Volúpia
Volúpia
A vida suicida a vontade de ter você,
É estranho não poder e querer
Desejar e não ter
Te coloquei nas orações, mas essa não foi atendida
Dos meus sentimentos desejo a ti uma despedida
Dessas só de partidas, sem vindas, só idas
Doce é saber que nem tudo faz bem,
Que você me convém quando vem
E quando não, tá tudo bem
Eu quero que minha cabeça passe a assimilar
E meus olhos não venham a chorar,
Meu coração não venha a disparar
Não gosto de disputar, só se você fosse o primeiro lugar
Mas não quero deixar o prazer me cegar
Seria uma volúpia te ter,
mas vai me doer mais ver eu me perder
Ou eu mato o que coliga minhas fantasias ou vou morrer pensando em você
'A volúpia é uma menina rebelde, em que faço questão de dominar sua mente, submeter seu corpo e domar sua alma'. (Luscious Marcius Wercingetórix).
Vinho, Viagem e Volúpia
Na mão direita, o brilho intenso da taça de vinho,
Na esquerda, o veneno que traça o caminho.
O gole é lento, o efeito é puro fogo e desejo,
Enquanto o pescoço se curva ao rigor do meu beijo.
A respiração profunda denuncia o que a pele sente,
Um arrepio que sobe e domina a mente.
Nossos corpos se moldam em um encaixe perfeito,
Onde o mundo lá fora se perde no vão do meu peito.
Entre tapas e carícias, o instinto se faz soberano,
Navegamos sem pressa nesse mar oceano.
O olhar me atravessa, a alma se despe por inteira,
No ritmo voraz de uma entrega sem fronteira.
Promessas sussurradas no ápice do delírio,
Onde o toque suave se torna martírio.
Teu corpo me chama, o suor é o nosso batismo,
E nos perdemos juntos na borda desse abismo.
O ápice explode no eco de um som profundo,
Um gemido que para o relógio do mundo.
Enquanto eu te possuo e o prazer nos inflama,
O "eu te amo" escapa no calor da nossa cama.
A volúpia muito mais
do que ardente entre
nós revela e acende
as chamas obscenas
do desejo que iluminam
os olhos e os corpos,
Sem dizer uma palavra
te escolhi como o ilustre
morador dos meus sonhos.
O mais vadio nos destina
na Rota da Seda que
em ti nasceu escorregadia,
e serve esse teu doce
veneno que destila e vicia.
Sob a sombra do Ingá,
eufórico diante minhas
Uvas maduras os teus
lábios namoradores foram
feitos para entusiasmar,
e carinhosamente afoito
adentrar neste piquenique.
Para no nosso paraíso
sem nenhum pejo,
O desejo ser o fogo eterno
e senha intransferível
para qualquer um que atreva
ir pelas curvas mais hipnóticas
das nossas paixões eróticas.
O teu perfume alucinógeno
tem inteira me alcançado,
Causa trêmula e voluptuosa
desta paixão inescrupulosa
que em sossego não tem deixado.
Mergulho no segredo de verão
ardente que leva a marca
dos teus olhos preciosos,
Que são os meus sonhos
extravagantes e deliciosos.
Ondulante o apelo de prazer,
e a luxúria sussurra onírica
neste envolvente alvorecer
que saúda o Jequitibá-rosa,
Onde partilho as confissões
femininas de tanto te querer
ser a melhor notícia que está
no caminho para acontecer.
Tua aura silenciosa e magnética
pouco a pouco tem me colocado
na direção dos teus passos,
Do teu encanto todo sensual
não consigo prever o quê
não seja diferente do perenal.
Desconfio que estou em delírio
porque sussurros crepitantes
neste instante ouvi que parecia
a realidade de néctar consentido,
Que até parecia que tu estava
absolutamente atado comigo.
Tomada pelo calor abrasador
do desejo deste brilho sedutor
na chegada da noite de poemas,
este fascínio não tão oculto assim,
Que nas entrelinhas tenho evocado
que te quero inteiramente para mim.
Passando a mão sobre
o Capim-Curu enquanto
caminha com a história
de volúpia cresce sozinha,
Dentro do meu coração
e do pensamento
se entrelaçam as intenções
de seda e fortes emoções
feitas da fibra de Sisal.
Do pé colho amoras
maduras e na mente
elaboro o paraíso particular
com rota e sem nenhum pejo,
Acendo o fogo interno
do candeeiro para que nada
apague o amor eterno.
Apontar em silêncio
para as curvas vertiginosas
para você se aventurar
sempre uma nova viagem
em mim encontrar,
De ti colher os suspiros
mais delirantes frutados,
enrodilhar os nossos
desejos apaixonados.
Com beijos alucinados
vestir a tua pele de mimos,
Trazer o mais do opulento
êxtase para enfeitar
a suamesa e plantar em ti
o seu olhar sedutor,
para que nos primeiros
toques eletrizantes
de lábios provocantes
capture o sentido do amor.
Pronta para voar no céu perene da tua volúpia...inebriada pelas sutilezas dos teus carinhos sem fim...só assim sei ser pássaro...só assim, sei ser MULHER alada que segue a direção do sol!
Eu quero mais é me ver na pista da vida, dançando sem parar.
Que venham os encontros voluptuosos.
Que venham os encontros apaixonantes.
Que venha companhia certa, na hora certa, no lugar certo, para o amor certo.
Que venham muitos trabalhos de excelente remuneração.
Que venham muitas viagens e diversão.
Que venha a vida majestosa para eu sorvê-la.
Que venha até mesmo a fugacidade que também a sorverei.
