25 anos
Foram anos de solidão aflição e angústia procurando uma saída e as setas me indicavam caminhos incertos.
E Deus nunca me abandonou.
Cada vez que eu tropesava ele me segurava.
Cada vez que eu quebrava.
Ele me consertava.
Nunca estive só.
Sonia Solange da Silveira
Poetisa do cerrado
O tempo vai passando e consumindo nossos segundos, minutos, horas,dias meses e anos.
Perdemos a beleza, a juventude,muitas vezes o ânimo, a energia...
Mas até o ultimo segundo de nossas vidas, não podemos perder a fé,a perseverança, a esperança, os sonhos e principalmente o amor que ainda existe dentro de nós.
Portanto independentemente do tempo que nos resta, podemos viver, com amor, uma eternidade !
FORTALEZA - 300 ANOS - Homenagem
Fortaleza completa agora, trezentos anos, e como é bom ser uma parte de sua história, as paredes do nosso tempo, atravessamos… o seu teto infinito e estrelado, assistiu o meu primeiro choro quando nasci, testemunhou dos meus primeiros passos às quedas que algumas vezes vida à fora, sofri… Depois, toda minha trajetória nesta cidade que com amor, cada filho meu recebeu, eles cresceram e bateram as suas asas, no meu canto permaneci, aplaudindo suas vitórias! E sempre percebendo o quanto Fortaleza, também cresceu.
Conheci tantos lugares! Tantas outras cidades do meu Brasil, tantos voos e paisagens que não me pertenciam, alguns dos sonhos que alimentei bem ousados, carregados de loucas fantasias, irreais, sonhos desenraizados! Nada seria em definitivo, foram pousos e estadias com um tempo mentalmente determinado… os nossos destinos, hoje sei; Totalmente predestinados.
Em alguns dos voos, na maioria fui feliz, outros voos com algum propósito, ou muitas desilusões, por este mundo à dentro, tropecei nos íngremes caminhos em busca de uma fúlgida felicidade, porque algumas certezas, só alcançamos (alcancei) com o passar dos anos, mas sempre, sempre, por onde fui, o meu amor pela minha terra, os meus pensamentos, sempre do tamanho da minha saudade na mesma dimensão de Fortaleza, a minha querida cidade!
Fortaleza de mar imenso, esplêndido! Feito a poesia viva com suas ondas jogadas pelas areias quantas vezes testemunhando as minhas loucuras, e também realizações e inesquecíveis alegrias… Fortaleza banhada de sol à iluminar o brilho nos olhares dos sonhadores, dos poetas, dos seus ilustres filhos, e dos bravos pescadores.
Fortaleza, à acalorar a vontade de vencer, de viver, e dentro de mim, nunca morreu essa profunda conexão, das coisas que construí e de alguns sonhos que eu mesma por inexperiência destruí, e assim fui construindo as minhas memórias, traçando os meus caminhos, no seu chão… e por onde eu andei, foi sempre para ti que quis voltar, e aqui quero enquanto viva ficar… e aqui morrer. Guardo de ti minha Fortaleza esplêndida, as melhores coisas que já vivi, as tuas ruas, os teus recantos, conheço e caminharia de olhos fechados, o que foi antigo e o que foi modernizado.
Aqui todo meu sentimento de gratidão e amor, quando te vejo em fotografias e te penso de longe, é sempre para você minha cidade amada, que eu quero voltar, aqui onde a lua cheia tem mais brilho, onde o mar é mais azul, e a linha do horizonte aponta lugares, eu até quero conhecer, porém sei que aqui é o meu melhor lugar, prometo à minha alma, Fortaleza, que nunca nunca irei te deixar.
Ah,tempo!
Como deixei enganar me por você !
Aos dez anos pensei que seria melhor aos vinte,aos vinte,pensei que os trinta seria o ápice.
Aos quarenta ainda pensei que havia tempo,aos cinquenta o espelho retrovisor me mostrava os dez,os vinte,os trinta e as rugas.
Aos sessenta não sei se te usarei ao meu favor porque entendi que não está ao meu dispor.
O que me resta,tempo,pois passei a vida toda a te perder?
Zuzu Fontes
Passei anos tentando descobrir quem eu era. Hoje desconfio que a pergunta mais honesta nunca foi essa. A verdadeira pergunta é: o que em mim ainda espera a coragem de ser vivido?
"A vida não se mede pelos anos que atravessamos, mas pelas verdades que descobrimos enquanto caminhamos."
No espelho dos anos vejo rugas acompanhada de boas lembranças, de mãos dadas correm juntas e sorriem com juízo de adulto e o bom humor das crianças
Passei os últimos anos interpretando um papel: o de alguém que superou, que esqueceu e que, finalmente, seguiu em frente. Mas hoje, a máscara caiu. Ver você agora, seguindo a sua vida e construindo o seu caminho, me fez perceber que falhei miseravelmente na missão de te arrancar de mim. Antes de tudo, me perdoa por te incomodar mais uma vez. Sei que não tenho esse direito e te peço sinceras desculpas por reaparecer assim, mas eu precisava ser honesto com você e comigo mesmo.
