25 anos

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Achei um dizeres assim






boêmio dos anos 70 no Bar Brahma:




​De Encontro ao Vento


🎵
​Madrugada fria na São João,
E a saudade🎶 aperta no peito.
Bebo um chopp pra acalmar o coração,🎵
Mas preciso te ver de qualquer jeito.
​Quero andar contigo ao vento,🎶
Respirar o ar da tua cidade,
Transformar em ouro esse momento
E apagar de vez a🎵 nossa saudade.
​Quero o mesmo sol na minha pele,
O teu riso iluminando a🎶 mesa,
Num abraço que o tempo congele,
Afastando toda a tristeza.🎵😜








Outra versão




Saideira e Saudade




​O garçom já traz a saideira.🎵
E a mesa vazia é solidão.
No balcão da noite inteira.🎶
Sua ausência vira uma canção.
​Eu preciso largar esse copo.🎵
Correr pra te ver de qualquer jeito.
Te buscar no avesso do mundo.
Arrancar esse nó do meu peito.
​Quero a brisa da rua deserta.🎶
Respirar o teu mesmo luar.
Ver a porta do peito aberta
E no teu sorriso acordar.🎵


Autor Desconhecido

A auto estima construída em anos não pode ser destruída em dias.

Se brigar resolvesse, as guerras não perdurariam anos a fio e; pior sequelando pessoas e coisas…

Simplesmente Júlia
Tributo aos 15 anos de Júlia Alves Rosa
Helaine Machado
No dia 2 de março
uma flor nasceu.
As primaveras passaram
tão depressa...
E ela floresceu.
Sua estrela começou
a brilhar no céu da vida,
completando
quinze constelações.
Sua infância passou,
mas deixou marcas doces:
risos leves,
sonhos inocentes,
memórias que o tempo
jamais apagará.
Aquele sorriso de criança
vai ficando distante,
pois diante de nossos olhos
ela se transforma
em uma linda mulher.
Estamos em contagem regressiva:
a menina radiante
dá lugar
a uma jovem brilhante.
Este é o ano
em que ela deixa a infância
para viver o encanto
de ser debutante.
Que o príncipe da sua vida
traga pétalas de flores,
as mais lindas
e raras do jardim,
para enfeitar seus caminhos
e alegrar sempre
o seu destino.
Parabéns pelo seu dia, Júlia.
Que sua estrela
nunca deixe de brilhar.
Helaine Machado

São 24 anos de espera,
de esperança no coração.
Cada Copa uma promessa
renascendo na nação.
O povo veste verde e amarelo,
leva fé em cada canção.
Porque o sonho nunca morre
dentro da seleção.
Helaine machado

Eu descobri, do jeito mais nada poético possível, que amar alguém por muitos anos é tipo cuidar de uma planta que insiste em quase morrer, mas também insiste em não desistir. Tem dias que eu olho pra gente e penso com toda sinceridade do mundo, meu Deus, quem foi que teve essa ideia genial de continuar aqui? Porque no começo, ah… no começo a gente não sabia nem onde colocar as mãos, quanto mais o coração. Era tudo meio torto, meio desconfiado, meio “será que isso presta?”. E mesmo assim, a gente ficou.


E ficar, eu percebi, é um ato meio revolucionário hoje em dia. Porque o mundo ensina a ir embora na primeira instabilidade, como se amor fosse aplicativo que trava e a gente desinstala sem nem tentar reiniciar. Só que eu e ele somos dessas pessoas teimosas, que atualizam, que insistem, que brigam, que cansam, mas que no final do dia ainda estão ali, se olhando com aquele ar de quem já viu o pior e mesmo assim decidiu ficar para o próximo episódio.


Tem dias em que o nosso amor parece uma construção feita com pressa, cheia de rachaduras, barulho, poeira e um certo risco de desabar. E tem outros dias em que eu olho e penso, isso aqui tá virando uma obra de arte, viu. Porque cada dificuldade foi uma lixa, cada discussão foi um martelo, cada reconciliação foi um polimento. A gente não nasceu pronto, a gente foi se fazendo. E olha, dá um trabalho quase absurdo.


