Vivemos

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Vivemos em um país onde assinar significa assassinar o povo.

Vivemos a própria eternidade, nascendo e morrendo, morrendo e nascendo, vivendo a eternidade.

Precisamos parar de acreditar na ilusão de que vivemos em uma verdadeira democracia. Na realidade, nunca fomos verdadeiramente uma democracia. O que temos é uma ditadura que favorece banqueiros e grandes empresários, onde somos, na prática, escravizados pelo trabalho. Trabalhamos por necessidade, porque, sem um emprego, não temos como garantir nossa sobrevivência. Uma verdadeira democracia, que realmente merecesse esse nome, não permitiria que qualquer pessoa passasse fome, vivesse sem abrigo, ou ficasse sem acesso à educação e saúde. As necessidades básicas de todos deveriam ser atendidas pelo estado, mas, em vez disso, somos forçados a trabalhar incessantemente para sobreviver.


Existem alguns privilegiados que, por sorte, conseguem trabalhar em algo que realmente gostam, mas a maioria de nós trabalha apenas por necessidade, para garantir o mínimo para a nossa sobrevivência. Nos tornamos meras engrenagens de um sistema que nos usa como escravos para sustentar banqueiros, mega-empresários e investidores — pessoas que controlam os bancos e as grandes corporações. Eles dependem de nosso trabalho para se manterem ricos, ostentando uma vida de luxo às nossas custas, enquanto nós, que sustentamos o sistema, vivemos na pobreza.

Já vivemos um apocalipse zumbi; e os zumbis se alimentam da carne do medo, do ódio e do ego, para manter vivo suas vidas mortas.

Vivemos em uma sociedade onde as pessoas confundem humildade com humilhação, amor próprio com ego próprio, reciprocidade com interesse.

Vivemos para deixar parte de nós, para nós, deixar parte de nós.

Vivemos apenas no presente, no agora. O futuro é uma ilusão, e o presente é a transformação contínua. Os dias se transformam dentro do agora. O amanhã não existe, porque o amanhã é, na verdade, o agora. Criamos datas para nos organizar, mas isso não reflete a realidade, porque o tempo, como o entendemos, não existe. O que existe é a transformação constante – do recém nascido ao idoso, passamos por mudanças contínuas. Nascemos depois da morte, e nascemos para morrer. A vida está sempre no presente, no agora. Por isso, só podemos viver o presente, pois o antes e o depois são apenas interpretações do que está acontecendo agora.


A maior prova de que o ontem e o amanhã não existem é o simples fato de que estamos aqui hoje.

Vivemos em um transe hipnótico induzido pela mentira; é preciso acordar do transe com o estalo do óbvio.

Vivemos em um mundo onde a maioria das pessoas vive um sono profundo, dorme de olhos fechados, dorme de olhos abertos; e nunca acorda para a realidade, pois a realidade é um despertador silenciado pela mentira.

Vivemos para deixar, não para levar,
Deixar momentos, que nos fazem lembrar.
Deixar saudades, que o tempo não apaga,
Deixar histórias, que a vida propaga.


Deixar conhecimentos, que iluminam o ser,
Deixar transformações, que ajudam a crescer.
Deixar criações, que a alma expressa,
Deixar palavras, que o coração confessa.


Deixar pensamentos, que nos fazem refletir,
Deixar ideias, que nos fazem expandir.

Deixar sentimentos, que nos conectam no fundo,
Deixar afetos, que fazem o mundo.


E, por fim, deixar amor, em cada ação,
O maior legado, a verdadeira razão.

Na atualidade em que vivemos, estamos imersos em um excesso de informação, o que gera o excesso de interpretação. E o excesso de interpretação cria o excesso de pensamentos, e o excesso de pensamentos cria o excesso de sentimentos. E o excesso de sentimentos cria o excesso de sentimentos negativos ou positivos. E, nesses excessos de sentimentos, surgem sentimentos de depressão, ansiedade, medo, angústia, confusão. E, com tanto excesso, você já não consegue mais interpretar o que sente e por que sente, devido ao excesso de informação sendo colocado no seu inconsciente diariamente, por meio das redes sociais, internet, televisão e mídias em geral.

As Pontes Invisíveis


Vivemos em uma era estranha. Nunca foi tão fácil atravessar continentes com uma mensagem e, ao mesmo tempo, nunca pareceu tão difícil encontrar pertencimento. Cercadas por conexões instantâneas, muitas pessoas seguem isoladas. Cercadas por discursos sobre liberdade, muitas continuam aprendendo a esconder quem são.


Talvez uma das grandes tarefas do nosso tempo seja reconstruir aquilo que as fronteiras, os preconceitos e os interesses dividiram. Não através de novas muralhas, mas por meio de pontes. Não por meio da uniformidade, mas pelo reconhecimento da pluralidade humana.


Há uma força silenciosa que atravessa povos, idiomas e culturas. Ela aparece quando alguém estende a mão sem exigir semelhança. Quando uma pessoa protege outra sem esperar recompensa. Quando o respeito supera a necessidade de controle. Quando a solidariedade se torna mais importante do que a identidade.


As grandes transformações raramente começam nos palácios ou nos parlamentos. Elas nascem em pequenos gestos, em encontros improváveis, em redes invisíveis de confiança que se espalham lentamente até formarem algo maior do que a soma de suas partes.


O século XXI exige novas formas de comunidade. Formas que não dependam da geografia. Formas que não imponham uma única visão de mundo. Formas capazes de reunir pessoas diferentes em torno de princípios simples: dignidade, proteção mútua, autonomia, respeito e cooperação.


