Vou te Espera
Esta noite eu vou dormir e quero ter lindos sonhos. Quero sonhar com mulher bonita, com crianças bem educadas, filhos obedientes e livres. Quero sonhar com coisas muito boas, se isso me fizer feliz, quero dormir bem e acordar muito bem humorado e passar esse bom humor a todas as pessoas.
Já que eu não posso estar com você agora, vou ter que me contentar em apenas sonhar com o dia em que estaremos juntos novamente.
Uma adrenalina alucinante toma conta de mim. Sei que ainda não é tudo, sei que ainda vou sentir isso de uma forma mais intensa lá na frente. Mas eu falo do agora. É esse o momento. Uma criança que sonhava com heróis e hoje concretiza seus sonhos. Hoje eu posso ser o que eu amo de uma forma lúdica. A criança sai, mais uma vez. E por assim dizer, quero nem saber de julgamentos. Quero me divertir até cansar, até o sono chegar. E o adulto fica a espreita, observando, aprendendo e se divertindo, também, dando apenas o controle e o equilíbrio. Eis que me cito. Um homem, um menino; um menino que se tornou um homem, mas um homem que nunca vai deixar ser um menino.
Fica tranquilo, eu vou ficar bem. Não aguentava mais te ligar louca para contar algo e você não atender. Correr atrás e não sair do lugar, porque você corria muito mais do que eu. Cansa, sabe? Fazer tudo e ver esse mesmo tudo ser transformado em nada para você. Eu fui persistente, mas sempre soube que não ia conseguir. Você era muito para mim. Muito covarde e muito medroso. Logo você vivia cercado de garotas, não aguentava passar minutos ao meu lado. Eu via o seus olhos tentando me ler e seu corpo chamando pelo meu, mas você sempre fugia. Você sabia que não seria capaz de me amar, sabia que seria um problema para você se ver aos pés de uma garota mais ou menos do seu bairro. E quando eu percebi que o problema estava em seu coração, tão fechado e escondido das pessoas, eu sabia que não teria jeito. Nem com cirurgia eu conseguiria trazê-lo para mim. E sabe, não era isso que eu queria. Não forçado, não cheio de correias e um milhão de chaves para uma só fechadura. E muito menos com você tão incerto, tão assustado e sem vontade para entrar em um relacionamento. Não, não é assim que as coisas devem ser. Sabe aquele lance de quando um não quer, dois não brigam? Quando um não quer amar, dois não são felizes. E longe de mim, ser infeliz! Eu espero, espero por quem terá coragem suficiente para entrar nessa aventura comigo.
Não é todo dia que eu estou afim de dar um "bom dia". Não vai ser toda vez que eu vou atender o telefone. Não vai ser sempre que eu vou te ouvir. Não. Não. Eu preciso deles pra continuar. Pra pensar. Refletir e decidir segura de mim. Sem arrependimentos. Sem volta.
Eu vou te cobrar as coisas sim. Porque é pra você que dedico parte da minha vida. Ou aceite, ou me deixe.
(...) Reclamo, reclamo da vida, afinal, sempre vou querer o que não tenho. Mas será que isso tudo não é mesmo um presente da vida? Um poço de inspiração, calor - combustível, querosene pra essa fogueira literária que andava há meses cheia de carvão. Inspiração, fogo, calor: talvez seja essa a definição de callentura - bem melhor que excitação, bem mais plausível. Mas no meu dicionário, vem do lado de um substantivo próprio.
Só vou arriscar algo de verdade quando eu sentir que realmente vale a pena. Só quero pra mim o que me faz bem, pois o desejo de fazer bem também, está arraigado à minha alma e subordindo ao meu caráter.
Um dia eu vou passar no quarto dos nossos filhos e vou ver você lá contando como a gente se conheceu…
Ah! Não me dêem piedosas intenções.
Sei que não vou por aí.
Nota: Adaptação de trechos de "Cântico Negro" de José Régio
Entrei em um acordo comigo mesma. Aquele amor, que foi dito eterno e não foi, sabe? vou transformá-lo em poesia, é um jeito louco de eternizar aquilo que foi prometido por mim. Não consegui realizar o meu desejo de te tocar, encostar meus lábios nos seus e fazer carinho até pegar no sono, mas eu ainda consigo fechar meus olhos, colocar uma música e imaginar o teu sorriso e assim sorrir também.
Eu posso até me perder pelo caminho, mas não vou parar de andar, posso perder a luta, mas não desistirei de lutar, pois não existe a vitória se não arriscar, pra ganhar algo é preciso correr o risco de perder, pra querer lutar e mudar alguma coisa temos que correr riscos, a vida é marcada por essas coisas pelas vezes que lutamos, pelos caminhos que passamos, pelas vezes que caímos e com Força, Fé e Coragem levantamos para conquistar a VITÓRIA.
Tô aqui mas você não nota,
Tô na sua e você não volta,
Até quando eu vou ficar a te esperar.
Solidão bate em minha porta,
Tanto tempo jogado fora,
Até quando eu vou ficar a te esperar.
(Trecho da música: Até quando)