Não importa quem passe pelos meus dias ou o quanto eu tente me distrair nos silêncios; meu coração sempre encontra um atalho para voltar ao mesmo pensamento: você. O que vivemos não foi um capítulo passageiro; foi algo que se enraizou na minha alma de um jeito que nem o tempo, nem a distância conseguiram apagar. Reconheço hoje, com toda a clareza, que a culpa de não estarmos mais juntos foi inteiramente, total e exclusivamente minha. Eu falhei com você de formas que hoje me assombram; eu errei onde deveria ter sido porto seguro, e carrego o peso amargo de saber que o que perdemos não foi obra do destino, mas fruto direto e cruel dos meus próprios tropeços, da minha imaturidade e do meu egoísmo.
Se eu pudesse voltar ao passado, se houvesse qualquer maneira de reescrever a nossa história ou mudar cada atitude errada que tomei, eu o faria sem hesitar. Daria tudo o que tenho para voltar ao tempo em que tínhamos tudo, apenas para não ter te perdido por minha causa.
Desde que você se foi, algo em mim se apagou definitivamente. A verdade mais triste que carrego — e a maior prova do vazio que você deixou — é que eu nunca mais sorri daquela forma leve e verdadeira como eu sorria quando estava ao seu lado. Aquele brilho nos olhos e aquela alegria que transbordava eram reflexos da sua presença na minha vida; sem você, o meu sorriso tornou-se apenas uma máscara social, uma sombra sem vida e sem alma do que já foi um dia.
Dizer isso hoje pode parecer uma loucura ou uma recaída egoísta, e novamente te peço perdão por invadir o seu espaço. Mas a verdade é que, para mim, nada mudou. O amor que eu sinto ainda guarda o mesmo fogo e o mesmo lugar sagrado. Talvez você não saiba, mas saiba agora: você foi, e continua sendo, a minha maior inspiração. É por sua causa, e pelo que ainda sinto, que hoje consigo encontrar palavras e força para escrever estes textos românticos e sinceros; você desperta em mim uma sensibilidade que ninguém mais consegue tocar.
Como prova desse sentimento que não morre, aceite que eu abra mão de qualquer resto de orgulho para reafirmar: eu fui o único e absoluto culpado pelo nosso fim. Eu não soube cuidar do que era mais precioso, e hoje vivo com a certeza de que perdi a melhor parte de mim por erros que foram só meus. Dói aceitar que eu nunca tive, e sei que nunca terei, uma segunda chance. Carrego o peso de saber que eu tive o mundo nas mãos e o deixei escorregar pelos dedos. Aceito que essa ausência de uma nova oportunidade é a consequência direta do que eu mesmo causei.
Se algum dia você olhar para trás e se perguntar se ainda existe alguém que te espera com a mesma intensidade, que te guarda como o único tesouro real que já possuiu... a resposta sempre será sim. Meu amor por você é a única constante em um mundo que não para de mudar.
Escolhi o dia de hoje para confessar isso porque o mundo celebra o seu nascimento, mas eu celebro o privilégio de ter conhecido a sua essência. Parabéns por ser essa mulher extraordinária. Mais uma vez, peço que me perdoe por desabafar em uma data que deveria ser só de alegria para você. É um egoísmo meu não conseguir guardar esse peso no peito justamente hoje.
Amar alguém de verdade é deixá-la ser feliz. Às vezes, a gente pensa que amar é viver com a pessoa para sempre, mas nem sempre a vida permite que o amor cure o que os meus erros estragaram. O amor verdadeiro não morre; ele se transforma em memória e respeito. Você sempre será o meu primeiro, único e eterno amor. Aprendi da forma mais dolorosa que o amor da nossa vida nem sempre é quem fica ao nosso lado, mas sim quem nos marca para sempre.
Me perdoa por tudo. Me perdoa por ter percebido o valor da sua luz somente quando me vi na escuridão que eu mesmo criei. Me perdoa por ainda te amar assim. Siga o seu caminho com a certeza absoluta de que a culpa foi inteiramente minha, mas que o meu carinho, a minha admiração e o meu amor por você são imutáveis e eternos.
Feliz aniversário, meu eterno grande amor.
Eu sou apenas uma menina, nada, além disso, posso ter 100 anos, mas serei apenas uma menina, aquela que a infância fora roubada, e a imaginação recriada, desfiz toda a dor da infância e a adiei como sempre... Para mais tarde! – E o tarde chegou!
Eu sei que tenho problemas psicológicos, mas sei que de todos os fiascos que já passei é apenas uma questão de reflexão, talvez a loucura faça parte de mim, ou eu... Simplesmente faço parte da loucura.
Existe alguém aqui que seja são?
Tatyane Nicklas
A CASA DO CAMINHO E O NASCIMENTO DA PRIMEIRA IGREJA EM JERUSALÉM.
Entre os anos 34 e 35 da era cristã, logo após a ascensão de Jesus Cristo aos planos superiores, delineia-se um dos momentos mais decisivos da história espiritual da humanidade. Não se trata apenas de um episódio histórico, mas de uma transição ontológica profunda, na qual o ensino direto do Mestre cede lugar à responsabilidade viva dos discípulos. Nesse intervalo singular, emerge a chamada Casa do Caminho, núcleo inaugural da primeira igreja em Jerusalém, constituindo-se como expressão concreta e operante da Boa Nova.
