Um Bilhete para terra do nunca A manhã... Priscila Oliveira Orphanides
Um Bilhete para terra do nunca
A manhã nasce vazia,
Com tanta tarefa no dia.
Na tempestade me perdi,
Sem terra ou água por ali.
É um furacão que não sei explicar,
Bagunça difícil de arrumar.
Será o tédio que o presente traz,
Ou a saudade do que ficou para trás?
Sinto o abandono sem ser abandonada,
Uma nostalgia de quem não viu nada.
Meu sonho é habitar meu próprio interior,
E desvendar do abismo o seu real valor.
Chorar o que guardei, sem mais esperar,
Até que a paz venha me encontrar.
No refúgio da criança, enfim me esconder,
E na Terra do Nunca, nunca mais despertar.
