Voce esta Guardada em meu Coracao
CARNAVAL NO QUINTAL
Carnaval no meu quintal...
desabrocha flor, e troca pólens
frutos maduros, sucos, goles
triturados, sustenta a vida
de muitas barrigas, mole.
Aos ventos, farfalha folhas
e enche os olhos com as cores
d’aqueles que lhe convir,
filtra enfim o ar impuro
de um coração e como rolha...
ninam os sonhos ao dormir.
No meu quintal o carnaval...
é feito por asas aladas
cantos que, no entanto encantam
em seus cantos... As passaradas.
Antonio Montes
Esse último final de semana eu fazia uma corrida no parque e enquanto corria eu fazia planos. Meu planejamento só era interrompido por algumas lembranças, algumas boas outras nem tanto.
De repente eu me dei conta que corria sem prestar atenção nas coisas e pessoas que estavam ao meu redor. Eu estava desperdiçando todos atrativos que me fizeram trocar uma corrida na esteira por uma corrida ao ar livre.
Nesse momento eu voltei minha atenção para o que fazia e para onde estava. Comecei a observar as pessoas – algumas até cumprimentei. Observei os gatinhos, os cães, as plantas, os pássaros, as árvores. Prestei atenção até no ar que enchia meus pulmões.
Foi aí que me dei conta do por que a vida passa tão rápido.
Na verdade, só passam rápido os momentos que não valorizamos, momentos dos quais abdicamos de viver. Momentos que não produzem lembranças.
De todos os erros que cometemos, o pior talvez seja achar que temos muito tempo ainda pra viver. Deixamos de curtir o presente em troca de um passado que não podemos mudar e muito menos viver de novo, ou de um futuro que nem sabemos se chegará.
Não estou tentando ensinar nada a ninguém. Só escrevi pra ver se gravo...rs
Dinheiro, Ah!, nunca tive,
nem tenho,
Mas não subestimo meu engenho.
Não fui, nem fiquei, eu ainda venho;
Nunca me entrego, eu me empenho;
Não brigo e nem guardo mágoas,
eu me contenho;
Eu não finjo crer, na realidade me atenho;
Jamais me convenço, eu me convenho;
Não rejeito alimento algum, apenas me abstenho.
DE VOLTA, O MEU OLHAR
Aqui vai o meu olhar de volta, que brade
pois pra mim o céu aquietou, emudeceu
depois que o seu silêncio me escreveu
só distâncias e, pouca reciprocidade
Se me deu o melhor, em mim só doeu
ao deixar teu gosto na minha vontade
ao sentir que foi um amor na finidade
e que no teu amor, não tem mais o meu
Olha pra mim, só restou a imensidade
dum coração vazio, onde, eu sou réu
num dia de sol que virou tempestade
Se ainda ouve de mim uma canção, eu
ouço o teu suspirar na minha saudade...
Que grita, uiva, na poesia dum plebeu.
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
Dezembro, 2016
Dor de ir...
Hoje eu não consigo conter, hoje eu não consigo evitar, as lágrimas banham meu travesseiro e a única coisa que faço é chorar.
Parece que o peito geme, minha alma aflita, não permite que as palavras sejam ditas. E quem disse que só se Fala quando a boca expressa? Quem que disse que só se conversa quando existe o som das palavras?
Hoje conversei com Deus em silêncio, apenas com gemidos. Hoje me sinto perdida, já fazia tempo que não me sentia assim, sensação de fagulhas me queimando por dentro parece que eu vou explodir.
Pego o telefone, dígito a mensagem pra você, nada se envia, tudo se apaga, nada se compartilha, pra que enviar para alguém a dor que você está sentindo, se as últimas palavras foram "não quero manter contato com você".
Nada pode ser dito para mudar isso, nenhuma palavra neste momento apaga essa dor. Ai essa dor parece que não passa e, como vou dormir? O sono fugiu também me abandonou, nem os poemas, nem os versos de amor, nem os momentos, nada você guardou.
E agora o que que eu faço, eu não tive tempo de dizer que você me ensinou o que eu pensei que não fosse ensinado, não foi qualquer sentimento, você me ensinou a amar,
Amor este que agora parece desmanchar dentro de mim, parece pedir para sair, sair em busca de você, com um pensamento de que se você me olhasse pudesse vê-lo dentro de mim, quem sabe se visse e não pedisse para eu seguir.
Uma certa vez um amigo me falou, não há nada que seja mais forte do que amor e, se é amor de verdade, você pode deixá-lo ir, mas um dia ele volta e como se nunca tivesse ido, irá se acolher em seus braços e jamais irá partir.
Eu me agarro nessa esperança, porque se não fosse assim, Deus não teria deixado eu te amar. Se um dia de forma tão inesperada ia permitir nos separar.
Seguir caminhos diferentes, e me ausentar das gargalhadas nos momentos bons e, dos momentos tristes te apertar em meu abraço e cuidar de ti.
Fecho os olhos e me remeto, a Esta noite que não quer passar, lembro de todas as palavras e, não consigo acreditar que um dia em que eu mais desejei ouvir sua voz, fosse marcado Pela dor e o seu desejo desenfreado de tudo acabar...