Só que no meio desse caos bonito, eu entendi uma coisa que ninguém conta direito. Amor de verdade não é o que nunca balança. É o que balança, ameaça cair, faz a gente perder a paciência, mas ainda assim encontra um jeito meio torto de se sustentar. É tipo aquele copo lascado que você continua usando porque tem história. E quanto mais história tem, mais difícil é largar.


Hoje, quando eu olho nos olhos dele, eu não vejo perfeição. Vejo caminho. Vejo tudo o que já passamos, tudo o que quase quebrou a gente, e tudo o que, estranhamente, fortaleceu. Nosso amor ainda é instável às vezes, claro que é. Mas também é resistente de um jeito que nem eu sei explicar direito. É como se a gente tivesse construído algo que não é indestrutível, mas é persistente. E no fim das contas, isso vale muito mais.


Porque diamante mesmo não nasce pronto. Ele aguenta pressão, tempo, calor, caos. Igualzinho a gente. E eu sigo aqui, lapidando, sendo lapidada, às vezes reclamando, às vezes rindo, mas sempre ficando. Porque no meio de tanta coisa passageira, o que a gente tem… ficou.

UMA REFLEXÃO SOBRE OS ÚLTIMOS 5 ANOS... 2021-2026


O CAOS QUE ME TORNOU A MULHER MAIS CORAJOSA QUE CONHEÇO




Eu não sei como começar a escrever novamente, mas vou tentar.
Faz tempo que estou com saudades de escrever sobre muitas coisas.
Os últimos 5 anos foram anos de muita batalha para mim.


Eu morri em todos esses anos, dia após dia, sem saber o meu lugar. Mas, de repente, despertei. De uma tal forma que não consigo enxergar quem eu fui antes disso aqui. Confesso que quebrei as minhas expectativas, e agora estou quebrada por dentro, por causa de tudo o que aconteceu comigo nesses últimos tempos.


Eu nunca tinha pensado em ser tão forte ao ponto de suportar coisas que jamais imaginei passar.


Meu corpo ainda está dilacerado. Após um colapso séptico, que levou meus órgãos a irem embora, nunca mais fui a mesma.


Eles voltaram a funcionar, como se eu fosse uma máquina que precisava de um super mecânico, me energizando e tentando me ressuscitar. E, eu entendi sobre Deus naquela madrugada.


Os sonhos, os símbolos mostrados nos céus, em noites em que eu mal conseguia dormir de tantas dores.


Foi tudo avisado para mim, antes de ocorrer tudo o que me aconteceu.


Eu entendi a onisciência de Deus, o que ele é.
E, eu nunca pertenci a dogmas religiosos, e hoje, me vejo vivendo uma fé laica, livre de qualquer doutrina sistemática.


Deus é energia pura. Eu senti isso. E, desde então, eu não temo mais a morte. Descobri que se ele é eterno, e sou parte fragmentada dele, eu vivo para sempre. A única diferença, é essa carcaça que se desfaz em adubo, e alimento para a terra. Ela é a única coisa que realmente vai embora.


Os sonhos que tive, me fizeram entender que nós como seres imortais, habitando dentro de uma matéria, conseguimos ver e enxergar coisas além do nosso plano físico.


Geralmente, é tudo muito enigmático, mas ainda assim, são avisos sobre a nossa existência por aqui.


Quando tudo começa a acontecer, a gente vai ligando os pontos, é onde as coisas costumam fazer sentido.


Nenhum sonho, é por acaso. Todos eles estão ligados à nossa existência de alguma forma.


Desde 2021 para cá, eu tenho enxergado além do meu alcance, e feito coisas que de algum modo me salvaram do caos interno, de emoções que nunca achei que conseguiria superar.


Em 21 de janeiro de 2022, eu escrevi algo que trouxe a minha liberdade de ser livre. Foi a minha cartada final.
Não achei que fosse conseguir, mas aqui estou.


