Viver Nao e Tarefa Facil e ser Feliz menos ainda
Em dias desafiadores, lembre-se que, quando o sol se põe é tarefa das estrelas refletirem a sua luz, até o amanhecer.
A quantidade de tempo que uma pessoa tem para desempenhar uma tarefa é o tempo que será utilizado para completar a tarefa.
Um Bilhete para terra do nunca
A manhã nasce vazia,
Com tanta tarefa no dia.
Na tempestade me perdi,
Sem terra ou água por ali.
É um furacão que não sei explicar,
Bagunça difícil de arrumar.
Será o tédio que o presente traz,
Ou a saudade do que ficou para trás?
Sinto o abandono sem ser abandonada,
Uma nostalgia de quem não viu nada.
Meu sonho é habitar meu próprio interior,
E desvendar do abismo o seu real valor.
Chorar o que guardei, sem mais esperar,
Até que a paz venha me encontrar.
No refúgio da criança, enfim me esconder,
E na Terra do Nunca, nunca mais despertar.
“Quando estiveres no tédio, procura uma tarefa produtiva e verás que a cura aconteceu; nem só do ócio viverás.”
Uma tarefa para sua depressão:
Esqueça os aborrecimentos.
Alegre-se sempre o seu coração,
Formando os bons pensamentos.
Cada perda foi lição que adotei, ensinar-me tornou-se tarefa de respeito, sou aluno e mestre do mesmo tempo.
A esperança virou plano de ação, cada esperança ganhou etapas práticas, assim o sonho virou tarefa cumprida.
🌹O resgate que você tanto buscou no mundo lá fora é uma tarefa exclusiva sua. Aprenda a se dar o colo que você merece. 🌿🛡️
MEIMEI:
A TERNURA QUE SE FEZ SERVIÇO — DA VIDA TERRENA À TAREFA JUNTO ÀS CRIANÇAS.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A história de Meimei não começa no mundo espiritual. Antes de se tornar, nas páginas psicografadas por Francisco Cândido Xavier, uma figura associada ao amparo das crianças e à ternura materna, houve uma jovem mulher chamada Irma de Castro, cuja existência terrena foi breve, mas marcada por simplicidade, religiosidade e inclinação para o auxílio ao próximo.
Irma de Castro nasceu em 22 de outubro de 1922, em Mateus Leme, Minas Gerais, filha de Adolfo Castro e Marina Castro. Ainda criança, transferiu-se com a família para Itaúna. Aos cinco anos, perdeu o pai. Segundo os relatos biográficos preservados por aqueles que conviveram com ela, destacava-se pela inteligência, pela sensibilidade e por uma personalidade singular.
Sua formação escolar chegou ao segundo ano do Curso Normal, onde teria sido uma das melhores alunas da classe.
Mas é sobretudo nos pequenos gestos que sua personalidade parece adquirir maior significado.
A ESMOLA QUE NÃO ESTAVA NA BOLSA.
Um episódio atribuído à sua vida revela, de maneira particularmente expressiva, a natureza compassiva que os relatos lhe conferem.
Logo após seu casamento com Arnaldo Rocha, quando deixava a Igreja São José, em Belo Horizonte, um homem em situação de extrema pobreza aproximou-se e pediu-lhe uma esmola.
Arnaldo, percebendo a situação, teria chamado sua atenção para o fato de que ela não carregava sequer a bolsa naquele momento.
Irma, entretanto, não se afastou.
Diante daquele homem, teria explicado que nada possuía para lhe oferecer. E, encontrando no próprio afeto aquilo que naquele instante podia doar, aproximou-se dele, abraçou-o e beijou-o.
Mais importante que a literalidade do episódio, transmitido por relato posterior, é o princípio moral que ele expressa: a caridade não começa necessariamente naquilo que possuímos, mas na maneira como enxergamos aquele que necessita de nós.
Uma esmola pode alimentar por algumas horas. Um gesto de respeito pode devolver, ainda que por um instante, a alguém humilhado pela miséria, a consciência de que continua sendo pessoa.
É nesse ponto que a narrativa de Meimei deixa de ser apenas biografia e passa a adquirir significado espiritual.
NANÁ, A MENINA QUERIDA.
Irma cresceu em uma família católica e, desde cedo, demonstrava profunda religiosidade. Participava das práticas de sua fé e teria sido crismada na região de Olinda, próxima a Mateus Leme.
Segundo os relatos conservados sobre sua infância, um sacerdote, impressionado com sua maneira de ser, teria chamado aquela menina de “criança divina”, passando a tratá-la pelo apelido Naná.
Sua religiosidade, entretanto, não se apresentava apenas como hábito exterior. Os relatos sobre sua personalidade descrevem uma jovem afetuosa, modesta e particularmente sensível ao sofrimento alheio.
DE IRMA A MEIMEI.
O nome pelo qual se tornaria conhecida no movimento espírita surgiu, segundo o testemunho de Arnaldo Rocha, de maneira bastante íntima.
Durante o namoro, Irma e Arnaldo teriam encontrado, em uma publicação, referência à personagem chamada Meimei, acompanhada da explicação de que o termo significaria algo próximo de “noiva querida” ou “bem-amada”.