Pensei
Que fosse meu porto seguro
E me entreguei
E talvez
Tenha sido sua aventura
E tudo vivido
Ainda me deixa na dúvida
Do que quis ou quer
E eu continuo com minha certeza
Te quero
E mesmo nunca podendo te querer
Essa vontade um dia
Falou mais forte
A vontade de você
Em mim reside
Mas hoje a máxima:
"Querer não é poder"
Fala mais alto
E por isso não tenho te procurado
Não pessoalmente
Mas te procuro em meus pensamentos
Em meus sonhos
Quando em minha parecia realidade
Vivia um sonho acordado
E ainda é difícil
Aceitar
Que o melhor abraço do mundo
Eu perdi
Eu adoro ficar sozinha
viver tranquila, ouvir músicas que me acalmam, e tranquilizam o meu ser,ficar em casa no meu aconchego onde eu posso refletir e deixar me levar pela emoção.
Ouvir os pássaros em uma linda sinfonia, que desfaz toda a desventura da vida.
Nos momentos de descanso imagino um lindo jardim, onde flores exalam grande perfume, que cobre todo o campo florido.
Logo tudo parece muito lindo, e eu acordo do espaço imaginário, e passo ver o real.
E direi o inesperado, e farei o improvável, as palavras saem sem eu as conduzirem, e me colocam em reflexão.
Ah mas já sinto falta do teu cheiro,
Meu belo e estreito, com aquele recheio
De abacate, e o gosto e a dança
E a poesia, que me alcança em cada beco
Estreito como ti chile!
Em forma de chave, que encaixa direitinho
Que abre meu pensante, meu coração, com carinho
Ah chile! mas já sinto falta do teu sabor,
O clássico frio, os ovos pela manhã
Aquela que yo me encontro procurando calor.
Gracias, gracias
Teu vento me renovou
Em noite aloucada e tarde sã.
Teu vento me encontrou.
Chile, sinto falta do sabor da maçã.
Ah chile! onde está a eterna brisa de valpo?
E onde está aquela agitação no centro de santiago?
Onde estão todas as faces latinas que me rodeiam
E gritam, e gritam mais
O grito do povo, enquanto torno e
Enquanto estou indo
O grito do povo latino!
Viva chile! e tuas cores de céu estrelado e sangue
E de branco inerte, puro e libertador
Com graça de recomeço,
Gracias por su beso!
Y su abrazo
Quero dançar em tua noite exasperada
Cheia de cores e vistas apaixonadas
Mundo doce
Meu devaneio mora nesses becos,
Devasso até aos pontos mais secos
De olhares informais dos mais belos
Recheados das cores do teu batom.
Variando entre esse e aquele tom,
Se conjugam às gotas de suor da minha pele.
Transpiradas no teu abraço desesperador,
Tatuando no meu corpo um espectro de toques eternos.
Meu devaneio mora nesses estreitos,
Entre o vinho rubro luxurioso e o sangue escarlate.
E o mundo podia ser de chocolate,
E o mundo poderia me dar o dom
Para te sentir até o fundo da alma
Numa noite de mercado sul
Meu devaneio vive nesses muros,
E também nessas paredes úmidas
Que se contraem em uma viagem temporal
Num passeio desenfreado de desejo
Precedente da ressaca e dos tremores
Imerso entre temores e amores,
Precedentes do óbito de longínquo almejo
Meu devaneio vive nesse escuro,
Tocado por sentimento maturo,
Transcendente de alma,
E com calma,
Tecem o véu da alvorada
Nas vibrações na cama
Confusas e perdidas entre as paredes
Vindas de um monstro doce,
Tão doce quanto suas carícias,
Seus dedos deslizando minha pele,
Tão escassos quanto essas reflexões de outrora,
Que te fazem voar e perder a hora.
Meu devaneio vive nesse romantismo atípico
Que idealiza a vida mas prefere a morte
Vive nesse parnasianismo orgulhoso,
Produto de uma vaziez assombrosa
Vazia, sem libido, sem sentido.
Vive nesse simbolismo lírico descontrolado
Que acaba que só eu entendo,
E de resposta nem tomo tento,
E Fico atento ao realismo
Pois a verdade em excesso pesa meus ombros
Peso que nem todos meus personagens líricos
Suportam sem a insanidade
E o mundo podia ser de chocolate.
Tudo que é meu irá acontecer
Em um determinado momento,
Errado são os meus pensamentos
Que estão em mudança
De acordo com o tempo.
Me perguntam como foi meu dia..."com suas perfeitas 24 horas e um solbrilhando mesmo com nuvens carregadas pra abalar ou pra salvar, um dia cara, é como o outro "
Não meu senhor, não há mais nada. É inútil, em vão.
Todo o ouro que poderia existir ali já foi extraído e ainda assim não passava de ouro de tolos.
Embrenhar-me-ei por novas terras em busca de novas paisagens, novas luas, novos tesouros.
E com estes dizeres, ele partiu...
Destino de vidas.
O meu sertão é dependente
da água que traz sustança
sem ter nada que alimente
sobra a dor de uma mudança
e em outra terra diferente
cada lágrima é uma semente
que brota como esperança.
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