Mesmo em meio aos prantos, era uma dor que eu carregava por anos.


E, a resposta veio logo em seguida. Era somente daquilo que eu precisava!
Lavar a alma, e me libertar.


Foi então que comecei a enxergar a vida de uma forma, onde percebi que nunca havia dado espaço para isso antes.


Eu me tornei alguém livre!! Livre.


Parei de sonhar, parei de pensar, parei de chorar, parei de escrever sobre, parei de ouvir músicas tristes. Parei de idealizar o que nunca poderia existir. Saí da prisão interna que me oprimia e me fazia parar de viver.


Comecei a valorizar mais quem me ama, e quem eu aprendi a amar, pois o escolhi lá atrás, para tê-lo em minha vida inteira.


Meus olhos se abriram, eu tive um grande despertar.


Eu não conseguia ter paz dentro de mim, por várias vezes, tentei forçar isso a acontecer, mas não é assim que funciona.


Eu tive que colapsar por dentro, tive que me abandonar, tive que parar de viver por muitos anos, tive que esquecer quem eu queria ser, tive que morrer! somente assim eu consegui ressurgir das cinzas.


Eu nunca achei que fosse conseguir.


Eu refiz a caminhada. A trajetória está sendo dolorosa, mas sem mais prisão interna.


Eu tinha ainda tantos traumas, tantas perguntas por fazer, tantas palavras para dizer, tantas coisas para observar no presente, tantas coisas para perceber...


Eu fui a pessoa mais corajosa que eu conheço, e continuo sendo.


Eu passei por tanto, eu enfrentei tudo, eu virei cinzas, enquanto ainda estava de pé.


Eu agradeço a essa força invisível, que eu chamo de meu Pai (Deus) por me sustentar até aqui. Eu não teria me suportado tanto se não fosse ele, me energizando e me dando a força que eu precisava.


Eu sempre tive uma vida difícil.


Violentada fisicamente, e psicologicamente desde a minha infância, e ainda sem conhecer quem eram meus genitores, mesmo no auge da minha maturidade, que eu achava que tinha.


Eu realmente não os conhecia, mas esses anos todos, me ensinaram a ser mais perceptiva, a ligar os pontos lá de trás e não ser mais marionete das maldades deles.


Sofri muito. Sair de casa aos 16, e me tornar mulher à força para conseguir sobreviver, nunca foi fácil.


Agradeço as amizades daquela época, apesar de o tempo ter mostrado coisas que eu jamais gostaria que tivessem acontecido.
Mas, vida que segue. A gratidão permanece aqui, até que a minha memória venha a se findar.


Foram 2 anos vívidos nas casas de familiares. Após sobreviver aos caos que era o lugar onde eu morava desde a minha infância.


Eu fui humilhada, caluniada, difamada, falaram coisas terríveis sobre mim. A conspiração fez parte da minha juventude, assim como as histórias dos Doramas asiáticos.


Eu era julgada, e todos eram manipulados para me odiarem por coisas que nunca fiz.


Mas, assim como nos Doramas, tudo teve uma reviravolta, e o tempo provou que eu sempre fui a mocinha das histórias inventadas.


Eu sabia me defender, mas quem é o culpado, quando todos já o vêem como vilão?


As defesas não significavam nada.




Mas, o tempo é o senhor das conspirações.


E, hoje, sinto orgulho da mulher que sou.


Eu amava com a alma, não era nem com o coração. Por esse motivo, doía tanto.


A minha alma foi curada. Dos traumas, dos medos, dos pesadelos, das mágoas que me fizeram passar, dos anseios. Eu estou realmente em paz.


Eu ainda sinto vontade de abraçar pessoas, mas não sou mais dependente das minhas idealizações.


Eu sei que ninguém permanece igual. Todos mudam, todos se adequam ao seu devido lugar. Estão todos vivendo as suas vidas. Eu posso dizer, que eu estou fazendo tudo aquilo que acho certo.


Eu não sou mais dependente de ficar imaginando atenção de quem sempre dizia "depois eu te ligo, estou ocupada", eu esperava e nunca acontecia.


