORTE; SEMPRE QUE PUDER; FIQUE ATENTO:
"O EXCESSO DE CONFIANÇA GERA IMPRUDÊNCIA" Ademar de Borba
TRUMP é um playboy mimado de 80 anos que nunca ouviu um não! LULA é um homem honrado, de 80 anos, que vai dizer a ele: "Não!"
Nos últimos anos, o Brasil enfrentou todo tipo de catástrofe, natural e não natural. Contudo, a mais devastadora foi Bolsonaro!
Há 2 anos das enchentes de 2024 e correndo sério risco de outra cheia nesse ano, Melo lança plano para salvar o aeroporto! Boçal!
Feliz aniversário, filho. Que tenhas muita saúde e alegria para comemorar todos os anos da vida e a felicidade seja seu guia, continue se esforçando para colher bons frutos no futuro e realizar tudo que você almeja, te desejo tudo de bom hoje e sempre
Te amo 𖹭
.ᐟﮩ٨ـﮩﮩ٨ـ♡ﮩ٨ـﮩﮩ٨ـㅤ♡≽ ^⎚ ˕ ⎚^ ≼
A entrega inconsequente a tentação pode transformar momentos de satisfação em anos de arrependimento.
Há desejos que queimam e aquecem por um instante mas depois deixam apenas cinzas.
Nem todo prazer vale o preço daquilo que podemos perder por buscá-lo.
Um tour pelo centro nervoso de Santa Mariana
Final dos anos 1950 e início dos anos 1960
De frente para a praça, seguindo em direção ao antigo Banco Itaú, virando à esquerda, começava um verdadeiro passeio pelo centro de Santa Mariana dos finais dos anos 1950 e início dos anos 1960.
Do lado direito estava o Cine Rios, que futuramente se chamaria Cine Plaza. Ao lado do cinema havia um terreno baldio. De vez em quando aparecia por ali uma barraca de “tiro ao alvo”, que permanecia no local por algum tempo.
Mais tarde, naquele terreno foi construído um salão bem grande, onde se instalou a Sorveteria Ouro Verde — a mais linda do mundo! Quando a sorveteria encerrou suas atividades, o espaço se transformou em bar: o Bar Pinguim, do Dionísio Serafim. No luminoso do estabelecimento havia o desenho de um pinguim.
Certa noite, alguém com o teor alcoólico acima do normal resolveu atirar no pássaro do luminoso. Acertou. Durante muito tempo, ficou visível o furo da bala na placa. Uma pequena história, talvez, mas que ficou na memória de quem viveu aquela Santa Mariana.
Continuando pela mesma rua, cerca de cinquenta metros adiante, encontrávamos o Bar do Mathias. Aos sábados havia música sertaneja, cantada pelos irmãos Mathias. Era um dos pontos de encontro da cidade.
Na esquina, em frente ao bar, ficava a borracharia do Pedrão. Depois vinha a casa do Mauro Japonês e, logo adiante, o posto de gasolina, onde Mauro era o gerente.
Seguindo em frente, chegávamos à Farmácia do senhor Euclides/Florisvaldo. Depois da residência do senhor Euclides, ficava a loja de ferragens do Spagolla, o Henrique.
Chegando à esquina, do lado direito estava a residência do senhor Henrique e, em frente, o Posto de Puericultura.
Virando à esquerda, do lado esquerdo, ficava o Parque Infantil, no local onde hoje está o seminário. Em frente, estava a oficina dos Bampa.
Na esquina, do lado direito, ficava a residência do padre, a conhecida casa paroquial. Em frente seria construído posteriormente o Salão Paroquial Pio XII.
Nos fundos da igreja ficavam o Paço Municipal e o reservatório de água. Ao lado direito da prefeitura estavam o Posto de Saúde e a residência da família Zanini.
Um pouco mais adiante chegávamos à rodoviária, com suas lojas e seu movimento característico.
Logo na entrada da rodoviária ficava o açougue do senhor Júlio Rossi. Na sequência havia uma lanchonete que fazia uma vitamina muito gostosa. Vizinho à lanchonete estava o Bazar do Vitor.
Depois vinham outras lojas, uma barbearia e, fechando aquela sequência de estabelecimentos, o Bar do senhor Carlito Spagolla.
A rodoviária era servida pelos ônibus da Viação Garcia e por uma outra empresa cujo nome já não consigo lembrar. Essa segunda empresa fazia as linhas que ligavam Santa Mariana aos patrimônios próximos.
Em frente à rodoviária havia várias lojas. Estavam ali a Sapataria dos Serafim, o Armazém de Secos e Molhados do Shiguetomi, a Farmácia do Kamei — acho que era esse o nome — e, na esquina, um bar e restaurante.
Ah, e havia também a sorveteria, onde, além de tomar sorvete, era possível comprar figurinhas de jogadores de futebol. Para nós, aquilo também fazia parte da diversão.
Do outro lado ficava o Posto Shell.
Descendo em direção ao Fênix Clube, depois do bar das figurinhas, encontrávamos uma loja de sapatos chamada Calçados Bata. Mais adiante estavam a relojoaria do Nelson e o Foto Suzuki.
E, seguindo um pouco mais, chegávamos ao Banco América do Sul.
