Voar como um Passaro Ate seu Coracao
A V I A Ç Ã O
"Privilegiados aqueles que foram agraciados com o dom de voar, de compartilharem com os pássaros momentos únicos no espaço-tempo de uma existência; cores, imagens e formas de um mosaico formado por planícies, rios, mares e montanhas, de vivenciarem instantes que permanecerão para sempre impregnados em suas almas."
Pipas a voar,
Sol a raiar,
Vento a soprar,
E pássaros a cantar.
Coisas tão simples,
Que tornam a nossa vida única.
E bela.
A borboleta não lamenta o fim da lagarta — ela entende que para voar é preciso deixar a antiga pele no chão da história.
Dói a cabeça
de tanto pensar
minha vida com você
só sabe voar
Voa passarinho
e não pense em pousar
Penso em você
não quero que vá
Penso tanto que me faz planar
acompanhando você
em pleno ar
Necessito de espaço pra voar
Mas o céu da sua boca é curto e baixo
Quando abro as asas não me encaixo
Se as fecho me sinto incomodar
Necessário me é se libertar
Do teu riso que é falso paraíso
Articulo um lance de improviso
Pra traçar uma nova trajetória
Vou pedir liberdade provisória
Dessas grades que têm no teu sorriso.
Glosa: Eliézer Aguiar
Mote: Maurílio Sampaio
Sinto Ciúme -
Sinto ciúme
das negras nuvens a passar
das gaivotas a voar
dos corações dos amantes
e das ondas do mar ...
Sinto ciúme
da noite que chega
da morte que nos leva
da Vida que nos beija
dos lagos, dos prados e da erva ...
Sinto ciúme
do nevoeiro que nos cobre
do dia que amanhece
da Terra que sepulta
da minh'Alma que perece ...
Sinto ciúme! Eterno ciúme!
Pena negra na aza alvissima do Amor,
olhos cegos, sem cor,
corpo frio, sem calor!
Sinto ciúme - ciúme de ti
- meu amor!
- meu Amor!
Cantam os pássaros nos beirais
Ansiando a asa que os faz voar
E no cantico das folhas da velha árvore
Adormece a terra na canícula da tarde
Cheira a alecrim do monte e a jasmim
A alfazema enamorada da rosa de alexandria
Embebeda-se dos seus exóticos aromas
No banco de madeira envelhecido pelo tempo
Solitário e pensativo
Sofre o poeta na incessante busca dos seus ideais
Sede que lhe seca as veias
Lhe aperta a garganta ...
E chora lágrimas apertadas junto ao peito
A calma e o silencio são tormenta
Solta-se o grito de alma e em convulsão escreve a vida incompreendida do poeta
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