Me doeu demais. Eu me doava muito. Nada era recíproco!


Aprendi a não esperar nada de ninguém. A confiar verdadeiramente somente em mim mesma.


Eu acredito no que a bíblia diz. Tanto sobre os sonhos, e também sobre confiar!


Assim, a decepção não se torna um medo absoluto.




Estou feliz, vivendo intensamente todos os dias. Agradecendo pelo amanhecer, e na confiança de que tudo já está no lugar certo, exatamente onde deveria estar.


Eu estou esperando me recuperar das 4 cirurgias que fiz, as dores nos órgãos estão á todo vapor, bem inflamados. O fígado dói, às vezes acho que é o pulmão, às vezes passa para debaixo das costelas. Assim estou vivendo, porém creio que vai ficar bom. O tempo dirá.


Mas, enquanto isso, não reclamo, somente agradeço, e sigo em frente.


Nunca pedi para ser forte. Mas, a vida me ensinou a ser sem pedir.


Alinny de Mello 10:37 - 30 de maio de 2026

A grande discussão que acompanha a humanidade há milhares de anos é justamente esta: se Deus é amor, como devemos agir para refletir esse amor no mundo? Porque, independentemente da crença de cada um, boa parte do sofrimento causado aos seres humanos, aos animais e à natureza realmente vem das decisões que nós mesmos tomamos.

NOSSOS GENITORES, NOSSOS ALGOZES!!






Durante muitos anos da minha vida, enfrentei situações que colocaram à prova a minha fé, a minha força e a minha capacidade de continuar seguindo em frente.


Meu pai sempre esteve envolvido com práticas que ele dizia serem destinadas a mim, aos meus irmãos e a outras pessoas. Ao longo dos anos, vi inúmeras situações que me fizeram acreditar que tentaram destruir a nossa vida de várias formas. Mas, apesar de tudo, existe uma certeza que carrego dentro de mim: Deus sempre foi o meu guardião supremo e nunca permitiu que eu fosse derrotada.


Houve uma pessoa que me odiava profundamente e fez um trabalho de vodu contra mim. Até hoje sinto dores exatamente nos locais onde, segundo o ritual, teriam sido colocadas agulhas. Muitas pessoas podem interpretar isso de maneiras diferentes, mas eu sei o que vivi e o quanto aquilo marcou a minha trajetória.


Em outro momento, uma colega de trabalho, que era obcecada pelo meu marido, comentou abertamente que estava acostumada com trabalhos de feitiçaria. Pouco tempo depois, ela me presenteou com um body vermelho. Algo dentro de mim não se sentiu em paz. Resolvi jogar a peça fora.


Anos mais tarde, quando morávamos em outro lugar, aconteceu algo ainda mais estranho. Uma garota roubou uma regata do meu esposo que estava secando no varal. Durante a pandemia, ela também tentou obter o nome completo dele para realizar um cadastro que nunca chegou a acontecer. Algum tempo depois, descobrimos algo que nos deixou profundamente inquietos.


Meu marido estava organizando uma caixa de sapatos quando encontrou duas mechas de cabelo vermelho dentro de um par de tênis que eu havia ganhado do meu irmão. Uma mecha estava em cada pé do tênis. Naquela casa não havia mais ninguém com cabelos daquela cor. Eu havia dado roupas minhas para essa mesma pessoa anteriormente. Quando encontramos aquelas mechas, diversas situações passadas começaram a fazer sentido em minha mente.


O mais impressionante é que, durante toda aquela semana, antes mesmo de descobrirmos os cabelos, eu tive sonhos recorrentes com oferendas descendo pelas águas de um rio. Em uma das manhãs, acordei sentindo um cheiro intenso de velas queimando misturado ao aroma característico que eu associava a locais de culto espiritual. Naquele mesmo dia, os cabelos foram encontrados.