Esse era, mais ou menos, o nosso centro de Santa Mariana no final dos anos cinquenta e começo dos sessenta.
Hoje, talvez poucos consigam lembrar dessa cidade. Muitos dos que vivem atualmente em Santa Mariana nem sequer conheceram aquela época. Os prédios mudaram, os estabelecimentos desapareceram, as ruas ganharam outras paisagens e a cidade seguiu seu caminho.
Mas aquela Santa Mariana existiu.
Existiram o Cine Rios, a Sorveteria Ouro Verde, o Bar Pinguim com seu luminoso furado por uma bala, o Bar do Mathias e suas músicas sertanejas, a rodoviária cheia de movimento, as lojas, os bares, as oficinas, os bancos, os postos e, principalmente, as pessoas que davam vida a tudo aquilo.
Talvez este relato seja apenas uma caminhada pela memória de um velho morador.
Mas é uma caminhada por uma cidade que existiu.
E eu sou prova viva.
Se eu passar quarentas anos orando e não tiver nenhuma resposta, já terá valido a pena, pois eu passei quarenta anos em comunhão com Deus, na dependência de Deus.
Moisés passou quarenta anos aprendendo no palácio e outros quarenta sendo esvaziado no deserto. Só então viveu o propósito de Deus. No Reino, a idade não limita o chamado; o tempo apenas amadurece quem Deus envia.
Moisés precisou de oitenta anos para descobrir que o propósito de Deus não nasce da força, mas do coração rendido. O palácio ensinou poder e liderança; o deserto ensinou humildade e dependência. Nunca é tarde para quem caminha no tempo da graça.
Fico perplexo ao ver calvinistas tentando provar que Calvino, mil e quatrocentos anos depois, entendia mais da doutrina bíblica do que a Igreja Primitiva e os seus líderes — os pais apostólicos —, muitos dos quais caminharam e foram discipulados diretamente pelos Apóstolos.
O Tatu Comedor de Defuntos
Eu tinha uns doze anos quando fui morar com minha irmã e meu cunhado em uma fazenda no Mato Grosso do Sul.
Era uma fazenda enorme de criação de gado. Tinha uma sede bonita, daquelas que impressionam qualquer menino do interior, mas não havia energia elétrica. Quando a noite chegava, a escuridão tomava conta de tudo.
Meu cunhado vivia aprontando comigo. Como sabia que eu tinha medo de fantasmas, inventava uma história diferente a cada noite.
Na fazenda havia um cemitério muito antigo. Segundo ele, era da época da Guerra do Paraguai. Sempre que passávamos por perto, surgia uma nova história de assombração.
Apesar disso, eu preferia ficar perto dele do que da minha irmã. Onde ele estava, eu estava por perto.
Numa noite, resolveu sair para caçar nas proximidades do velho cemitério. Antes de sairmos, contou mais uma de suas histórias.
Disse que naquele cemitério vivia um tatu gigante que havia comido todos os defuntos enterrados ali. Depois de se acostumar com carne humana, passou a procurar gente viva.
— Deu moleza, o tatuzão traça mesmo! — garantiu ele.
Mesmo assustado, escolhi acompanhá-lo. Entre ficar sozinho na sede e sair para caçar, achei que a segunda opção era menos perigosa.
No caminho passamos perto do cemitério. Era possível ver os túmulos no escuro. Dali até o local da caça, rezei todas as orações que conhecia e inventei mais algumas. Proteção nunca é demais.
Chegamos a uma árvore onde ele havia construído um girau, uma espécie de plataforma entre os galhos. Subimos e ficamos esperando algum bicho aparecer.
As horas foram passando. Encostei-me num galho e acabei pegando no sono.
Foi então que aconteceu.
Comecei a ouvir uma voz estranha me chamando. Como ainda estava meio dormindo, parecia vir de muito longe.
Era uma voz chorosa, vindo da direção do cemitério.
Assustado e confuso, procurei meu cunhado ao meu lado.
Nada.
Ele havia desaparecido.
A voz chamou meu nome outra vez. Dessa vez veio acompanhada de grunhidos estranhos, parecidos com os de um animal.
Na mesma hora tive certeza:
Era o tatu comedor de gente.
Como desci daquela árvore eu não sei explicar. Só sei que, em questão de segundos, eu estava dentro do jipe. O veículo havia ficado estacionado bem distante por causa do cheiro da gasolina, que poderia espantar a caça.
Até hoje desconfio que naquela noite eu voei.
Mas o pior ainda estava por vir.
De repente ouvi novamente o grito.
Agora bem ao meu lado.
Quase morri de susto.
Era meu cunhado.
Ele ria tanto que mal conseguia falar.
Na volta para a sede da fazenda, ainda havia várias porteiras de arame pelo caminho. Em cada uma delas eu precisava descer para abrir e fechar a passagem.
E toda vez acontecia a mesma coisa.
Ele me deixava para trás no escuro e saía gritando:
— Corre, que o tatu está vindo!
Eu nunca vi o tal tatu.
Mas tenho certeza de que naquela noite ele correu atrás de mim mais do que qualquer bicho daquela fazenda.
Lá vai ele, deslizando, a camisa inflada pela brisa, as pernas fortes de noventa anos. Ainda quer mais um filho, ama as mulheres, elas soam como o piano. Ele sabe tocá-las.
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