Viver Nao e Tarefa Facil e ser Feliz menos ainda

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"Quem só adora quando recebe ainda não aprendeu quem Deus é."

Não importa quanto tempo ficou para trás; o que importa é salvar o que ainda está por vir.

Há pessoas que passam a vida inteira lamentando os anos que perderam, como se o passado ainda pudesse ser reescrito. Mas o tempo não negocia com arrependimentos. Ele apenas segue.

O que ainda está em suas mãos não é o ontem, mas o hoje. E é justamente o hoje que molda o amanhã.

Talvez você tenha desperdiçado oportunidades, insistido em caminhos errados ou permanecido onde já não havia vida. Ainda assim, enquanto houver um novo amanhecer, haverá a possibilidade de uma nova escolha.

Não permita que os erros de ontem roubem também os dias que ainda não chegaram. O passado pode explicar quem você foi, mas não tem o direito de decidir quem você será.

No fim das contas, a maior perda não é o tempo que ficou para trás. É continuar perdendo o tempo que ainda resta.

Salve o que ainda está por vir. Às vezes, uma única decisão tomada no presente é capaz de redimir anos inteiros de espera.

Como se devolve aquilo que nunca se recebeu?


Você sabe o que é não ter e, ainda assim, ter que ter para dar? É aprender a esconder a própria fome para repartir o pão. É guardar a dor na gaveta porque alguém precisa encontrar em você um abraço. É enxugar as lágrimas antes que elas caiam, porque há outras lágrimas esperando o seu ombro.


Há dias em que a vida parece nos cobrar exatamente aquilo que nunca nos ofereceu: um amor que nunca nos ensinaram, uma paciência que nunca tiveram conosco, um cuidado que um dia desejamos receber, mas que nunca chegou.


E, então, nasce a pergunta que atravessa a alma: como se devolve aquilo que nunca se recebeu?


Talvez a resposta seja dura. Não se devolve. Porque ninguém pode devolver o que nunca teve.


O que fazemos é diferente. Escolhemos construir. Escolhemos oferecer justamente aquilo que nos fez falta. Não porque transbordamos, mas porque conhecemos a dor da ausência. Quem já caminhou pelo frio sabe o valor de um cobertor. Quem já enfrentou o abandono compreende o peso de uma presença. Quem já implorou por amor aprende, mesmo entre cicatrizes, a semear aquilo que um dia esperou colher.


Mas até a terra mais fértil precisa de chuva.


E há momentos em que é preciso voltar para dentro de si. Habitar a própria casa. Abrir as janelas da alma, tocar as paredes que o tempo ergueu em silêncio e lembrar que também somos lugar de descanso. Porque quem vive oferecendo luz aos outros não pode esquecer de acender a própria.


Talvez seja esse o maior milagre: transformar a ausência em presença, a falta em cuidado e a dor em um amor que, embora nunca tenha sido recebido da forma esperada, escolheu existir.


No fim, talvez não se trate de devolver aquilo que nunca recebemos. Talvez se trate de impedir que a ausência determine quem nos tornaremos. Porque as maiores virtudes, muitas vezes, nascem justamente daquilo que mais nos faltou.

napoli.


Eu ainda não conheço Napoli.


E talvez seja justamente por isso que Napoli tenha conseguido existir tanto dentro de mim.


Antes de conhecer uma cidade, a gente inventa uma versão dela. Junta fotos, histórias, músicas, filmes, partidas de futebol, prédios antigos, ruas que nunca atravessou e um mar que só conhece pela tela. Vai montando, aos poucos, um lugar que talvez nem exista exatamente daquele jeito.


Mas existe Napoli.


Pelo menos a Napoli que eu imagino.


Napoli, para mim, começa antes do avião pousar.


Começa naquele instante em que eu imagino sair de algum lugar e simplesmente caminhar sem saber direito para onde estou indo. Napoli sendo o nome das placas, o idioma nas conversas, as roupas penduradas entre os prédios, o barulho das pessoas atravessando uma rua estreita enquanto alguma janela permanece aberta.


Eu imagino Napoli assim.


Imperfeita.


Viva.


Um pouco suja, um pouco caótica, um pouco triste.


Bonita justamente porque não parece estar preocupada em ser.


Napoli não é uma foto que eu quero visitar.


É uma sensação que eu quero descobrir se existe.


Eu penso em Napoli e penso no Vesúvio.


Não pelo vulcão em si, mas pela ideia de uma cidade inteira vivendo diante de alguma coisa que poderia destruí-la e, ainda assim, acordando todos os dias para continuar.


Isso me fascina.


Talvez porque eu goste de lugares que carregam uma ameaça sem precisar falar sobre ela.


Napoli parece ter alguma coisa disso.


Uma cidade que sabe que o chão pode tremer, que o passado pode voltar em forma de cinzas, que o mar pode guardar histórias demais, mas que ainda assim existe café pela manhã, futebol à tarde e gente voltando para casa à noite.


É assim que eu imagino Napoli.


Não como um paraíso.


Como um lugar humano.


Eu imagino o futebol em Napoli quase como uma religião antiga. Imagino o nome de Maradona ainda atravessando paredes, camisas, conversas, crianças que talvez nem tenham nascido quando ele jogava, mas cresceram ouvindo que houve um homem que fez uma cidade acreditar em alguma coisa.