Depois desse período, minha saúde começou a piorar drasticamente. Passei por momentos extremamente difíceis. Houve ocasiões em que senti que meu corpo estava desistindo de lutar. Mas, mesmo nos momentos mais sombrios, quando tudo parecia perdido, pessoas que me amam moveram o mundo para me ajudar. E acima de tudo, Deus me sustentou.


Por isso, carrego uma profunda gratidão.


Nenhuma feitiçaria, nenhuma maldade e nenhum desejo de destruição foi capaz de apagar a minha existência. Posso ter ficado fraca muitas vezes, mas nunca fraca o suficiente para que a minha vida fosse tirada.


Deus sempre foi o meu guardião e protetor.


Mas as feridas mais profundas não vieram apenas de fora.


Vieram dentro da própria família.


Meu pai passou a vida nos amaldiçoando. Dizia que o sonho dele era nos mandar para o Iraque para morrermos em uma guerra. Além das palavras cruéis, houve violência física, psicológica e inúmeras formas de abuso que deixaram marcas profundas em todos nós.


Nossa mãe, infelizmente, foi conivente com tudo isso.


Com o passar dos anos, compreendi que algumas pessoas não mudam. Aprendi que, para existir paz verdadeira, certos laços precisam ser rompidos de forma definitiva.


Hoje não existe ódio dentro de mim.


Existe apenas a valorização da paz que conquistei.


Quando eu tinha apenas 16 anos, depois de passar uma noite inteira sendo torturada pelo meu genitor, tomei a decisão mais importante da minha vida: fugir. E não fui sozinha. Levei comigo meus três irmãos.


Naquele momento, eu era apenas uma menina, mas fui obrigada a amadurecer rápido demais.


Infelizmente, nossa mãe decidiu levá-los de volta para aquele ambiente de sofrimento. Eu nunca mais retornei.


Apesar dos erros, tenho orgulho da coragem que tive naquela época. Tenho orgulho da menina que enfrentou o medo para buscar liberdade.


Hoje, depois de tantos anos, finalmente consegui afastar meus irmãos daqueles que foram nossos algozes.


Somos livres.


Livres dos abusos.


Livres das manipulações.


Livres do medo.


Livres das correntes invisíveis que tentaram nos prender durante toda a vida.


Olho para trás e vejo uma história marcada por dor, perdas, perseguições e batalhas que pareciam impossíveis de vencer.


Mas também vejo uma história de sobrevivência.


Uma história de resistência.


Uma história de fé.


O mundo muitas vezes pareceu estar contra mim, mas Deus nunca deixou de lutar ao meu lado. Em cada batalha, em cada lágrima, em cada momento em que pensei que não conseguiria continuar respirando, Ele me sustentou.


Hoje, meus irmãos estão livres.


Eu estou livre.


E meu coração transborda gratidão.


Gratidão a Deus.


Gratidão à vida.


Gratidão ao Universo.


Porque, apesar de tudo o que tentaram fazer, nós sobrevivemos.


E finalmente conhecemos o significado da liberdade.

18 de março de 2026

Oi, meu amor...

Hoje a gente completa 15 anos de casados. Quinze. Eu repito esse número como quem prova uma palavra nova na boca, devagar, quase com medo de não caber dentro dele tudo o que vivemos. E não cabe mesmo. Porque 15 anos não são apenas dias empilhados em um calendário, não são apenas datas comemorativas que chegam e passam. São camadas. São versões nossas que existiram, se desfizeram, reaprenderam a existir. São pedaços de nós dois que, de alguma forma misteriosa, decidiram ficar.

Não é pouca coisa. Nunca foi.

Se alguém me perguntasse, lá no começo, se eu acreditava que chegaríamos até aqui, talvez eu sorrisse meio sem jeito, talvez eu desconversasse, talvez eu nem soubesse responder. Porque o início foi feito de incertezas. Foi em 2011 que tudo começou a acontecer, e eu lembro como se fosse uma fotografia meio desfocada, daquelas que a gente guarda mais pelo sentimento do que pela nitidez. Você tentando se encaixar no meu mundo, eu tentando caber no seu, e nenhum de nós realmente sabendo como fazer isso sem se perder no processo.

