Volta pra Mim estou Sofrendo
Como eu te admiro, você não diz nada, você faz. - Vou aqui, fala, pera um pouco. Quando volta, pergunto: - Foi aonde? – Fui vencer mais uma batalha. Você não quis, foi jogada as feras, as farpas, a caminhar nas brasas, a vida te deu um limão, como se diz, e fez uma limonada, uma jarra. Você é produto do meio, de um meio muitas vezes hostil por demais, como são às vezes pra todos, indistintamente, servidos do cálice de fel e fogo. Mas, você tem jogo de cintura, você atura, verga mais não quebra e uma hora flori feito os cactos do deserto, mesmo sem platéia a aplaudir, sem ninguém por perto, acredita que pra tudo tem jeito. Você chora, você ora, você sofre como tanta gente, indistintamente, você sente, mas, não reclama. Não é fácil ser como você, como as pedras que se moldam ao choque das águas, mas, parecendo debochadas, mais lindas se tornam, nem ai, como acariciadas, se preocupar faz mal pra pele, diz. Você é um fenômeno, é autêntica, como são os heróis, os personagens idealizados da TV, filmes, novelas, você parece ter saído da tela.
usamos o mundo a nossa volta como um espelho de nossa luz ,devemos escolher com sabedoria onde queremos ver nosso reflexo.
►Na Casa Dela
Minha mente me fez crer que não havia volta
Que ela estava revoltada, que não escutaria minha história
Mas eu pensei de mais, me enganei
Escrevi um texto, adormeci e sonhei
Acordei na madrugada muda, estava com o sentimento de culpa
Fui procurar meu amigo, sorte minha que ele estava na escuta
Disse a mim que ela provavelmente iria ignorar meu recado
Afinal, eu merecia ser ignorado de fato
A verdade é que eu já estava esperando, estava antecipadamente preparado
Meu próprio amigo, pela primeira vez, confessou que eu não estava sendo exagerado
Por que disso? Simples, fui totalmente rude, mal-educado.
O dia passou e eu não esqueci
As quatro da tarde uma ideia me consumiu
Novamente perguntei ao amigo, que duvidou de mim
O que eu queria era ir na casa dela, esperando conversar com ela
Ele me disse que não tinha certeza se ela estaria lá
Não me importei, eu só queria ir, eu tinha que me desculpar
Na realidade nós dois estávamos esperando um clima frio
Eu sabia que seria mandado embora, mas queria fazer isso
Parti, sabendo do perigo
Ao tocar a campainha, minha voz saiu feito a de um esquilo, terrível
Quem surgiu na janela fora a vó dela, perguntei se poderia chamá-la
Eis que o portão se abre, e lá estava ela, com uma aura pesada,
E um short menor que um Saint Tropez
Um pouco provocante, capaz de enlouquecer
E eu de bermuda, com os mosquitos me picando, que tortura.
Eu só estava conseguindo falar poucas palavras,
Que claramente saíram de forma desorganizada
O que eu poderia ter feito? Pensei que ela nem ia "dar as caras"
E minha má sorte naquele instante foi reprovada.
Após o convite para entrar e conversarmos,
Eu pensei em dar a ela um abraço,
Mas a gente tinha que ter aquele "papo"
Talvez fosse por conta do nervosismo, mas fiquei gago
Não conseguia olhar nos olhos dela, por mim estavam sendo evitados
Eu pedi desculpas, não só pelo domingo sem chuva,
E sim pelos momentos que a magoei, que não agi de forma justa
Minha grosseria me dominou naquele dia de forma extrema e curta
Mas ela disse que me entendia, e me perdoou
Então eu mudei, e uma conversa "mais normal" se criou.
Os assuntos que ela criava eram para que ela permanecesse na defensiva
Ela não queria conversar, mas também não queria que eu fosse para a esquina
Eu permaneci ao lado dela, mesmo quando ela parecia distante
Tolamente eu estava tentando fazê-la mudar de ideia,
Assim como havia tentado antes
Já estava preocupado que ela sofresse mais uma queda,
Então eu tentei meu melhor em nossa conversa.
