Vozes
Somos o ventre do mundo
Hoje nos lembramos do quanto somos capazes. Hoje lembramos das vozes que foram silenciadas ao longo da história, muitas vezes de forma cruel. E, ainda assim, resistimos. Resistimos porque a força que habita em nós é natural, ancestral, intrínseca ao próprio ato de gerar. Somos o ventre do mundo.
Não aceitaremos mais que barreiras impostas pela desigualdade determinem nosso valor. Não aceitaremos que aqueles que, consumidos por seu complexo de inferioridade, tentam nos dominar ou nos diminuir, continuem impunemente.
A violência contra nós nasce do medo, da incapacidade de reconhecer nosso poder. Mas essa incapacidade não nos define.
Ninguém nos tira o direito de escolher nossos caminhos, de traçar nossas rotas e de chegar aonde decidirmos.
O nosso dia é todo dia. E que a força do nosso ventre continue a gerar coragem, determinação e resistência para conquistarmos aquilo que quisermos.
Nós ocupamos o mundo que é nosso por direito. E seguiremos ocupando, resistindo, criando e transformando.
08 de março, Dia da Mulher.
Nos recantos mais silenciosos da existência, onde o homem se vê despido de todas as vozes do mundo, ali ecoa com clareza a voz de Deus.
A vida se torna chata quando você permite que vozes de sua cabeça
tomem conta daquilo que você é capaz!
Vivemos cercados de vozes,
conselhos e opiniões,
e ainda assim morremos sem jamais
ter ouvido a nossa própria razão em silêncio.
"Depressão é um grito abafado
Pelas vozes de quem diz amar.
É o grito abafado no contorno do
Sorrir.
É um grito abafado de quem perdeu a força para gritar.
É um grito abafado de quem espera um abraço,um afago, um vem cá vamos conservar.
É um grito abafado esperando ouvir EU TE AMO E VOU CUIDAR DE VOCÊ!"
(Nunca esqueça de conversar e ouvir quem você ama).
"Há um riso no rosto, um brilho fugaz,
Entre vozes e grupos, a saudade se faz.
Embora rodeado, o vazio é certeiro:
No meio da gente, o ser continua solteiro."
Roseli Ribeiro
Jardim das Emoções
Quando Flávia Encontrou Bruna
Na sala havia muitas crianças, vozes, movimentos e descobertas acontecendo ao mesmo tempo.
Algumas delas tinham desafios maiores para se comunicar, para compreender ou para se acalmar.
Nem sempre o adulto conseguia estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Flávia era uma dessas crianças.
Autista e não verbal, começava, aos poucos, a dizer algumas palavras.
Em casa, a mãe se dedicava com amor, reforçando cada conquista, cada som, cada tentativa.
O jardim era agitado.
A turma era grande, e os desafios também.
Não era falta de cuidado — era a realidade.
E foi ali que a inclusão aconteceu de verdade.
Bruna percebeu Flávia.
Entendeu seus gestos, esperou seu tempo, segurou sua mão quando o barulho era demais.
Sem precisar que alguém mandasse, ela ajudava.
Enquanto os adultos organizavam o possível, as crianças faziam o essencial:
cuidavam umas das outras.
Com Bruna por perto, Flávia se sentia mais segura.
Arriscava novos sons, novos olhares, novas tentativas.
Pequenos passos, grandes conquistas.
Flávia não estava sozinha.
Ela tinha uma amiga.
E, naquele espaço cheio de desafios, a amizade também ensinava.
"A inclusão não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de profissionais, recursos e políticas públicas reais."
A criança não deve carregar a responsabilidade que é do sistema.
Finalizo minha apresentação com este apelo. A educação inclusiva não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de recursos e respeito à diversidade. Que nosso olhar atento se transforme em ação e luta por uma escola verdadeiramente acolhedora e equitativa."
Quando as vozes do mundo se levantarem injustamente contra você, que tem a Deus como Pai, Ele se Levantará em sua defesa e Lutará ao seu lado contra toda injustiça.
Às vezes é preciso se perder no ruído,
pra achar o sentido há tanto perdido.
Entre telas e vozes, distantes,
encontrei no silêncio, o que é importante.
Como calar as vozes da nossa mente?
Quando morre a mãe da gente, é o momento que a gente entende de verdade que não somos imortais.
É como se caísse a ficha de uma vez por todas que, o colo que só uma mãe pode nos dar, não nos pertencesse mais, mãe é aquela que nos alicerça
E como lidar com o desamparo que maltrata tanto?
Uma vez me questionaram sobre o tempo do luto e quando isso ia passar?
