Existência da Vida
Viver pouco ou muito não está relacionado a duração da nossa existência, mas a quantidade de vida que somos capazes de colocar dentro dela. Por isso, há pessoas que vivem pouco, no entanto, morrem com 100 anos, enquanto há outras que vivem muito, embora tenham morrido com trinta anos.
Vida é ilusão e só a bondade salva
A causa da existência
É parte de nossa vida
Dentro da referência
De certa meta escolhida
Vida tem começo e fim
A existência também
Pois, o mundo é assim
Na ilusão de viver bem.
Inicia pela infância
Com a ligação familiar
De cuidado e elegância
Como modo de nos criar
Um mundo de fantasia
De sonho, de amizade
Brincadeira e alegria
Confiança e lealdade.
Vem a bela adolescência
Com pendor independente
Ignorância da vivência
De algo mais consequente.
Às vezes cheia de valores
Daqueles da vida mundana
Submissos a exploradores
Que sempre ao tolo engana.
Logo vem a maturidade
Também a união conjugal
Filhos de tenra idade
Pensamento desigual
Precisa estar convicto
Se for mãe parece linda
Pai já não é tão bonito
Quando a mocidade finda.
São vários os tropeços
Na vida de cada um
Às vezes sem endereços
Nem rumo a lugar algum.
Começo e fim da vida
Independem de virtude
Com a duração vencida
Vem a morte ou finitude
A finitude ao chegar
Não traz cartão de visita!
Vem só para exterminar
Aquele de quem necessita.
Não marca hora nem dia
Nem pede licença a ninguém
Chega de mão vazia
Executa o que lhe convém.
Aí, não tem mais escolha
Diz a Sagrada Escritura
O cristão vira uma bolha
Desce a lúgubre sepultura! ...
Assim, a vida é uma ilusão
Difere apenas se houve nela bondade!
O que abre caminho a salvação
Volta a alma ao Pai na Eternidade!
Existência
quando a aurora sorrir na alma
a vida flutua no vento
dádiva do amor reverbera
fincada em minha existência.
Na vastidão do oceano
encontro minha inocência
de mãos dadas caminho
em busca da essência.
Estrelas preenchem
os vazios existenciais
fluindo uma vida serena
com dias ensolarados
dilúvio de um coração
preenchido de gratidão
@zeni.poeta
Tempestade
Essa vida de caos
Tenebrosa essência
Da existência miserável
Perversidade eloquente
Singularidade do ser.
Soneto da Existência Dicotômica
No rastro da vida, um dilema se esconde,
Por ouro e por sombra, em dúvida me perco.
Nas curvas do ser, o destino que arremesso,
Vale a pena o viver, ou é fardo que responde?
Verdades se ocultam em fé não contida,
Na pressa da vida, a eterna busca insana,
Cada curva, um desafio, na estrada que emana,
Onde a mente batalha, na jornada sofrida.
Mas na sinfonia da vida, um regente persiste,
Talento e decência, em harmonia tão rara,
Na dualidade do ser, a escolha declara,
Na ética e na luta, o caráter insiste.
E ao final, na busca incessante do ser,
Nos versos da vida, a essência revela:
Na força do sonho, a alma anseia e apela,
Por um mundo que, em dualidades, devemos percorrer.
Uma existência breve, não equivale a uma vida que valha a pena, porque apenas nos permite perceber o mundo sem apreciar plenamente a sua magnitude. E quando os nossos desejos mais profundos se tornam realidade, eles raramente perduram ao fim da tarde.
Uma existência breve, não equivale a uma vida que valha a pena, porque apenas nos permite perceber o mundo sem apreciar plenamente a sua magnitude.
“Na teia da existência, Deus tece o fio da vida, o homem tece o fio do destino e o pecado desfaz os nós que nos ligam à eternidade.”
Sombras da existência
Trabalha sem amor, na vida escassa,
Caminha sem um norte, em sombras frias.
O tempo se desfaz em agonia,
E o olhar se perde, onde nada passa.
O sangue, já sem cor, sem fé, sem brasa,
Flui lento, em gestos vãos, sem fantasia.
Nos corpos que se movem, a apatia,
Na rotina apagada, nada abraça.
Sonhos desfeitos, vida sem encanto,
O grito preso, a voz que já não clama,
Na noite que se alonga, só o pranto.
E o fim se aproxima, fria trama,
A escuridão avança com seu manto,
E o que restará? Só a voz que chama.
"Se, em algum momento da vida, nas diversas esferas da existência, os frutos que colhem de mim forem de má fama, evidenciando minha extrema pequenez, minha condição deplorável e minha ignorância profunda, atribuam toda a culpa a mim. Mas, se encontrarem frutos bons, seja do mais ínfimo grau de prestígio ao mais elevado, ergam seus olhos ao alto e louvem ao Deus de Abraão.
O Poder do Nome de Jesus
Ele, que é o dono da vida, o Senhor sobre toda a existência, com Sua Palavra traz à existência a cura, a libertação, a santificação e leva cada pecador ao verdadeiro arrependimento.
Seu nome está acima de todo nome, e quando O invocamos, Ele traz vida à nossa existência e somos transformados em nosso interior. Pois, quando Ele fala, todas as outras vozes se calam.
Nesse nome, existe uma realidade de glória que excede todo o nosso entendimento e que nos traz paz e alegria em meio às nossas dores e sofrimentos.
Autor: Leonardo Pimentel Menin
Tramas da Existência: Medo e Rotina
Ao longo do percurso da vida, somos compelidos a desvendar emoções até então desconhecidas.
Descobrimos como seguir em frente sem vacilar, como continuar a jornada sem permitir que o peso do cotidiano nos subjugue, e aprendemos a iluminar nossos próprios dias.
Tudo isso sem desamparar aqueles que nos são caros, enquanto absorvemos silenciosamente suas preocupações e temores.
Chega um momento inevitável em que percebemos: é mais fácil se apegar à segurança da rotina do que se lançar na vastidão incerta da existência.
O medo, por sua vez, é o espectro que mais nos atormenta — a inquietante ignorância do que o futuro pode nos reservar.
Talvez sejamos surpreendidos por um vendaval que desalinhe nossa mente, ou, quem sabe, por nossos próprios fantasmas interiores.
Talvez, diante de nossos passos, desabroche um caminho suave, como um portal aos serenos campos Elísios.
Entretanto, o medo é uma constante. Ele devora, subtrai, enquanto o conforto, por mais tentador que seja, é algo com o qual nos habituamos.
O verdadeiro desafio, o que é inestimável e insubstituível, reside no equilíbrio mental
— o único alicerce capaz de nos manter eretos diante das tormentas invisíveis da vida.
A arte tem vida por causar da existência do autor. Por que, diz Aquele que fez todas as coisas: "A minha obra existe; Porque Eu existo."