Era uma dança desajeitada. Um passo seu, dois meus, um tropeço nosso.

E, ainda assim, algo nos mantinha ali.

Foi tão difícil aquela época. Eu carregava sentimentos que me atravessavam como uma espada de dois gumes. De um lado, a vontade de te amar de verdade, sem reservas, sem medo, com tudo o que eu tinha. Do outro, um receio quase silencioso, mas constante, de me entregar de novo na mesma intensidade e acabar me despedaçando outra vez. Eu não sabia se era coragem ou teimosia. Talvez fosse um pouco dos dois.

Você sabia disso. Sempre soube.

Você conhecia meus medos, meus silêncios, minhas pausas no meio de frases que eu nunca terminava. Sabia que eu ainda estava aprendendo a amar, como quem aprende uma língua nova depois de anos tentando esquecer a antiga. Eu estava em construção. E construir, às vezes, dói mais do que destruir.

Demorou muito para eu entender isso.

Eu ainda vivia à sombra dos seus erros comigo no namoro, e isso me puxava para trás. Era como tentar caminhar com o passado segurando minha mão com força demais. Eu tinha medo. Medo de confiar, medo de sentir, medo de me abrir completamente e descobrir que, no final, eu estava sozinha de novo dentro de algo que deveria ser dois.

E o amor, dizem, acontece apenas uma vez na vida.

Eu já tinha acreditado nisso. Já tinha vivido algo que pensei ser único, definitivo, irrepetível. E então você apareceu, e eu me vi diante de uma pergunta que ninguém me ensinou a responder: e se o amor acontecer de novo?

Eu não sabia se queria descobrir. Mas descobri.

Porque, mesmo cansada, mesmo cheia de dúvidas, mesmo com o coração remendado de tantas histórias mal resolvidas, eu escolhi ficar. Cansada dos meus próprios anseios, dos meus sentimentos confusos, das dores que eu carregava como quem carrega uma mala pesada sem saber mais o que tem dentro. Eu sentia dor por tudo aquilo que ficou fora do meu alcance, por tudo que eu não consegui ser, por tudo que não deu certo.

E, no meio disso tudo, só restava você.

Você, ali, tentando do seu jeito. Talvez sem entender completamente o que eu sentia, mas tentando. E eu, tentando também, cada um à sua maneira, cada um com suas falhas, seus tempos, seus silêncios. Era como se estivéssemos construindo algo sem planta, sem projeto, apenas com a vontade de que desse certo.

Eu queria uma segunda chance. Você queria a primeira.

E, de alguma forma, isso nos encontrou no meio do caminho.

Teve um dia, e eu lembro disso com uma clareza que me emociona até hoje, em que algo dentro de mim mudou. Não foi um acontecimento grandioso, não teve música de fundo nem luz especial. Foi silencioso. Foi interno. Foi como se eu finalmente tivesse coragem de descer naquele porão escuro onde eu guardava tudo o que me prendia ao passado.

E eu abri as portas.

Coloquei para fora o que doía, o que sufocava, o que me impedia de viver o presente com você. Não foi bonito. Não foi fácil. Foi um tipo de explosão quieta, daquelas que ninguém vê, mas que muda completamente a paisagem por dentro.

E, dias depois, algo começou a se encaixar.

Pela primeira vez em muito tempo, eu senti paz. Uma paz que eu não sentia desde a adolescência, como se eu finalmente tivesse encontrado um lugar dentro de mim onde eu pudesse descansar. E, curiosamente, esse lugar tinha você.

Mas a vida não para para a gente aproveitar a calmaria.

Os desafios vieram. E não foram poucos. Foram intensos, foram difíceis, foram, às vezes, quase injustos. Situações que poderiam ter nos quebrado, nos afastado, nos feito desistir. E, ainda assim, aconteceu o contrário.

A dedicação cresceu.

O cuidado cresceu.

O nosso jeito de olhar um para o outro mudou.

