Vou Tentar
Vou de casa pro trabalho
Do trabalho vou pra casa na moral
Sem zoeira, sem balada, sem marola
Sem mancada, eu tô legal
Jack
Vou lhes contar a história de Jack
O mais famoso vigário.
Que leva consigo histórias de romance e terror
Famoso por ter sorte até no azar.
Iludindo a pobre filha do banqueiro
Mas veja o karma a voltar
Apaixonada pela mulher que engana
Mas o plano tem que continuar
Uma noite de festança
Com bebidas e moças
Quando viu já era tarde demais
Viu se amada sair em prantos para longe demais
No dia seguinte viu sua cabeça sendo caçada,
O banco havia sido levado,
Sem entender o porquê estava sendo procurado.
Mas percebeu algo esquisito
Pq a filha do banqueiro havia sumido?
“Às vezes escrevo com seriedade em outras falo brincando, também uso de ironia e digo o que vou pensando. Tem dia que a gente se confunde, e neles a memória falha e aí enxerga um incêndio num simples fogo de palha. Misturo realidade com ilusão, ficção com emoção, juvenil com senil. Tem horas que a trova não sai; tento rimar porta com taramela quando seria tão fácil assimilar com janela. Abandonei a escrita dos livros e migrei para as frases e pensamentos breves com conteúdos nem sempre leves. Livro o leitor folheia, observa o título e a capa, mas a compra não entra na etapa. Na frase tudo é mais enxuto, quando bate o olho já consumiu o produto.”
Se o mundo ficar pesado, eu vou pedir emprestado a palavra POESIA.
Se o mundo emburrecer, eu vou rezar pra chover palavra SABEDORIA.
Se o mundo andar pra trás, vou escrever num cartaz a palavra REBELDIA.
Se a gente desanimar, eu vou colher no pomar a palavra TEIMOSIA.
Se acontecer afinal, de entrar em nosso quintal a palavra TIRANIA...
...Pegue o tambor e o ganzá, vamos pra rua gritar a palavra UTOPIA.
Não importo com o que você pensa de mim, isso não muda quem sou, como vou agir e pensar.
Quem eu sou, quem eu carrego, só diz respeito a mim, a minha consciência.
andeja
minha poesia é onde vou
um aconchego, um amor
aí eu finjo que ali estou
uns devaneios ao dispor
então rumo pra outro voo
minha poesia é sertaneja
come perna de cachorro
sem parada, assim seja!
vai, sobe e desce morro
e outro acaso nem planeja
andeja!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
2019, 16 de outubro
Cerrado goiano
Fico me questionando quanta injustiça consigo aceitar calado, até quando vou abaixar a cabeça quando ouvir uma voz mais imponente que a minha? Até quando deixarei que me coloquem vendas e mordaças? Eu me pergunto, todo os dias, se posso fazer a diferença. Eu posso?
Em vez de usar a dinâmica ‘vou fazer de qualquer jeito e se der errado eu me viro para consertar’, prefira a dinâmica ‘vou sondar, avaliar, ponderar, refletir e planejar, para que eu alcance o resultado que almejo sem perder tempo’. Se contudo, você optar pela primeira opção, será direito seu fazê-lo, e nisso também há sentido: o de aprender quem sabe, importantes lições de maturidade.
Se eu te disser a verdade hoje, vou dizer-te sempre.
Se eu mentir hoje, vou mentir-te para toda vida.
Quando eu for velhinha
E me perguntarem se valeu a pena
Ter vivido tudo o que eu vivi
Vou responder que sim
Valeu cada segundo vivido
A Felicidade Não é Uma Procura é Uma Localização,Aonde Eu Vou Ela Sempre Está Comigo,o Resto é Opcional Não Uma Necessidade,Em Qualquer Lugar Do Submundo Da Vida.
Um sonho e outro
Vou tocando
Sonhos
Sonho de ver teu riso
Sonho, tocar...
Sonho e tocando
Teu olhar
Sorriso
Vou sonhando
Sigo...
De longe te olhando
Sonhos
Carrego na pele
Juízo
No cheiro, paladar...
Boca
Olhar
Sonho !
23/09/2019
