Vozes
Congresso Marginal
William Contraponto
As vozes se vendem por moedas gastas,
na mesa dourada que não vê a rua.
Assinam folhas e rasgam promessas,
e o povo assiste, calado, à sua.
Na tribuna, os discursos vazios,
palavras vestidas de falsa razão.
Por trás das cortinas, negócios sombrios,
a pátria leiloada em cada votação.
Congresso marginal, teatro do poder,
onde o voto é moeda e a mentira é lei.
Congresso marginal, palco de perder,
quem acredita sangra outra vez.
Erguem bandeiras que já não tremulam,
são panos de farsa, costura de pó.
E cada silêncio que as ruas acumulem
vira alimento pra quem manda só.
Os olhos do povo carregam cansaço,
mas ainda resistem no peito a lutar.
Pois toda mentira tem fim e tem prazo,
nenhuma muralha é feita pra durar.
Congresso marginal, teatro do poder,
onde o voto é moeda e a mentira é lei.
Congresso marginal, palco de perder,
quem acredita sangra outra vez.
Há um ruído constante no mundo.
Um zumbido de notificações, luzes piscando, vozes comprimidas em telas.
Chamamos isso de conexão.
Mas, quando o silêncio chega, percebemos — há algo que se perdeu entre um toque e outro.
Vivemos cercados de redes: sociais, neurais, digitais, afetivas.
Somos fios, dados, pulsos elétricos viajando por cabos invisíveis.
E, ainda assim, sentimos falta de algo que o Wi-Fi não alcança: o olhar demorado, o riso inteiro, o abraço que não depende de senha.
O perigo, talvez, não esteja nas redes — mas na mente que, sem perceber, se desconecta de si mesma enquanto acredita estar on-line.
Desaprendemos a estar sozinhos, e confundimos presença com visibilidade.
Somos uma multidão em silêncio, cada um falando com seu reflexo.
E, nesse espelho luminoso, o humano se desfoca.
Mas há quem perceba as rachaduras — professores, artistas, pensadores, sonhadores —
que ainda acreditam que pensar é um ato de resistência. Eles caminham entre as redes e tentam tecer novamente o fio do sentido. A reflexão é sobre eles — e sobre nós.
Sobre a mente que precisa se reconectar com aquilo que não se mede em bytes:
a empatia, a escuta, o amor, a presença.
Não é uma revolta contra a tecnologia, nem um lamento nostálgico.
É um convite à consciência.
A lembrar que a rede mais importante ainda é a que se forma entre mentes e corações vivos.
E, talvez, o primeiro passo para isso seja simplesmente pausar.
Respirar.
E se perguntar:
“Em que momento eu me desconectei de mim mesmo?”
Entre vozes de dor
Silenciadas
Em sussurros do vento aos céus
E paredes erguidas em meu peito
Trago no rosto um sorriso
A celebrar a vida
De um amor em flor -Perfeito!
Há vozes que não pedem entrada.
Elas chegam
com a firmeza do que é real.
O que se vê não parece imaginação.
Tem forma, intenção, sentido.
Negar seria ilógico
quando tudo se apresenta
com tanta convicção.
O delírio organiza o mundo.
Costura sinais,
dá motivo aos gestos,
explica o que ninguém explicou.
A alucinação não confunde
ela afirma.
E quem vive isso
não está sonhando,
está experienciando.
O mais difícil
não é perder a realidade,
mas viver em uma
que não é compartilhada.
Nós, que escolhemos nos erguer acima das vozes que tentam nos parar, somos feitos de uma matéria mais nobre. Somos forjados na fornalha da resiliência, temperados pela sabedoria das nossas experiências.
A crítica não guia minha vida, porque meu destino não é decidido por vozes humanas, e sim por um propósito maior.
Insta: @elidajeronimo
Se todas as vozes do mundo pronunciassem meu nome ao mesmo tempo, seria ruído.
Nada além de ruído porque a única voz que me faria existir escolheu o silêncio, e esse silêncio não é ausência é presença esmagando.
Se todos os olhares do mundo me atravessassem como lâminas, eu ainda sangraria a falta que os teus olhos me fazem, não por amor e sim por abandono
Porque você me ensinou a ser vista e depois arrancou o olhar
Se todos os cheiros do mundo tentassem me ancorar na vida, nenhum me impediria de cair, pois só o teu fazia isso, e agora tudo cheira a desprezo
Eu não posso falar da tua história porque ela ainda não foi contada, você é um livro aberto com páginas brancas em excesso e histórias abertas não evoluem, elas sagram sem direção
Eu quis ser amada em voz alta, com exagero na medida certa, não como uma ideia bonita ou historinha de livrinho, quis ser amada com risco, com consequência, com a coragem de quem fica, sem pressa ou pensamentos de um "adeus"
Mas você preferiu me deixar inteira demais para depois me partir em micros pedaços com cuidado, eu nem percebi pois dessa vez não doeu
Mil flores não seriam exagero, seriam tentativas de provar que o amor floresce ainda.
Treze centenas de dias pensando em você, e me desgastei, 1.380 vezes escolhendo não ir embora, 1.380 vezes ficando onde eu já não cabia
Isso não é cálculo, é condenação por ilusão, e se esse número não existir?