E talvez seja isso que eu procuro quando penso em Napoli.


Não uma cidade perfeita.


Uma cidade que acredita.


Napoli acredita no futebol.


Napoli acredita no mar.


Napoli acredita na própria história.


Napoli acredita até nas próprias contradições.


E talvez eu queira acreditar também.


Às vezes penso em como seria estar em Napoli sem ter nada para fazer.


Sem roteiro.


Sem obrigação.


Sem aquela pressa de transformar cada lugar em foto.


Só estar.


Sentar em algum lugar e observar uma cidade que eu passei tanto tempo imaginando finalmente existir na minha frente.


Talvez eu olhasse para o Vesúvio.


Talvez para o mar.


Talvez para uma rua qualquer.


E provavelmente pensaria:


"Então era isso que eu estava tentando imaginar."


Mas existe uma coisa ainda mais bonita em não conhecer Napoli.


Eu ainda posso sonhar.


Ainda posso colocar em Napoli tudo aquilo que procuro no mundo.


A possibilidade de recomeçar.


A sensação de estar longe o suficiente para ouvir meus próprios pensamentos.


A liberdade de ser desconhecido.


A melancolia de perceber que uma vida pode caber em outro lugar.


Eu não sei se Napoli é assim.


Talvez não seja.


Talvez eu chegue lá e descubra que algumas das coisas que inventei nunca existiram.


Talvez o café seja apenas café.


Talvez as ruas sejam mais barulhentas do que bonitas.


Talvez o Vesúvio não pareça tão imenso.


Talvez Napoli não tenha nada da Napoli que eu criei.


E tudo bem.


Porque existe uma beleza estranha em desejar um lugar antes de conhecê-lo.


Você começa a construir uma casa dentro de uma cidade onde ainda não colocou os pés.


Napoli é essa casa, por enquanto.


Uma casa imaginada.


Um nome repetido.


Napoli.


Napoli.


Napoli.


Como se repetir fosse uma maneira de aproximar.


E talvez um dia eu chegue…


Talvez eu desça do avião, respire aquele ar pela primeira vez e perceba que a cidade real é completamente diferente da cidade que construí na cabeça.


Mas talvez, no meio de alguma rua qualquer, com o Vesúvio aparecendo ao longe e o mar existindo onde eu só conhecia por fotos imaginárias, eu entenda uma coisa


Alguns lugares a gente visita pela primeira vez duas vezes.


A primeira é quando chega.


A segunda é quando percebe que passou anos sonhando com aquele momento.


E quando esse dia chegar, eu não vou querer que Napoli seja exatamente como imaginei.


Vou querer apenas olhar para ela e pensar:


Napoli.


Então era você.


A cidade que eu conheci antes de chegar.

“O que você tem para fazer, faça hoje, porque o hoje é vivo; o amanhã não existe, ainda vai nascer.”

Nunca desista dos seus sonhos, ainda que na busca por eles tenha um fracasso momentâneo, não se prostre, prossiga sem desistir, eis a grande diferença entre os que realizaram grandes feitos, a PERSISTÊNCIA.

Nas pupilas verticais do meu Mau Egípcio, o deserto ainda vigia; ele não se deita no tapete para dormir, mas para guardar o portal invisível daqueles que esqueceram como reinar.
Reno Fioraso

Seja rigoroso com a sua própria conduta, mas generoso com a caminhada daqueles que ainda não encontraram a verdade.

A verdadeira nobreza é reconhecer o valor do próximo, mesmo quando o próximo ainda não consegue ver valor em si mesmo.

"Se a sua inovação não é capaz de elevar o padrão de vida de uma nação, ela ainda é pequena."

"O impossível é apenas uma opinião sobre o que ainda não foi inventado."

"Não se discute valores com quem ainda está preso em preconceitos. Prefiro que minhas ações sejam a minha defesa e que meus resultados sejam a minha resposta."

"O mundo pertence aos que ousam inventar o que ainda não tem nome."

Hoje não é dia para sorrir.
A última lembrança que tenho de você
Ainda corta meu coração:
Você partindo,
Deixando um vazio
Repleto de memórias.
Momentos de alegria
Que agora eternizo
Em poesia.

Rasgo o verbo
Sobre a mesa,
O verso,
Cada palavra.
E, com tudo isso,
Ainda não sei quem sou.
Serei eu um poeta?
Ou apenas um rabisco perdido
Entre os grãos de areia
Da vida?

Estou sem inspiração,
não faço nada
e ainda assim, o poema existe.

Vivemos num grande teatro, os que ainda não colocaram suas máscaras, estes sim estão atrasados pro espetáculo.

A sabedoria percorre o deserto ainda que seus passos não sejam ouvidos; a inteligência faz o mesmo percurso, mas se certifica antes se há um oásis à sua espera.

Amor que passa... mas não passa!


“Amor – chama, e, depois, fumaça…”
E você ainda acha graça?
Choro pelo amor que foi...
Ardeu forte em meu peito...
E, depois, desfeito, se foi
Deixou-me só e só desgraça.
E o tempo passa...
E esse amor que em mim não passa.


Rosangela Calza

Na vida, a gente não tem certeza de nada, só da partida, que ainda é incerta, porque não sabemos o dia, nem a hora.




Jesus falou isso, e todo mundo acha que se trata da volta dele, quando na verdade a metáfora se trata da morte.