Viva a Vida como se Fosse a Ultima
O ser humano narcisista moderno, é apaixonado pela alienação. Se não fosse, tomaria alguma atitude para sair de uma bolha que faz ele sair de casa todos os dias por algo que não faz ele feliz.
Isso torna normal o suicídio ético, termo definido em uma palestra do professor Leandro Karnal, que é a romantização do trabalho árduo, o famoso "estou me matando de tanto trabalhar", o que causa a escassez da frase "estou me matando de tanto ser feliz".
Larguei até o livro que eu estava começando a ler
Só pra te ver
Sofrer por mim
Se eu fosse mais nova
Eu cederia sim
Sim, mas não
Larguei até o vício que eu estava começando a ter
Em Cabernet
E só porque vejo sua live
Não tão leve
Obsessão em mim
(Qualquer vício é ruim)
Se a velocidade que os problemas sociais são criados fosse a mesma que o ser humano evoluí, estaríamos no futuro...
Quisera eu
Que a minha miopia
Fosse nos olhos
Do coração
Ou da alma
Pois eles sempre
Enxergam amor
Onde não há!!!
Fernanda de Paula
Instagram: fernanda.depaula.56679
Novo Instagram: mentepoetica2020
Se o chocolate fosse uma parte obrigatória do café da manhã, as pessoas não seriam assim tão rabugentas no começo do dia.
Se não fosse você
A canção não existia
Calaria-se a poesia
E eu cesaria de dançar
Se não fosse você
Eu nunca mais soriria
Caminharia na chuva
Tomava banho de mar
Se.não fosse você
Esse meu coração
Não sobreviveria
A tanta desolação
Inda bem meu amor
Que você regressou
Me trazendo o amor
E a ressureição
Quando criança me achava feio e burro por que pensava que todo mundo fosse feio era burro, e isso mudou muito a minha vida a perspectiva de uma maneira geral. Quando passei a perceber outra lógica tanto tempo tinha passado, tantas situações. A concepção de beleza é uma ilusão burra da nossa fútil inteligência.
" Se veneno fosse o bom humor: muitos precisariam tomar desse veneno— para alterar as funções vitais — seria mais agradável estar ao lado, e a harmonia entre todos nós ".
TUDO OU NADA
Nunca imaginei que fosse possível existir alguém na qual se desse tão bem comigo...
A gente se conhece a pouco tempo, mais o prazer q eu sinto de ser teu amigo é incomensurável. Sua amizade é preciosa como a mais pura jóia, seu jeito é encantador, seus olhos são luminosos, teu sorriso é resplandecente...
Escrevo essas palavras a ti com um único propósito: "mostrar q quero te deixar feliz todos os dias". Mesmo sabendo q as vezes posso ser irritante, mais isso não me importa se eu tiver sua amizade e teu carinho... Espero q não se afaste, por susto ou constrangimento...
"Pensamentos sinceros??
Ou apenas um poema??"
Meu pai.
Meu pai nasceu em 1919 e teria hoje, se fosse vivo, 101 anos.
Infelizmente ele se foi em 1999 portanto há vinte e um anos.
Tenho vagas lembranças de como teriam sido os primeiros anos da sua vida pelos seus relatos já quase esquecidos.
Para falar a verdade, é dificílimo imaginar meu pai aos cinco, dez ou quinze anos, vivendo na cidade de São Paulo onde as novidades o teriam deixado tão surpreso, como para mim o advento da televisão colorida em meados dos anos setenta ou a internet nos anos noventa.
Naquela época as grandes novidades devem ter sido a chegada ao Brasil dos primeiros carros, a popularização do rádio e o acesso aos primeiros cursos universitários.
Meu pai contou que o primeiro carro que meu avô comprou, um Ford 1929, da sua alegria em ter um rádio e de como ele conseguiu fazer à noite, o curso de ciências contábeis e atuariais da Faculdade Álvares Penteado do Largo de São Francisco.
