25 anos
Passei anos procurando um sentido para a minha dor.
Depois compreendi algo ainda mais triste:
Talvez o sentido nunca tenha existido.
Talvez sejamos apenas viajantes tentando convencer a nós mesmos de que a estrada leva a algum lugar, porque admitir o contrário seria pesado demais para suportar.
- Tiago Scheimann
Uma relação de dois anos me mostrou muita coisa,
Descobri por quê os dois meses da minha nova relação são mais ricos e profundos,
O segredo não está na longevidade, ele mora na intensidade proposta e vivida no dia a dia.
NÃO CRIE SEUS FILHOS PARA PRECISAREM DE VOCÊ PARA SEMPRE
“Passei muitos anos querendo proteger meu filho de tudo que pudesse feri-lo. Até entender que meu verdadeiro dever não era impedir suas quedas, mas amá-lo de um jeito que, quando eu não estivesse mais aqui, ele ainda encontrasse forças para se levantar.”
— Goreth, personagem
Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
“Passei tantos anos tentando descobrir qual era o caminho certo que quase envelheci parado diante das encruzilhadas.
Foi então que percebi: algumas escolhas vão nos ferir, outras vão nos atrasar, e algumas nos levarão para lugares que jamais pretendíamos conhecer.
Mas até um caminho errado pode nos ensinar alguma coisa.
O único caminho que nunca leva a lugar algum é aquele que não tivemos coragem de começar.”
— VELHO ANTONY
Fragmentos de THE MOEDARA PROTOCOL
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc
O Eco dos Anos
No limiar da meia-noite, o calendário curva-se novamente,
dissolvendo um ano em fumaça fina que escapa entre os dedos.
Não é o tempo que foge; é o eco que persiste.
Gestos repetidos como versos de poema gasto,
pensamentos sulcados na alma,
conversas nascidas velhas, pesadas pelo não dito.
Somos espelhos rachados.
Nelas reflete o mesmo espírito:
felicidade oca em dias cinzentos,
palavra de dicionário que evade a pele.
Buscamos reflexos polidos, amores distantes,
palavras que enchem o silêncio sem tocá-lo.
Num descuido ou graça súbita,
abrimos a porta da casa interior.
Ali, o caos negado: silêncios empilhados como móveis quebrados,
sorrisos mofados no escuro,
danças paradas no meio do giro.
As máscaras fundiram-se à carne.
Não sabemos onde acaba a encenação
e começa o real.
Avarentos com o coração, sabotamo-lo
por uma longevidade ilusória,
adiando o encontro essencial
como se a morte negociasse prazos.
Vivemos à espera — do fim do dia, do brinde vazio,
da distração que cala a voz insistente:
a vida não avisa o fim.
Quando a poeira baixa,
o novo ciclo surge não como promessa,
mas pergunta austera:
será possível, num lampejo lúcido,
acolher os cômodos vazios da alma?
Nesta virada, dispense jantares fartos e sorrisos falsos.
Chame-me apenas — para saber se estou bem.
Chame para a reciprocidade nua,
para aprender, devagar, empatia, generosidade, resiliência —
e as palavras que brotam no caminho, sem performance.
Voltemos ao templo que somos:
casa de sentimentos em pedra antiga e luz trêmula.
Com mãos lentas, sem julgamento,
varramos o ressentimento cristalizado,
lavamos janelas embaçadas,
deixamos o vento renovar.
Que nossas verdades ecoem no outro,
vulnerabilidade vire ponte de mãos estendidas.
Não reerga o edifício todo.
Entreabra uma janela,
deixe a luz cortar a poeira,
lembre: dançar é possível
entre escombros, peito partido,
eco persistente.
Que o templo seja morada, não prisão.
Ao limpá-lo, na poeira e luz tímida,
encontremos o espaço onde a reciprocidade inspire
Que os anos traga não felicidade premiada,
mas honestidade à criatura teimosa
que, apesar de tudo, escolhe estar...
