Vivemos
Sentir saudades do que não vivemos, do que não conhecemos, é frustrante, é doloroso. Pensar nós abraços que não acontecerão, em almoços que nunca irão ter, pensar em nunca ter sido o amor de alguém, o porto seguro, o lar, a vontade de retornar, dói saber, sentir, dói a alma, dói o coração, dói a solidão!
Vivemos em tempos onde quase ninguém erra. Todos parecem tão certos, tão completos, tão exemplares. São mestres de tudo: sempre prontos com conselhos, sempre seguros de suas opiniões. Mas, no fundo dessa fachada de perfeição, há uma ausência que ecoa: a falta de autenticidade.
Eu sinto falta de pessoas reais. Daquelas que não têm medo de assumir os tropeços, que falam sobre os seus medos, que ainda se permitem aprender. Sinto falta das conversas sinceras, onde as imperfeições não são escondidas, mas compartilhadas. É na vulnerabilidade que encontramos a essência da humanidade.
As pessoas artificiais não me atraem. Elas brilham por fora, mas não aquecem. São vitrines impecáveis, mas vazias. O que me inspira são os que carregam sua humanidade sem disfarces, os que não fingem ser perfeitos. Há uma beleza incomparável naqueles que aceitam seus erros e, ainda assim, seguem em frente, crescendo e aprendendo.
A perfeição que muitos buscam é uma ilusão. A vida acontece no desequilíbrio, no cair e levantar, no admitir “eu não sei”. É aí que reside a verdadeira força: na coragem de ser imperfeito, de mostrar as feridas e as falhas.
Pessoas reais não têm todas as respostas, mas têm histórias. Não são impecáveis, mas são inteiras. E isso é o que as torna verdadeiramente inspiradoras. É fácil admirar a perfeição ilusória, mas é profundamente transformador caminhar ao lado de quem vive com o coração aberto, de quem ousa ser vulnerável em um mundo que exalta o invulnerável.
Quebrar essa ilusão de perfeição é um ato de coragem. É admitir que errar não é falhar, mas existir. É reconhecer que somos todos aprendizes, caminhando em um mesmo solo incerto, tentando encontrar sentido nas nossas experiências.
“Vivemos tempos em que a falta de educação virou norma, e quem tenta corrigir é tratado como o problema.”
ROMEU E JULIETA, SEM SHAKESPEARE
[à Crioula]
Vivemos na mesma cidade,
sob o arco da velha Roma.
Mas o espaço geográfico não comungou
Para que nossos caminhos se encontrassem.
Valha-me Deus, Santa Bárbara nossa!
Poema, conosco, o raio do amor não caiu no mesmo lugar.
E o desejo mora em nossos corpos, Crioula minha!
As ruas do querer, se alongaram.
Asfaltou o chão de terra que compunha o amar.
A paixão sempre ficou à espreita,
Nunca acaba!
Somos Romeu e Julieta
(o requeijão e o doce de goiaba)
No entanto, não nos degustamos!
A cada dia tomamos
uma dose do veneno “Se” (do Djavan)
O universo tenta nos afastar,
mas a cada passo dado, nos queremos mais como um ímã.
Minha fonte Luminosa, queria mergulhar meus lábios negros
nas águas que jorram do teu arco.
E ir confessar meus desejos carnais na tua catedral.
Meu soneto de 14 versos – de 4, 4 - 3 3.
Há quem diga que se nos rendermos ao desejo, seremos escravos dele.
Mas se somos prisioneiros do amor!?
... é de pessoas como a Crioula, que os poetas se debruçam a escrever poesia.
Abro um parênteses (talvez se consumíssemos esse tal desejo, poderíamos perder o gosto do querer)
Nossa Senhora das Dores, rogo-te que alivia as aflições desse caro Crioulo,
Que tua filha cuasarte!
Só em te pedir, me dói.
Crioula, aqui me despeço de ti, pois, não podemos ter tudo que queremos.
Em nós, cabe ainda a virtude da expectativa,
e com gosto de como ficou Pelé, do gol que não fez, como se o fizesse.
“Vive” – Desencana , nêgo, tudo nela gera tanta dor,
E não se sente!?
“Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu”
O amor platônico me mata!
Erromeu!!!
A vida é como o estado de embriaguez, hora vivemos a euforia, hora a reflexão; uma não existe sem a outra.
Uma vida nova, não significa deletarmos tudo que vivemos e começarmos do zero, só pensando no presente. Até porque carregamos consequências do nosso passado. Então, que sejamos coerentes. Que seja uma maneira de começarmos a enxergar e viver a nossa vida de um jeito diferente.
Sociedade ridícula que vivemos, de tudo eles tem preconceito, sei lá, mas não consigo me encaixar nesse mundo idiota
Um dia você vai entender que nem tudo o que vivemos nasce das nossas escolhas.
Nem sempre seguimos o caminho que desejamos trilhar.
Muitas vezes, a vida nos conduz por rotas impostas,
como marionetes presas a fios invisíveis,
acreditando ter opções escolhas quando, na verdade, apenas seguimos o movimento do que nunca foi nosso.
A Vida!!!! Num dia morremos, noutro vivemos, Num dia feliz, noutro triste, Num dia amamos, noutro odiamos, num dia somos lembrados, noutro esquecido. Noutra vida!!!!
Vivemos no tempo em que o tolo dispensa a oportunidade de sentar numa mesa a prosear, e preza por uma tela vazia a procrastinar.
Que o tempo ensine a nós, que vivemos em desamparo,
que a vida adulta não é tamanho fardo.
Você pode ser, para si, o abrigo nunca encontrado,
o afago, por vezes, negado.
Orgulhe-se: o tempo de outrora, é passado.
Nossa mensagem se torna insignificante se o que vivemos é diferente do que pregamos. Os cristãos tem que andar como Jesus andou.
Vivemos em um tempo onde palavras são
moedas sem lastro; qualquer um conta uma história bonita, qualquer um inventa uma informação convincente. (Livro Sangue no Tanque de Tubarões)
A vida da gente é, de fato, um retrato das lutas, tristezas, vitórias e emoções que vivemos. É as lembranças são um retorno ao passado por meio de pensamentos e memórias que carregamos a vida inteira. São experiências de vida que começaram com os conselhos dos nossos pais, nos preparando para as adversidades da vida, para que, mesmo diante de críticas, nunca deixássemos de nos lembrar das nossas origens. A nossa casa simples, a família honrada e o trabalho que dignifica e valoriza todos os nossos atos como seres humanos, independentemente da idade que tenhamos.
O autocuidado e seus variados tópicos não são exageros, vivemos em uma época exaustiva, se cuidar, é mais que se amar. É um ato de sobrevivência meio ao caos, seja você sua paz!