Tempos difíceis, dizia ele que vivenciou o gasogênio, tinha dificuldade em saber das notícias internacionais pelo rádio e tinha que chegar em casa, por imposição do meu avô, obrigatoriamente às nove horas da noite, ainda que as aulas terminassem depois desse horário.
É bem verdade que ele tinha certas regalias que a maioria dos jovens não tinham . Ele já podia dar suas voltinhas com o carro da família uma vez que desde os dezoito anos ele é quem dirigia porque meu avô tinha dificuldade para fazê-lo, para não dizer que dirigia muito mal.
Foi numa dessas voltinhas pela Rua Frei Caneca que ele viu pela primeira vez a minha mãe. Deve ter sido um impacto fulminante porque a minha mãe era seguramente a garota mais bonita de toda São Paulo. Prova disso, são as fotos que sempre publico.
Além de linda, minha mãe dançava balé, era formada em música pelo Conservatório Dramático e Musical de São Paulo e dava consertos públicos aos dezenove anos de idade. Sua educação foi primorosa. Era a mais bonita, a mais inteligente e a primeira filha mulher. Ouvi dizer que era o xodó do pai e da mãe com muita razão.
Segundo meu pai, a troca de olhares foi rápida, as primeiras conversas furtivas e o namoro alguma coisa perto de uma história de terror uma vez que o meu avô era um português no mínimo turrão.
Quando meu pai foi pedir minha mãe em namoro, a conversa teria se tornado um desafio uma vez que meu avô disse que com filha dele ninguém brincava e que ele não admitiria namoro ou noivado prolongado.
Quem conheceu meu pai sabe que o sangue espanhol dele fervia nas veias quando era confrontado e ele teria perguntado ao meu avô quanto tempo seria suficiente ou demasiado e meu avô teria dito que não poderia demorar mais que seis meses.
Oh! Deus! Imagino a cara do meu pai, que esperava autorização para ir ao cinema com minha mãe na companhia de alguma irmã e sair de lá noivo para casar.
Segundo relatos fidedignos, meu pai teria imediatamente marcado a data do casamento para daí a quatro meses e o grande problema nem foi esse e sim contar para o meu avô, o seu pai que ele casaria no final daquele mesmo ano.
Houvesse esse termo naquela época e eu diria que “a casa caiu”.
Meu pai me contou a condição imposta pelo padrasto para que ele se casasse seria ir morar em Vera Cruz, uma cidadezinha do meio do Estado de São Paulo, que hoje tem uns de dez mil habitantes, naquela época só uma rua pequena e sem saída.
A minha mãe me contou que foi uma correria louca. A noiva tinha que fazer o enxoval, e promover a festa e o dinheiro mal dava para o dia a dia da família Pacheco.
Apesar dos pesares meu pai e minha mãe casaram-se dentro dos escassos quatro meses. O vestido da noiva era uma obra-prima, a festa foi perfeita e até pouco tempo, havia em casa alguns lençóis de puro linho do enxoval original. No mais, eu estou aqui para contar essa história louca e verídica.
História do cara mais incrível que eu conheci, meu pai Antônio Guzman Mariscal.
Contabilista rádio amador, criador de pássaros de canto, espanhol esquentado, homem íntegro e honesto que fez tudo que podia pelos filhos, do qual eu me orgulho de ter muitos princípios. E o nome Guzman.
"Queria que o tempo voltasse
Nem que fosse só um pouquinho
Mesmo que voltasse para aqueles dias que se fizeram sombrios, onde as lágrimas e a dor reinava;
Mesmo assim o queria
Desta forma, eu estaria mais perto de ti mesmo que ainda estivesse tão longe."
SER
Sou apenas o que sou!
Nada importa
Além
Da mente,
Da alma,
Amém.
Mesmo se meu desejo fosse...
Jamais conseguiria parar
O pulsar
Do coração nascido
Em versos andarilhos.
Não me fale nada,
Não me conte nada,
Não me faça nada
Apenas aproveite o dia.
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