Ysrael Soler
"Levou anos para eu descobrir que o 'nada' que sei hoje é, na verdade, infinitamente maior do que tudo o que eu achava que sabia lá atrás."
Não deixe ninguém acabar com o que você levou anos para construir. E isso não tem nada a ver com bens materiais — tem a ver com você.
Depois dos 40 anos, a única certeza que você tem é de que não sabe como chegou tão rápido até aqui. Mas você reconhece cada passo, cada lágrima, cada resposta e pergunta que ouviu; sabe das mágoas, das marcas — e ninguém, absolutamente ninguém, vai mudar isso.
Talvez amanhã,
ou depois de amanhã,
mais tarde,
qualquer dia,
daqui a dois ou três anos,
nós nos veremos de novo.
Nós amaremos novamente,
seremos dois loucos lutando contra o mundo, o tempo, a vida, a realidade seca e as palavras que fazem doer.
Talvez hoje eu chore, sinta saudades, sinta remorso e arrependimento por ter soltado sua mão, dito que não te amava, que não te esperava, por causa de míseras palavras bobas que saíram da sua boca.
Reconheço meu erro. Reconheço que éramos dois, éramos um, e agora só restou uma história linda que acabou no começo — no começo de um “oi”,
de um “tô do seu lado”, que pulou para um “eu te amo” e acabou em um “enfim”.
E acabou em uma madrugada de quarta-feira, sem muita cerimônia, sem muitas palavras. Só um toque soberbo, uma palavra e um adeus.
Adeus...
Enquanto o mundo insiste em calcular os anos, eu me perco no mistério do seu charme natural; pois o amor não conta o tempo de uma vida, mas reconhece a alma que aprendeu a florescer com o tempo.
Desvie de obstáculos, esteja em torre de vigia, não permita que eles destruam o que demorou anos para construir.
Passei anos tentando fazer meu quadro caber em uma moldura que mudava diariamente de acordo com o seu humor. Quando algo passava da marge, eu cortava sem pensar duas vezes.
Pretensão é querer mudar o planeta em um espaço de uma vida de cem anos, planeta que existe e vem mudando por si só há milhões de anos.
A vida não acaba com a sua morte, ela continua.
Você não tem apenas 80 anos, você tem bilhões de anos, porque a vida é algo que transcende o tempo e o espaço.
Eu morro, mas continuo aqui. Estou sempre aqui, porque não sou apenas um corpo, uma matéria. Sou a vida que habita dentro deste corpo e dentro de bilhões de outros corpos. A vida é uma força contínua, e enquanto houver vida, ela continuará. Eu sou a vida se multiplicando, se renovando, se transformando em diferentes corpos ao longo do planeta e do universo.
A vida é um fluxo eterno, e eu sou uma parte desse fluxo que nunca se acaba.
Construir demora anos; destruir não leva nem um minuto, mas se sua construção é forte, nem o tempo destrói.
Esta é a minha história, uma jornada de descobertas e crescimento.
Ao longo dos anos, eu aprendi que a vida é cheia de desafios e oportunidades, e que é importante nunca desistir de nossos sonhos.
" Uma Flor no meio do Obstáculos
Momentos
A vida não se mede em anos,
mas nos instantes que tocam o coração.
Na mesa compartilhada, no riso solto,
no abraço que cura sem explicação.
Amizades chegam, outras mudam,
a família cresce, se transforma, se refaz.
Cada ano é um novo desenho do tempo,
nada igual ao ontem, tudo aprendizado de paz.
Tudo passa — é verdade.
As dores, as festas, os dias difíceis também.
Mas fica a força que nos sustenta,
e a fé que nos faz ir além.
O segredo da vida é simples e profundo:
saber estar inteiro no agora,
guardar momentos como quem guarda luz,
e agradecer — hoje, antes que vire memória.
Porque a vida é feita de momentos únicos,
e amar é o jeito mais bonito de viver.
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