E grito aos quatro cantos: Que venha a vida!!! A vida é curta! Curto a vida!
Teu país é o amor
exagero da alma
armada de artimanhas
volúpias
vontades pequenas
severas exigências
nódoa do amor
no branco quase gelo das inocências cristalinas
matéria da metade do metal
que a vida vende
você compra
e revende
patriota de pátria estranha
de pátria mercantil
da mãe de aluguel
do mártir emprestado
ele mesmo ele mesmo
da boina
da estrela
da morte prematura
da vontade quase pura
teu país é o engano
fixado nos panfletos
marcado nas bandeiras
crivado na historia
memoria da farsa
que a fábula criou
Ah, teus olhos
Eles me seduzem
Induzindo a querer-te
Com volúpia louca
A flor da pele
Desejos invadem
Atiçam a imaginação
A fantasiar um beijo
A fusão de nossas bocas
Cheias de anseios
(08/03/2019)
Após umas taças de vinho
a volúpia me incendeia
e a mente vagueia
sozinha, me dispo
incontrolavelmente me toco
me repudio, mas insisto
entre um deleite e outro
acendo um cigarro
a cada tragada, mais prazeres
entre a fumaça, observo tua silhueta vindo em minha direção
estás belo, encantador
me toca
me beija
...
acordo com o cheiro de fumaça no colchão.
vts
Sozinha em meio a penumbra, sinto o Toque suave do vento, a entrar pela janela.
Toda a Volúpia dos sentidos mais aguçados tomam meu corpo com o som constante da chuva caindo sobre a terra.
Pela Ânsia de tornar aquelas sensações reais, me vejo saindo ao relento turbulento, molhado e frio, deixando minha pele gélida.
Que Prazer inebriante a natureza nos faz, mesmo em seus momentos de caos e melancolia.
O frescor externo tráz agonia, porém as carícias das gotas proporcionam um Calor interno que me arrepia.
Meu corpo se move hipnotizado, dançando com o Êxtase desta hora tão regeitada por meros mortais fracos por regalia.
Contudo, eu expresso um Suspiro de satisfação e desejo, para que tudo fique, e entre em uma gostosa paralizia.
Não inveje a Volúpia de muitos e nem seus manjares. Muitos tem Muitos "amigos", por que a mesa é farta e o vinho não falta. Mas vem o dia da escassez e a solidão se instala.
VOLÚPIA
Te quero linda
Te quero Lua
Desnuda...
Derrapar em tuas curvas
E na velocidade de meus desejos
Dispo-te das desilusões
Que em ti existem
Pois em teu corpo residem
Meus prazeres.
Paixão...
Deixando-me
Em volúpia
Em total convulsão
PARALELO ENTRE O POLÍTICO E O HOMEM DE ESTADO
O político tem a voluptuosidade do poder. O Homem de Estado, a fascinação de um ideal.
O político tem a magia da transigência e é única a sua finalidade: durar no poder. O homem de Estado tem o fetichismo da intolerância de seus princípios, e nada o afasta da diretriz a que se traçou.
Um é plástico. O outro, irredutível.
Um segue a curva das conveniências. O outro, o fio a prumo do seu destino.
O primeiro pode sofrer todas as influências do meio e acomodar-se às cores, às ideias e à temperatura do ambiente. O segundo é insensível às reações contrárias e é inamolgável.
O político tem em vida as cortesias da popularidade, mas, quando morre, a multidão se diverte em espetar-lhe a língua com estiletes. O Homem de Estado possui fidelidade e pureza de ideais. Não é em vida, vitoriado em carros de triunfos. Mas, à sua morte, o povo o eleva à glorificação dos altares.
É com a matéria prima dos homens de Estado que os regimes plasmam a sua glória.
O político faz-se como o gramático. O homem de Estado nasce, como o poeta.
Um é a conquista do próprio homem, obtida pelo estudo ou pelo interesse. O outro é uma criação que surge de séculos a séculos; é um presente da natureza, uma dádiva do destino.
Um é a glória de uma ambição. O outro é uma apoteose de uma vocação.
O político vive do presente. O homem de Estado do futuro.
Um vive para os seus contemporâneos. O outro se projeta na prosperidade.
Um fala o idioma comum dos homens. O outro, a linguagem mística dos tempos, e, por isso, nem sempre o Homem de Estado pode ser compreendido em vida.
O político surge na vida pública sob os únicos estímulos do seu interesse. O Homem de Estado traz para o poder uma idéia que deve ser posta em marcha.
O político orienta-se pelo interesse privado. O Homem de Estado, pelo interesse público.
Para um, a política é o trapézio, onde as vitórias do cinismo têm as galas de habilidades acrobáticas. Para o Homem de Estado, a ação de governo é um sacerdócio e, em vez de trapézios, deve construir arcos de triunfo.
O renome do político dilata-se facilmente em superfície e atinge muitas vezes ampla popularidade. A fama do Homem de Estado cresce em profundidade, lentamente, mas mergulha suas raízes nas sombras da História e a posteridade aprenderá o seu nome de cor.
Um tem a escassa limpidez do vidro. O outro, a fulguração eterna do diamante.
Vivi
Em noites luzentes...
Pego me a recordar...
Volúpias que vivi...
Dolências laceram meu peito...
Ouço meu peito plangente...
Que morosamente impôs seu fastídio...
Atroz sentimento lascivo...
Me conduz ao estentor...
Imos e cândidos sentimentos me tocam... Em palpite proscrito do amor...
Soneto torpe que me faz prantear...
Torvas lágrimas...
Em palpite proscrito...
Do amor...