As pessoas só entendem essa dor, quando dói na carne delas.
E não é sobre superar, é sobre resignificar.
A saudade vem , numa terça feira qualquer, as vezes vem num almoço de domingo, ou mesmo numa festa incrível que você só queria a companhia daquela pessoa.
A vida tem que continuar, e continua mesmo, nos primeiros segundos da perda a gente já sente o desabor do luto.
Mas muitas vezes o mundo está a todo vapor e você no meio disso tudo não tem outro caminho a não ser correr junto nessa maratona que é a vida.
Que possamos nos curar das dores silenciadas, das palavras ouvidas, dos julgamentos. Das vezes que dissermos que estava tudo bem e sorria para camuflar a dor.
Das indiferenças, dos pesos, dos julgamentos.
As pessoas não são perfeitas — e eu também não sou.
No mundo, sempre existirão vozes prontas para caluniar, difamar, denegrir e julgar.
Mas, entre tudo isso, eu fiz a minha escolha:
retribuir com gentileza.
Martha.Sil
Mil vozes
Quando o pensamento corre sem destino, mil vozes falam ao mesmo tempo dentro de você.
Não há assunto, não há forma,
só o barulho do que sente demais
e não sabe por onde começar a entender.
Então você para.
Fecha os olhos,
encara o silêncio,
e a meditação vira abrigo.
Não apaga o caos —
mas ensina a escutá-lo
sem se perder nele.
E aos poucos,
a mente desacelera,
o coração encontra ritmo,
e aquilo que parecia confuso começa a respirar.
Meditar não resolve tudo,
mas ajuda
— e às vezes, ajuda muito.
Tão seu, quanto...
Vozes da imaginação gritam comigo pedindo asilo aquela criança que ainda se encontra perdida,
Insisti em molhar as rosas e mesmo assim elas murcharam,
Foi uma tolice parecer vulnerável quando o medo era insuportável,
Eu não sabia que a cada passo dado para trás naquele momento seriam uma projeção para dias melhores no futuro,
Caído no meio das rosas minha armadura começou a ser golpeada tanto pelo sol que se transformou em ouro,
E no acaso da perdição um amor inconfundível tomou conta de mim, logo voltei do inferno com um coração gentil,
Nada é tão seu quando tudo a perder é tão fácil.
Meu coração
Meu peito já foi casa cheia de ecos,
vozes antigas que o tempo não levou, mas desde que você tocou meu silêncio, até o vazio aprendeu
o que é amor.
Você chegou como quem não promete, mas fica…
sem pedir explicação,
e nesse espaço onde antes era ausência, plantou presença
dentro do meu coração.
Te amar não foi cura imediata,
foi processo lento, quase imperceptível, como luz entrando
por frestas pequenas,
até tornar o escuro algo impossível.
Se um dia eu fui feito de nada por dentro, hoje transbordo o que você construiu, porque onde antes só havia vazio, agora existe um “nós”… que nunca existiu.
Brasil e Amazonas: vozes da liberdade
De um povo heroico o brado retumbante
Ecoou no tempo a voz independente
Com o coração livre e triunfante
Ergue-se o Brasil, sublime e ardente
Gigante pela própria natureza.
Ó Pátria Amada, cheia de luz e de grandeza.
Nos teus bosques têm mais vida e fulgores
Nossa vida no teu seio mais amores;
Verás que um filho teu não foge à luta
Pois tu és nossa esperança absoluta
Mostra-te ao mundo em luz resplandecente,
Com fé no futuro e força no presente.
E o meu Amazonas de bravos que doam,
Teus cantos de lendas para sempre ecoam,
Nas paragens da história, o passado
É de lutas e de glórias o teu legado
És tronco viril de um povo bravio,
As tuas paisagens são orgulho do Brasil.
Que os tambores da glória despertem a nação,
Pois viver é destino dos fortes
Ó Amazonas, tu és vida, tu és força e canção,
Rompeu com o Grão-Pará, se tornou o rei do norte
E entre as riquezas que o Brasil encerra,
Tu és tesouro, és jardim sobre a Terra.
Autor: Silvano Pontes
Amazonas em poesias.
"Um diálogo entre o hino Nacional e o hino do Amazonas."
Há momentos em que a vida parece barulhenta demais. São tantas vozes dizendo o que devemos fazer, ser ou ter, que acabamos esquecendo quem realmente somos.
Existem vozes que são como lareiras acesas,
Em noites onde o frio da alma insiste em ficar.
Não trazem sentenças, nem certezas ou grandezas,
Trazem apenas o mel de saber escutar.
------- Eliana Angel Wolf