E se eu tivesse sofrido por algo que nunca foi real do outro lado?
Posso gritar teu nome no vazio sabendo que ele não responde até porque nunca respondeu? A ciência chama de vácuo
Eu? Eu chamo de você!
Porque tudo o que você deixou não foi saudade, foi um espaço impossível de ocupar sem me destruir por dentro
E o pior não é amar você, é saber, com precisão cruel, que ninguém nunca vai me ferir do mesmo jeito
Não, não entenda que sou feita para ferir quando se sentir mal, não sou seu carrasco
Era pra ser seu abrigo quando tudo estivesse em um embaraço, embora eu não entenda do amor, eu te amei .
A LIÇÃO DE MARTA
Vozes de pranto em Betânia,
a pequena aldeia o luto abateu;
Marta e Maria, soluçando:
“o amigo do meu Mestre faleceu”.
Por que Ele não veio quando eu chamei?
Não consigo entender o que nos fez.
Onde será que está agora
o Cristo poderoso, Rei dos Reis?
Quatro longos dias se passaram,
à pequena aldeia Cristo então chegou.
Prostrada aos Teus pés, ajoelhada novamente,
Marta então falou:
Por que não vieste quando eu chamei?
Não consigo entender o que nos fez;
Lázaro morreu a Te esperar,
ó Cristo poderoso, Rei dos Reis.
Onde foi que o puseram?
A ressurreição e a vida em mim estão.
Marta então falou com refrigério
quando viu a Lázaro ressuscitar.
Cristo nunca tarda, Ele sempre tem
o momento certo para agir,
porque Ele é o Senhor,
da vida o Autor,
o Cristo poderoso, Rei dos Reis.
Cícero Marcos
Vivemos cercados de vozes, urgências e certezas, mas o que mais assusta no homem moderno é a sua dificuldade de permanecer, em silêncio, diante do que sente.
Somos o ventre do mundo
Hoje nos lembramos do quanto somos capazes. Hoje lembramos das vozes que foram silenciadas ao longo da história, muitas vezes de forma cruel. E, ainda assim, resistimos. Resistimos porque a força que habita em nós é natural, ancestral, intrínseca ao próprio ato de gerar. Somos o ventre do mundo.
Não aceitaremos mais que barreiras impostas pela desigualdade determinem nosso valor. Não aceitaremos que aqueles que, consumidos por seu complexo de inferioridade, tentam nos dominar ou nos diminuir, continuem impunemente.
A violência contra nós nasce do medo, da incapacidade de reconhecer nosso poder. Mas essa incapacidade não nos define.
Ninguém nos tira o direito de escolher nossos caminhos, de traçar nossas rotas e de chegar aonde decidirmos.
O nosso dia é todo dia. E que a força do nosso ventre continue a gerar coragem, determinação e resistência para conquistarmos aquilo que quisermos.
Nós ocupamos o mundo que é nosso por direito. E seguiremos ocupando, resistindo, criando e transformando.
08 de março, Dia da Mulher.
Nos recantos mais silenciosos da existência, onde o homem se vê despido de todas as vozes do mundo, ali ecoa com clareza a voz de Deus.
A vida se torna chata quando você permite que vozes de sua cabeça
tomem conta daquilo que você é capaz!
"Depressão é um grito abafado
Pelas vozes de quem diz amar.
É o grito abafado no contorno do
Sorrir.
É um grito abafado de quem perdeu a força para gritar.
É um grito abafado de quem espera um abraço,um afago, um vem cá vamos conservar.
É um grito abafado esperando ouvir EU TE AMO E VOU CUIDAR DE VOCÊ!"
(Nunca esqueça de conversar e ouvir quem você ama).
Quando as vozes do mundo se levantarem injustamente contra você, que tem a Deus como Pai, Ele se Levantará em sua defesa e Lutará ao seu lado contra toda injustiça.
Como calar as vozes da nossa mente?
Quando morre a mãe da gente, é o momento que a gente entende de verdade que não somos imortais.
É como se caísse a ficha de uma vez por todas que, o colo que só uma mãe pode nos dar, não nos pertencesse mais, mãe é aquela que nos alicerça
E como lidar com o desamparo que maltrata tanto?
Uma vez me questionaram sobre o tempo do luto e quando isso ia passar?
As pessoas só entendem essa dor, quando dói na carne delas.
E não é sobre superar, é sobre resignificar.
A saudade vem , numa terça feira qualquer, as vezes vem num almoço de domingo, ou mesmo numa festa incrível que você só queria a companhia daquela pessoa.
A vida tem que continuar, e continua mesmo, nos primeiros segundos da perda a gente já sente o desabor do luto.
Mas muitas vezes o mundo está a todo vapor e você no meio disso tudo não tem outro caminho a não ser correr junto nessa maratona que é a vida.
Que possamos nos curar das dores silenciadas, das palavras ouvidas, dos julgamentos. Das vezes que dissermos que estava tudo bem e sorria para camuflar a dor.
Das indiferenças, dos pesos, dos julgamentos.
As pessoas não são perfeitas — e eu também não sou.
No mundo, sempre existirão vozes prontas para caluniar, difamar, denegrir e julgar.
Mas, entre tudo isso, eu fiz a minha escolha:
retribuir com gentileza.
Martha.Sil