O nome permaneceu inicialmente como uma forma carinhosa e particular de tratamento entre os dois.
Somente depois do desencarne de Irma é que “Meimei” se tornaria publicamente conhecido, associado às mensagens recebidas por Francisco Cândido Xavier.
A expressão “amor puro”, igualmente relacionada à sua memória, teria origem em sua irmã Rute.
Assim, um nome que nascera na intimidade de um relacionamento conjugal acabou ultrapassando os limites da vida particular e passou a identificar, no âmbito da literatura mediúnica, uma personalidade espiritual dedicada a mensagens de ternura, educação e amparo.
UMA VIDA CURTA, UMA EXPERIÊNCIA INTENSA.
Irma casou-se com Arnaldo Rocha aos 22 anos.
O matrimônio, porém, durou aproximadamente dois anos.
Portadora de nefrite crônica, hipertensão e graves complicações renais, desencarnou em Belo Horizonte em 1º de outubro de 1946, aos 23 anos, pouco antes de completar 24.
Seu grande desejo era ser mãe.
E talvez seja justamente nesse ponto que sua história encontre uma das suas características mais delicadas.
Meimei amava as crianças. Segundo os relatos de Arnaldo, nutria profundo desejo de maternidade e até mesmo imaginava um pequeno filho a quem chamava carinhosamente de seu “principezinho”.
Quando Arnaldo chegava do trabalho e se sentava, ela brincava dizendo que ele estava sentado sobre seu filho imaginário.
Não é necessário transformar essa passagem em explicação sobrenatural. Ela pode ser compreendida simplesmente como expressão do intenso desejo de maternidade de uma mulher cuja existência terrena não lhe permitiu realizar esse sonho.
E, justamente por isso, a posterior associação de Meimei com o amparo às crianças adquiriu, para muitos leitores, uma profunda ressonância afetiva.
E DEPOIS DO DESENCARNE?
É aqui que precisamos distinguir doutrina espírita, obra psicográfica e tradição biográfica.
No Espiritismo, a morte não representa o desaparecimento da individualidade. A Doutrina Espírita ensina a continuidade da vida do Espírito e seu progresso através das experiências sucessivas.
Entretanto, afirmar exatamente qual posição hierárquica um Espírito ocupa no mundo espiritual exige prudência. A expressão “Espírito da mais alta hierarquia espiritual”, quando aplicada a Meimei, deve ser compreendida como uma afirmação devocional ou biográfica, e não como uma classificação estabelecida por Allan Kardec.
Da mesma forma, existe uma tradição segundo a qual Meimei seria a irmã Blandina, personagem apresentada por André Luiz em Entre a Terra e o Céu, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Essa identificação foi divulgada por pessoas próximas à história de Meimei, entre elas Patrícia Marcelino, conforme o relato apresentado. Contudo, não se deve apresentá-la como identificação documentalmente comprovada ou como afirmação da Codificação Espírita.
Na obra de André Luiz, Blandina aparece vinculada ao Lar da Bênção, uma instituição espiritual dedicada à assistência e educação de crianças desencarnadas e ao auxílio às mães.
O cenário descrito é profundamente simbólico e educativo: crianças, mães, jardins, escola, cuidado, ternura e preparação para novas experiências.
É justamente nessa atmosfera que a tradição aproxima Blandina de Meimei.
Não precisamos, contudo, forçar a identificação para perceber a beleza da mensagem.
A PRECE DA CRIANÇA.
Entre as mensagens atribuídas a Meimei através da psicografia de Chico Xavier encontra-se uma tocante súplica em favor das mães.
Seu sentido fundamental ultrapassa a simples proteção infantil.
A criança pede que aquele que a auxilia não abandone sua mãe, porque a criança depende igualmente do equilíbrio, da proteção e do amor maternos.
A imagem é de extraordinária profundidade: a criança é apresentada como a flor que promete fruto; a mãe, como a árvore que a sustenta.
A mensagem desloca, assim, nossa atenção da criança isoladamente considerada para a família como organismo moral.
Cuidar da criança significa também cuidar daqueles que a educam.
Amparar o filho sem amparar a mãe pode significar cuidar do efeito e abandonar uma das causas fundamentais de sua segurança afetiva.
Esse princípio encontra perfeita consonância com a perspectiva espírita de educação moral, responsabilidade e progresso do Espírito.
MEIMEI E A VERDADEIRA CARIDADE.
Talvez seja esse o ponto em que a lembrança de Meimei possa nos oferecer algo mais importante do que a curiosidade sobre sua suposta posição espiritual.
Não é necessário saber se ela ocupa determinado grau na hierarquia dos Espíritos para compreender o valor de sua mensagem.
O essencial está naquilo que sua história inspira.
A jovem Irma, segundo os testemunhos conservados, enxergava o pobre onde muitos talvez vissem apenas um mendigo.
Desejava ser mãe.
Amava as crianças.
Viveu pouco.
Sofreu.
Desencarnou jovem.
E, posteriormente, seu nome passou a estar ligado, na literatura mediúnica de Francisco Cândido Xavier, a mensagens de ternura, educação e proteção.
