Vozes
Sinto falta das vozes de crianças correndo na rua. Da minha criança que correu e ficou jovem. Sinto falta do cheiro de menina, falta do grande aconchego com os pais.
Nada ou tudo, tantas vozes tanto de eu, tanto pra ser dito e tanta inconstância interior, tanto dentro de um mesmo mundo como que se fizesse sentir pelo mundo inteiro, não é qualquer coisa, pode parecer pouco, mas compreende muito de um todo, pode significar pouco, mas pra quem vive é, e sempre será uma grande parte de muito.
Silencio, silencio, silencio
Tudo que escuto destas vozes pertubadoras
Como um espelho refletindo meus medos
Como um oceano me levando em ondas as profundezas
Silencio, sim eu posso escuta-los
Estão por toda parte, silencio
Um calafrio repentino bateu na pele
A janela se abriu, o vento jogou minhas frases ao chão
As melodias voaram por um instante no ar
Silencio, me condenaram a falar ao meio do nada
Silencio, escute-me em segredo
Ah mais de uma maneira de ouvir minha voz silenciosa
Ah mais de uma maneira de me amar quando minha voz se nega a sair
Me ouça ou perecerei em silencio
Vozes insanas, barulhos insanos, multidões insanas
parece que estou numa encruzilhada
medos absurdos, pânico absurdo, ansiedade absurda
não sei como suporto essas pressões e cobranças
O temor aparece dizendo olá
me deixa nervosa e alterada
andando loucamente para lá e para cá
percebo que estou agora descontrolada
Balanço a cabeça pra ver se some
os pensamentos destrutivos em minha cabeça
que é são um massacre e que me consomem
tenho que ser forte antes que eu esqueça
Eles não compreendem o que sinto
acham que é brincadeira, só pra chamar a atenção
isso é desgostoso, não minto
minha parceira de lágrimas é a depressão
Então prefiro, de tudo e de todos, me excluir
que é pra não me olharem com repugnância
minha fortaleza vou aos poucos construir
com coragem e sem ignorância
Não tenho tic-tics porque quero
nem manias porque desejo
enfrentar isso é o que espero
não vou ser fraca, eu prometo
Mas ainda quero ser só
até encontrar alguém que entenda
sem ficar com peninha, nem com dó
que com o meu amor e comigo, se comprometa
São as vozes do silêncio que ecoam na madrugada e levam-me em segundos a um mundo que grita e chora, implorando paz !
Gosto de olhares que brilhem
Sorrisos que contagiem
Vozes que acalmem
Mãos que transmitem energias positivas
Abraços que confortem
Presenças que sejam insubstituíveis!
Essa vozes me perseguem
Como a mente de um culpado
Elas são muitas
Gritando todas ao mesmo tempo
A incerteza, o medo, a depressão
Todas estas, na minha cabeça invade
''Não é bonita ! Não serve pra isso !
Não serve nem pra aquilo !
Seus sonhos são estúpidos
Magra demais
Problemática demais
Demais ! Demais ! Demais !
São pensamentos âncoras
Querendo me puxar para baixo
Me afundar
Mas mesmo com tudo isso
Encontro forças em alguém
E essas vozes derrepente vai silenciando
Até finalmente sumir
Me torno mais forte
Consigo a coragem para enfrentar
Então, obrigada
Obrigada a todos os sentimentos maçantes
E pensamentos torturantes
Pois essa minha força e coragem é maior
Maior que tudo e todos
Vagando pelas ruas desertas durante a madrugada, percebo que a escuridão me atormenta. Ouço vozes, escuto gritos enfurecidos pedindo por ajuda. Percebo que o que eu via e ouvia, era o que se passava dentro de mim.. Gritei, chorei, pedi ajuda mas ninguém me ouvia.. Todos me olhavam e se perguntavam se era verdade o que descobriam. A menina da roupa preta, do rímel borrado pelo choro, dos fones de ouvido, a mesma menina do passado, a sombria, a fria, a decepcionada, a confusa, a entediada, para muitos a esquisisita. Essa menina sou eu.
PAPAI NOEL
Sidney Santos
Noite de toda gente
Estrela ao longe reluz
Sorrisos e vozes contentes
Trenó que a paz conduz
Brilho que traz amor
Tempo de pura magia
Cirandas em dourado anel
Voltas de amor, em poesia
Em vivas ao Papai Noel!
Santos, 25 dezembro de 2012
Poeta Dos Sonhos
- Os sentimentos que no silêncio se revelam, sobre vozes se constroem e tudo que é mudo, na verdade é dito como silêncio inquieto de almas desesperadas.
Eu sonhei um sonho
Houve um tempo em que os homens foram gentis
Quando suas vozes eram macias
E suas palavras convidativas
Houve um tempo em que o amor era cego
E o mundo era uma canção
E a canção era entusiasmadora
Houve um tempo e tudo deu errado
Eu sonhei um sonho, dias atrás
Quando a esperança era grande e a vida valia a pena
Sonhei que o amor nunca morreria
Sonhei que Deus seria bondoso
Então eu era jovem e sem medo
E sonhos foram realizados, utilizados e desperdiçados
Não houve preço a ser pago
Nenhuma canção não cantada nenhum vinho não saboreado
Mas os tigres vêm à noite
Com suas vozes macias como o trovejar
Como se eles acabassem com sua esperança
Enquanto eles transformam seu sonho em desgraça
Ele dormiu um verão ao meu lado
Ele preencheu meus dias com infinitas maravilhas
Ele alcançou minha infância, com seus largos passos
Mas ele foi embora quando o outono chegou
E ainda sonhei que ele voltaria para mim
Que iríamos viver nossos anos, juntos
Mas há sonhos que não podem acontecer
E há tempestades não podemos resistir
Eu tive um sonho de como minha vida seria
Diferente deste inferno que estou vivendo
Agora é diferente do que parecia
Agora a vida matou o sonho que sonhei
O sonho, o sonho que sonhei
“E lá de foram os três, nos trinques, seus passos e vozes ressoando nas escadas. Animados pela promissora sensação de estarem no limiar do futuro, típica noite de sábado. Uma espécie de antegozo eufórico, como se o resto de suas vidas estivesse pronto para se desenrolar.”
CANÇÃO INESQUECÍVEL
Quando as luzes se apagam
Cessam as vozes na avenida
Tornam-se receosos os pensamentos
E recordo-me a canção.
Toques de saudade
Notas de paixão
Somente ouço com atenção
A melodia da minha odiamada canção.
Para alguns pode ser loucura
Para outros um terrível mal
Para nós alívio
E um segredo eterno e mortal.
Ao amanhecer lembrarei da clave,
Da colcheia , do retornelli
Nessa amplitude em dois tempos enlouqueço
No entanto no meu desencanto, desta canção eu não esqueço.