Os quarenta dias posteriores à crucificação possuem densidade espiritual ímpar. Nesse período, o Cristo ressurgido não apenas consola os corações aflitos, mas realiza uma obra de reorganização psíquica e moral em seus seguidores. Suas manifestações assumem caráter pedagógico, fortalecendo a fé, dissipando o temor e preparando os discípulos para a autonomia espiritual. Sem essa intervenção metódica, o movimento nascente sucumbiria à dispersão, diante das pressões religiosas e políticas do contexto. Há, portanto, um cuidado estratégico e providencial na forma como o Cristo conduz a transição de sua presença física para a atuação invisível.
Após a despedida no Monte das Oliveiras, conforme descrito em Atos 1:11, os discípulos retornam a Jerusalém e se reúnem no cenáculo, tradicionalmente associado à última ceia. Ali se encontram Simão Pedro, João, Tiago, além de Maria e outros membros do círculo íntimo do Mestre. Esse agrupamento constitui o embrião de uma comunidade espiritual organizada, sustentada por vínculos de fé e compromisso moral.
É nesse ambiente que se configura a primeira manifestação da Casa do Caminho. Sob a coordenação inicial de Pedro, o grupo estabelece encontros regulares marcados por oração, cânticos, leitura das Escrituras e rememoração sistemática dos ensinamentos do Cristo. Surge, então, a fraternidade conhecida como “os do caminho”, expressão anterior à designação “cristãos”, adotada posteriormente em Antioquia.
A Casa do Caminho não se restringia a um espaço físico. Era uma instituição dinâmica, integral e profundamente funcional. Operava como escola espiritual, posto de socorro, abrigo, oficina e núcleo de culto. Ali se exercia a caridade concreta, com partilha de alimentos, vestimentas e cuidados aos enfermos, além da manifestação de dons espirituais. Essas ações, porém, não eram fins isolados, mas instrumentos pedagógicos para a transformação moral. O auxílio material tornava-se via de acesso ao despertar da consciência.
Tal metodologia revela compreensão avançada da psicologia humana. O socorro imediato criava abertura para a assimilação dos valores espirituais. A caridade não era apenas virtude, mas método de elevação gradual do ser.
À medida que a reputação da Casa do Caminho se expandia, crescia o número de adeptos. O ambiente moralmente elevado atraía tanto necessitados quanto buscadores de sentido existencial. Consolida-se, assim, a primeira igreja de Jerusalém, não como instituição dogmática, mas como organismo vivo de fraternidade.
Essa realidade é descrita na obra Paulo e Estêvão, onde se observa o intenso movimento de assistência e a organização progressiva da comunidade cristã primitiva.
No que se refere à liderança, embora Pedro exercesse a coordenação prática, registros indicam Tiago, o Justo como dirigente formal da igreja em Jerusalém, conforme relatos preservados na História Eclesiástica. A liderança apresentava caráter colegiado, sendo Pedro, Tiago e João reconhecidos como “colunas” da comunidade, segundo Gálatas 2:9.
Outro marco decisivo é o Pentecostes, descrito em Atos 2, interpretado sob a ótica espiritual como manifestação mediúnica coletiva, evidenciando a continuidade da orientação do Cristo por vias invisíveis.
A Casa do Caminho, portanto, não foi apenas o primeiro templo cristão, mas o paradigma da vivência evangélica autêntica. Sua essência residia na integração entre fé, trabalho e caridade, sem formalismos excessivos, mas com profunda substância moral.
Ao revisitarmos esse período, compreendemos que o Cristianismo nasceu como experiência vivida de fraternidade. Antes de qualquer formulação teológica, havia a prática concreta do amor.
E é nesse retorno às origens que surge uma exigência silenciosa e inevitável. Não basta a identificação nominal com o Cristo. Torna-se necessário reconstruir, no íntimo e nas ações, a mesma Casa do Caminho, pois somente aquele que transforma a caridade em prática constante e o Evangelho em conduta efetiva torna-se legítimo continuador da obra iniciada em Jerusalém.
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FREDERICO FIGNER.
Deixou sua casa aos 13 anos em busca de seus ideais e percorreu diversos países até estabelecer-se no Rio de Janeiro, em 1892. Ali fundou a célebre Casa Edison e contribuiu decisivamente para a difusão da máquina de escrever no Brasil. Após seu desencarne, recebeu numerosas homenagens, sendo lembrado pelo jornal “A Noite Ilustrada” como “o mais brasileiro de todos os estrangeiros”, além de filantropo dedicado e protetor dos necessitados.
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“Passei anos acreditando que o amor bastava para esconder o cansaço de um pai que aprendia sozinho a não desmoronar diante dos próprios filhos.”
O celular não sabe que dói. Ele só sabe contar os anos e mostrar de volta, feliz da vida, achando que tá me fazendo um favor.
Aquilo que é óbvio para quem está há vinte anos na empresa, raramente é óbvio para quem chegou hoje.
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