Voo
Voei
Sonhei,o mais lindo sonho
Alcei voo.....e voei!
Como um pássaro pequenino.
Pairei no ar durante um tempo.
E percebi que lá estão meus sonhos
Estarei sempre ali... junto deles!
ANJOS DE UMA SÓ ASA
Somos anjos de uma só asa. Vemos o céu, queremos o voo, mas só aos pares conseguimos voar.
O amor é parte integrante, essencial e inseparável da nossa vida. Somos talhados com uma espécie de matéria, moldada nas mãos divinas, que demanda sentir se amada para ativar seu brilho.
Não há castelo, tesouro ou vitória que ofereça um sabor completo se estamos sozinhos. A ausência da paixão age de forma inexorável em nossa jornada. A solidão é o porão da alma, lugar escuro e frio onde ninguém quer estar.
"Fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho.” (Tom Jobim). Um ensinamento intrínseco em nossa natureza, cada um de nós sente e ama a sua maneira, mas nossos corações são uníssonos a necessidade de amar.
Um olhar, um beijo, um poema, algo inexplicável acelera nossos corações, a magia se instala em nossa alma, estamos prontos para alçar voo, como quem nunca parou de voar.
Não escolhemos nossa metade D'Alma. Ela nos escolhe, nos aprisiona aconchegante em seus braços, vai colorindo o mundo de um jeito nunca visto, preenche nossos sonhos e dá um sabor novo e único a cada um de nossos dias.
Amar é perfeito apesar das imperfeições dos apaixonados, mas visitar as nuvens é preciso sempre, mesmo na ausência de nossa outra asa, quando estamos sós. É preciso descobrir formas diferentes de tirar nossos pés do chão, de amar a sí próprio com força suficiente para levitar, de acreditar que somos capazes e flutuar em nossa auto estima. Tornar se um anjo interessante, pois semelhante atrai semelhante. Quando temos por nós próprios um amor pleno, nossa outra metade percebe a magia inerente que emanamos de longe e não tarda a nos buscar, mesmo que só o Universo a princípio perceba isso, tudo no mundo gira para fortalecer o encontro destes anjos criados com uma asa só.
Vôo no vôo da espera da lembrança.
Lembrança boa que não voa.
Os dias não decolam.
Meu coração não aterrissa
e ultrapassa o limite da minha ânsia:
dormir, sonhar e acordar.
Me atiro em vôo livre
por ares desconhecidos.
Vôo medroso...
ares assustadores.
Plaino sobre o que gosto
com minhas asas bem abertas
Eu gosto de voar.
Gosto de sentir o vento
que toca o meu rosto.
Gosto de sentir a brisa forte
que acalma meus dias tortuosos.
Gosto do chamego do Sol.
Eu sou a namorada do Sol.
Sol pleno que toca em mim.
A distância até a porta de embarque é inversamente proporcional ao tempo que resta para pegar o vôo. Obs.: Lei dos Aeroportos.
"Quando entristeço,
penso logo em algo novo,
traço novos planos de voo,
antes que a vida
me surpreenda
em cima do muro"
Foi no espinho do teu beijo doce
Que eu me feri
Perdi o passo e senti
Que fui além num voo quase sem fim
Como um pássaro eu me entreguei
Ao voo como se fosse a última vez
Bebia o néctar da ilusão
Serpente na escuridão
Tocaia no destino de quem quis
Sentir da rosa o tocar
Da pétala no claro da manhã
A queda ergueu as minhas asas
A queda ergueu as minhas asas
Hoje eu sei voar...
Alma Em Voo
É o cúmulo da insensatez
A demência das escrituras
Tal qual uma ninhada de cães
Numa noite de vigília
O mundo anda cambaleante
Com suas torrentes esgotadas.
Eu sou um raio de luz
O real e o irreal
Massa voraz
Repleta de sofismas mágicos
Sou uma engenhosa metáfora
Nas gavetas do meu cérebro
Os dias são trêmulos
Como novas paixões
Ou como um teatro ácido
Ou as ruínas das Civilizações.