Uma comunidade verdadeira não é aquela que exige obediência. É aquela que inspira responsabilidade. Não é aquela que determina como todos devem pensar. É aquela que permite que cada pessoa pense por si mesma sem medo de ser abandonada.


Em tempos de intolerância, proteger torna-se um ato de coragem. Em tempos de vigilância, confiar torna-se um ato de resistência. Em tempos de fragmentação, construir laços torna-se um ato revolucionário.


Nesse horizonte, a obra de William Contraponto ecoa como um lembrete de que toda estrutura humana precisa permanecer aberta ao questionamento, sob risco de se transformar naquilo que diz combater.


Talvez o futuro pertença menos às instituições rígidas e mais às redes humanas capazes de atravessar fronteiras sem carregar consigo a pretensão de dominar. Redes discretas, porém presentes. Diversas, porém unidas por valores comuns. Invisíveis para quem procura poder, mas essenciais para quem procura pertencimento.


Porque toda época produz seus muros.


Mas são as pontes que sobrevivem.

Felizmente, na época em que vivemos, possuir o verdadeiro caráter muitas vezes significa tornar-se um fora da lei. Essa ideia é instigante, porque nos leva a refletir sobre o real sentido de ter caráter. O caráter autêntico não está limitado às regras escritas ou às normas impostas, mas à coerência interior de cada ser humano. Obedecer pode ser fácil, mas sustentar princípios inegociáveis diante da injustiça é o que revela a essência do caráter verdadeiro.

A tristeza do hoje está no quanto vivemos no ontem e no amanhã, ao invés do agora.

⁠Por mais que vivemos, por anos e décadas, ainda nos será pouco, para entendermos a alegria de viver. Se a morte nos abater, será como viver apenas um ano ou não mais, de uma década, pois a vida é uma criança, que não tem consciência da morte, simplesmente brinca com ela.
Natalirdes Botelho

Romanos 14:8
"Porque, se vivemos, para o Senhor vivemos."

Se Deus ainda não te levou para o céu, é porque sua missão na terra ainda não terminou.
Viva para Cristo. Seja luz. Ganhe almas. Faça a diferença.

Gálatas 5:25

Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.

Quem vive no Espírito não é guiado pelas emoções do mundo, mas pela vontade de Deus

A ganância é tanta que vivemos sempre em busca de algo, só não sabemos o quê.

Não te compares


Vivemos numa geração
onde um sorriso vale mais numa fotografia
do que a verdade escondida por detrás dele.
Onde mostramos vidas perfeitas,
enquanto por dentro
há pedaços nossos a pedir socorro.


Crescemos a comparar caminhos,
rostos, corpos, sonhos e conquistas,
como se a vida fosse uma corrida
e chegar depois significasse perder.


Mas ninguém vê as noites mal dormidas,
as lágrimas escondidas,
o medo de não ser suficiente,
nem as batalhas que travamos em silêncio.


Olhas para alguém
e pensas: “Eu queria ser como ele.”
Mas esqueces-te de uma coisa:
também há alguém a olhar para ti
e a desejar ter aquilo que tu tens.


A nossa geração aprendeu a mostrar tudo,
menos aquilo que realmente sente.
Aprendeu a dizer “estou bem”
quando o coração gritava o contrário.
Aprendeu a esconder as feridas
para não parecer fraca.


Mas tu não tens de ser igual a ninguém.


Não precisas de florescer ao mesmo tempo que os outros.
Uma flor não deixa de ser bonita
só porque outra nasceu primeiro.


O teu caminho é teu.
As tuas cicatrizes são tuas.
Os teus passos, mesmo pequenos,
continuam a ser passos.


Por isso, não te compares.


Não transformes a vida de outra pessoa
numa medida para julgarem a tua.


Talvez hoje não te reconheças,
talvez ainda estejas a tentar juntar
as partes que o mundo te fez perder.


Mas continua.


Porque crescer também é aprender
que não precisamos de ser perfeitos
para merecermos existir,
sermos amados
e, finalmente,
sermos nós próprios.

“Vivemos cercados de respostas”

Em poucos segundos, encontramos definições, pesquisas, opiniões, vídeos, especialistas, estatísticas e, agora, sistemas capazes de organizar tudo isso em textos convincentes.

Nunca foi tão fácil obter uma resposta.

Talvez por isso nunca tenha sido tão necessário aprender a desconfiar dela.

O grande problema do nosso tempo já não é apenas a falta de informação. É a incapacidade de avaliar a autoridade que concedemos àquilo que encontramos.

Informação não é conhecimento.

Conhecimento não é sabedoria.

E nenhuma quantidade de informação substitui o discernimento.

Podemos ter acesso a milhares de dados e continuar intelectualmente desarmados diante deles. Podemos repetir uma explicação correta sem compreendê-la. Podemos defender uma ideia falsa com argumentos sofisticados. Podemos, inclusive, saber muito e julgar muito mal.

A tecnologia ampliou extraordinariamente nossa capacidade de encontrar respostas. Mas não pode assumir a responsabilidade humana de decidir quais delas merecem confiança.

É exatamente nesse intervalo que o discernimento se torna indispensável.

Discernir não é desconfiar de tudo. É não acreditar em tudo com a mesma facilidade.

É perguntar pela origem, pela evidência, pela coerência, pelos limites e, principalmente, pelo peso que determinada informação merece receber antes de influenciar aquilo que pensamos e decidimos.

A informação oferece respostas.

O discernimento decide quais respostas merecem autoridade.

Talvez o analfabeto mais vulnerável do nosso tempo não seja aquele que não consegue acessar informação.

Seja aquele que acessa todas e já não consegue distinguir o que merece ser acreditado.

Carlos Eduardo Balcarse
Psicanalista | Educador | Escritor | Pesquisador