Voce foi o meu Momento Inesquecivel Amor
Tarde, sozinho e entregue aos meus pensamentos, na penumbra da sala, fumando meu cachimbo de onde baila a fumaça que o céu alcança, impossível ao pensar da vida, não recordar, tudo aquilo que passou e nós nunca vivemos, será talvez essa a gloriosa recompensa ou a mais cruel sentença; de não haver amado do nosso próprio coração, de não haver chorado a nossa própria dor nessa batalha diária chamada vida, que na derrota estraçalha nosso desejo de querer; ou não querer mais, vendo a vida passar, feliz ou triste, de nunca em vida ter alcançado o céu; e em todas as vezes que toquei o inferno dantesco, dele consegui sair, mais forte do que entrei , entrei por vontade própria, mas sempre saí pelas mãos invisíveis dos amigos, que mesmo me amando de todo o coração sempre respeitaram a minha vontade de ser, ser eu mesmo !
Podem dizer que mudei meu comportamento, mas não, apenas aprendi a valorizar mais quem realmente gosta de mim. O resto, pois muito bem...o nome já fala por si: é o resto. Pode ser analisado ou descartado.
PRESSA PRA QUÊ ?
Se quero sentir a pulsação
do vento soando alento
em meu bem querer .
Se quero me olhar por dentro e
conversar com o silêncio e de
mim jamais pensar esquecer .
Se quero tocar na
paz sem que ninguém e nada
me interrompa desse vasto
momento de inteiro prazer.
Se quero mais é fechar os olhos
Caminhar sem rumo
num tom sereno
de próprio amor e terno aconchego.
Se quero olhar meu reflexo no espelho
e ter a certeza de que sou dona
dos meus apegos
dos meus alentos
dos meus silêncios
dos meus sonhos
dos meus tantos ...
Se vejo flores ou não
Se sou um vendaval ou solidão
Se o amor por aqui pousou ou não ...
Quero nem mais saber !
Quero é me ter
me sentir
me acarinhar
me viver
me entorpecer ...
Pressa ... Pra quê?
Se é libertando minh'asas
que me permito num tom maior
e sutilmente amanhecer !
Pois eu caminhei na madureza das madrugadas reabri os instantes do meu coração desfazendo-me dos destinos formados para mim. Hoje escrevo a minha estrada e desenho meus passos subindo a escada da felicidade.
A maldade alheia jamais me atingirá !
Jamais !
Não enxergo-a
Não absorvo-a
Não respiro-a
Meu mundo é outro !
Ando muito ocupada com meus sonhos
e com meus planos .
Vivo com minha essência bem vestida
e com a maturidade que aprendi ao longo
dos anos .
Minha única busca é comigo mesma
e em traçar meus caminhos com sabedoria .
Tenho sede de mergulhar somente
em minha travessia .
Estou aqui pra isso !
Por isso não me ocupo e nem me comparo
com traumas de ninguém .
E nem precisaria responder a inveja e
a maldade quem sou e pra onde vou !
Minha indiferença , meu silêncio e minha
felicidade contante já dão conta disso!
Estou sempre em Paz !
Eu saio a caminhar outra vez
A luz do sol enche meu rosto de brilho
E os meus sonhos perdem-se no ar.
Pássaros no céu que enchem meus olhos.
Você sabe o que é sentir-se feliz
A mágica está em todo lugar
Olhe para mim de pé
Aqui com meus principais pertences
Minha vida e minha alma
Não preciso correr nem me esconder
Esta é uma vida maravilhosa, maravilhosa sim...
Não preciso rir nem chorar, nem reclamar, apenas viver
Esta vida é maravilhosa.
O sol brilha em meus cabelos já brancos que mostram minha experiência
O calor está em mim, mostrando minha saúde
E os que estão de fora parecem odiar-me por estar neste estado.
Porém tenho família e amigos que estão ao meu lado
Pra me fazer feliz
E eu preciso de família e amigos
Pra me fazer feliz
Assim não estarei sozinho
E por fim, tenho Deus! Cuidando de mim e de tudo em minha vida.
O Fim
Nada parecia diferente naquela tarde,
Uma leve brisa tocava meu rosto
Enquanto eu atravessava a calçada.
O barulho dos carros não me incomodava
Um leve vazio na boca do estômago,
Me lembrava da refeição que ainda não havia feito
Em minha mente, uma música se repetia
A sensação era agradável
Estava, finalmente, indo para casa
Após um dia de labuta.
A música, a brisa, a sensação de dever cumprido.
Um banho, uma refeição, um cochilo
Só nisto eu pensava.
Foi quando tudo aconteceu...
Não havia mais música,
Não havia mais brisa,
Não havia mais ar em meu peito
Um gosto de sangue me veio à boca.
Me encontrava caída,
Sem entender o que havia acontecido.
E, logo depois,
Não havia mais nada.
A dor
Tudo que penso dói...
Tudo que falo dói...
Tudo que falas me dói...
Meu coração dói...
A minha vida está,
Cheia de dor...
Dói porque dói, o que sinto dói,
O que magoa dói,
A dor é enorme em um coração que dói...
Eu não sei o meu nome, nem o meu telefone, eu só quero fugir.
Eu sou filha do destino, ele é meu amigo, eu posso sentir.
Eu vivo sempre correndo, mas me remoendo, eu não vou permitir.
Eu canto todas a noites, numa chuva de açoite, as gotas a me aplaudir.
Eu não sigo suas regras, eu te prego peça, eu sou assim.
Vivo no meu próprio mundo, mesmo que bem imundo, uma hora eu mudo.
Eu tenho meus pensamentos, mesmo que pequenos, eles vão agir.
Eu sempre penso em tudo, nos nossos segundos, momentos sem mentir.
Eu tenho meus pesadelos, mas não vivo com medo, eu não irei partir.
Eu subo em os meus galhos, pulo que nem macaco, sempre a me divertir.
Eu sei que estou errado, mas ao mesmo tempo eu estou certo, enquanto meu erro for o caminho certo, permanecerei no erro, fazendo o que está errado se tornar o certo.
Sigo as minhas ideologias e sou a semelhança de mim próprio.
O meu Deus é pai de todo o universo, sem rezas, sem ganância e sem destruição. Apenas ame o mundo, as maravilhas além de todas as estrelas, ame a si próprio, ame seu lar e família, ame todo o ser que partilha o mesmo mundo, debaixo do mesmo universo.
INSPIRADO...
Ataco o alfabeto e crio versos.
Estrofes caem e fazem o meu universo.
Por cima do papel montam- se e desenham frases.
Sem âncias, desenham- nas sem imagens.
Deixo a caneta deslizar e conversar com os dedos.
Afasto a mente e da gramática o coração rouba verbos.
Inspirado...
Escrevo sonhos criados,
Pesadelos lembrados e apagados.
Inspirado...
Sinto nas veias, palavras a correrem.
E na mente realidades e fantasias a transbordarem.
Sonhos é meu endereço: onde me encontro, onde me acho.
Moro na rua das ilusões, vivo na calçada da saudade!