Os elétrons fogem
Com o vento furioso
Estou plena de seiva
Povoada por claras estrelas
Que agem tal audazes estupefacientes
A magia da linguagem
Se faz tão antiga
Como as trevas milenares
Desejo a música
Antes de qualquer coisa
Desafio às estrelas
Com seus jatos violentos
Em ondas cósmicas
Os negros fantasmas
Reproduzem as moléculas
A tarefa sagrada
E o vento crispado
Me faz pensar
Que a ação não é a vida
A revolução dos meios
A suprema simplicidade
Virá com a marcha dos tempos.
''Sou voadora como uma calhandra. E vôo livremente além de mim mesma. Tenho um espírito sonhador, aventureiro. Porém nesse vôo envolve riscos, envolve obstáculos que necessitarei enfrentar. Sabe que isso é o que torna voar divertido? Pois é. Não faço questão de me manter super protegida de tudo. Gosto de ousar, de correr riscos, fazer alguns sacrifícios. Voar e voar. Mergulhar no que me desse vontade, ou em minhas próprias profundezas. No lugar mais sutil que houvesse em mim.''
Amar alguém sem valorizar a si mesmo, é como saltar de um avião durante o seu mais alto voo e não abrir o paraquedas.
Alcei voo, e nesta viajem levo comigo toda recordação do que foi bom, do que aprendi, o resto joguei fora, me sinto mais livre e leve para descobrir o que existe além do céu azul e das cristalinas aguas esverdeadas que compõe meu horizonte.
Noutro vôo a re-pousar
Perdida em doçuras pré-fabricadas, sonhadora compõe sonhos no passar de nuvens. Quando pequena, pensava ser algodão, no céu azul pintado a aquarela. Dias de chuva logo eram regados de sol e cores do arco-íris, traçado pelo dedo do criador que curva o céu, tom sobre tom.
Gira, gira o mundo ao redor, a menina agora emoldurada, é a mulher das fases de lua, das noites escuras em prantos polidos de lágrimas, menina agora madura.
Coração de mulher tem menina como moradia, tem dor em meio ao arco-íris que ainda está por vir, pois ainda chove, tem vez que chove todo dia, nesse dia a dia de esperas, dos fins de tarde cinzentos que trazem logo, logo à noite. Chamando pelo sol da manhã a moça dos sonhos cantantes vai se deitar, pra ver luz brotar na fonte da vida de toda menina mulher;
Sonha, com o calor em noite de ventania, flor a brotar na tarde vazia, mãos entrelaçadas, esperas que não sejam vazias. Sonhos dessa menina... A menina que ainda dança frente ao vento, que cruza tocando cada fio de cabelo, purificando a alma, limpando dores distintas; Devaneios vêm ao mundo do olhar da mulher ainda tão menina, tão mulher, tão menina.
Olhar de candura, a menina dos vôos e pousos quase bruscos em tons de queda, era brisa nas ventanias da vida, solta nas curvas e esquinas, liberta no ar dos becos sem saída, era céu além de chão. Terra, fogo, céu e mar era sua junção. Sua única saída era o vôo.
Os milagres de todos os dias
O nascer do sol;
Uma brisa suave;
Cor do girassol;
Mais um voo da ave;
As flores nascendo;
Crianças brincando;
Rosas florescendo;
Os seres amando.
Na nave da Igreja,
Jesus acolhendo,
Sem olhar quem seja,
A benção descendo.
E Deus nesta hora
Em brilho total,
Resolveu que agora,
Haveria Natal.
Milagres assim,
De todos os dias,
Nos trazem, enfim,
Muitas alegrias.
O Natal é agora,
Bem neste momento,
Pois Deus não tem hora
Para tal evento.
Porque afinal,
É sempre Natal.
- Relacionados
- O Vôo da Águia
- Pássaros em Voo