O seu olhar sereno e gentil começou a me tocar de uma forma diferente. Eu comecei a te ver além dos erros, além das falhas, além das histórias que eu insistia em revisitar. Eu comecei a te ver como você é.

E isso mudou tudo.

Claro que ainda doía. Algumas coisas daquele tempo de incerteza nunca desaparecem completamente. Existem marcas que não somem, apenas deixam de doer todos os dias. E está tudo bem. Eu aprendi que o amor não é a ausência de dor, mas a escolha de não deixar que ela defina tudo.

Foi aí que a compreensão começou a falar mais alto.

E, junto com ela, veio algo que talvez seja ainda mais forte do que o amor: a admiração.

Eu comecei a te admirar. Pelo homem que você se tornou. Pela forma como você permaneceu. Pela maneira como você escolheu ficar, mesmo quando seria mais fácil ir embora.

E eu também mudei.

Eu amadureci. Eu cresci. Eu me encontrei.

Eu não sou mais aquela adolescente insegura, perdida entre o medo de amar e a vontade de ser amada. Hoje eu sei quem eu sou. Sei o que eu quero. E, principalmente, sei o que eu escolho.

E eu escolho você.

Não por falta de opção, não por costume, não por medo da solidão. Eu escolho você porque, depois de tudo, de absolutamente tudo, é ao seu lado que eu quero estar. É com você que eu quero continuar escrevendo essa história, com todas as suas imperfeições, com todas as suas pausas, com todos os seus recomeços.

Eu não quero pensar no fim. Não agora.

O que eu quero é imaginar o resto da minha vida ao seu lado. Imaginar nossos dias simples, nossos momentos bobos, nossas conversas sem sentido que, no fundo, fazem todo o sentido do mundo. Quero imaginar a gente viajando, descobrindo lugares novos, mas sempre encontrando um jeito de se sentir em casa um no outro.

Quero imaginar a gente cozinhando juntos, rindo de receitas que dão errado, inventando pratos que ninguém mais entenderia. Quero imaginar nossas risadas por coisas pequenas, piadas internas que só a gente conhece, aqueles momentos em que o mundo parece pesado demais, mas a gente consegue, de algum jeito, torná-lo mais leve.

Quero continuar construindo com você.

Dia após dia.

Sem pressa, mas sem desistir.

Você é a minha paz nos dias caóticos. E não é uma paz silenciosa, distante, fria. É uma paz viva, que respira, que acolhe, que às vezes até discute, mas que, no final, sempre encontra um caminho de volta.

Você é o meu chão. Não no sentido de me prender, mas no sentido de me sustentar quando tudo parece instável demais.

Você é tudo o que eu preciso nessa vida.

E, por muito tempo, eu tive medo de dizer isso em voz alta, como se admitir fosse arriscado demais. Hoje não. Hoje eu digo com a tranquilidade de quem sabe exatamente o que está sentindo.

Eu só tenho você. E, pela primeira vez, isso não me assusta. Isso me acalma.

Ao longo desses anos, eu aprendi a te observar. Aprendi a perceber detalhes que antes passavam despercebidos. Aprendi a enxergar o homem incrível que você é, não apenas nos grandes gestos, mas, principalmente, nas pequenas atitudes do dia a dia.

E é ali que mora o amor de verdade.

Nos detalhes.

Nos silêncios confortáveis.

Nas presenças que não precisam ser anunciadas.

É... no fim das contas, depois de tantas voltas, de tantos medos, de tantas reconstruções, a verdade é simples.

Eu só quero você.

Por toda a minha vida.

Feliz 15 anos para nós.

Te amo incondicionalmente.

Sempre é sempre.

Em 2026 eu renasci. Um renascimento saudável, consciente. Os desafios dos últimos três anos me ensinaram muito e mostraram que ainda estou no campo de batalha, aprendendo, resistindo e seguindo em frente. Mas agora carrego algo diferente dentro de mim: a certeza tranquila de que, passo a passo, tudo vai se ajustar e ficar bem.

Ela teve muitos distúrbios psicológicos ao longo de mais de 40 anos, com meu pai.