Seja qual for a interpretação que se dê às informações transmitidas pela tradição, há uma lição que permanece acima das discussões biográficas:
a grandeza espiritual não se mede pela posição que alguém ocupa, mas pela qualidade do bem que consegue realizar.
Meimei, como Irma ou como a personalidade espiritual apresentada nas mensagens atribuídas a esse nome, permanece para muitos leitores como símbolo da maternidade espiritual, da infância amparada e da caridade que não humilha.
E talvez seja essa a melhor maneira de recordá-la: não apenas como alguém que desejou ser mãe, mas como alguém cuja memória passou a ser associada ao cuidado daqueles que mais necessitam de proteção.
A criança pede abrigo; a mãe pede amparo; e a caridade verdadeira compreende que ambas caminham juntas.
FONTES PARA ESTUDO.
Francisco Cândido Xavier / André Luiz — Entre a Terra e o Céu, especialmente o capítulo IV, “No Lar da Bênção”, FEB.
Francisco Cândido Xavier / Meimei — mensagens psicografadas atribuídas a Meimei, em obras e coletâneas mediúnicas.
Relatos biográficos de Arnaldo Rocha sobre Irma de Castro, posteriormente divulgados por Patrícia Marcelino.
Allan Kardec — O Livro dos Espíritos, especialmente os princípios referentes à sobrevivência e à progressão dos Espíritos.
Observação de rigor: a identificação de Meimei com a personagem Blandina e a afirmação de que Meimei seria um Espírito de “mais alta hierarquia espiritual” devem ser apresentadas como tradição ou interpretação biográfica/mediúnica, não como fatos estabelecidos pela Codificação de Allan Kardec. Isso preserva a beleza da narrativa sem sacrificar a lucidez espírita.
Arrumar a cama de manhã é sua primeira tarefa. Isso dá uma sensação boa e motivação para a próxima tarefa. Com esse pequeno início, você conseguirá fazer coisas maiores durante o dia.
Isso mostra que pequenas ações importam. Se você não faz bem as pequenas coisas, como fará as grandes?
O homem criou deuses para explicar o céu; talvez sua maior tarefa agora seja aprender a contemplar o céu sem exigir que ele lhe responda.
Talvez a maior tarefa da razão seja descobrir onde termina aquilo que sabemos e começa aquilo que apenas supomos.
COMO SABER SE ESTOU REALMENTE PENSANDO POR MIM MESMO?
Pensar por si mesmo parece uma tarefa simples até percebermos que grande parte daquilo que chamamos de pensamento próprio chegou até nós antes mesmo de decidirmos pensar.
Aprendemos palavras que não inventamos, valores que não escolhemos, explicações que recebemos prontas e interpretações que repetimos tantas vezes que deixaram de parecer interpretações. Tornaram-se evidências.
Talvez uma das maiores ilusões da autonomia seja acreditar que um pensamento é nosso simplesmente porque acontece dentro da nossa cabeça.
Pensar por si mesmo não significa pensar sozinho. Ninguém constrói conhecimento partindo do zero. Somos atravessados por professores, livros, famílias, culturas, religiões, ideologias, experiências, algoritmos e autoridades. A questão não é eliminar essas influências. A questão é decidir quanto peso cada influência merece.
É nesse ponto que pensamento crítico e discernimento se aproximam, mas não são exatamente a mesma operação.
Questionar uma ideia é importante. Encontrar argumentos contrários também. Mas existe uma pergunta anterior e frequentemente esquecida: por que estou atribuindo a esta informação o peso que estou atribuindo?
Uma fonte pode ser confiável e ainda assim não ser decisiva para determinado problema. Uma emoção pode ser legítima e ainda assim não constituir evidência. Uma autoridade pode dominar um campo e estar falando fora dele. Uma experiência pessoal pode ser verdadeira e continuar insuficiente para uma generalização.
Pensar melhor, portanto, não depende apenas de possuir mais informações. Depende de aprender a avaliar a função que cada informação deve exercer naquilo que decidimos acreditar ou fazer.
Chamo essa operação de discernimento.
Em meus trabalhos sobre METADISCERN, Pedagogia do Discernimento e Alfabetização do Discernimento Consciente, tenho investigado justamente essa passagem: não apenas pensar sobre o pensamento, mas examinar o que estamos autorizando a participar de nossas decisões e com qual peso.
Autonomia não é ausência de influência.
Autonomia é influência examinada.
Talvez pensar por si mesmo comece quando descobrimos que nem todo pensamento que acontece em nós precisa receber nossa autorização para continuar pensando por nós.
Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista, Educador, Escritor e Pesquisador
Quando servimos com devoção, transformamos cada tarefa cotidiana em uma oferta de gratidão ao Criador.
"Dentro de casa, cada tarefa feita com amor constrói o caráter; valorizar quem trabalha ao nosso lado é o primeiro passo para ter um lar abençoado e pleno de paz."
... tão logo
descobriu-se que a tarefa
de informarou de mal-informar
é facilmente manipulável e lucrativa;
a buscae o entusiasmo pelojusto
e pelo verdadeiro perderam
sua encorajadora
relevância!
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