Eu não sabia o que ela estava pensando
Em um dado momento ela disse que sofria de abandono
Porém, ela disse ter decidido não conversar com mais ninguém
Então eu pensei se ela ainda queria conversar comigo
Falei que se quisesse que eu fosse embora, estava tudo bem,
Mas ela disse que não, queria que eu ficasse
Naquele momento eu já estava confuso de verdade
Eram cinco e meia da tarde.
Por fim ela me abraçou,
E pediu para que eu voltasse no dia seguinte
Eu voltei como prometido, debaixo da chuva
Mas ela agiu de modo esquisito
Quando cheguei lá, ela me ignorou, estava fumando
Só espero que, para ela, Deus tenha um bom plano.
A dor que me humilhou e que às vezes volta a me incomodar é uma besta quadrada, porque ela sempre me faz crescer como pessoa.
"Praticar a desonestidade nos leva a um mundo sombrio e sem volta, onde os espertos sim, tem vez, mas nunca a sua glória é eterna."
Voar
Eu só queria poder voar
Chegar perto do sol
Deixar a cera das minhas asas queimar
E voltar
Só para contar
Aos que vivem debaixo do sol
E que não souberam sonhar
Como foi poder voar
O que está acontecendo?
Eu quero saber,
como se concerta,
Como se volta no tempo.
Antes mesmo de não haver diálogos,
eu vivia de esperanças.
E agora,não mais ás encontro.
Quero senti-ló,
Seu abraço,
Seu cabelo relando em meu rosto.
Suas mãos me puxando para perto.
Palavras de carinho em meu ouvido.
Algo correspondido...
Eram essas minhas esperanças e sonhos...
E agora? agora eu apenas durmo de noite.
A VOLTA.
Sem chuva e a coisa feia
no sertão tudo arrasado
fui viver em terra alheia
passei fome fui negado
por aqui ninguém proseia
mas eu fiz um pé de meia
pra voltar pro meu roçado.
Permita-me abusar da licença poética.
Seguir em frente é dar meia volta, e esta ação significa ter permanecida intacta no ponto de partida.
O dinheiro está sempre em circulação. No caso do rico, sempre a sua volta; no caso do pobre, sempre dando meia-volta.
CAMINHO DE VOLTA
Jussara Marinho
"Tememos o comprometimento. Mesmo que seja algo bom, algo que só nos fará bem, pela beleza e poesia que trará à nossa vida, fugimos.
É mais fácil. É mais cômodo....sequer nos damos conta do que poderíamos ter tido...sem que ninguém estivesse pedindo nada. Fugimos daquilo que queremos. Daquilo que precisamos. Como podemos ser tão irracionais?
Talvez, nestes momentos, o gesto mais sábio e generoso possível seja, com toda a calma e sinceridade que soubermos, começarmos a sair do monólogo despropositado, para dialogarmos, a partir do coração. Sem medo.
Descomplicar. Derrubar desnecessárias defesas. Fazer o caminho de volta, sempre que necessário for, sem medo. Com humildade. Aquela que agiganta, já que é qualidade de poucos.
E, se o sentimento compartilhado for sincero e precioso, quem sabe cada um pedir, um ao outro: “...Não Desista de Mim.”
A Vida, então, poderá se revelar em todo seu esplendor e, claramente, veremos que a jornada não só está valendo a pena, como tudo passa a fazer sentido."
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Volta a Saudade
Estranha é a saudade, do nada ela te invade,
e traz de volta a pessoa que já quase esquecida
andava.
De repente você sente que tudo volta novamente.
O coração que manso estava, fica acelerado, o
pensamento volta rápido ao passado, e novamente
vive-se o que já se queria esquecer.
Mas do nada a saudade volta.
Talvez dentro de nós ainda existisse, um amor por
entre as ondas do pensamento acobertado.
Aproveitando o nosso coração aberto,essa onda
se eleva, invade de novo todo o nosso sentimento,
e deixa a quem amamos, em silêncio ao nosso lado.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras Artes e Ciências
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.R
Uma questão de sabor a chá verde queimou-se com o chá, entornou-se, molhou tudo em volta e descobri um tesouro.
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