Método P.A.S.S.O.

Por Eduardo Volpato

Durante anos ouvi a mesma frase antes de decisões importantes:

“Vou colocar isso em oração.”

Mas uma pergunta sempre permaneceu em meu coração:

Como, na prática, colocamos uma decisão em oração?

A Bíblia apresenta princípios claros para discernir a vontade de Deus, mas eles normalmente são ensinados de forma isolada. A partir desse entendimento nasceu o Método P.A.S.S.O., uma metodologia que organiza esses princípios em um processo simples, bíblico e aplicável para decisões da vida, da liderança, dos negócios e do ministério.

O P.A.S.S.O. não substitui a oração.

A oração não é uma das letras do método porque ela é o ambiente onde todas as etapas acontecem.

A metodologia é composta por cinco perguntas:

P — Palavra
Esta decisão está de acordo com a Bíblia?

A — Alinhamento
Esta decisão está alinhada com o propósito de Deus para minha vida?

S — Sabedoria
Pessoas espiritualmente maduras confirmariam este caminho?

S — Shalom
Existe paz produzida por Deus ou apenas ansiedade para decidir?

O — Obediência
Estou disposto a obedecer ao que Deus revelou, mesmo que essa não seja a resposta que eu esperava?

O P.A.S.S.O. parte de uma convicção simples:

Deus normalmente forma nossas decisões antes de revelar suas respostas.

Por isso, a vontade de Deus raramente é descoberta em um único momento. Ela costuma ser confirmada quando a Palavra, o Alinhamento, a Sabedoria, o Shalom e a Obediência caminham juntos, sempre dentro de uma vida de oração.

O Método P.A.S.S.O. é uma sistematização desses princípios bíblicos para auxiliar pessoas a discernirem decisões com mais clareza, maturidade espiritual e fidelidade a Deus.

“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça-o em todos os seus caminhos, e Ele endireitará as suas veredas.”
Provérbios 3:5–6

*5 Anos do Ravi*

Cinco voltas o sol já deu
Desde que o Ravi apareceu
Cinco vezes mais travessura
Cinco vezes mais ternura

Tem energia de cometa
Sorriso que desmonta dieta
Corre, pula, faz bagunça
E a casa inteira balança

Que tenha bolo, brigadeiro
Presente, abraço verdadeiro
E que o fim da festa seja só
O começo de mais um sonho bom

Parabéns pro Ravi!
Que a vida seja quintal grande
Pra caber toda a alegria que é só dele.
(Saul Beleza)

Quando fiz sete anos de idade o meu avô me falou que o Colonialismo era o mal do mundo. Na maturidade, aprendi sobre o Colonialismo interno. Na contemporaneidade, aprendi que o Colonialismo tem uma infinidade de desdobramentos inimagináveis.

Pretensão é querer mudar o planeta em um espaço de uma vida de cem anos, planeta que existe e vem mudando por si só há milhões de anos.

A vida não acaba com a sua morte, ela continua.


Você não tem apenas 80 anos, você tem bilhões de anos, porque a vida é algo que transcende o tempo e o espaço.


Eu morro, mas continuo aqui. Estou sempre aqui, porque não sou apenas um corpo, uma matéria. Sou a vida que habita dentro deste corpo e dentro de bilhões de outros corpos. A vida é uma força contínua, e enquanto houver vida, ela continuará. Eu sou a vida se multiplicando, se renovando, se transformando em diferentes corpos ao longo do planeta e do universo.


A vida é um fluxo eterno, e eu sou uma parte desse fluxo que nunca se acaba.

Construir demora anos; destruir não leva nem um minuto, mas se sua construção é forte, nem o tempo destrói.

Meses atrás voltei, depois de tantos anos, àquela cachoeira onde tudo aconteceu. As águas pareciam sussurrar minha história, e meus olhos se encheram de lágrimas ao perceber como Deus, em sua infinita bondade, me concedeu uma segunda chance, eu, que jamais me senti digno de algo tão grandioso.

Há feridas que doem por anos, mas ensinam em segundos.